Maria Rita

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Maria Rita
Maria Rita no Coliseu de Lisboa.
Informação geral
Nome completo Maria Rita Camargo Mariano
Nascimento 9 de setembro de 1977 (38 anos)
Local de nascimento São Paulo, SP
 Brasil
Gênero(s) MPB, samba, jazz, bossa nova
Ocupação(ões) cantora e produtora musical
Instrumento(s) vocal
Extensão vocal Contralto
Período em atividade 6 de maio de 2002[1]atualidade
Gravadora(s) Warner Music Brasil (20032011)

Universal Music Brasil (2012 — atualmente)

Afiliação(ões) Tom Capone, Rita Lee, Marcelo Camelo, Milton Nascimento, Rodrigo Maranhão, Lenine, Edu Krieger, O Rappa, Arlindo Cruz, Alcione, Gilberto Gil, Mart'nália, Jamie Cullum, Mercedes Sosa, Jorge Drexler, Pablo Milanes, Calle 13, Elis Regina, Xande de Pilares, Baby do Brasil, Marcelo D2, Fundo de Quintal
Página oficial Maria Rita, http://www.maria-rita.com/ 

Maria Rita Camargo Mariano (São Paulo, 9 de setembro de 1977) é uma cantora, produtora musical e empresária brasileira, filha da cantora Elis Regina e do arranjador e pianista César Camargo Mariano, irmã do cantor Pedro Mariano, meia-irmã do produtor e empresário João Marcelo Bôscoli, do instrumentista Marcelo Mariano e da produtora Luísa Camargo Mariano. É casada com Davi Moraes, pai de sua filha caçula, Alice. Também é mãe de Antonio, fruto de um casamento anterior.

Maria Rita começou a cantar profissionalmente com cerca de 24 anos, mesmo tendo esse desejo desde sempre. O peso do berço musical em que nasceu, principalmente da carreira da mãe, muito famosa no Brasil, influenciou o adiamento de sua obra. Segundo a própria: "[...]sempre tive a consciência de ser a única filha mulher de uma grande cantora[...]". Por isso, desde cedo, muito cobrada a soltar a voz, esperou ter a certeza de que a música era essencial em sua vida. Antes de se tornar cantora profissional, Maria Rita se formou em Comunicação Social e em Estudos Latino-Americanos na Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde morou desde os 16 anos e até o fim do curso. O sucesso na música veio à altura de seu talento, e Maria Rita logo consagrou-se como grande ícone da música brasileira.

Ganhadora de onze prêmios Grammy Latino, incluindo de Melhor Artista Revelação (única brasileira na história a conseguir vencer essa categoria), Maria Rita já vendeu milhões de CD's e DVD's, no Brasil e no mundo todo, e é considerada uma das maiores vozes e intérpretes de sentimento da atualidade.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Vida Pessoal[editar | editar código-fonte]

Desde criança, Maria Rita já estava sob a luz dos holofotes. Filha de Elis Regina e César Camargo Mariano, sempre sentiu a responsabilidade de nascer num berço musical de ouro. Perdeu a mãe com apenas 4 anos de idade, e, desde então, sua vida virou de cabeça para baixo. A mídia e o público estavam comovidos com a morte de Elis Regina, e a exposição de sua família foi quase que inevitável, apesar de discrição e cuidado serem defendidos bravamente por César, seu pai. As exigências da parte de muitos também começaram a partir desse momento. Maria Rita foi constantemente bombardeada com a cobrança das pessoas de que cantasse, ao que ela revidava, rebeldemente, com negativas, apesar de ser esse, também, seu desejo. Chegou a ser backing vocal de uma banda do irmão, Pedro Mariano, aos 13 anos, mas tinha a consciência de que seria difícil embarcar numa carreira musical sem absoluta segurança e necessidade, pela proporção que tomou o nome de sua mãe no Brasil. Maria Rita sentia que tinha a responsabilidade de carregar o nome da família de forma honrosa, pela bela história já escrita; o grande problema é que a maioria das pessoas via nela a continuação dessa história.

Entre 1993 e 1994, por 10 meses, fez estágio na Revista Capricho, e, quase em seguida, com 16 anos, teve de sair do Brasil, pois seu pai precisou viajar a trabalho e, como era menor de idade, foi junto. A expectativa era de ficar até os 18 anos, o que não aconteceu, e acabou por estender a temporada. Queria cursar Jornalismo em Nova Iorque, mas, pela falta de vaga, acabou optando por Comunicação Social, com a esperança de transferir-se para a formação antes desejada, já que ambos os cursos têm o primeiro período de igual conteúdo. Quando houve a oportunidade da troca, já estava apaixonada por Comunicação Social, e decidiu concluir. Ganhou bolsa de estudos por boas notas e, anos depois, estava formada também em Estudos Latino-Americanos. Foi nessa época que estagiou na gravadora com a qual, mais tarde, assinaria contrato, a Warner Music, no departamento de divulgação. Durante o período da faculdade, Maria Rita tinha sua voz admirada pelos amigos de universidade, e chegou a participar, por insistência deles, de um show de calouros, do qual saiu vitoriosa, cantando, acapella, uma música gravada por sua mãe, "Velha Roupa Colorida". Segundo Maria Rita, a estadia nos Estados Unidos, onde sua família não era famosa, permitiu a busca de conquistas próprias, e a segurança de que precisava para voltar ao Brasil e se tornar, enfim, cantora.

