Alessandro Molon

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Alessandro Molon
Deputado Federal pelo Rio de Janeiro
Período 1º de fevereiro de 2011
até a atualidade
(2 mandatos consecutivos)
Deputado Estadual do Rio de Janeiro
Período 1º de fevereiro de 2003
a 31 de janeiro de 2011
(2 mandatos consecutivos)
Dados pessoais
Nascimento 28 de outubro de 1971 (46 anos)
Belo Horizonte, MG
Partido PT (1999–2015)
REDE (desde 2015)
Profissão Professor, Historiador, Advogado e Radialista

Alessandro Lucciola Molon (Belo Horizonte, 28 de outubro de 1971) é um político, professor e radialista brasileiro filiado à Rede Sustentabilidade (REDE). Em seu primeiro mandato como deputado federal, foi o relator e principal articulador da aprovação do Marco Civil da Internet.[1] Em 2015 tomou posse de seu segundo mandato na Câmara dos Deputados.[2] Antes, foi seu primeiro mandato de deputado estadual por oito anos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, onde ficou conhecido por sua defesa dos direitos humanos e pela fiscalização do Executivo e das ações da própria casa legislativa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Alessandro Molon tem graduação e mestrado em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e graduação em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde leciona. Também já deu aulas em escolas públicas e privadas da capital fluminense. Durante parte da década de 1990, Molon gravou programas na rádio Catedral FM, voltada para o público católico, o que o fez ficar relativamente conhecido neste segmento.[3]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Em 2000, foi candidato a vereador do Rio de Janeiro pelo PT, não conseguindo se eleger. Em 2002, foi eleito pela primeira vez para um mandato como deputado estadual. Opositor do governo de Rosinha Garotinho[4] e membro das comissões de direitos humanos, foi retirado da presidência desta última comissão por ordem da governadora. Participou ainda das investigações do Escândalo do Propinoduto[5][6], e apresentou projeto de lei instituindo no Rio de Janeiro o Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte[7]. Foi reeleito em 2006 com a maior votação entre todos os candidatos a deputado estadual do PT naquele ano: 85.798 votos.[8]

Em seu segundo mandato, voltou a ser presidente da Comissão de Direitos Humanos, investigando denúncias de arbitrariedades em ações policiais, como a do Complexo do Alemão.[9]Foi também autor do projeto de lei que modifica a lei estadual 4.863/06 que faculta o recebimento de mensagens promocionais aos clientes das operadoras de telefonia celular. Sua emenda refere-se a proibição de mensagens de cunho preconceituoso, ofensivo e que ferem a dignidade humana.[10][11]

Candidato à prefeitura do Rio de Janeiro em 2008[editar | editar código-fonte]

Em 2007 lançou-se pré-candidato a prefeito da cidade do Rio de Janeiro, disputando a indicação com Vladimir Palmeira, Édson Santos e Benedita da Silva. Durante a disputa, Édson foi indicado para a SEPPIR e Benedita desistiu cerca de um mês antes das prévias, onde Molon derrotou Vladimir por 68,5% dos votos.

Candidato à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PT, havia recebido o apoio do governador Sérgio Cabral e do PMDB antes mesmo de vencer as prévias petistas. Tal fato causou alguma polêmica, pois devido a isso passaria também a ser apoiado por Jorge Picciani, presidente da ALERJ, possivelmente seu maior adversário político [12]Após o pré-acordo com os peemedebistas, o vice em sua chapa seria Regis Fichtner, aliado de Picciani.[13]Posteriormente, numa reviravolta política, a aliança foi desfeita devido ao PT não ter atendido aos pré-requisitos de Picciani, o que fez com que este e Sérgio Cabral abandonassem a chapa, lançando a candidatura de Eduardo Paes.[14]

Na convenção que homologou sua candidatura, houve um incidente envolvendo simpatizantes seus e do deputado Jorge Babu[15], de quem Molon já defendeu a expulsão do partido. Em agosto de 2008, participou das investigações contra o deputado Álvaro Lins, votando contra a sua libertação [16] e defendendo abertamente a sua cassação.

