Marcelo Falcão

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Marcelo Falcão
Marcelo em concerto com O Rappa em São Paulo, 2005
Informação geral
Nome completo Marcelo Falcão Custódio
Também conhecido(a) como Falcão, Jet
Nascimento 31 de maio de 1973 (42 anos)
Local de nascimento Rio de Janeiro, RJ
 Brasil
Gênero(s) Reggae
Rock alternativo
Rap rock
Funk rock
Samba-rap
Hip hop
Instrumento(s) vocal, violão, guitarra
Período em atividade 1993 - presente
Gravadora(s) Warner Music
Afiliação(ões) O Rappa, Charlie Brown Jr, Planet Hemp, Marcelo , BNegão, Raimundos, Chico Science e Nação Zumbi, SOJA, Racionais Mc's
Página oficial marcelofalcaooficial.com.br

Marcelo Falcão Custódio[1] [2] [3] (Rio de Janeiro, 31 de maio de 1973) é um músico brasileiro, vocalista e compositor do grupo O Rappa[4] . Nasceu e cresceu no bairro Engenho Novo na cidade do Rio de Janeiro. Mudou-se para a Barra da Tijuca após sofrer um assalto. Falcão fez o primário no colégio Salesiano do Riachuelo, que era próximo de onde morava, no Engenho Novo.

Após ter saído do Salesiano, Falcão estudou por dois anos no Colégio Tamandaré, e logo após, fez escola técnica, se formando em eletrônica, seguindo a orientação de seu pai. Falcão teve contato com a música muito cedo, quando seu pai ficaria um tempo fora e resolveu comprar um violão para aprender a tocar, enquanto estivesse longe da família. Acabou que na volta de viagem de seu pai, quando ainda criança, resolveu aprender a tocar. Com ajuda do seu tio Jão, irmão de sua mãe, ele aprendeu os primeiros acordes e, depois, seguiu sozinho. Quase todos os dias à noite, Falcão pegava seu violão e sentava na escada do prédio de seus pais no Engenho Novo, aproveitando a acústica e tirava um som.

Falcão se formou em eletrônica e começou a exercer a função, trabalhando em uma empresa que fazia manutenção em equipamentos médicos de alta tecnologia, mas a música não saía da sua cabeça.[5]

Um dia leu em um anúncio de jornal, que uma banda precisava de um vocalista. Passou nos testes e acabou entrando nessa banda, que viria ser O Rappa. Quando O Rappa decidiu tirar férias, reuniu uma turma da pesada para fazer um som e se divertir. Despretensiosamente, então, nasceu o projeto Loucomotivos, e o que era pra ser apenas um ensaio pré-carnavalesco virou o maior barulho da Lapa nos verões cariocas.[6] [7]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Começo[editar | editar código-fonte]

Carioca da gema, Marcelo Falcão Custódio, mais conhecido como Falcão ou Jet, nasceu e viveu no bairro do Engenho Novo, subúrbio carioca. Conseguiu adquirir o status de um dos maiores e melhores cantores do Brasil através de muita luta, suor e persistência. Pode-se dizer, então, que ele é o verdadeiro "nó de fumaça" da música brasileira.

O Rappa[editar | editar código-fonte]

Em 1993, com a vinda do cantor regueiro jamaicano Papa Winnie ao Brasil, foi montada uma banda às pressas para acompanhar o cantor em suas apresentações. Formada por Nelson Meirelles, na época produtor do Cidade Negra e de vários programas de rádios alternativas do Rio de Janeiro; Marcelo Lobato, que havia participado da banda África Gumbe; Alexandre Menezes, o Xandão, que já havia tocado com grupos africanos na noite de Paris; e Marcelo Yuka, que tocava no grupo KMD-5. Após essa série de apresentações como banda de apoio do jamaicano, os quatro resolveram continuar juntos e colocaram anúncio no jornal O Globo, para encontrar um vocalista. Dentre a extensa lista de candidatos, Marcelo Falcão foi o escolhido.

A decisão sobre o nome da banda envolveu opções como Cão-careca e Bate-Macumba. O nome escolhido O Rappa vem da designação popular dada aos policiais que interceptam camelôs, os rapas. Com um P a mais para diferenciar, o nome foi escolhido. Um exemplo de a palavra rapa ser aplicada aos caçadores de camelôs pode ser encontrado na canção Óia o rapa!, na composição de Lenine e Sérgio Natureza, gravada pela banda no CD Rappa Mundi.

Finalmente, com Falcão na voz, Marcelo Yuka na bateria, Xandão na guitarra, Nelson Meirelles no contrabaixo e Marcelo Lobato no teclado, estava formado O Rappa. Em 1994, lançaram seu primeiro disco, que levou o nome da banda. O Rappa não obteve muito sucesso, e foi o único disco com a presença de Nelson Meirelles, que abandonou a banda por motivos pessoais. Com a saída de Nelson Meirelles, Lauro Farias, que tocava com Yuka no KMD-5, assumiu o contrabaixo.

Em 1996 foi lançado o CD Rappa Mundi, que praticamente introduziu a banda no cenário nacional e quase todas as canções foram sucesso. Entre elas, Pescador de Ilusões, A Feira, Miséria S.A., Ilê Ayê, O Homem Bomba, a regravação de Vapor Barato de Gal Costa e a versão nacional para o sucesso de Jimi Hendrix, Hey Joe.