Depois de aproximadamente 8 anos morando no exterior, Maria Rita torna ao Brasil com a certeza e a necessidade de cantar.

Maria Rita se tornou mãe em 2 de julho de 2004, dando à luz Antonio, nascido na capital paulista, fruto de sua já finalizada relação com o cineasta Marcus Baldini.

Em 2011, iniciou um relacionamento com o músico Davi Moraes, pai de sua filha, Alice, nascida em 10 de dezembro de 2012, no Rio de Janeiro.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Maria Rita começou a cantar profissionalmente aos 24 anos. Não acha que foi tarde. Em suas palavras: "Sempre quis cantar. Mas a questão não era querer. Era por quê. Não gosto de fazer nada sem ter um porquê. O motivo passou a existir quando percebi que ficaria louca se não cantasse". O início de tudo se deu com apresentações em parceria com o músico Chico Pinheiro e a cantora Luciana Alves, e, mais tarde, lançou um show solo, intitulado "Jeans e Camiseta". Também foi apadrinhada por Milton Nascimento, que a convidou para participar de seu disco "Pietá" e de algumas apresentações. Segundo o Estadão: "Todas as gravadoras, as grandes e as pequenas, querem contratá-la. Todos os músicos querem tocar com ela e todos os compositores querem que ela cante suas canções. Todos os palcos a desejam. O público espanta-se: ela é um fenômeno. Seu canto é deslumbrante, um raríssimo composto de ternura e expressão incisiva. Houve uma mulher que cantava assim. O nome dela era Elis Regina, mãe de Maria Rita. Dá-se, com ela, um caso fora do esquadro. Num tempo em que a indústria da música joga fora os talentos e não arrisca um centavo em novidades, ela é a novidade bem-vinda e o talento em que vale a pena apostar". Antes de lançar o primeiro CD, já era sucesso estrondoso, e foi vencedora do Troféu APCA de 2002 como Artista Revelação. No ano seguinte, assinou com a gravadora Warner Music Brasil e seu primeiro disco começou a ser produzido.

O aprendizado, para Maria Rita, se deu de maneira instintiva e informal. Segundo ela, quando era jovem, pediu ao pai que lhe ensinasse a tocar piano. Diante de uma negativa, perguntou se o problema era ele não ter tempo, ao que o pai lhe respondeu que, se a questão fosse tempo, o conseguiria. O problema é que ele "aprendera sozinho" e não teria o que lhe passar. Maria Rita seguiu trilha parecida. Sem uma instrução musical formal, simplesmente subia no palco e soltava a voz. Apesar disso, a cantora, mais tarde, já profissional, tomou aulas de canto, para aperfeiçoar sua técnica e respiração, e "não deixar o instrumento perecer antes do previsto".

Em 2003, o primeiro álbum: "Maria Rita"[editar | editar código-fonte]

Maria Rita, em 2003, na gravação do DVD "Maria Rita".

Seu primeiro disco, “Maria Rita”, lançado em setembro de 2003, vendeu mais de 1 milhão de cópias em todo o mundo. O primeiro DVD, que traz o mesmo título e foi para as lojas na primeira semana de novembro daquele ano, chegou à marca de 180 mil cópias e foi gravado na casa de shows Bourboun Street, em agosto de 2003, em São Paulo. Ambos foram lançados em mais de 30 países, incluindo Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia, Dinamarca, Equador, Finlândia, França, Inglaterra, Itália, Japão, Coreia do Sul, República Tcheca, México, Países Baixos, Noruega, Portugal, Suécia, Suíça, Taiwan e Venezuela. Os números referentes à jovem cantora são sempre impressionantes. Maria Rita alcançou, no Brasil (um mercado tido como em crise, ameaçado pela pirataria), Disco de Platina Triplo e DVD de Diamante; em Portugal, CD de Platina. Também, pudera... Foram 160 shows completamente lotados ao longo de 18 meses. O disco também teve sua edição em LP, limitada a mil cópias.

O reconhecimento foi de público e de crítica. Maria Rita venceu prêmios importantíssimos em 2004: Grammy Latino nas categorias Revelação do Ano, Melhor Álbum de MPB e Melhor Canção em Português (“A Festa”); Prêmio Faz A Diferença (oferecido pelo jornal “O Globo”); o troféu da categoria Melhor Cantora do Prêmio Multishow e os do Prêmio Tim nas categorias Revelação e Escolha do Público. Do primeiro CD dela, foram trabalhadas as músicas “A Festa”, “Cara Valente”, “Encontros E Despedidas” (que foi tema na novela “Senhora do Destino”) e “Menininha Do Portão”. O álbum foi produzido por Tom Capone juntamente com Maria Rita e Marco da Costa.

O sucesso era inegável, por isso, as ofensivas não poderiam deixar de vir. Logo foi duramente criticada por sua performance em cima do palco. O motivo? Era parecida demais com sua mãe, Elis Regina. Nos trejeitos. No sorriso. No balanço. E até na voz. As acusações eram as mais improváveis. Maria Rita era apontada como imitadora da própria mãe. Enquanto, para alguns, por seu estilo próprio e marcante, a semelhança com Elis Regina era quase um detalhe, para outros, passava de genética – foi tachada de oportunista, apesar de não cantar o repertório de Elis. Aliás, tal escolha também foi mal vista. O fato de decidir não mexer na obra da mãe foi encarado como negação àquela que lhe trouxe ao mundo, ou mesmo ódio. Maria Rita não se deixou abater com a crueldade das pessoas, e seguiu sua honrosa carreira. Sempre explicou que a decisão de não cantar Elis era, também, de respeito; além de querer trilhar seu próprio caminho, não pretendia se escorar em ninguém para realizar suas conquistas. Já o fato de imitar a própria mãe lhe parecia tão esdrúxulo que sequer comentava; deixava para a genética tal explicação; apenas ria e erguia a cabeça. A ignorância das pessoas já lhe fez sofrer, mas foi aprendendo a lidar com as posições cruéis de alguns.