Molon disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro, obtendo na votação de outubro pouco mais de 4% dos votos válidos, terminando a eleição em 5º lugar, atrás de Eduardo Paes, Gabeira, Crivella e Jandira Feghali, porém à frente da candidata da situação, Solange Amaral. A campanha de Molon enfrentou diversas dificuldades, como a falta de apoio exclusivo do presidente Lula, que chegou a defender as candidaturas de Crivella e Jandira, membros de partidos da base aliada (embora tenha sido impedido judicialmente de aparecer nos programas destes).

Além disso, o PT liberou pouca verba para a campanha de Molon[17], e usou o horário eleitoral na TV mais para divulgar o partido do que o próprio candidato em si. Muitos petistas também abandonaram a campanha de Molon logo no primeiro turno, em face à sua dificuldade em subir nas pesquisas.[18]

No segundo turno, após a cúpula do PT fluminense reunir-se em torno da candidatura de Eduardo Paes, Molon não compareceu aos eventos da campanha do candidato do PMDB[19], não declarando publicamente apoio a nenhum dos dois candidatos. Após a eleição, porém, declarou que votou no candidato derrotado, Fernando Gabeira[20].

Oposição na Alerj[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2009, novamente se opôs à reeleição de Picciani para a presidência da ALERJ, sendo um dos dois votos contrários (o outro voto contrário foi de Marcelo Freixo)

Eleito deputado federal[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 2010 foi eleito deputado federal com 130 mil votos, tornando-se o candidato do PT com a maior votação no Estado do Rio de Janeiro. Seu primeiro mandato na Câmara foi marcado por importantes vitórias, como a aprovação da Lei do Marco Civil da Internet, a defesa aguerrida dos royalties do petróleo do Rio de Janeiro, a luta contra o trabalho escravo e a garantia do acesso de todos à Justiça, por meio do fortalecimento da Defensoria Pública.

Em 2014, Molon foi reeleito deputado federal com 87.003 votos, sento o mais votado de sua coligação (PT, PCdoB, PSB) no Rio de Janeiro.[21]

Saída do PT[editar | editar código-fonte]

Em 24 de setembro de 2015, Molon desfiliou-se do PT e ingressou na Rede Sustentabilidade. Foi escolhido líder do partido na Câmara. Em 17 de abril de 2016, Alessandro Molon votou contra a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.[22]

Candidato à prefeitura do Rio de Janeiro em 2016[editar | editar código-fonte]

Molon voltou a disputar a prefeitura do Rio de Janeiro em 2016, porém novamente ficou fora do segundo turno. Desta vez, foi candidato pela REDE e ficou apenas em oitavo lugar, obtendo apenas 43.426 votos que representaram 1,43% dos votos válidos.[23] No segundo turno, declarou apoio ao candidato Marcelo Freixo do PSOL.

Rede Sustentabilidade[editar | editar código-fonte]

No dia 24 de setembro de 2015, se filiou no partido Rede Sustentabilidade (REDE) após deixar o Partido dos Trabalhadores (PT).[24]

No PT, Alessandro Molon ficou conhecido por fazer várias críticas ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.[25]

Ao entrar na REDE foi o segundo deputado federal a pertencer ao partido, atrás de Miro Teixeira.[26]

Em 2015, foi escolhido como o primeiro líder da bancada da REDE na Câmara dos Deputados.[27]

Em 2016 se posicionou contrário a anistia ao caixa 2,[28][29] tendo um amplo apoio da sociedade civil na luta contra impunidade.[30][31]

Titulação acadêmica[editar | editar código-fonte]

Mestre em história pela Universidade Federal Fluminense, bacharel e licenciado em História (UFF) e graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.[32]

