Alcione (cantora)

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Alcione
Alcione em 2014, durante o
25º Prêmio da Música Brasileira
Informação geral
Nome completo Alcione Dias Nazareth
Também conhecido(a) como 'Marrom'
Nascimento 21 de novembro de 1947 (67 anos)
Origem São Luís, MA
País  Brasil
Gênero(s) MPB, samba, pagode, balada romântica[1]
Instrumento(s) Vocal, trompete
Período em atividade Cantora
Gravadora(s) Indie Records
Afiliação(ões) Alexandre Pires
Beth Carvalho
Jorge Aragão
Martinho da Vila
Clara Nunes
Zeca Pagodinho
Página oficial AlcioneAMarrom.com.br

Alcione Dias Nazareth (São Luís, 21 de novembro de 1947) é uma cantora, instrumentista e compositora brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Alcione Dias Nazareth nasceu em São Luís do Maranhão no dia 21 de novembro de 1947. O nome de batismo foi ideia do pai, inspirado na personagem Alcíone, a protagonista do romance espírita Renúncia, psicografado por Chico Xavier. Ela é quarta dos nove irmãos: Wilson, João Carlos, Ubiratan, Alcione, Ribamar, Jofel, Ivone, Maria Helena e Solange. Alcione tem mais nove meio-irmãos que seu pai teve com outras mulheres. Sua mãe chegou a amamentar algumas dessas crianças, por considerar que as crianças não poderiam ser culpadas pelas traições do marido.[2]

Desde pequena, graças ao pai policial e integrante da banda de sua corporação, João Carlos Dias Nazareth, inserida no meio musical maranhense, Alcione fez sua primeira apresentação já aos doze anos. O pai foi mestre da banda da Polícia Militar do Maranhão e professor de música. Além disso, foi compositor e entusiasta do bumba-meu-boi, folguedo típico da capital maranhense. Foi ele quem lhe ensinou, ainda cedo, a tocar diversos instrumentos de sopro, como o trompete e clarinete que começou a praticar aos nove anos.

Com essa idade, tocava e cantava em festas de amigos e familiares, e na Queimação de Palhinha da festa do Divino Espírito Santo. Sua mãe, Filipa Teles Rodrigues, entretanto, guardava o desejo de que a filha aprendesse a tocar acordeão ou piano. Não queria que Alcione aprendesse a tocar instrumentos de sopro temendo que a filha ficasse tuberculosa, crendice comum à época.

Sua primeira apresentação profissional foi aos 12 anos, na Orquestra Jazz Guarani, regida por seu pai. Certa noite, o crooner da orquestra ficou rouco, sendo substituído pela menina. Na ocasião, cantou a canção "Pombinha Branca" e o fado "Ai, Mouraria".

Alcione afirmou que seu pai era "bom homem" e incentivava as filhas a serem independentes desde muito cedo, a nunca obedecerem homem nenhum, além de lhes ensinar valores morais rígidos.[2] Aos 18 anos de idade formou-se como professora primária na Escola de Curso Normal. Lecionou por dois anos, quando foi demitida aos 20 anos, por ensinar a seus alunos como se tocava trompete, que seu pai lhe ensinou quando pequena, querendo passar o aprendizado que recebeu, mas isso não agradou a direção da escola, que na época era muito rígida.[2]

Após a demissão, continuou a dedicar-se à música, e dessa vez de forma mais intensa e exclusiva. Conseguiu uma vaga em um sorteio e apresentou-se na TV do Maranhão. Ficou fixa na TV, apresentando-se lá nos anos 1960 até meados dos anos 1970 e além de cantar na TV, também cantava em bares e boates em várias cidades do Maranhão. Querendo alcançar rumos maiores, Alcione mudou-se para o Rio de Janeiro em 1976.

Não conhecia nada no Rio e quem lhe ajudou a se estabelecer foi seu amigo, o cantor Everardo. Com ajuda dele também, Alcione começou cantando na noite, onde Everardo lhe apresentou as boates e bares da cidade. Ensaiava no Little Club, boate situada no conhecido Beco das Garrafas, reduto histórico do nascimento da bossa nova, em Copacabana. Cantou também em boates como Barroco, Bacarat, Holiday e Bolero.

Começou a se inscrever em programas de calouros, e foi sendo chamada para se apresentar. Venceu as duas primeiras eliminatórias do programa A Grande Chance, de Flávio Cavalcanti. Nessa mesma época, conheceu a famosa TV Excelsior. Se inscreveu e conseguiu fazer um teste de voz, e passou com boa colocação. Assinou o primeiro contrato profissional com essa TV, apresentando-se no programa Sendas do Sucesso.

Depois de seis meses na emissora, realizou turnê por quatro meses pela América Latina, sendo a primeira vez que saiu do Brasil. Após ter feito excursão também por países da América do Sul, recebeu proposta de turnê na Itália, e assim morou na Europa por dois anos. Voltou ao Brasil em 1972.

Em 2007 Alcione interpretou a cantora americana Lady Brown, na minissérie Amazônia, de Galvez a Chico Mendes, na Rede Globo.[3]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Alcione nunca se casou oficialmente, apenas teve muitos namorados. Diz que não quer mais dividir a mesma casa com um namorado e diz que até os dias atuais ainda namora e sai com os homens que lhe despertam interesse.[2] Ao decidir ter um filho, descobriu que não poderia ser mãe. Tentou tratamentos laboratoriais, como inseminação, além de operações espirituais, mas não obteve êxito em nenhuma tentativa[4] .

Contraiu uma doença na garganta e nas cordas vocais que só lhe daria mais um ano para poder cantar. Para tentar reverter o quadro, operou espiritualmente em um centro kardecista com Dr. Fritz, uma entidade espiritual. Seguiu o ritual e ficou calada por três dias, após a cirurgia. Surpreendendo os médicos, Alcione se curou e poderia cantar sem restrições, como sempre fez.[4]

Afirma não beber mais e nunca ter fumado, e que foi criada no catolicismo, mas diz que desde a cura de sua garganta se tornou kardecista. Agradece a Deus pelo dom de cantar, já que nunca fez aula de canto.[5]

Prêmios e homenagens[editar | editar código-fonte]

Alcione durante espetáculo no Clube Português, no Recife, em 28 de maio de 2011

Em 2015, ganhou o 26º Prêmio da Música Brasileira na categoria Melhor Cantora de Samba.[6]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Universal Music / Philips[editar | editar código-fonte]

Sony BMG / RCA[editar | editar código-fonte]

Universal Music / Polygram[editar | editar código-fonte]

  • Valeu - Uma Homenagem à Nova Geração do Samba (1997) (Ouro)
  • Celebração (1998) (Ouro)
  • Claridade (1999) (Ouro)
  • Nos Bares da Vida (2000) - ao vivo (Platina)
  • A Paixão tem Memória (2001) (Ouro)

Indie Records[editar | editar código-fonte]

  • Ao Vivo (2002) (Platina)
  • Ao Vivo 2 (2003) (Platina)
  • Alcione - Duetos(2004)
  • Faz Uma Loucura por Mim (2004) (Platina)
  • Faz Uma Loucura por Mim - Ao Vivo (2005)
  • Alcione e Amigos (2005)
  • Uma Nova Paixão (2005) (Ouro)
  • Uma Nova Paixão - Ao Vivo (2006) (Ouro)
  • Coleções - Grandes Sucessos de Alcione (2007)
  • De Tudo Que eu Gosto (2007)
  • Raridades (2008)
  • Acesa (2009)

Televisão[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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