"Segundo"[editar | editar código-fonte]

Maria Rita com a turnê do disco "Segundo", em 2006.

Em setembro de 2005, chegou às lojas o novo trabalho de Maria Rita: “Segundo”, também lançado em todos os países onde sua gravadora tinha representação. O primeiro single foi “Caminho Das Águas”. Juntamente com a pré-venda do CD em lojas online, foi feita a venda digital do single “Caminho Das Águas”. Neste último caso, uma novidade no mercado brasileiro de discos; foram tantos downloads, que houve congestionamento já na data de lançamento. Todo mundo queria ter Maria Rita gravada no computador. E não é para menos.

O novo CD, produzido pela própria em companhia de Lenine, rendeu à cantora uma extensa turnê no Brasil, participações especiais em diversos CD's nacionais, shows nacionais (Arlindo Cruz, O Rappa, Os Paralamas do Sucesso, Gilberto Gil, Mart’nália) e internacionais (Jamie Cullum, Mercedes Sosa, Jorge Drexler). O sucesso mundial de “Segundo” lhe rendeu Disco de Platina Duplo por mais de 350 mil cópias vendidas, em 2006, mais dois Grammy's LatinoMelhor Álbum de MPB e Melhor Canção Brasileira com “Caminho Das Águas”, de Rodrigo Maranhão – e mais de 50 apresentações no exterior com sucesso absoluto de público e crítica, no Montreux Jazz Festival, North Sea Jazz Festival, Irving Plaza (NY), San Francisco Jazz Festival, dentre outros.

Foi lançada posteriormente uma edição especial do disco, que inclui um DVD extra com o registro em vídeo de algumas das gravações do álbum, no estúdio Toca do Bandido, no Rio de Janeiro. Além desse, mais tarde, em 2006, um DVD ao vivo, com um show antológico gravado no Claro Hall, Rio de Janeiro. Nele, Maria Rita passeia por seu repertório e emociona a todos com seus maiores sucessos, conquistando DVD de Platina. São 19 canções, entre elas, duas inéditas na voz da artista: "Todo Carnaval Tem Seu Fim", anteriormente gravada por Los Hermanos e "O Que Sobrou Do Céu", clássico do repertório d´O Rappa. "Segundo: Ao Vivo" também conta com 9 canções do CD "Segundo", gravadas de forma mais intimista na Toca do Bandido, estúdio no Rio de Janeiro, onde Maria Rita gravou seus CD's até então. Os extras também contam um pouco da história das gravações ("Fazendo Segundo"), além de mostrar o videoclipe da música "Feliz" e da música "Santa Chuva".

"Samba Meu"[editar | editar código-fonte]

Maria Rita em Nova Iorque com "Samba Meu", no ano de 2008.

Após muitos convites para apresentações com grandes cantores de samba, que logo se tornaram amigos, em setembro de 2007, Maria Rita lançou o seu terceiro CD, "Samba Meu", pela proximidade natural com o gênero, que parecia, junto com os bambas, abraçá-la. O álbum foi produzido por Leandro Sapucahy e pela própria, com arranjos de Jota Moraes, integralmente dedicado ao samba, com o qual já flertava nos dois álbuns anteriores. O primeiro single foi "Tá Perdoado", composição de Arlindo Cruz e Franco. Em abril do ano seguinte, a ABPD concedeu Disco de Platina a Samba Meu, pelas mais de 190 mil cópias vendidas. A qualidade e o já reconhecido talento de Maria Rita conquistaram o Grammy Latino de Melhor Álbum de Samba em 2008 e o prêmio de Melhor CD no 15º Prêmio Multishow de Música Brasileira.

O show, com o nome do disco, marcou a volta de Jota Moraes – também arranjador do CD – aos palcos, que aceitou o convite de Maria Rita para ficar responsável pelo piano da atração musical e saiu na estrada com a turnê. Em agosto do mesmo ano, a cantora lançou o DVD "Samba Meu: Ao Vivo", com direção de Hugo Prata e produção da própria Maria Rita e cenografia de Zé Carratu, gravado no Vivo Rio, na cidade do Rio de Janeiro. Em 2009, no programa Altas Horas, recebeu a certificação de DVD de Platina, pelas mais de 50 mil cópias vendidas.

A turnê foi tão bem recebida pelo público, e querida pela cantora, que passou dois anos e meio rodando o mundo – considerada a temporada de shows mais duradoura dos últimos tempos. Seu encerramento foi muito doído para Maria Rita, que não se mostrou satisfeita em finalizar a turnê, porém, necessário, por questões mercadológicas. Os contratantes de shows no Brasil queriam uma nova atração por parte da cantora, uma vez que seu público já tinha assistido ao espetáculo diversas vezes. Durou até meados de 2010, e, então, Maria Rita decidiu tirar merecidas férias.

"Elo"[editar | editar código-fonte]

Maria Rita no Montreux Jazz Festival, apresentando "Elo", em 2011.

