Tuchinha

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Francisco Paulo Testas Monteiro, mais conhecido como Tuchinha ou, no meio artístico, como Francisco do Pagode foi um traficante de drogas e compositor de samba-enredo brasileiro.

Era irmão do também traficante Polegar.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 1983, tornou-se traficante[1], e com o tempo, virou o chefe do tráfico no Morro da Mangueira, aonde foi criado.[2]

Foi preso na Cidade de Niterói, no ano de 1988, por policiais civis da 17ª Delegacia Policial, São Cristóvão, comandados pelo detetive de polícia José Carlos Pereira Guimarães.

Após passar 17 anos presou, ganhou a liberdade, tornando-se compositor de sambas.[3] Para o Carnaval de 2007, venceu a eliminatória da Porto da Pedra[3], em parceria com David Souza, Fábio Costa, William e Wagner, e assinando o samba apenas como Francisco. Naquele ano, a escola homenageou o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, e o samba possuía em seus versos a expressão "Caveirão da injustiça", numa clara referência ao veículo blindado usado pela Polícia militar do Rio de Janeiro.

Em 2007, venceu a eliminatória de samba-enredo da Estação Primeira de Mangueira para o ano seguinte, em parceria com Lequinho, Jr. Fionda, Silvão e Aníbal. Adotou como nome artístico "Francisco do Pagode". Na final da eliminatória interna, seu samba, considerado favorito, derrotou outros três fortes concorrentes, como Gilson Bernini e a parceria de Pedrinho do Cavaco e Índio da Mangueira[4] As críticas ao fato de um criminoso estar na parceria vencedora foram duramente rebatidas por Lequinho, que encabeçava o samba campeão. Para o compositor, que elogiou seu parceiro de samba,estas críticas seriam resultado de um comportamento preconceituoso da sociedade.[5]

No ano seguinte, no entanto, foi novamente preso acusado de ainda manter ligações com o crime organizado.[6] Por volta desta época, havia, juntamente com seu irmão Polegar, se envolvido em disputas com Leandro Reis Monteiro, o Pitbull, primo de ambos.[7] Por este motivo, temia ser morto ao ser enviado para o presídio de Bangu I.[7]

No total, passou 21 anos na prisão.[2] Após ganhar a liberdade novamente, passou a trabalhar para a ONG Afroreggae.[3]

Em 2 de setembro de 2014, Tuchinha foi morto a tiros na Mangueira.[3] o coordenador-geral do Afroreggae, José Júnior, acusou o pastor Marcos Pereira da Silva e o traficante Márcio dos Santos Nepomuceno de serem os mandantes do crime.[8]

Referências

  1. a b Vera Araujo, Yahoo (6 de agosto de 2011). «Ex-traficante Tuchinha conta como entrou para o crime». Consultado em 4 de setembro de 2014 
  2. a b Thaise Constancio, Estadão (2 de setembro de 2014). «Ex-traficante Tuchinha é assassinado no morro da Mangueira». Consultado em 4 de setembro de 2014 
  3. a b c d 2 de setembro de 2014 http://www.sidneyrezende.com/noticia/236348+tuchinha+ex+traficante+e+compositor+de+samba+enredo+e+morto+a+tiros. Consultado em 4 de setembro de 2014  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  4. O Dia. «Favorito, samba de Tuchinha e Lequinho vence disputa na Mangueira». Consultado em 8 de maio de 2010. Arquivado do original em 16 de outubro de 2007 
  5. Alberto João, para SRZD Carnavalesco. «Lequinho ataca o comportamento da socidade na questão da presença de Tuchinha no samba da Mangueira». Consultado em 8 de maio de 2010 
  6. Clarissa Thomé, Estadão (23 de fevereiro de 2008). «Tuchinha da Mangueira é preso em SE». Consultado em 4 de setembro de 2014 
  7. a b Terra (24 de fevereiro de 2008). «Rio: Tuchinha teme ser morto por líderes do CV». Consultado em 4 de setembro de 2014 
  8. Leslie Leitão e Daniel Haidar, Veja (2 de setembro de 2014). «Ex-traficante, funcionário do Afroreggae é morto na Mangueira». Consultado em 4 de setembro de 2014