Referências

  1. «Alessandro Molon (PT-RJ) apresenta Marco Civil da Internet». Câmara dos Deputados. 11 de abril de 2014. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  2. http://www.camara.leg.br/Internet/Deputado/dep_Detalhe.asp?id=160511&btnPesquisar.x=13&btnPesquisar.y=13&btnPesquisar=OK  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  3. «ALESSANDRO MOLON - REDE/RJ». Câmara dos Deputados. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  4. O Globo Online - Molon: na Alerj, um forte opositor do governo Rosinha
  5. http://jbonline.terra.com.br/extra/2003/04/04/e04044456a.html
  6. «Wanderby: Molon e Cabral! Pobre Molon». Consultado em 29 de Dezembro de 2010 
  7. ALERJ PROJETO DE LEI Nº 2973/2005
  8. «Apuração - Rio de Janeiro - Deputado Estadual(2006)». Folha Online 
  9. «Deputado terá acesso a laudos do Alemão nesta segunda». 1 de julho de 2016. Consultado em 5 de maio de 2016 
  10. ALERJ
  11. «Lei Estadual n° 4.863/06 RJ - Proíbe Operadoras de Enviar Torpedos Promocionais Sem Autorização». jurisway.org. Consultado em 5 de maio de 2016 
  12. «Direitos Humanos: manobra tenta derrubar Molon». consciencia.net. Consultado em 5 de maio de 2016 
  13. «Cabral acerta com Lula e Picciani chapa com Molon e seu homem de confiança como vice. Paes fica fora». pleno emprego. 27 de 2008. Consultado em 5 de maio de 2016  Verifique data em: |data= (ajuda)
  14. «RJTV 2ª Edição - De segunda a sábado, às 19:00 - NOTÍCIAS - Cabral e Picciani desistem de Molon e apóiam Eduardo Paes para prefeito». Consultado em 29 de dezembro de 2010 
  15. «Vice de Molon sai até o final da semana». UOL. 23 de junho de 2008. Consultado em 29 de Dezembro de 2010 
  16. «Veja como votou cada deputado no Caso Álvaro Lins». O Globo 
  17. Molon rejeita o voto útil
  18. «Petistas estudam apoio À Jandira já no 1º turno». Yahoo Br 
  19. Gazeta do Povo - Paes consegue apoio de petistas para o segundo turno
  20. O Globo, 31 de outubro de 2008, pág 18.
  21. «Alessandro Molon 1313». Eleições 2014. Consultado em 21 de agosto de 2015 
  22. «Deputados autorizam impeachment de Dilma, saiba quem votou a favor e contra». EBC. 17 de abril de 2016. Consultado em 5 de maio de 2016 
  23. «Apuração Município Rio De Janeiro - RJ». Valor Econômico. Consultado em 5 de outubro de 2016 
  24. «Deputado Alessandro Molon deixa PT e se filia à Rede Sustentabilidade». Consultado em 29 de setembro de 2015 
  25. «Petista diz que Eduardo Cunha age na Câmara como em uma 'ditadura'». Consultado em 29 de setembro de 2015 
  26. «Miro Teixeira é o primeiro representante da Rede no Congresso Nacional». Consultado em 29 de setembro de 2015 
  27. «Alessandro Molon será líder da bancada da Rede Sustentabilidade na Câmara». Consultado em 12 de outubro de 2015 
  28. «"No Congresso parece existir fantasma", diz Molon sobre anistia ao caixa dois». Jovem Pan. Uol. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  29. «Molon: pressa em votar anistia a caixa 2 é por medo da delação da Odebrecht». Rede Sustentabilidade. 24 de novembro de 2016. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  30. «Polêmica sobre anistia a caixa 2 é alvo de críticas na web; veja repercussão». G1. Globo.com. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  31. «Chance de anistia ao caixa 2 causa revolta nas redes sociais». Estadão. 24 de novembro de 2016. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  32. Biografia oficial na Câmara dos Deputados [1]. Câmara dos Deputados. Acesso em 25 de agosto de 2015.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]