Praticamente em seguida do encerramento da turnê anterior, um convite para uma mini-temporada na Europa fez com que ela montasse um novo show, sem nome, com um repertório para piano-baixo-bateria-voz, de músicas que desejava cantar. A saudade dos palcos a fez esquecer as férias e executar pequenas apresentações desse show no Brasil. Porém, o espetáculo ganhou tamanha proporção e demanda do público que, juntamente com o fato de que tinha, por contrato, ainda um disco para cumprir com a gravadora, o repertório tornou-se o quarto álbum de sua carreira, que foi produzido pela própria cantora e lançado em CD e vinil pela Warner em setembro de 2011.

"Elo" foi gravado durante 10 dias do mês de julho de 2011, entre um show e outro, de maneira discreta, para garantir surpresa ao público. O título deriva da letra de "Nem Um Dia", regravação da cantora para o clássico de Djavan. O CD, além de algumas canções inéditas, do repertório do "show sem nome", também trouxe outras ainda não apresentadas ao público, que foram fruto de encontros musicais inesperados da cantora durante o mesmo período. O primeiro single foi a canção "Pra Matar Meu Coração", composição de Daniel Jobim e Pedro Baby. "Cantei essa música em outubro [de 2010] e, depois disso, ela nunca mais saiu da minha cabeça", diz Maria Rita. O segundo, "Coração Em Desalinho", lançado como faixa bônus do álbum, e foi tema de abertura da novela Insensato Coração, da Rede Globo.

Após o lançamento do disco, a turnê seguiu com poucas modificações – agora, intitulada "Elo" – e levou Maria Rita, novamente, ao Montreux Jazz Festival. Apesar dos inúmeros pedidos de gravação de DVD, os shows, depois de seu repertório registrado em CD, sequer seguiu por muito tempo (teve encerramento no mesmo fim de ano, devido a um importante projeto paralelo que estava surgindo em parceria com seu irmão João Marcello Bôscoli). Maria Rita decidiu não renovar contrato com a gravadora, Warner Music, e esse, também é apontado como fator para a não concretização de um DVD.

"Viva Elis" / "Redescobrir"[editar | editar código-fonte]

Maria Rita, em 2012, com "Redescobrir".

Em 2012, quando se completou 30 anos da morte de Elis Regina (mãe de Maria Rita), a cantora fez uma série de homenagens com o espetáculo "Viva Elis", patrocinado pela empresa de cosméticos Nivea. A ideia inicial do projeto, encabeçado pelo seu irmão João Marcelo Bôscoli, foi fazer 5 shows gratuitos em praça pública, em 5 cidades diferentes do Brasil, contando com grandes canções do repertório de Elis. Os shows reuniram um público de cerca de meio milhão pessoas pelas cidades de Porto Alegre, São Paulo, Recife, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Logo após os shows, a cantora anunciou oficialmente seu desligamento da gravadora Warner Music Brasil e assinou contrato com a Universal Music Brasil.

O carinho e a enorme receptividade do público com a homenagem a Elis, criou um movimento imenso nas redes sociais solicitando a continuação dos shows para os inúmeros fãs que ainda não tiveram a oportunidade de assistir ao espetáculo. Maria Rita cedeu aos pedidos tão emocionados e, junto com o anúncio de sua segunda gravidez, fruto do casamento com o músico Davi Moraes (que se juntou à banda da cantora durante essa turnê), anunciou novas datas para o show – agora intitulado "Redescobrir", uma turnê que iria permitir chegar em outras cidades e públicos que muito foram solicitados durante o "Viva Elis".

Movida pela emoção do espetáculo e pelos contínuos pedidos, a cantora concordou em lançar CD e DVD do projeto. Assim, a gravação do CD/DVD ao vivo "Redescobrir", primeiro trabalho da cantora pela Universal Music Brasil, foi anunciada para ocorrer na capital de São Paulo, em agosto de 2012, no Credicard Hall, com direção de Hugo Prata.

O lançamento do CD (em edição de CD duplo) e do DVD foi em novembro de 2012, ficando imediatamente nas listas dos mais vendidos. Em apenas dois meses de lançamento, sem a cantora ter realizado divulgação do trabalho na mídia, por conta de sua licença maternidade, tanto o CD quanto o DVD conquistaram Disco de Platina. O primeiro single foi a canção "Me Deixas Louca", composição de Armando Manzareno, versionada por Paulo Coelho. Quando estava há poucos meses operada do parto e impossibilitada de fazer os shows da grande turnê, montou pequenas apresentações, intituladas "Piano & Voz", para se manter em cima dos palcos. Executava essas apresentações sentada, e o repertório mesclava músicas suas e de sua mãe. Após a licença maternidade, Maria Rita ainda continuou com a turnê "Redescobrir" até meados de 2013. O disco rendeu, ainda, um Grammy Latino de Melhor Álbum de MPB.

