Skinhead trojan

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

Skinhead trojan (também conhecido como skinhead tradicional, skinhead trad ou apenas trad skin) é um indivíduo que se identifica com a subcultura skinhead original britânica do final dos anos sessenta, quando o ska, rocksteady, reggae e soul eram populares, e houvia uma forte ênfase na influência do estilo de vestuário mod. Nomeado após a gravadora Trojan Records, os skinheads se identificam com a subcultura rude boy jamaicana e com a classe trabalhadora britânica dos mod roots.[1][2]

Devido à sua apreciação da música tocada por negros, eles tendem a não serem racistas, muitos são até mesmo anti-racistas, estando associada a grupos como o SHARP (Skinheads Against Racial Prejudice) contrário dos skinheads white powers (uma facção que se desenvolveu no final dos anos setenta, com a ajuda do British National Front (Frente Nacional Britânica, NF).[3][4] Os skinheads trojan geralmente se vestem num estilo skinhead típico dos anos sessenta, que inclui itens como: camisas button-down Ben Sherman, camisas polo Fred Perry, cintas, ternos equipados, pulôveres, blusas sem mangas, jaquetas Harrington e casacos Crombie.[5] O cabelo é geralmente raspado entre 2 e 4 centímetros (curto, mas não careca), em contraste com os cabelos curtos dos punks influenciados pelos Oi! skins dos anos oitenta.

O nascimento do punk e do abandono das origens[editar | editar código-fonte]

Trad skins e rude boys em Londres, 1981.

Durante a primeira metade da década de 1970, o movimento skinhead estava em declínio. É com o nascimento do punk 77 e o declínio da música jamaicana que o skinhead volta à vida, trazendo de volta em voga, no entanto um culto diferente do original, agora com a nova música classificada como Oi! uma espécie de punk rock ruaceiro da classe proletária. Enquanto o vestuário foram os traços do skinhead "trabalhador": botas, suspensórios, camisas xadrez, jaqueta, cabeça raspada e calças jeans. Na década de 1980, alguns skinheads tentaram retornar às antigas raízes do movimento, influenciado pela cultura mod e os rude boys jamaicanos e a maioria sem influências da política, em oposição à nova geração de skinheads que tinham abandonado as raízes dos anos sessenta e apoiado a música punk que ia surgindo, muitas vezes proclamando ativistas políticos. Daí o termo skinheads trojan é atribuído também para aqueles indivíduos que posteriormente preservam a cultura original e não apenas ao movimento original sessentista.

Foi precisamente por causa destes ocorridos, que nasceu em Nova York, em torno de meados dos anos oitenta, a organização SHARP (Skinheads Against Racial Prejudice), com a intenção de restaurar as antigas raízes, identificando-se como apolíticos e reagrupamento skinheads com diferentes pontos de vista políticos, mas só anti-racistas, em oposição ao racismo e aos skins neo-nazistas. A organização foi mais tarde também exportada para a Europa, graças a Roddy Moreno, líder do Oppressed.

Esta organização optou por se identificar com o logotipo de capacete troiano, que pertencia à mesma gravadora Trojan Records (selo inglês de música negra que se caracterizou no primeiro movimento skinhead politizado), desejando assim simbolizar a ligação entre a organização e não de idade, as origens político e anti-racista dos anos sessenta e parte dos anos setenta. Também por esta razão, eles decidiram mudar o nome "skinhead tradicional" para "skinhead trojan".

Spirit of '69[editar | editar código-fonte]

The Spirit of '69 é a frase usada por skinheads tradicionais, para comemorar o que eles identificam como auge da subcultura skinhead de 1969. A frase foi popularizada por um grupo de skinheads escocêses Glasgow Spy Kids.[3] Após ser usado no título do livro que conta a história dos skinhead, Spirit of 69: A Skinhead Bible, levou os skinheads a adotá-la em todo o mundo. O livro foi publicado no início de 1990 pelo autor George Marshall, um skinhead de Glasgow.[4] No documentário Spirit of '69: A Skinhead Bible de Marshall mostra as origens e o desenvolvimento da subcultura skinhead, descrevendo os elementos, tais como música, vestuário e política na tentativa de refutar muitas percepções populares sobre skinheads, como a mais comum que diz que todos eles são racistas.

Artistas relacionados[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Special Articles». Consultado em 12 de fevereiro de 2010. Arquivado do original em 17 de dezembro de 2008 
  2. Old Skool Jim. Trojan Skinhead Reggae Box Set liner notes. London: Trojan Records. TJETD169
  3. a b UK skinheads - the Glasgow skinhead crew, the Spy Kids
  4. a b Marshall, George (1991). Spirit of '69 - A Skinhead Bible. Dunoon, Scotland: S.T. Publishing. ISBN 1-898927-10-3)
  5. RudeBoy/Skinhead Style - Ruder Than the Web!

Ligações externas[editar | editar código-fonte]