Alessandro Molon

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Alessandro Molon
Deputado federal pelo  Rio de Janeiro
Período 1º de fevereiro de 2011
até atualidade
Deputado estadual do  Rio de Janeiro
Período 2003 a 2011
(2 mandatos consecutivos)
Vida
Nascimento 28 de outubro de 1971 (43 anos)
Belo Horizonte, MG
Dados pessoais
Partido PT
Profissão Professor, Historiador, Advogado e Radialista

Alessandro Lucciola Molon (Belo Horizonte, 28 de outubro de 1971) é um político, radialista e professor brasileiro. Durante parte da década de 1990 até ser eleito deputado, trabalhou na Rádio Catedral, voltada para o público católico, o que o fez ficar relativamente conhecido neste segmento. É conhecido dentro da ALERJ mais pela fiscalização do executivo e das ações da própria casa legislativa [1] . Molon é formado em História e Direito pela UFF e mestre em Direito pela PUC-RJ[2] , tendo lecionado em escolas públicas e particulares.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Em 2000, foi candidato a vereador do Rio de Janeiro pelo PT, não conseguindo se eleger. Em 2002, foi eleito pela primeira vez para um mandato como deputado estadual. Opositor do governo de Rosinha Garotinho[3] e membro das comissões de direitos humanos, foi retirado da presidência desta última comissão por ordem da governadora. Participou ainda das investigações do Escândalo do Propinoduto[4] [5] , e apresentou projeto de lei instituindo no Rio de Janeiro o Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte[6] . Foi reeleito em 2006 com a maior votação entre todos os candidatos a deputado estadual do PT naquele ano: 85.798 votos.[7] .

Em seu segundo mandato, voltou a ser presidente da Comissão de Direitos Humanos, investigando denúncias de arbitrariedades em ações policiais, como a do Complexo do Alemão[8] . Foi também autor do projeto de lei que modifica a lei estadual 4.863/06 que faculta o recebimento de mensagens promocionais aos clientes das operadoras de telefonia celular. Sua emenda refere-se a proibição de mensagens de cunho preconceituoso, ofensivo e que ferem a dignidade humana [9] [10] .

Em 2007 lançou-se pré-candidato a prefeito da cidade do Rio de Janeiro, disputando a indicação com Vladimir Palmeira, Édson Santos e Benedita da Silva. Durante a disputa, Édson foi indicado para a SEPPIR e Benedita desistiu cerca de um mês antes das prévias, onde Molon derrotou Vladimir por 68,5% dos votos.[11]

Candidato à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PT, havia recebido o apoio do governador Sérgio Cabral e do PMDB antes mesmo de vencer as prévias petistas[12] . Tal fato causou alguma polêmica, pois devido a isso passaria também a ser apoiado por Jorge Picciani, presidente da ALERJ, possivelmente seu maior adversário político [13] . Após o pré-acordo com os peemedebistas, o vice em sua chapa seria Regis Fichtner, aliado de Picciani[14] . Posteriormente, numa reviravolta política, a aliança foi desfeita devido ao PT não ter atendido aos pré-requisitos de Picciani, o que fez com que este e Sérgio Cabral abandonassem a chapa, lançando a candidatura de Eduardo Paes[15] .

Na convenção que homologou sua candidatura, houve um incidente envolvendo simpatizantes seus e do deputado Jorge Babu[16] , de quem Molon já defendeu a expulsão do partido. Em agosto de 2008, participou das investigações contra o deputado Álvaro Lins, votando contra a sua libertação [17] e defendendo abertamente a sua cassação [18] .

Molon disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro, obtendo na votação de outubro pouco mais de 4% dos votos válidos, terminando a eleição em 5º lugar, atrás de Eduardo Paes, Gabeira, Crivella e Jandira Feghali, porém à frente da candidata da situação, Solange Amaral. A campanha de Molon enfrentou diversas dificuldades, como a falta de apoio exclusivo do presidente Lula, que chegou a defender as candidaturas de Crivella e Jandira, membros de partidos da base aliada (embora tenha sido impedido judicialmente de aparecer nos programas destes).

Além disso, o PT liberou pouca verba para a campanha de Molon[19] , e usou o horário eleitoral na TV mais para divulgar o partido do que o próprio candidato em si. Muitos petistas também abandonaram a campanha de Molon logo no primeiro turno, em face à sua dificuldade em subir nas pesquisas [20] .

No segundo turno, após a cúpula do PT fluminense reunir-se em torno da candidatura de Eduardo Paes, Molon não compareceu aos eventos da campanha do candidato do PMDB[21] , não declarando publicamente apoio a nenhum dos dois candidatos. Após a eleição, porém, declarou que votou no candidato derrotado, Fernando Gabeira[22] .

Em janeiro de 2009, novamente se opôs a reeleição de Picciani para a presidência da ALERJ, sendo um dos dois votos contrários (o outro voto contrário foi de Marcelo Freixo)[23]

Em outubro de 2010 foi eleito deputado federal.

Foi reeleito em 2014 deputado federal.[24]

Titulação acadêmica[editar | editar código-fonte]

Mestre em história pela Universidade Federal Fluminense, bacharel e licenciado em História ( UFF) e graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.[25]

Referências

  1. Alerj - Deputado. Visitado em 29 de Dezembro de 2010.
  2. Comunidade segura.org - entrevista com Alessandro Molon
  3. O Globo Online - Molon: na Alerj, um forte opositor do governo Rosinha
  4. http://jbonline.terra.com.br/extra/2003/04/04/e04044456a.html
  5. Wanderby: Molon e Cabral! Pobre Molon. Visitado em 29 de Dezembro de 2010.
  6. ALERJ PROJETO DE LEI Nº 2973/2005
  7. Folha Online - Apuração - Rio de Janeiro - Deputado Estadual (2006)
  8. Bem Paraná - deputado terá acesso a laudos do Alemão nesta segunda
  9. ALERJ
  10. Lei Estadual n° 4.863/06 RJ
  11. O Dia Online - Molon derrota Vladimir Palmeira nas prévias do PT
  12. Yahoo Notícias - Lula e Cabral definem apoio a candidato do PT no Rio
  13. Direitos humanos: Manobra tenta barrar Molon
  14. Cabral acerta com Lula e Picciani chapa com Molon
  15. RJTV 2ª Edição - De segunda a sábado, às 19:00 - NOTÍCIAS - Cabral e Picciani desistem de Molon e apóiam Eduardo Paes para prefeito. Visitado em 29 de Dezembro de 2010.
  16. Vice de Molon sai até o final da semana - 23/06/2008 - UOL Notícias - Política. Visitado em 29 de Dezembro de 2010.
  17. Veja como votou cada deputado no Caso Álvaro Lins
  18. Alerj cassa o mandato do deputado Álvaro Lins. Visitado em 29 de Dezembro de 2010.
  19. Molon rejeita o voto útil
  20. Yahoo Br - Petistas estudam apoio À Jandira já no 1º turno
  21. Gazeta do Povo - Paes consegue apoio de petistas para o segundo turno
  22. O Globo, 31 de outubro de 2008, pág 18.
  23. - 03/02/2009 - Picciani mantém o comando da Alerj e anuncia corte de gastos
  24. Alessandro Molon 1313. Visitado em 2015-08-21.
  25. Biografia oficial na Câmara dos Deputados [1]. Câmara dos Deputados. Acesso em 25 de agosto de 2015.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]