Depois de três anos sem um álbum novo, em 1999 veio a público Lado B Lado A. Com letras mais fortes que o anterior, mostra o amadurecimento da banda e revela Yuka como letrista de alto nível, em canções como Minha Alma (a paz que eu não quero), Me Deixa, Lado B Lado A e 'O que sobrou do céu, além de Tribunal de Rua, que narra história baseada em fato real, conhecido na mídia como Rambo, o torturador, que foi a capa da revista Veja, de 9 de abril de 1997. Os videoclipes das duas primeiras foram premiadíssimos, tornando-se sucesso nacional.[carece de fontes?]

Em 2000, O Rappa causoucomoção pública e muita indignação entre diversas bandas: no Rock in Rio que ocorreria no ano seguinte, a banda seria colocada antes de alguna norte-americanos, e protestaram. Foram retaliados com exclusão, e cinco bandas brasileiras saíram do festival em protesto; Skank, Raimundos, Jota Quest, Cidade Negra e Charlie Brown Jr.[carece de fontes?]

Em 2001, o baterista Marcelo Yuka foi vítima direta da violência urbana, ao ser baleado durante tentativa de assalto, ficando paraplégico, e assim impossibilitado de tocar bateria. Lobato assumiu o instrumento (deixando para seu irmão Marcos Lobato, contribuinte d'O Rappa, os teclados, este não entrou oficialmente para a banda) e O Rappa voltou a tocar. Mesmo debilitado, o baterista voltou ao grupo e,no mesmo ano, lançaram o disco Instinto Coletivo ao Vivo, com um show gravado em 2000, ainda com Yuka na bateria e três inéditas de sua autoria.

Em 2003, O Silêncio que Precede o Esporro, primeiro álbum sem ligação com Yuka, foi lançado. Sem as letras de Yuka, Marcos Lobato, o tecladista colaborador, tornou-se o principal compositor, com a autoria de diversas canções de sucesso como Reza Vela, Rodo Cotidiano e Mar de Gente. Em parceria com Carlos Pombo, compuseram O Salto, com letra forte em relação ao resto do disco.

Em 2005, atendendo a convite por parte da MTV Brasil, a banda gravou o especial Acústico MTV, com participação de Maria Rita em O que sobrou do céu e Rodo Cotidiano, e Siba, do Mestre Ambrósio, na rabeca em algumas canções. O disco também rendeu um DVD com algumas canções além das presentes no CD. No dia 7 de julho de 2007, O Rappa realizou um concerto na etapa brasileira do Festival Live Earth, no Rio de Janeiro.

Em 2008 eles lançaram seu mais recente álbum, 7 Vezes. A faixa escolhida para primeiro single, Monstro Invisível, chegou as rádios no dia 8 de julho, e fez muito sucesso, sendo bastante executada. Destaque também para o segundo single, Meu Mundo É o Barro. Em 22 de agosto de 2009, O Rappa fez um show na favela da Rocinha, onde foi gravado o seu mais novo DVD ao vivo.

Outros projetos[editar | editar código-fonte]

Após anos de trabalho árduo, O Rappa decidiu tirar umas férias. Assim como os jogadores de futebol aproveitam as férias para jogar uma pelada com os amigos, Falcão não pensou diferente, reunindo vários amigos como B Negão, Bino (Cidade Negra), Liminha e João Fera (Paralamas do Sucesso) objetivando a criação do projeto LOUCOMOTIVOS. A princípio, tal projeto seria apenas um ensaio pré-carnavalesco, porém acabou se tornando o maior barulho da Lapa nos últimos verões cariocas. A ideia inicial era aproveitar esse período de descanso se divertindo e tocando algumas músicas preferidas, tais como Exodus, de Bob Marley; Mantenha o Respeito, da legendária Planet Hemp; Você, de Tim Maia; Inútil, do Ultraje a Rigor; e Novidade, de Gilberto Gil, entre outras.

A primeira apresentação aconteceu em 2005, na Marina da Glória e, em seguida, a banda foi convidada por uma marca de cerveja para tocar em seu bloco no carnaval de Salvador, onde tocou por dois anos consecutivos. O projeto foi tão bem aceito pelo público que o Circo Voador convidou os LOUCOMOTIVOS para assumir as noites de quartas-feiras no Verão do Circo.

Em 2009, Falcão decidiu não tocar para não atrapalhar o lançamento do disco 7 Vezes',' do Rappa. Todavia, em 2010, com O Rappa de férias, os LOUCOMOTIVOS se reencontraram, fizeram o réveillon em Fernando de Noronha, e uma nova temporada no Circo, e a brincadeira deu tão certo que eles resolveram esticar um pouco e levar essa diversão para todo o Brasil.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Relacionamentos[editar | editar código-fonte]

O cantor é conhecido pela sua extensa lista de namoradas, algumas confirmadas, outras não. Algumas delas são Deborah Secco, Maria Rita e Isabeli Fontana. O namoro de Deborah e Falcão começou em 2004, na Marina da Glória, quando O Rappa se apresentou no Skol Rio. Deborah estava na platéia e os dois foram vistos aos beijos nos camarins, depois do show. Poucas semanas depois, a atriz tatuou no pé direito a declaração: "Falcão, amor verdadeiro, amor eterno". Quando ela começou a ensaiar para a Dança no Gelo, passaram a se ver pouco. O fim do relacionamento se deu em setembro de 2006. Maria Rita foi apontada como pivô de uma crise de ciúme da atriz. Comentou-se que a cantora nutria uma paixão platônica pelo líder de O Rappa. Maria chegou a tatuar na cintura parte da letra de uma canção composta por Falcão, Mar de Gente, em que se lê: “A arte ainda se mostra primeiro.” Mas eles não chegaram a namorar.[carece de fontes?]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Com O Rappa[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio
Ao vivo

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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