Dub

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Dub
Origens estilísticas Reggae - Ska - Ragga - Rap - Rocksteady - Música ambiente - Rock progressivo - Rock psicodélico
Contexto cultural Final da década de 1960 Jamaica
Instrumentos típicos Guitarra - baixo - Bateria - Teclado - Metais - Escaleta - Sintetizador
Popularidade Metade da década de 1970 em diante, início da década de 1990
Formas derivadas Dancehall
Subgêneros
Dub poetry
Gêneros de fusão
Dubtronica - Dubstep

O dub surgiu na Jamaica no final da década de 1960. Inicialmente era apenas uma forma de remix de músicas reggae, nos quais se retirava grande parte dos vocais e se valorizavam o baixo e a bateria. Muitas vezes também se incluía efeitos sonoros como tiros, sons de animais, sirenes de polícia, etc. Suas bases foram usadas posteriormente em todos os estilos de música eletrônica moderna, inclusive o Rap, que teve sua criação diretamente ligada ao Dub quando Jamaicanos migraram para os EUA e divulgaram a técnica. No Dub os "improvisadores" (freestylers no rap) são chamados "toasters", os "rimadores" (rappers no rap) são chamados "DJ" e os DJ's (Disc Jockey no rap) são chamados "selectors" ou "selectas", "seletores" no Brasil.

Hoje em dia o dub é considerado um estilo musical, não mais mera forma de remix.

Caracterização[editar | editar código-fonte]

O dub é caracterizado por ser uma versão de músicas existentes, tipicamente enfatizada pelas batidas da bateria e as linhas arrojadas de baixo. As trilhas instrumentais são saturadas de efeitos processados (delay e reverb) aplicados a pedaços da letra e em algumas peças da percussão, enquanto os outros instrumentos passeiam entrando e saindo da mixagem, e algumas vezes do tempo da música. Uma outra característica do dub é o baixo encorpado com tons bem graves. A música incorpora, além de efeitos processados, outros ruídos como cantar de pássaros, trovões e relâmpagos, fluxo de água, e algumas inserções de vocais externos; pode ser mixada ao vivo por DJs, aumentando o grau de detalhes sonoros.

Versões instrumentais[editar | editar código-fonte]

Essas versões são geralmente instrumentais, algumas vezes incluindo trechos de vocais da versão original e ou com intrumentos adicionais como bongos, melodica e seção de metais. Freqüentemente essas faixas são usadas por toasters (espécie de oradores) em rimas expressivas e de grande impacto com letras aliteradas, muitas vezes improvisadas na hora. U-roy sendo um dos Toasters/Dj's pioneiro do estilo. Como oposto da terminologia hip-hop, no dub quem comanda o microfone é chamado de DJ e ou Toaster (também chamado de MC – Microfone Commander ou Master of Ceremony), enquanto quem seleciona as músicas e opera os toca-discos é o selecta.

Economia[editar | editar código-fonte]

A maior razão da produção de várias versões é a economia: um produtor pode usar uma gravação própria para produzir inúmeras versões dentro de uma única sessão de estúdio. Essas versões são também uma oportunidade para exercitar o lado criativo do produtor e do engenheiro de som. Normalmente essas versões eram lançadas no lado B dos singles, enquanto o lado A era exclusivo para o lançamento de hits.

Principais artistas[editar | editar código-fonte]

O produtor King Tubby é considerado o pioneiro do dub. Lee "Scratch" Perry e Mad Professor são outros nomes conhecidos.

Lista

Dub no Brasil[editar | editar código-fonte]

As primeiras canções em ritmo dub feitas no Brasil foram lançadas pela banda Paralamas do Sucesso, no disco Selvagem?, em 1986. Eram as músicas "Teerã Dub" (versão dub de "Teerã") e "Marujo Dub" (versão dub de "Melô Do Marinheiro").

Na década de 1990 mais bandas visitaram o estilo.

Em 1994, a banda carioca O Rappa lançou seu álbum de estréia, que trazia canções dub. O estilo da banda traz bastante influência do dub, principalmente nos shows, onde fazem ao vivo versões dub de suas canções.

Outra banda bastante influenciada pelo dub foi Chico Science & Nação Zumbi. Embora possa ser difícil identificar quais canções da banda trazem influência de dub, ela é bastante evidente em faixas como "Côco Dub (Afrociberdelia)" e "Dubismo".

Em 1999, a banda Cidade Negra lançou o álbum Dubs, talvez o primeiro álbum lançado no Brasil só com músicas em ritmo dub. O disco vinha acompanhado da compilação chamada Hits, que trazia relançamentos das canções de maior sucesso dos discos anteriores. Nos discos posteriores da banda, várias canções passaram a ter bastante influência do dub.

Outras bandas que lançaram músicas em ritmo dub no Brasil foram Djambi, Echo Sound System, Canamaré, Skank, Reggae B, Iriê (com versões dub remixadas por Ricardo Vidal - técnico de som do Rappa - e Nelson Meirelles - integrante do Digitaldubs e quem produziu os dois primeiros discos do Cidade Negra). Também as bandas gaúchas Profetas d'Zion e Ultramen (com as canções "Estrada Perdida Dub" e "Máquina Do Tempo Dub"), e o grupo de rap Face Da Morte.

No Rio de Janeiro, o primeiro sound system especializado em dub foi o Digitaldubs, criado em 2001 por Marcus MPC, Nelson Meirelles e Cristiano Talkmaster. Na Bahia, o dub é representado pelo grupo MinistereoPublico.

Dub em Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, o dub apareceu discretamente, tomando apenas nos últimos anos um lugar de larga escala no cenário musical português, em grande parte graças ao hipe que se gerou no grande público em torno do regga.

Contudo muitas bandas já incorporavam elementos dub nas suas músicas. Bandas como Blasted Mechanism, Primitive Reason, Kussondulola há mais de uma década que se afirmam inspirarem-se no dub para a criação das suas músicas.

Actualmente, esta vertente musical é seguida por bandas como Three and Quarter, Green Echo, Bandulu Dub e Rising Echo. Em soundsystem, destaca-se Riddim Culture Sound.


Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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