Segundo Maria Rita, cantar o repertório da mãe foi de grande importância em sua vida profissional e pessoal; afinal, não se tratava apenas de um tributo de uma extraordinária cantora a outra, mas de uma homenagem de uma filha à sua mãe. Por um lado, ela fala: "O show que estou fazendo me reaproximou de minha mãe, depois de 10 anos sem permitir que ela se comunicasse comigo através de sua música, que foi a ferramenta que eu elegi para tê-la de alguma maneira. Entenda: eu não a ouvia com frequência, até porque isso sempre doeu muito. No entanto, a partir da decisão de me tornar uma cantora profissional, evitar ouvi-la a qualquer custo se fez necessário". Por outro, a permitiu um amadurecimento vocal e a descoberta de uma capacidade de voz que jamais realizara ter. Além de tudo, a receptividade e carinho do público foram tamanhos, que já se sente à vontade para falar sobre as críticas negativas que recebeu ao longo da carreira: "Já sofri muito com isso. Mas ninguém é obrigado a gostar de tudo ou me achar um gênio. Não pretendo e nem quero ser uma unanimidade. Mas sei que cantora como eu, hoje, no país, não tem. Talvez tenha e eu não sei. Mas o meu foco não é ser bacana. Meu foco é rasgar o útero em cima do palco".

"Coração A Batucar"[editar | editar código-fonte]

Maria Rita no encerramento da turnê "Coração A Batucar", em 2015.

Em setembro de 2013, Maria Rita foi convidada para cantar no Rock In Rio, no Rio de Janeiro. Para a ocasião, a cantora montou um show especial, apenas com canções de Gonzaguinha – algo que já tinha vontade de fazer há algum tempo. Após a apresentação, chegou à conclusão de que seu próximo álbum deveria ser dedicado integralmente ao samba, assim como fez em "Samba Meu", lançado em 2007. Dessa forma, em outubro do mesmo ano, Maria Rita começou a pesquisa de repertório do novo projeto e, logo, tinha o disco pronto. Antes de levá-lo a público, entrou em turnê pelos Estados Unidos, com o show "Voz & Piano", que apresentava algumas modificações desde as pequenas apresentações desse espetáculo que fazia durante a gravidez. Passando por Nova Iorque, Phoenix, Chicago, New Bedford, São Francisco e Los Angeles, o show agradou os críticos mais ferrenhos do conceituado "The New York Times"; Jon Pareles, Jon Caramanica, Ben Ratliff e Nate Chinen colocaram-no como um dos 10 melhores concertos que aconteceram naquele ano, ao lado de nomes como Stevie Wonder, Bob Dylan, The Roots e Lorde. O jornal declarou: "A cantora brasileira Maria Rita veio com um modesto e requintado show, acompanhada somente pelo pianista Tiago Costa, que manteve os arranjos transparentes para fazer jus à sua voz delicada e potente".

Em março de 2014, com produção da própria cantora e arranjos de Jota Moraes, é lançado "Coração A Batucar", o sexto álbum de Maria Rita e o segundo dedicado exclusivamente ao samba. O disco conta com canções inéditas de autores como Arlindo Cruz, Noca da Portela, Xande de Pilares, Joyce Moreno, Rodrigo Maranhão, entre outros. O primeiro single foi a canção "Rumo Ao Infinito", composição de Arlindo Cruz, Marcelinho Moreira e Fred Camacho, seguido de "É Corpo, É Alma, É Religião", de Arlindo Cruz, Rogê e Arlindo Neto. O álbum foi regado de elogios do público e da crítica, que se impressionaram com o amadurecimento vocal da cantora.

Em abril de 2014, Maria Rita estreou sua nova turnê, que levava o mesmo nome do disco. "Coração A Batucar" teve sua estreia no Rio de Janeiro, na casa de shows Fundição Progresso. O repertório do show conta com a maioria das canções do álbum "Coração A Batucar", outros sambas gravados anteriormente pela cantora, além de algumas interpretações inéditas na voz de Maria Rita para canções de Gonzaguinha e Fundo de Quintal.

Em novembro de 2014, foi premiada com mais um Grammy Latino, pelo álbum, quando já conquistara Disco de Ouro. Para comemorar a marca atingida – tanto do prêmio, quanto de vendas – a gravadora ofereceu-lhe a oportunidade de uma edição especial do disco, com direito a gravação de DVD, embora com registro de um show exclusivo, com clima intimista, no estúdio Na Cena, em São Paulo, e para um número restrito de convidados – mais ou menos como fez para o álbum "Segundo". O objetivo era mostrar como foi a energia de gravação do disco, e a edição especial de "Coração A Batucar" veio a público em março de 2015, acompanhada, além de um DVD, do relançamento do CD, que, hoje, já alcançou Disco de Platina. Dirigido por Hugo Prata (vídeo) e Maria Rita (áudio), “Coração A Batucar - Edição Especial” traz imagens que eternizam a entrega artística da cantora em nove certeiros números musicais. Tal produto também conquistou DVD de Ouro.

O show já rodou o Brasil e a turnê teve seu encerramento em 5 de dezembro de 2015, na Fundição Progresso, lugar que a cantora escolheu, também, para gravar o DVD ao vivo do show (atendendo aos inúmeros pedidos dos fãs), com lançamento para a metade do ano seguinte. Apesar de o encerramento da turnê já ter sido realizado, o último show aconteceu, de fato, no Réveillon paraense.

Ainda em dezembro, Maria Rita foi convidada por seu amigo e estilista Fause Haten a montar um show exclusivo para um evento da empresa AngloGold Ashanti, o AuDITIONS Brasil 2015. A apresentação era desejo antigo da cantora: interpretar os clássicos de Ella Fitzgerald, da qual é fã desde a adolescência. O show rendeu a ela várias capas de jornais e revistas com elogiosas críticas, por seu notável desempenho.

"Samba Da Maria" / "Voz & Piano"[editar | editar código-fonte]

Para 2016, Maria Rita disse que não lançaria disco: "Eu resolvi que não vou entrar em estúdio em 2016, como foi cogitado e planejado. Vou fazer o 'Samba Da Maria' e abrir o 'Voz & Piano' para o público, que eu estava fazendo só para corporativo".

