Marcelo Yuka

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Marcelo Yuka
Informação geral
Nome completo Marcelo Fontes do Nascimento Viana de Santa Ana
Também conhecido(a) como Yuka
Nascimento 31 de dezembro de 1965
País  Brasil
Morte 18 de janeiro de 2019 (53 anos)
Local de morte Rio de Janeiro
Gênero(s) Reggae, reggae rock, rap rock, funk rock, dub, rock alternativo, drum and bass, eletrônica
Ocupação(ões) Baterista, compositor, ativista, palestrante,produtor musical
Instrumento(s) Bateria
Período em atividade 19932019
Gravadora(s) Warner Music, Sony BMG, Independente
Afiliação(ões) KMD-5
O Rappa
F.UR.T.O
Página oficial www.marceloyuka.com.br

Marcelo Yuka, nome artístico de Marcelo Fontes do Nascimento Viana de Santa Ana (Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 1965Rio de Janeiro, 18 de janeiro de 2019), foi um músico, compositor, ativista, político e palestrante brasileiro. Foi um dos fundadores da banda O Rappa e, posterior, do grupo F.UR.T.O.

Após ficar paraplégico, por causa do tiro levado de um assaltante, e as divergências que se criaram entre ele e o resto dos integrantes, acabou saindo da banda.

Notabilizou-se como compositor da maioria das canções do Rappa no período em que esteve na banda, com letras carregadas de intenso teor social e crítico. Nos seus últimos dias foi líder de uma ONG, de nome homônimo à sua última banda; através desta ONG, lutou por maior realização de pesquisas com células-tronco.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Do Rappa ao F.UR.T.O[editar | editar código-fonte]

Marcelo Yuka foi um dos fundadores do O Rappa, banda em que seguiu até o ano de 2001. Compôs letras consideradas bem elaboradas e sociopolíticas, tais como Pescador de Ilusões, A Feira, Minha Alma (A paz que eu não quero), O que sobrou do céu, entre outras canções. Além de compositor, era também baterista, até ser baleado três vezes em um assalto na noite do dia 9 de novembro de 2000 no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro,[1][2] fato que o deixou paraplégico e o impossibilitou de tocar.

Depois disso, criou o F.UR.T.O, banda que fazia parte de um projeto social homônimo, que, segundo Yuka, era algo maior do que O Rappa lhe possibilitava.

Política[editar | editar código-fonte]

Filiado ao PSOL desde 2010, em 2012, foi convidado por Marcelo Freixo, candidato do partido para o cargo de prefeito na eleição municipal do Rio de Janeiro em 2012, para integrar a chapa como candidato a vice-prefeito.[3] A chapa Freixo-Yuka terminou em 2º lugar com 914.082 votos, equivalente a 28,05%, porém não chegou ao 2º turno.[4][5]


Histórias em quadrinhos[editar | editar código-fonte]

Fez o roteiro para a série de quadrinhos "O Doutrinador" de Luciano Cunha em "O Doutrinador: Dark Web", publicado em 2015 pela Redbox Editora.[6][7]

Após[editar | editar código-fonte]

Após sua breve atuação política e a efêmera existência do "FURTO", Yuka trabalhou em um álbum com o produtor Apollo 9, Canções para depois do ódio, que ressaltava sua depressão, tratada com ioga e meditação após um período com consumo excessivo de remédios antidepressivos. A banda A Entidade fez a parte instrumental, e as cantoras Céu e Cibelle estiveram entre as participações especiais. Além disso, Yuka também produziu Mestiço, um projeto de "Eletro-indígena-hardcore, com guitarras distorcidas e base eletrônica". As letras eram todas sobre a questão indígena. Fora da música, preparou ainda um talk show na PlayTV, Hoje eu desafio o mundo sem sair da minha casa.[8]

Sua vida e seu ativismo foram registrados no documentário “No caminho das setas”, de 2011, e posteriormente no livro “Não se preocupe comigo”, de sua autoria, em parceria com Bruno Levinson, livro este lançado em 2014. Em janeiro de 2017, quando se encontrava já internado, foi lançado o disco “Canções para depois do ódio”.[9]

Morte[editar | editar código-fonte]

A saúde do músico vinha se deteriorando desde agosto de 2018, após ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC).[10] Na madrugada do dia 4 de janeiro entrou em coma induzido, após sofrer outro AVC.[11] Faleceu em 18 de janeiro de 2019, no hospital Quinta D'or, onde estava internado, vítima de infecção generalizada.[9] Seu corpo foi enterrado no Cemitério de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Com O Rappa[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio
Ao vivo

Com F.U.R.T.O.[editar | editar código-fonte]

Álbum de estúdio

Carreira Solo[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio
  • 2017 - Canções para Depois do Ódio

Referências

  1. http://www.terra.com.br/istoegente/68/reportagem/rep_marcelo_rappa.htm#
  2. «Baterista do Rappa leva três tiros no Rio». Folha de S. Paulo. Consultado em 26 de janeiro de 2019 
  3. «Freixo terá Marcelo Yuka como vice na chapa». 10 de março de 2012. Consultado em 11 de março de 2012 
  4. «Paes é reeleito prefeito do Rio». 7 de outubro de 2012. Consultado em 19 de janeiro de 2019 
  5. «Marcelo Freixo deseja sorte a Paes, mas diz que vai endurecer oposição». 7 de outubro de 2012. Consultado em 19 de janeiro de 2019 
  6. «Anti-herói de HQ, Doutrinador chega às livrarias». O Globo. 19 de julho de 2015 
  7. «Sucesso no Facebook, 'O Doutrinador' ganha versão nos quadrinhos». Metro Jornal 
  8. Estado de Minas. «Yuka prepara novo álbum e fala de seu processo de recuperação». Consultado em 20 de janeiro de 2019. Cópia arquivada em 2 de abril de 2014 
  9. a b «Músico Marcelo Yuka, fundador do Rappa, morre aos 53 anos». O Globo. Consultado em 19 de Janeiro de 2019 
  10. https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/01/19/morre-marcelo-yuka-fundador-do-rappa-aos-53-anos-no-rio.htm
  11. Braziliense, Correio; Braziliense, Correio (19 de janeiro de 2019). «Marcelo Yuka, da banda O Rappa, morre aos 53 anos». Correio Braziliense. Consultado em 19 de janeiro de 2019 
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