Elza Soares

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Elza Soares
Honoris causa
Elza Soares em ensaio fotográfico de 2018.
Informação geral
Nome completo Elza Gomes da Conceição
Também conhecido(a) como Elzinha
Nascimento 23 de junho de 1930 (89 anos)
ou
23 de junho de 1937 (82 anos)
Origem Rio de Janeiro, DF
Gênero(s) MPB
samba
bossa nova
sambalanço
samba jazz
samba rock
samba enredo
art rock
Ocupação(ões) cantora
Progenitores Mãe: Rosária Maria Gomes da Conceição
Pai: Avelino Soares da Conceição
Cônjuge Lourdes Antônio Soares (c. 1948–58)
Garrincha (c. 1966–82)
Instrumento(s) vocal
Período em atividade 1960-presente
Outras ocupações compositora
Gravadora(s) Odeon, EMI, Tapecar, CBS, Recarey, Som Livre, RGE, World Music Network, Maianga, Tratore, Dubas Música, Luna Brasil, Universal Music, Biscoito Fino, Circus, Deckdisc
Afiliação(ões) Miltinho, Nando Reis, Fernanda Abreu, Dorival Caymmi, Tom Jobim, Emanuelle Araújo, Lobão, Wander Pires, Arlindo Cruz, Gal Costa, Chico Buarque, Marisa Monte, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Virgínia Rodrigues, Carlinhos Brown, Zé Keti, Fred Zero Quatro, Jorge Ben Jor
Influência(s) Celia Cruz
Elza Soares Assinatura Segunda Versão.svg

Elza Gomes da Conceição H.c. (Rio de Janeiro, 23 de junho de 1930[1] ou 1937[2]) é uma cantora e compositora brasileira.

Em 1999, foi eleita pela Rádio BBC de Londres como a cantora brasileira do milênio. A escolha teve origem no projeto The Millennium Concerts, da rádio inglesa, criado para comemorar a chegada do ano 2000.[3] Além disso, Soares aparece na lista das 100 maiores vozes da música brasileira elaborada pela revista Rolling Stone Brasil.[4]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Infância, adolescência e primeiro casamento[editar | editar código-fonte]

Nasceu em uma família muito humilde, composta por muitos irmãos, na favela da Moça Bonita, atualmente Vila Vintém, no bairro de Padre Miguel, e ainda pequena mudou-se para um cortiço no bairro da Água Santa, onde foi criada.[1]

Em sua infância, vivia a brincar na rua, soltar pipa, piões de madeira, até brigar com os meninos. Era uma vida pobre, porém feliz para uma criança, apesar de ter que ajudar a mãe nos serviços domésticos, levando latas d'água na cabeça.[5] Aos onze anos de idade foi obrigada pelo pai a abandonar os estudos e casar-se com Lourdes Antônio Soares, um amigo de seu pai, que havia se interessado por ela. Elza sofreu muito neste matrimônio arranjado, por conta da violência doméstica e sexual a qual era constantemente submetida. Aos doze anos de idade deu à luz seu primeiro filho.[1]

Aos quinze anos de idade, Elza passa por outro grande trauma: Seu segundo filho falece de fome. Com o marido doente, acometido por tuberculose, passou a trabalhar como encaixotadora e conferente na fábrica de sabão Véritas, no Engenho de Dentro. Com a recuperação do marido (um ano depois), ele a proibiu de trabalhar fora novamente, e Elza voltou a ser dona de casa.[1]

Aos dezoito anos, oficializou seu matrimônio, passando a assinar Elza da Conceição Soares, seu sobrenome artístico posteriormente[1], e aos vinte e um, ficou viúva, pois seu marido teve uma nova tuberculose.[1]

Início da carreira musical[editar | editar código-fonte]

Elza, jovem, em data desconhecida.

Elza tinha vinte e três anos, o sonho de cantar e ainda precisava comprar remédios para o recém-nascido filho. Decidiu, então, participar do programa de Ary Barroso na Rádio Tupi, e fez sua primeira apresentação ao vivo no auditório da emissora (a maior na época). O ano era 1953. A princípio não foi levada a sério, por seu jeito bem humilde de falar e se vestir, o que levou Ary Barroso a perguntar ironicamente a ela:

De que planeta você veio?