Maria Rita, em 2015, com "Samba Da Maria".

Ainda durante sua turnê anterior, Maria Rita criou algumas pequenas apresentações no fim de 2015, acontecidas nos intervalos de um show e outro de "Coração A Batucar", e que foram ganhando forma ao longo do tempo. Era o "Samba Da Maria", citado por ela, iniciado na casa de shows Miranda, no Rio de Janeiro, surgido de uma sede por inovação da cantora, que afirmava estar num momento de introspecção: "Não quero assumir comprometimentos. Vou me permitir resgatar a paixão pelo cantar, pela música, e não pela indústria. Estou um pouco cansada, neste momento, de criar dessa forma estruturada". No repertório, presentes sambas da lavra da cantora, mas, também, outros nunca gravados por ela, como "Quando A Gira Girou", de Serginho Meriti e Claudinho Gomes, e "Beijo Sem", de Adriana Calcanhotto, ou mesmo "Cutuca", música inédita, composta por Davi Moraes, Fred Camacho e Marcelinho Moreira. O "Samba Da Maria" é um show intimista e que, ao mesmo tempo, reproduz um pouco de uma roda de samba. A ideia era levá-lo, em 2016, para outros estados do Brasil, como uma espécie de "turnê especial". No palco, estão os músicos André Siqueira (percussão), Marcelinho Moreira (percussão), Fred Camacho (multi-instrumentista) e Davi Moraes (guitarra).

Maria Rita em festa corporativa, com "Voz & Piano", em 2015.

A cantora se refere, também, a uma já conhecida e premiada turnê: "Voz & Piano", que havia apresentado para os Estados Unidos e, até então, fazia apenas em ocasiões especiais, como eventos de empresas, aos quais era constantemente convidada a realizar concertos. O repertório inclui seus maiores sucessos, de todos os seus discos, e alguns clássicos da música brasileira, com arranjos no piano de Tiago Costa, voltados para o sofisticado ritmo do jazz, que a cantora domina tão bem quanto o samba, e é seu mais anterior estilo musical. Em decisão acertada, Maria Rita planejou pôr, em 2016, seu elegante "Voz & Piano" na estrada (paralelo ao alegre "Samba Da Maria"), atendendo, assim, aos pedidos de seu público e disponibilizando aos contratantes de shows opções diversificadas de atrações, que já atingem o exterior.

"Eu estou presente, estou viva e vou cantar!", conforta, Maria Rita, a falta de um produto fonográfico em 2016, em entrevista a um de seus canais oficiais no YouTube.

"O Samba Em Mim: Ao Vivo Na Lapa"

No dia 24 de junho de 2016, a cantora lança seu mais novo CD e DVD intitulado "O samba em mim: ao vivo na Lapa". O lançamento foi precedido do single "Bola Pra Frente" (Xande de Pilares e Gilson Bernini, 2014), difundido nas rádios e plataformas digitais de música. A gravação trata-se do registro áudio-visual do último show da turnê "Coração a Batucar" realizado em dezembro de 2015 na Lapa, Rio de Janeiro. O DVD, com direção de Hugo Prata, conta com 20 faixas e o CD (vendido separadamente) com 13 canções extraídas do áudio original do primeiro.

Em entrevista para um site Maria Rita justificou o seu mais recente lançamento:

"O público pediu. Quando lancei o DVD do "Coração a Batucar", foi algo feito em estúdio, como uma roda de samba ao vivo, para dar uma noção de como o disco havia sido gravado. Já a turnê era uma coisa completamente diferente daquele DVD e os fãs pediam muito um registro. A Universal (gravadora) estava atenta a esse movimento, através das redes sociais. E me propôs. Resolvemos fazer um registro do último show da turnê, na Lapa. E o DVD é só o show mesmo. Não tem extra, não tem vídeos, não tem mais nada. Foi feito para você deixar tocando e fazer as coisas: arrumar a casa, tocar a vida. Gostei muito da proposta e achei algo inusitado. Esse modelo de lançar CD, fazer show e depois DVD do show é uma coisa meio gringa, meio Madonna (risos)."[2]

Apesar de ter um novo trabalho nas prateleiras, a cantora não irá repetir a turnê de que trata o registro. Maria Rita segue nesse ano em turnê com os espetáculos "Samba da Maria" e "Piano & Voz", fazendo com que o lançamento d'O Samba Em Mim seja uma obra que possa ser guardada pelo seu público.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Discos oficiais[editar | editar código-fonte]

Discos
Ano Álbum Certificação pela ABPD[3] Vendas
2003 Maria Rita 3× Platina 1 milhão.[4]
2005 Segundo 2× Platina 350 mil
2007 Samba Meu Platina 300 mil[5]
2011 Elo Platina 100 mil [6]
2012 Redescobrir (Ao Vivo) Platina 150 mil[7]
2014 Coração A Batucar Platina 120 mil[8]
2016 O Samba em Mim - Ao Vivo na Lapa
DVD's
Ano DVD Certificação Vendas
2003 Maria Rita Diamante 180 mil[9]
2005 Segundo - Edição Especial
2006 Segundo Platina 50 mil
2008 Samba Meu Platina 50 mil
2012 Redescobrir Platina 150 mil[10]
2015 Coração A Batucar - Edição Especial Ouro 50 mil
2016 O Samba em Mim - Ao Vivo na Lapa

