Ratinho (compositor)
| Ratinho | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Nome completo | Alcino Correia Ferreira |
| Nascimento | 5 de março de 1948 |
| Morte | 10 de outubro de 2010 (62 anos) Rio de Janeiro, RJ, Brasil |
| Nacionalidade | português, brasileiro |
| Gêneros | Samba, samba-enredo, partido-alto |
| Ocupação | Compositor e cantor |
| Instrumento | Voz |
| Período em atividade | 1970–2010 |
| Afiliações | Monarco, Zeca Pagodinho, Mauro Diniz, Caprichosos de Pilares, Portela |
Alcino Correia Ferreira, mais conhecido pelo pseudônimo Ratinho (Armamar, 5 de março de 1948 — Rio de Janeiro, 10 de outubro de 2010), foi um compositor e sambista luso-brasileiro.[1]
Apesar de sua origem lusitana, é historicamente reconhecido como um legítimo partideiro carioca, com atuação fundamental nas disputas de samba-enredo da escola Caprichosos de Pilares e como um dos grandes autores do subgênero partido-alto nas décadas de 1980 e 1990.[2]
Biografia
[editar | editar código]Nascido no distrito de Viseu, em Portugal, Alcino migrou para o Brasil com a família aos quatro anos de idade em decorrência da crise europeia do pós-guerra. A família estabeleceu-se no subúrbio carioca de Pilares, onde o seu pai abriu um estabelecimento comercial. Foi na vizinhança da quitanda paterna que recebeu o apelido de "Ratinho", alcunha que adotaria artisticamente.[1]
Criado no epicentro do samba da Zona Norte do Rio de Janeiro, Ratinho inseriu-se organicamente na sociabilidade das agremiações carnavalescas. Na década de 1970, consolidou-se como compositor de quadra na Caprichosos de Pilares, sagrando-se vencedor de disputas de samba-enredo da escola por sete vezes. O seu primeiro título na agremiação ocorreu em 1973 com o enredo focado na aclamação e coroação de D. Pedro I. Durante a sua juventude, também marcou presença e construiu laços nos terreiros da Unidos do Jacarezinho e da Portela.[1]
Embora possuísse ofícios paralelos para o seu sustento (trabalhou como estafeta, vendedor e dono de bar), a sua vocação estruturou-se na composição do samba de raiz. No circuito do partido-alto, formou uma das parcerias mais profícuas da música popular com o baluarte Monarco. Juntos, assinaram clássicos absolutos do repertório nacional que ajudaram a alavancar a carreira do cantor Zeca Pagodinho a partir da década de 1980, notadamente "Coração em Desalinho" (também assinada com Mauro Diniz) e "Vai Vadiar".[1]
A obra de Ratinho foi interpretada pelos maiores nomes do gênero, possuindo um catálogo com dezenas de faixas, como "Loucuras de uma Paixão", "Amor Não Me Maltrate" e "O Samba Nunca Foi de Arruaça". Em 2007, gravou o seu único disco solo em vida, o CD independente O Rato Sai da Toca.[1]
Ratinho faleceu em 10 de outubro de 2010, aos 62 anos, no Hospital Salgado Filho, no bairro do Méier, Rio de Janeiro, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC). Foi sepultado no Cemitério de Inhaúma.[3]
Composições de destaque
[editar | editar código]- "Amor Não Me Maltrate" (com Monarco)
- "Coração em Desalinho" (com Mauro Diniz e Monarco)
- "Foi Só Palpitação" (com Monarco)
- "Loucuras de uma Paixão" (com Mauro Diniz)
- "Lua de Ogum" (com Zeca Pagodinho)
- "Moça Bonita Não Paga"
- "O Samba Nunca Foi de Arruaça" (com Monarco)
- "O Salaminho" (com Zeca Pagodinho)
- "Vai Vadiar" (com Monarco)
Referências
- 1 2 3 4 5 «Ratinho - Biografia». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 3 de março de 2026
- ↑ «Alcino Correia Ferreira (1948-2010) - Ratinho, autor de "Vai Vadiar"». Folha de S.Paulo. 11 de outubro de 2010. Consultado em 3 de março de 2026
- ↑ «Parceiro de Zeca Pagodinho morre no Rio». R7. 10 de outubro de 2010. Consultado em 3 de março de 2026 [ligação inativa]