Ao que Elza respondeu:

— Vim do mesmo planeta que o senhor.

— E posso saber de que planeta eu sou?

— Do Planeta Fome.

Apesar deste momento de chacota por parte do apresentador, Elza não se abalou e, ao cantar mostrou todo seu potencial.[6] Ganhou um dinheiro pela participação e comprou os remédios do filho, que, mesmo assim, faleceu.[1]

Em 1960, passou a trabalhar somente com a música, quando surgiu um concurso na rádio, tendo que cantar as músicas escolhidas por eles e, como foi a vencedora, ganhou uma oportunidade de trabalhar para eles, cantando semanalmente. Com o tempo, acabou sendo convidada para aparecer na TV, e nesse mesmo ano fez uma turnê internacional. É conhecida por seu tom suavemente grave e levemente rouco da voz, o que a fez conquistar muitos prêmios ao longo da carreira. Suas músicas falam bastante sobre romance, preconceito racial e feminismo.[1]

Em 1959, sua filha Dilma é sequestrada. O casal que tomava conta da menina enquanto Elza trabalhava sumiu, com a neném de um ano de idade. Foram muitos anos de busca, com policiais e detetives à procura. Elza, sempre triste e angustiada, só reencontrou a filha já adulta, que não sabia de nada. Com o tempo, se aceitaram como mãe e filha. Como o crime prescreveu, o casal não foi preso. Mesmo com revolta e dor, perdoou os sequestradores de sua filha, já que a criaram muito bem.[1]

Casamento com Garrincha e consagração musical[editar | editar código-fonte]

Elza conheceu Garrincha em 1962, e iniciaram um romance enquanto ele era casado. Após um ano juntos, ela pediu para que ele tomasse uma decisão: Ou assumiria ela, ou ela o abandonaria. Cansada de suas falsas promessas, o abandonou, e em 1963 compôs o sucesso "Eu sou a outra". Meses depois, ele veio procurá-la, afirmando ter saído de casa e desquitado-se da esposa. Começaram a namorar, mas sem revelar nada a imprensa, sabendo da repercussão negativa que teria. Quatro anos depois do namoro, em 1966, decidiram morar juntos. Poucos meses depois, oficializaram a união, onde passou a assinar Elza Gomes da Conceição dos Santos. O casamento de ambos foi motivo de revolta para os fãs e a imprensa, que acusaram Elza de ter acabado com o casamento do futebolista. Para fugirem do assédio da imprensa, venderam a casa no Rio, e Elza mudou-se com os filhos e o marido para São Paulo.[1]

No dia 13 de abril de 1969, vindo a passeio para o Rio de Janeiro, de carro, como sempre fazia com o marido, sofreu um grande trauma: O carro, dirigido por Garrincha, que estava alcoolizado, capotou na Rodovia Presidente Dutra. A mãe de Elza foi arremessada para fora do veículo e morreu na hora. Elza, Garrincha e sua filha Sara sofreram leves escoriações. A cantora se desesperou, culpando o marido por dirigir bêbado, e ao mesmo tempo também se culpando por permitir que sua família entrasse no carro.[1]

O casamento, já em crise, ficou abalado. Elza voltou para o Rio com os filhos, e Garrincha ficou em São Paulo. Após alguns meses separados, Garrincha voltou para o Rio de Janeiro, onde ele e Elza reataram. Ele comprou uma mansão e o casal voltou a morar juntos. No fim do ano, a ditadura militar metralhou a mansão do casal, pois estavam querendo prender artistas, devido a censura imposta na época. Muito abalados e com medo de um novo ataque, se autoexilaram na Itália. Elza, seus filhos e Garrincha moraram em Roma por seis anos.[1]

Elza voltou grávida para o Brasil no final de 1975. Em 9 de julho de 1976, nasce o único filho do casal: Manoel Francisco dos Santos Júnior, apelidado de Garrinchinha.[1]

