Partido Socialismo e Liberdade

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Partido Socialismo e Liberdade
Psol ziraldo.png
Número eleitoral 50
Presidente Juliano Medeiros[1]
Fundação 06 de julho de 2004 (14 anos)
Registro 15 de setembro de 2005 (13 anos)[2]
Sede Brasília
Ideologia Nova Esquerda[3][ligação inativa]
Socialismo[4]
Anticapitalismo[4]
Anti-imperialismo[4]
Espectro político Esquerda[5][6]
Extrema-esquerda[7]
Membros 147 096 filiados[8]
Prefeitos (2016)[9]
2 / 5 570
Senadores (2018)[10]
0 / 81
Deputados federais (2018)[11]
10 / 513
Deputados estaduais (2018)[12]
18 / 1 024
Vereadores (2016)[13]
53 / 56 810
Cores      Vermelho
     Amarelo
Página oficial
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Partidos políticos

Eleições

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) é um partido político brasileiro fundado em junho de 2004.[14] Obteve registro definitivo na Justiça Eleitoral no dia 15 de setembro de 2005. Seu número eleitoral é o 50,[15] suas cores são o vermelho, o amarelo e o laranja, e tem, como logotipo principal, um sol sorridente desenhado por Ziraldo. O espectro político do PSOL é definido como de esquerda à extrema-esquerda,[7] defendendo o socialismo democrático.

Sua criação foi impulsionada por dissidências do Partido dos Trabalhadores.[16][17] (PT) que alegavam discordar das políticas do partido,[18] Luciana Genro, Heloísa Helena, Babá e João Fontes discordaram de políticas do governo Lula e, por isso, foram expulsos do PT numa reunião do diretório nacional.[19] O PSOL é tido como um partido de esquerda ampla, pois, não funcionando por centralismo democrático, agrega diversas correntes internas desde reformistas até revolucionárias.

Dentro do PSOL, há uma polarização que aumentou ao longo dos anos, fazendo as diversas correntes se organizarem em dois blocos opostos: a Unidade Socialista (US), agrupamento que dirige nacionalmente o partido e que aplica políticas mais moderadas (embora polêmicas, se comparadas ao PT), e o Bloco de Esquerda (BE), agrupamento mais radical e ainda mais à esquerda, que dirige o partido em alguns estados e que, baseando-se no programa e no estatuto do mesmo, critica fortemente a direção nacional e suas práticas. Por isso, dependendo da região do país, o espectro político do PSOL se altera, o que se manifesta no discurso, nas práticas e nas alianças. No movimento sindical, as correntes internas do PSOL atualmente se organizam na CSP-Conlutas, na Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora ou independentes de centrais. No movimento estudantil, organizam-se também em vários coletivos políticos, como o Vamos à Luta! (CST), Juntos! (MES), Manifesta (APS-CC), Pajeú (APS-NE), Enfrente (1º de Maio), Coletivo Construção (LSR), RUA - Juventude Anticapitalista (Insurgência, Subverta, Comuna e Comunismo e Liberdade),Afronte (Resistência) entre outros. Quase todos compondo a Oposição de Esquerda dentro da União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade que há anos é dirigida pela União da Juventude Socialista (UJS), movimento juvenil do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), e por aliados desta.

As pautas incluem a legalização do aborto e da maconha, junto a uma política de conscientização e educação sobre seu consumo.[carece de fontes?] Em 2018, se apresentou pela quarta vez nas eleições presidenciais. Após as candidaturas presidenciais de Heloísa Helena (2006), Plínio de Arruda Sampaio (2010) e Luciana Genro (2014), Guilherme Boulos foi lançado candidato ao Planalto pelo partido.[20][21] Desde a eleição de 2014, o PSOL foi o terceiro partido que mais cresceu em número de filiados.[22] Através das diversas eleições, dos parlamentares do partido e dos movimentos onde atua, este faz oposição aos governos e à maior parte das políticas que se manifestam no Congresso Nacional do Brasil e nos parlamentos estaduais e municipais.[23]

História

Fundação

O PSOL foi fundado em 6 de junho de 2004, após a expulsão[19] dos parlamentares Heloísa Helena,[24][25] Babá,[26] João Fontes e Luciana Genro do Partido dos Trabalhadores (PT).[27] Recebeu apoio de intelectuais socialistas famosos, como Fabio Konder Comparato, do geógrafo Aziz Ab'Saber, do jornalista e ex-deputado Milton Temer, dos sociólogos Francisco de Oliveira e Ricardo Antunes, do economista João Machado, da economista Leda Paulani, dos filósofos Leandro Konder e Paulo Arantes[28] e do cientista político Carlos Nelson Coutinho.[29]

Buscando obter registro permanente na Justiça Eleitoral, o partido obteve quase 700 mil assinaturas a favor de sua fundação, mas os cartórios eleitorais só concederam certidões a 450 mil dessas assinaturas.[30][31] Uma nova tentativa de apresentar assinaturas válidas foi realizada pelos organizadores do partido em 1 de setembro de 2005. Em 15 de setembro, o registro definitivo foi obtido, e o número eleitoral adotado foi o 50.

Crescimento do partido em 2005

Deputados lavando o Congresso Nacional durante o escândalo do Mensalão em 2005

O partido ganhou novas adesões a partir de setembro de 2005,[32] resultado da crise política causada pelas denúncias do escândalo do mensalão,[33] e também pelas mudanças ideológicas do PT.[carece de fontes?] Militantes históricos e mesmo fundadores do PT, como Plínio de Arruda Sampaio, Miguel Carvalho e Edson Albertão abandonaram o partido individualmente ou em conjunto. Um exemplo de abandono coletivo ocorreu com a então corrente petista Ação Popular Socialista.[carece de fontes?] Ingressaram no PSOL, ainda: militantes petistas oriundos de movimentos sociais, como a dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Lujan Miranda e o Secretário Nacional de Movimentos Populares do PT, Jorge Almeida; o então vereador Clécio Luis, que sete anos depois viria a se tornar o primeiro prefeito do PSOL em uma Capital de Estado; Edmilson Rodrigues, ex-prefeito de Belém do Pará e deputado federal pela sigla; os senadores Randolfe Rodrigues, na época deputado estadual; Marinor Brito, até então vereadora de Belém; José Nery, que migrou para o PSOL ainda como vereador belenense; o senador Geraldo Mesquita Júnior, oriundo do PSB; Marcelo Freixo; e os deputados federais Ivan Valente (São Paulo), Maninha (Distrito Federal), Chico Alencar (Rio de Janeiro),[34][35] João Alfredo (Ceará) e Orlando Fantazzini (São Paulo).

Conferência Nacional de 2006

Por decisão do Diretório Nacional tomada em abril de 2006, foi realizada uma Conferência Nacional do partido entre os dias 26 e 28 de maio daquele mesmo ano. Durante esta Conferência, foi oficializada a candidatura da então senadora Heloísa Helena à Presidência da República e de seu vice, o economista carioca César Benjamin, nas eleições brasileiras de 2006.[36] Foi também oficializada a formação da Frente de Esquerda com o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e o Partido Comunista Brasileiro (PCB).

O Primeiro Congresso do partido, no qual foram definidas as linhas programáticas, aconteceu no primeiro semestre de 2007.[37]

Ingressos no partido

Em setembro de 2015, o deputado federal fluminense Glauber Braga deixou o PSB e se filiou ao PSOL.[38] Em março de 2016, foi a vez de a ex-prefeita de São Paulo e atual deputada federal Luiza Erundina migrar para o partido, tendo sido a candidata do PSOL à prefeitura de São Paulo em 2016.[39][40][41][42][43]

Organização