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

Disco
Ano Álbum
2009 Maria Rita - Perfil

Participações[editar | editar código-fonte]

Discos
Ano Álbum Artista Música
2002 Meia Noite, Meio Dia Chico Pinheiro "Desde O Primeiro Dia"
"Popó"
"De Frente"
Pietá Milton Nascimento "Voa, Bicho"
"Tristesse"
"Vozes Do Vento"
2005 Acústico MTV O Rappa "Rodo Cotidiano"
2006 Forró Prás Crianças Zé Renato "Sina De Cigarra"
12 Segundos De Oscuridad Jorge Drexler "Soledad"
2007 100 Anos De Frevo "Valores Do Passado"
Outro Rio Ricardo Silveira "A Medida Do Meu Coração"
Sambista Perfeito Arlindo Cruz "O Que É O Amor"
2008 Aula De Samba "Heróis Da Liberdade"
Cartão Postal Bomba! GOG "Brasil Com P"
2009 Piquenique Ed Motta "A Turma Da Pilantragem"
Nego Carlos Rennó "Inquieta, Tonta E Encantada"
BandaDois Gilberto Gil "Amor Até O Fim"
O Baile Do Simonal Wilson Simonal "Que Maravilha"
2010 Entre Los Que Queiran Calle 13 "Latinoamerica"
2012 Nossa Onda É Essa! Bossacucanova "Deixe A Menina"
Rock In Rio Lisboa - Palco Sunset "Porto Sentido", com Rui Veloso
2013 Carnavalança Mart'nália "Máscara Negra"
"Bandeira Branca"
2014 Sambabook - Zeca Pagodinho Zeca Pagodinho "Alto Lá"
"Camarão Que Dorme A Onda Leva"
Herança Popular Arlindo Cruz "Paixão E Prazer"
2015 Presente Gonzaguinha "Grito De Alerta"
Na Veia Arlindo Cruz e Rogê "Maltratar Não É Direito"
"Coração Em Desalinho"
2016 #VamoQVamo Thiaguinho "Desliga Você"
Sambabook - Jorge Aragão Jorge Aragão "Do Fundo Do Nosso Quintal"
7 Casuarina "Eu Já Posso Me Chamar Saudade"
Roda de Samba Cerimonia Paralimpica Rio 2016 "Roda de Samba"
DVD's
Ano DVD Artista Música
2006 O Rappa - Acústico MTV O Rappa "Rodo Cotidiano"
"O Que Sobrou Do Céu"
2008 Cartão Postal Bomba! GOG "Brasil Com P"
2009 BandaDois Gilberto Gil "Amor Até O Fim"
Quando O Céu Clarear Fabiana Cozza "Trajetória"
"Malandro Que Sou"
O Baile Do Simonal Wilson Simonal "Que Maravilha"
2010 Hebe, Mulher E Amigos Hebe Camargo "Foi Assim"
"O Que É, O Que É"
2014 Sambabook - Zeca Pagodinho Zeca Pagodinho "Alto Lá"
2016 #VamoQVamo Thiaguinho "Desliga Você"
Velha Guarda da Portela: Ao Vivo Velha Guarda da Portela "Coração Em Desalinho"
Sambabook - Jorge Aragão Jorge Aragão "Do Fundo Do Nosso Quintal"
Alma Brasileira Diogo Nogueira "Beiral"

Trilhas sonoras[editar | editar código-fonte]

Ano Música Álbum
2003 "Tristesse" tema de Manuela de Paula Ferreira (Camila Morgado) A Casa das Sete Mulheres
2004 "Encontros E Despedidas" tema de abertura Senhora do Destino
"Agora Só Falta Você" After the Sunset (Ladrão de Diamantes)
2005 "Feliz" tema de Ornela (Vera Holtz) Belíssima
2007 "Caminho Das Águas" tema de abertura Amazônia, de Galvez a Chico Mendes
"Tá Perdoado" tema de Maria Eva (Letícia Spiller) Duas Caras
2010 "Inquieta, Tonta E Encantada" tema de Regeane (Viviane Pasmanter) Tempos Modernos
2011 "Coração Em Desalinho" tema de abertura Insensato Coração
2012 "Cupido" tema de Jorginho (Cauã Reymond) e Débora (Nathália Dill) Avenida Brasil
2012 "Me Deixas Louca" tema de Bianca (Cléo Pires) Salve Jorge
2014 "Rumo Ao Infinito" tema de Tina (Elizabeth Savalla) Alto Astral
2016 "Dengosa" Êta Mundo Bom!

Singles[editar | editar código-fonte]

Oficiais[11]
Ano Single Álbum
2003 "A Festa" Maria Rita
2004 "Encontros E Despedidas"
2005 "Caminho Das Águas" Segundo
2007 "Tá Perdoado" Samba Meu
2008 "O Homem Falou"
2011 "Coração Em Desalinho" Elo
"Pra Matar Meu Coração"
2012 "Me Deixas Louca" Redescobrir
2014 "Rumo ao Infinito" Coração A Batucar
2015 "É Corpo, É Alma, É Religião"
2016 "Bola Pra Frente" (Ao Vivo) O Samba Em Mim - Ao Vivo Na Lapa

Videoclipes[editar | editar código-fonte]

Oficiais[12]
Ano Titulo Álbum
2003 "Cara Valente" Maria Rita
2005 "Feliz" Segundo
2008 "Num Corpo Só" Samba Meu
"Não Deixe O Samba Morrer" DVD Samba Meu
2014 "Rumo Ao Infinito" Coração A Batucar
2015 "Bola Pra Frente" Coração A Batucar