Em 1982, após dezesseis anos de matrimônio, o casamento de Elza e Garrincha chegou ao fim, por conta de constantes agressões físicas, ciúmes doentios, traições e humilhações, onde o alcoolismo de Garrincha tornou-se insuportável. Durante todos estes anos, Elza tentou ajudar o marido a parar de beber, mas ele e os amigos dele a chamavam de bruxa, por acharem que ela não queria que ele bebesse na rua por ciúmes. No mesmo ano divorciaram-se. Elza voltou a usar o nome de solteira, abrindo mão da pensão a qual tinha direito, só lutando na justiça pela pensão do filho. Por um tempo lutaram pela guarda do menino, favorável a Elza.[1]

A morte de Garrincha e dos filhos Manoel e Gilson[editar | editar código-fonte]

Em 1983, Garrincha faleceu de cirrose hepática. Mesmo separada, Elza sofreu muito, e teve que consolar o filho pequeno, que não entendia a ausência do pai. Manteve outros relacionamentos após o divórcio, mas não quis casar-se novamente.[1]

No dia 11 de janeiro de 1986, passou por outra grande perda: Seu filho, Garrinchinha, faleceu aos nove anos de idade, em um acidente de carro. Eles voltavam de Magé para o Rio, pois foram visitar a família de Garrincha, que gostava de manter contato com o menino, mas estava chovendo muito, e o carro derrapou na estrada. Elza feriu-se sem gravidade, mas o menino ficou preso nas ferragens. A cantora ficou desesperada, entrou em depressão, tentou o suicídio, passou a tomar antidepressivos, até decidir deixar o tratamento e viajar pelo mundo a trabalho, focando exclusivamente na sua carreira, fazendo muitos shows, e acabou morando em diversos países, até ter condições psicológicas de retornar ao Brasil, quatro anos depois. Elza, então, começou uma terapia para conseguir lidar com mais esta perda.[7]

Em 26 de julho de 2015, Elza perde seu quarto filho, Gilson, de 59 anos de idade, vítima de complicações de uma infecção urinária.[8] O fato a abalou muito: "A única coisa do passado que ainda me machuca é a perda dos meus quatro filhos. O resto tiro de letra. Mas filho é uma ferida aberta que não cicatriza. Estará sempre presente!".[9]

Elza teve oito filhos, todos nascidos de parto normal no Rio de Janeiro: Seus dois primeiros filhos, ambos meninos, que não tinham nome, pois não foram registrados, e que faleceram recém-nascidos, com poucas semanas de vida, devido a desnutrição. Posteriormente teve João Carlos, Gerson, Gilson (falecido em 2015), Dilma, Sara e Manoel Francisco "Garrinchinha" (falecido em 1986).[10]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Após uma queda durante um show, passou a se locomover com muita dificuldade. Em 2014, a cantora precisou operar a coluna vertebral por conta deste acidente, e atualmente só pode apresentar-se sentada.[1]

Honoris causa[editar | editar código-fonte]

Recebeu, em 26 de maio de 2019, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o título de doutora Honoris causa.[11]

Carreira[editar | editar código-fonte]

No fim da década de 1950, Elza Soares fez uma turnê de um ano pela Argentina, juntamente com Mercedes Batista. Tornou-se popular com sua primeira música Se Acaso Você Chegasse, na qual introduziu o scat similar a do jazzista Louis Armstrong, contudo, Elza diz que não conhecia a música americana na época.[12] Mudou-se para São Paulo, onde se apresentou em teatros e casas noturnas. A voz rouca e vibrante tornou-se sua marca registrada. Após terminar seu segundo LP, A Bossa Negra, Elza foi ao Chile representando o Brasil na Copa do Mundo da FIFA de 1962, onde conheceu pessoalmente Louis Armstrong.[13]

Elza recebendo o diploma de Embaixatriz do Samba no Museu da Imagem e do Som, com Garrincha ao fundo, em 1971.

Na década de 1970, Elza iniciou uma turnê pelos Estados Unidos e Europa. Na década seguinte, Elza teve um período de depressão e desleixo da gravadora que a fez cogitar encerrar a carreira, antes de se revitalizar com a ajuda de Caetano Veloso, que a convidou para gravar com ele Língua em seu álbum de 1984, Velô.[14]

Em 2000, foi premiada como "Melhor Cantora do Milênio" pela BBC em Londres, quando se apresentou num concerto com Gal Costa, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Virgínia Rodrigues.[15] No mesmo ano, estreou uma série de shows de vanguarda, dirigidos por José Miguel Wisnik, no Rio de Janeiro.

