Benedita da Silva

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Benedita da Silva
Benedita da Silva
Deputada Federal pelo Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período 3.º - 1 de fevereiro de 2011
até 31 de janeiro de 2015
4°. - 1 de fevereiro de 2015
até atualidade
Secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período de 1 de janeiro de 2007
até 31 de março de 2010
Ministra da Secretaria Especial de Trabalho e Assistência Social do Brasil Brasil
Período de 1 de janeiro de 2003
até 31 de dezembro de 2006
59.º Governadora do Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período 6 de abril de 2002
até 1 de janeiro de 2003
Antecessor(a) Anthony Garotinho
Sucessor(a) Rosinha Garotinho
Vice-governadora do Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período 1º de janeiro de 1999
até 5 de abril de 2002
Antecessor(a) Luiz Paulo Corrêa da Rocha
Sucessor(a) Luiz Paulo Conde
Senadora pelo Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período 1 de fevereiro de 1995
17 de dezembro de 1998
Deputada Federal do Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período 1.º - 1 de fevereiro de 1987
até 31 de janeiro de 1991
2.° - 1 de fevereiro de 1991
até 31 de janeiro de 1995
Vereadora do Rio de Janeiro Bandeira do Município do Rio de Janeiro.png
Período 1 de janeiro de 1983
até 14 de março de 1986
Vida
Nascimento 26 de abril de 1952 (64 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade  brasileiro(a)
Dados pessoais
Primeiro-cavalheiro Antônio Pitanga
Partido PT
Religião Presbiterianismo [1]
Profissão Assistente social

Benedita Sousa da Silva Sampaio (Rio de Janeiro, 11 de março de 1952) é uma política brasileira. Foi a 59ª governadora do Rio de Janeiro.

Origens[editar | editar código-fonte]

Benedita da Silva nasceu em 1942 na cidade do Rio de Janeiro. É formada como auxiliar de enfermagem, e tem diploma universitário no curso de Serviço Social.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua carreira política ao se eleger vereadora do Rio de Janeiro em 1982, após militância na Associação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro. Em 1986, foi eleita deputada federal, e se reelegeu para este cargo em 1990.

Na Legislatura de 1987-1991, Benedita participou da Assembleia Nacional Constituinte, onde atuou como titular da Subcomissão dos Negros, das Populações Indígenas e Minorias. Em seguida, passou à Comissão de Ordem Social e da Comissão dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher.

Em 1992, foi candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) a prefeitura do Rio de Janeiro. Terminou o primeiro turno em 1º lugar, mas foi derrotada no segundo turno por César Maia, candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em 1994, Benedita da Silva foi eleita com expressiva votação (2.248.861 votos) a primeira mulher negra a chegar ao Senado Federal, o mais alto escalão do Poder Legislativo brasileiro. Alguns anos mais tarde, Benedita largaria o Senado para disputar o Governo do Estado do Rio de janeiro, numa aliança política inédita que reuniu todos os partidos progressistas do país.

Foi eleita vice-governadora do Rio de Janeiro em 1998, na chapa de Anthony Garotinho. Para assumir o cargo, renunciou ao mandato de Senadora, que só terminaria em 2002 - assumiu o suplente Geraldo Cândido. Em 2001, presidiu a Conferência Nacional de Combate ao Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, que reuniu mais de dez mil pessoas de todo país, entre lideranças de ONGs e governos.

Com a renúncia de Anthony Garotinho para concorrer à Presidência da República em abril de 2002, assumiu o governo do estado do Rio de Janeiro. Seu governo de nove meses, foi marcado por forte crise financeira no estado do Rio de Janeiro e pelo andamento de obras paralisadas no governo de Anthony Garotinho como o emissário da Barra da Tijuca, a despoluição da Baía de Guanabara e as obras da estação Siqueira Campos, da linha 1 do metrô do Rio de Janeiro.

Seu governo também foi marcado por troca de acusações entre ela e seu antecessor pela responsabilidade nos rombos do governo - o TCE-RJ reprovou as contas do exercício de 2002. "Segundo os conselheiros, as duas administrações descumpriram as constituições Federal e Estadual, e violaram a Lei de Responsabilidade Fiscal".[2]

Foi candidata a reeleição ao governo do Rio de Janeiro nas eleições de 2002. Foi preterida pelas classes menos abastadas da população, reduto eleitoral do PT, onde Rosinha Garotinho (PSB) alcançou expressivas votações, Benedita teve seus melhores resultados entre as classes A e B (onde Garotinho e seu grupo político possuem alta rejeição) e por isso não conseguiu um novo mandato obtendo 1.954.379 votos (24,44%).

Com a eleição de Lula para a Presidência da República, assumiu a Secretaria Especial da Assistência e Promoção Social, com status ministerial. Deixou o Governo sob polêmica, após usar recursos públicos em um evento religioso na Argentina. Devolveu o valor das diárias e das passagens após o caso ser divulgado pela imprensa.[3]

Assumiu em janeiro de 2007, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, no Governo Sérgio Cabral Filho. Foi em 2010 eleita para mais um mandato de deputada federal pelo Rio de Janeiro com 71.036 votos (0,89%), e reeleita em 2014 com 48.163 votos (0,63%).

Em 2015, a justiça condenou Benedita da Silva ao ressarcimento de R$ 32.094.569,03 referentes a dano causado ao patrimônio público, quando era gestora da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos , por fraudes em convênios entre a Fundação Darcy Ribeiro (FUNDAR) e ONGs com o Ministério da Justiça.[4]

Benedita e o deputado Miro Teixeira


Referências

  1. «Sessão: 195.3.54.O». Câmara dos Deputados. 04/07/2013. Consultado em 03/02/2016. 
  2. «[[RJTV]], da [[Rede Globo]]». Globo.com. Rjtv.globo.com.  Ligação wiki dentro do título da URL (Ajuda)
  3. . Clipping.planejamento.gov.br http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=409254.  Falta o |titulo= (Ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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