Turnês[editar | editar código-fonte]

  • 2003—2005: Turnê "Maria Rita"
  • 2005—2007: Turnê "Segundo"
  • 2007—2010: Turnê "Samba Meu"
  • 2010—2011: Turnê Sem Nome / Turnê "Elo"
  • 2012—2013: Turnê Nivea - Viva Elis / Turnê "Redescobrir"
  • 2014—2016: Turnê "Coração A Batucar"
  • 2016—atualmente: Turnê "Samba da Maria" e "Piano & Voz"

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Grammy Latino[editar | editar código-fonte]

Maria Rita é a cantora mais premiada com Grammy Latino do Brasil, tendo 15 indicações e vencendo 11 delas. Em 2004, conquistou o Grammy Latino de Melhor Artista Revelação, entrando para a história da premiação como única brasileira a vencer essa categoria.


Ano Categoria Trabalho indicado Resultado
2003 Melhor Canção Brasileira "Tristesse" (com Milton Nascimento CD Pietá ) Venceu
2004 Álbum do Ano Maria Rita Indicado
Gravação do Ano "A Festa" Indicado
Melhor Artista Revelação Maria Rita Venceu
Melhor Álbum de Música Popular Brasileira Maria Rita Venceu
Melhor Canção Brasileira "A Festa" (de Milton Nascimento) Venceu
2006 Melhor Álbum de Música Popular Brasileira Segundo Venceu
Melhor Canção Brasileira "Caminho Das Águas" (de Rodrigo Maranhão) Venceu
Produtor do Ano Segundo Indicado
2008 Melhor Álbum de Samba/Pagode Samba Meu Venceu
2011 Melhor Álbum de Música Popular Brasileira Elo Indicado
Canção do Ano "Latinoamérica" com Calle 13 Venceu
Gravação do Ano "Latinoamérica" com Calle 13 Venceu
2013 Melhor Álbum de Música Popular Brasileira Redescobrir Venceu
2014 Melhor Álbum de Samba/Pagode Coração A Batucar Venceu

Prêmio Multishow de Música Brasileira[editar | editar código-fonte]

2003 Resultado
Revelação Solo Indicada
2004 Resultado
Melhor Álbum - Maria Rita Indicada
Melhor Cantora Ganhou
Melhor Música - "A Festa" (de Milton Nascimento) Indicada
Melhor DVD - Maria Rita: Ao Vivo Indicada
Melhor Show Indicada
2008 Resultado
Melhor Álbum - Samba Meu Ganhou
Melhor Cantora Indicada
Melhor Música - "Tá Perdoado" Indicada
2013 Resultado
Melhor Cantora Indicada

Prêmio Abril de Jornalismo[editar | editar código-fonte]

APCA
2002
  • Revelação

Prêmio Faz a Diferença

2004
  • Categoria Música

Prêmio TIM

2004
  • Revelação
  • Melhor Cantora (Voto Popular)

Troféu Imprensa[editar | editar código-fonte]

  • 2005 - Melhor Cantora

Referências

  1. "Do fundo do baú", Baú da Maria Rita, Google, http://sites.google.com/site/baudamariarita/do-fundo-do-bau/clique-music---2003 .
  2. «Com álbum ao vivo, Maria Rita eterniza turnê de sucesso dedicada ao samba - Últimas Notícias - UOL Música». Consultado em 2016-07-11. 
  3. «Certificações de Maria Rita pela ABPD.». Site ABPD. Consultado em 21 de agosto de 2015. 
  4. «Maria Rita lança álbum de samba em show em Brasília». G1. 23/04/2014. Consultado em 29 de Junho de 2014. 
  5. Ramiro Costa (26/03/2014). «'Meu samba vem de berço'». Extra. Consultado em 29 de Junho de 2014. 
  6. Antônio do Amara Rocha (Novembro de 2011). «A Dona do Jogo». Rolling Stone Brasil. Consultado em 29 de Junho de 2014. 
  7. «Maria Rita faz shows com músicas de Elis Regina em SP;ingressos estão à venda». Folha de S. Paulo. 27 de Abril de 2013. Consultado em 29 de Junho de 2014. 
  8. Bebel Ritzmann (22 de abril de 2015). «Shopping Curitiba apresenta Maria Rita em show exclusivo para as mães». Paraná Online. Consultado em 23 de abril de 2015. 
  9. Gabi Mehringer (9 de setembro de 2013). Portal Sucesso http://www.portalsucesso.com.br/noticias/maria-rita-completa-36-anos-de-vida. Consultado em 23 de abril de 2015.  Texto "títuloMaria Rita completa 36 anos de vida" ignorado (Ajuda); Falta o |titulo= (Ajuda)
  10. «Maria Rita faz shows com músicas de Elis Regina em SP; ingressos estão à venda». Folha Online. 27 de abril de 2013. Consultado em 23 de abril de 2015. 
  11. http://portalmariarita.wordpress.com/discografia/singles/
  12. http://portalmariarita.wordpress.com/videoclipes/

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Maria Rita
Prêmios e realizações
Precedido por
David Bisbal
Grammy Latino de Melhor Artista Revelação
2004
Sucedido por
Bebe
Precedido por
Cordel do Fogo Encantado
APCA de Melhor Artista Revelação
2002
Sucedido por
Lan Lan