Em 2002, o álbum Do Cóccix até o Pescoço garantiu-lhe uma indicação ao Grammy. O disco foi bem recebido pelos críticos musicais e divulgou uma espécie de quem é quem dos artistas brasileiros que com ela colaboraram: Caetano Veloso, Chico Buarque, Carlinhos Brown e Jorge Ben Jor, entre outros. O lançamento impulsionou numerosas e bem-sucedidas turnês pelo mundo.[14]

Em 2004, Elza lançou o álbum Vivo Feliz. Não tão bem-sucedido em vendas quanto suas obras anteriores, o álbum continuou a executar o tema de fazer um mix de samba e bossa com música eletrônica e efeitos modernos. O álbum teve colaborações de artistas, como Fred Zero Quatro e Zé Keti.

Em 2007, nos Jogos Pan-Americanos do Brasil, Elza interpretou o Hino Nacional Brasileiro, no início da cerimônia de abertura do evento, no Maracanã e lançou o álbum Beba-me, onde gravou as músicas que marcaram sua carreira.

Já atuou como puxadora de samba-enredo, tendo passagens pelo Salgueiro, Mocidade[16] e Cubango.

A partir de 2008, a vida e obra da cantora começou a ser pesquisada pela cineasta e jornalista Elizabete Martins Campos, que roteirizou, dirigiu e produziu o longa-metragem "My Name is Now, Elza Soares". Realizado pela IT Filmes, o filme já rodou 18 festivais, sendo destaque no “Festival do Rio - Rio Internacional Film Festival”, com quatro indicações: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro e Melhor Fotografia, foi selecionado para a OFFICIAL COMPETITION do “Festival Internacional de Cine Guadalajara”, no México, maior festival da América Latina, recebeu os prêmios de Melhor Filme – Juri Oficial; Melhor Filme Júri Popular; Melhor trilha Sonora, no Cine Jardim, em Pernambuco, Melhor Roteiro no FEST CINE/CE. Mesmo antes de ser lançado “My Name is Now” foi noticiado nos principais jornais impressos, rádios, TVs, Portais do País.  Indicado ao PRÊMIO NETFLIX em 2016, o documentário conquistou ainda mais visibilidade.[17]

Elza Soares durante o II Encontro Afro-Latino realizado na Bahia em 2010.

Em 2010, gravou a faixa Brasil, no disco tributo a Cazuza Treze parcerias com Cazuza, produzido pelo saxofonista George Israel, da banda Kid Abelha. Nessa faixa, há a participação do saxofonista e do rapper Marcelo D2. Como grande amiga do artista, já havia gravado Milagres antes, inclusive apresentando-a ao vivo com o próprio Cazuza. Também naquele ano, pela primeira vez a artista comandou e puxou um trio elétrico no circuito Dodô (Barra-Ondina). O trio levou o nome de A Elza Pede Passagem, arrastando uma grande multidão pelas ruas de Salvador no carnaval daquele ano.

Ainda em 2010, Elza Soares causa comoção em seus fãs ao tirar a roupa para um ensaio sensual com o fotógrafo Yuri Graneiro.[18]

Em 2011, gravou a música Perigosa, já cantada pelo grupo As Frenéticas, para a minissérie Lara com Z, da Globo. Também neste ano, gravou a música Paciência, de Lenine, para o filme Estamos Juntos.

Em 2012, fez uma participação na música Samba de preto da banda paulista Huaska, faixa título do terceiro CD da banda.

Elza em 2016, com o Caffeine Trio.

Em 2014, estreia o show A Voz e a Máquina, baseado em música eletrônica acompanhada na palco apenas pelos DJs Ricardo Muralha, Bruno Queiroz e Guilherme Marques. Nesse mesmo ano, a cantora fez uma série de espetáculos intitulada Elza Canta e Chora Lupicínio Rodrigues, em comemoração ao centenário do cantor e compositor gaúcho de marchinhas e samba Lupicínio Rodrigues.[19]

No ano de 2015, Elza Soares lançou o seu disco A Mulher do Fim do Mundo, primeiro álbum em sua carreira só com músicas inéditas. O Pitchfork, um dos sites de música mais importantes do mundo, o elegeu com o título de melhor novo álbum. No artigo, o site diz que Soares “desenvolveu uma das vozes mais distintas da MPB”.[20]

As canções do disco falam sobre sexo, morte e negritude, e foram compostas pelos paulistas José Miguel Wisnik, Rômulo Fróes e Celso Sim. Nos shows, a cantora vem acompanhada dos músicos Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Rodrigo Campos, Romulo Fróes, Felipe Roseno e Guilherme Kastrup, além da participação especial da banda Bixiga 70, do Quadril – Quarteto de Cordas e do cantor Rubi.[21][22] O álbum surgiu do encontro da cantora com a estética musical contemporânea de São Paulo.

