Ultramen

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Ultraman.
Ultramen
Ultramen (banda).jpg
Apresentação da banda em 2007.
Informação geral
Origem Bandeira do Rio Grande do Sul.png Porto Alegre, RS
País  Brasil
Gênero(s) Rock, funk, rap, reggae, samba-rock, metal alternativo, hip hop, hardcore punk
Período em atividade 19912008
2013 - Atualmente
Gravadora(s) Rocklt!, Orbeat Music, Independente, HBB
Afiliação(ões) DeFalla, Da Guedes, Comunidade Nin-Jitsu, Papas da Língua, O Rappa, Marcelo D2, Planet Hemp, Black Alien
Influência(s) Tim Maia, Jorge Ben Jor, James Brown, Sly and the Family Stone, Public Enemy, Beastie Boys, Sepultura, Slayer, Anthrax, Bob Marley, Funkadelic, Bad Brains
Página oficial www.ultramen.com.br
Integrantes Tonho Crocco
Francisco Paixão
Pedro Porto
Malásia
DJ Anderson

Zé Darcy
Leonardo Boff
Ex-integrantes Perú
Alexandre Guri
Marcito Julio Porto

A Ultramen é uma banda brasileira formada em Porto Alegre[1] (Rio Grande do Sul) em 1991. Mistura vários ritmos como funk, samba rock, soul, reggae, rap, rock de maneira única, em um estilo muito particular e difícil de rotular. Sua última formação se dá com Tonho Crocco (vocal), Francisco Paixão (guitarra), Pedro Porto (baixo), Zé Darcy (bateria), Malásia (percussão), Dj Anderson (toca-discos), e Leonardo Boff (teclados).

Biografia[editar | editar código-fonte]

História[editar | editar código-fonte]

A Ultramen iniciou suas atividades em Porto Alegre no ano de 1991 a partir da reunião de dois colegas da faculdade de Biologia da UFRGS: Zé Darcy (bateria) e Pedro Porto (baixo). A idéia inicial era misturar som pesado (Sepultura, Slayer, Anthrax) com balanço black (James Brown, Sly and the Family Stone) e vocais rap (Public Enemy, Beastie Boys). O primeiro ensaio foi feito com o guitarrista , o qual foi logo substituído por Júlio Porto (irmão de Pedro), que já tocavam juntos na extinta banda Garagem Hermética. Essa formação chegou a gravar uma demo com duas músicas (Private Party Time e Top Secret Technique), com Zé Darcy na composição das letras e fazendo também vocais e scratches. A partir de um anúncio colocado pela banda na rádio Ipanema FM, Tonho Crocco apareceu para ocupar a vaga de vocalista. Na seqüência, entraram Malásia (percussão), que tocava com Zé na também extinta Corporação Brand e Luciano Perú (sax). Essa formação fez os primeiros shows em Porto Alegre e interior do Estado, com destaque para o primeiro de todos (91) na beira da praia em Ipanema, o qual foi interrompido nas primeiras músicas devido à má recepção por parte dos organizadores do evento em relação à prática, muito comum na época, do mosh/stage diving. Também foi como sexteto que a Ultramen gravou as duas fitas-demo oficiais: Ultramen (1991) e Sem Piedade (1992). Através desses shows e divulgação das demos, a banda começou a se firmar como uma das principais bandas da cena porto-alegrense e gaúcha, chamando atenção a nível nacional, sendo convidada a participar de festivais como o Superdemo (Rio de Janeiro e Curitiba, 1995) e shows em outros estados, como Santa Catarina, Espírito Santo e Bahia. Em 1996, o saxofonista Perú deixa a banda e, em seguida, vai para Londres, onde vive até hoje. Em 97, por ocasião das gravações do seu disco de estréia, entra Marcito (percussão), a princípio apenas uma participação. Mais ou menos nessa fase, outras influências começaram a aparecer com força na mistureba musical do grupo, como a música brasileira e o reggae.

Em 1997, a Ultramen entra nos estúdios da ISAEC, em Porto Alegre, para gravar seu primeiro disco. Sete anos após sua criação, em 1998, lança o CD homônimo, conhecido pela capa da "motinho", em parceria com a gravadora Rocklt! do ex-guitarrista da Legião Urbana, Dado Villa-Lobos. As músicas Bico de Luz e Vou A Mais de Cem foram registradas em videoclipes e fizeram sucesso país afora, o que rendeu ao conjunto shows por todo Brasil. Em 2000, sai o segundo disco da banda, Olelê, gravado em um sítio na cidade de Morungava/RS e masterizado no Rio de Janeiro, com inúmeras canções sendo executadas nas rádios gaúchas e brasileiras, como Preserve, A Estrada Perdida, General e Dívida, esta última regravada e interpretada por outros artistas brasileiros como Sambô e O Rappa e registrada em videoclipe produzido por Cláudio Veríssimo. Nessa época a banda atinge um patamar alto de apresentações em shows e programas de rádio e TV e o guitarrista Júlio Porto resolve sair. Em seu lugar entra Alexandre Guri. Em 2001, a rádio Atlântida FM distribui uma edição limitada do CD A Era do Rádio Ao Vivo que inclui performances ao vivo em estúdio e no extinto bar Manara em Porto Alegre. Em 2002 a Ultramen lança O Incrível Caso da Música que Encolheu e Outras Histórias, produzido em São Paulo por Ganjaman, com as conhecidas Santo Forte, Alto e Distante Daqui e Máquina do Tempo (com videoclipe gravado em São Paulo). Dois anos depois, Alexandre Guri deixa a banda para morar no exterior e Júlio Porto assume novamente seu antigo posto. Em 2005 é lançado o DVD/CD Acústico MTV: Bandas Gaúchas em que a Ultramen divide o palco com Bidê ou Balde, Cachorro Grande e Wander Wildner. A seguir sai o último álbum de estúdio da banda até o momento, Capa Preta (2006), contendo as faixas Tubarãozinho, que rende mais um videoclipe produzido por Cláudio Veríssimo e É Proibido, ambas faixas com grande execução na mídia. Em 2008 a banda anuncia uma parada por tempo indeterminado. Em 7 de março de 2013, Tonho Crocco, Pedro Porto, Marcito, Malásia, Zé Darcy, DJ Anderson, Alexandre Guri e Leonardo Boff mais uma vez se apresentam no bar Opinião, em Porto Alegre, mesmo local onde realizaram uma das últimas apresentações em 2008 e que rendeu o DVD/CD Máquina do Tempo que está sendo lançado este ano pelo selo HBB de São Paulo. Desde o retorno às atividades em 2013 a Ultramen continua se apresentando nos palcos riograndenses, sem a presença do percussionista Marcito, que deixou a banda em 2015, e com as guitarras ao comando de Francisco Paixão aka Chico Lover, conhecido por seus trabalhos com a Funkalister e bandas de cover de rock/black music.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio
  • 1998 - Ultramen
  • 2000 - Olelê
  • 2002 - O Incrível Caso da Música que Encolheu e Outras Histórias
  • 2006 - Capa Preta
Ao vivo
DVDs

Formação[editar | editar código-fonte]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Ex-integrantes[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ultramen no Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira

Ligações externas[editar | editar código-fonte]