Em 2018, Elza lançou o álbum Deus é mulher.[23]

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • Se acaso você chegasse (Odeon, 1960)
  • A bossa negra (Odeon, 1960)
  • O samba é Elza Soares (Odeon, 1961)
  • Sambossa (Odeon, 1963)
  • Na roda do samba (Odeon, 1964)
  • Um show de Elza (Odeon, 1965)
  • Com a bola branca (Odeon, 1966)
  • O máximo em samba (Odeon, 1967)
  • Elza, Miltinho e samba (Odeon, 1967)
  • Elza Soares, baterista: Wilson das Neves (Odeon, 1968)
  • Elza, Miltinho e samba - vol. 2 (Odeon, 1968)
  • Elza, carnaval & samba (Odeon, 1969)
  • Elza, Miltinho e samba - vol. 3 (Odeon, 1969)
  • Samba & mais sambas (Odeon, 1970)
  • Maschera negra / Che meraviglia (compacto simples / lançado na Itália, 1970)
  • Elza pede passagem (Odeon, 1972)
  • Elza Soares (Odeon, 1973)
  • Elza Soares (Tapecar, 1974)
  • Nos braços do samba (Tapecar, 1975)
  • Lição de vida (Tapecar, 1976)
  • Pilão + Raça = Elza (Tapecar, 1977)
  • Senhora da terra (CBS, 1979)
  • Elza negra, negra Elza (CBS, 1980)
  • Som, amor trabalho e progresso / Senta a púa (compacto simples / RGE, 1982)
  • Alegria do povo / As baianas (compacto simples / Recarey, 1985)
  • Somos todos iguais (Som Livre, 1985)
  • Voltei (RGE, 1988)
  • Trajetória (Universal Music, 1997)
  • Carioca da Gema - Ao vivo (1999)
  • Do cóccix até o pescoço (Maianga, 2002)
  • Vivo feliz (Tratore, 2003)
  • Beba-me - Ao vivo (Biscoito Fino, 2007)
  • A mulher do fim do mundo (Circus, 2015)
  • Deus é mulher (Deckdisc, 2018)
  • Planeta Fome (Deckdisc, 2019)

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

  • Grandes Sucessos de Elza Soares (Tapecar, 1978)
  • Salve a Mocidade (Tapecar, 1997)
  • Meus Momentos – Volumes 1 & 2 (EMI Brasil, 1994)
  • Elza Soares – Raízes do Samba (EMI Brasil, 1999)
  • Sambas e mais sambas - vol. 2 (Raridades) (EMI Brasil, 2003)
  • Deixa a nega gingar - 50 anos de carreira (EMI Brasil, 2009)

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Prêmios e Indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Indicação Resultado Ref.
2003 Grammy Latino Melhor Álbum de Música Popular Brasileira "Do Cóccix até o Pescoço" Indicado [24]
2015 Troféu APCA Melhor Álbum "A Mulher do Fim do Mundo" Venceu [25]
Prêmio Plumas & Paetês Cultural Homenagem Elza Soares Venceu [26]
2016 Prêmio da Música Brasileira Melhor Álbum "A Mulher do Fim do Mundo" Venceu [27]
Melhor Música "Maria da Vila Matilde" Indicado
Melhor Cantora Elza Soares Indicado
Prêmio Multishow de Música Brasileira Canção do Ano (Debate do Superjúri) "Maria da Vila Matilde" Venceu [28]
Disco do Ano (Debate do Superjúri) "A Mulher do Fim do Mundo" Indicado
Grammy Latino Melhor Canção em Língua Portuguesa "Maria da Vila Matilde" Indicado [29]
Melhor Álbum de Música Popular Brasileira "A Mulher do Fim do Mundo" Venceu
Troféu Raça Negra Homenagem Elza Soares Venceu [30]
2018 Grammy Latino Melhor Álbum de Música Popular Brasileira "Deus é Mulher" Indicado [31]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p «Biografia». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 28 de julho de 2015  Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "Albim" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  2. «30 coisas sobre a vida de Elza Soares que talvez você não saiba». BuzzFeed. 1 de dezembro de 2017. Consultado em 8 de setembro de 2018 
  3. Adonay Ariza. «Eletronic samba: a música brasileira no contexto das tendências internacionais». Consultado em 11 de agosto de 2016 
  4. [http://rollingstone.uol.com.br/edicao/edicao-73/100-maiores-vozes-da-musica-brasileira#imagem0 Edição 73 - Outubro de 2012 "As 100 Maiores Vozes da Música Brasileira"
  5. José Louzeiro. Elza Soares - Cantando para não Enlouquecer. Editora Globo, 1997 ISBN 9788525024152
  6. «Elza Soares: "Habitante do planeta Fome" deixa Ary de boca aberta». Almanaque Brasil. 6 de novembro de 2017. Consultado em 21 de outubro de 2018 
  7. [[1]]
  8. [Elza Soares perde quinto filho; Gilson, de 59 anos, teve complicações de uma infecção urinária] Extra, 29/7/2015
  9. [[2]]
  10. «Biografia». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 28 de julho de 2015 
  11. «'Educação para todos, não vamos olhar a cor da pele', diz Elza Soares ao receber homenagem na UFRGS». G1. 27 de maio de 2019. Consultado em 27 de maio de 2019 
  12. Elza Soares Roda Viva
  13. Elza Soares canta Lupicínio Rodrigues no RJ (2 e 3/5) e em SP
  14. a b A Sagração da Guerreira, Rolling Stone Brasil
  15. «Elza Soares, a 'Tina Turner brasileira', faz show em Londres». BBC  Parâmetro desconhecido |acesso-data= ignorado (ajuda)
  16. Eliane Maria (3 de outubro de 2009). «Elza Soares, madrinha da Mocidade avisa: 'A Eva vai estar na Avenida'». Jornal Extra 
  17. Elza Soares é estrela de documentário no Festival do Rio O Globo, 28 de setembro de 2014
  18. «ElzaSoares em ensaio sensual». Globo.com 
  19. «Rei da dor de cotovelo, Lupicínio é redescoberto em shows e DVDs». UOL. 8 de maio de 2015. Consultado em 23 de setembro de 1989  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  20. Elza Soares: A Mulher do Fim do Mundo (The Woman at the End of the World)
  21. Anna Virginia Balloussier (7 de junho de 2015). «Elza Soares prepara seu primeiro disco só de inéditas e diz viver o agora». Folha de S. Paulo. Consultado em 23 de setembro de 2015 
  22. «Elza Soares une samba e distorção em nova música sobre violência doméstica». UOL. 11 de agosto de 2015. Consultado em 23 de setembro de 2015 
  23. «Deus é Mulher». Wikipédia, a enciclopédia livre. 24 de agosto de 2018 
  24. http://musica.terra.com.br/grammylatino2003/interna/0,,OI123303-EI1730,00.html
  25. «Cópia arquivada». Consultado em 24 de novembro de 2016. Arquivado do original em 29 de junho de 2016 
  26. http://bastidoresdobatuk.com.br/index.php/materias-especiais/331-elza-soares-sera-homenageada-no-11-premio-plumas-paetes
  27. http://g1.globo.com/musica/noticia/2016/06/veja-os-vencedores-do-27-premio-da-musica-brasileira.html
  28. http://www.billboard.com.br/noticias/veja-a-lista-completa-dos-ganhadores-do-premio-multishow-2016/
  29. http://gshow.globo.com/Musica/noticia/paula-fernandes-leva-grammy-latino-de-melhor-album-de-musica-sertaneja.ghtml
  30. https://www.instagram.com/p/BNF_mwxj0Mh/
  31. https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2018/09/20/grammy-latino-tem-anitta-e-chico-buarque-entre-indicados-veja-lista.ghtml

Notas

Bibliografia

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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