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Mano Décio da Viola

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Mano Décio da Viola

Mano Décio da Viola em 1972.
Informações gerais
Nome completo Décio Antônio Carlos
Nascimento 14 de julho de 1909
Morte 18 de outubro de 1984 (75 anos)
Juiz de Fora, MG, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Gênero(s) Samba, samba-enredo
Ocupação Compositor e cantor
Instrumento(s) Voz, violão
Afiliação(ões) Império Serrano, Silas de Oliveira, Bide, Jorginho do Império

Décio Antônio Carlos, mais conhecido pelo pseudônimo Mano Décio da Viola (Santo Amaro, 14 de julho de 1909Juiz de Fora, 18 de outubro de 1984), foi um compositor, violonista e cantor brasileiro.[1]

É reconhecido como um dos fundadores do Grêmio Recreativo Escola de Samba Império Serrano e figura como um dos pioneiros na formatação estrutural e poética do gênero samba-enredo no carnaval carioca.

Biografia

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Nascido no interior da Bahia, filho de um operário da construção civil e de uma baiana, Mano Décio migrou ainda no seu primeiro ano de vida. Inicialmente, a família transferiu-se para a cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais (onde a sua certidão de nascimento foi oficialmente registada), e, pouco tempo depois, estabeleceu-se no Rio de Janeiro, fixando residência no extinto Morro de Santo Antônio, localizado no entorno do Largo da Carioca.[1]

A sua inserção nas rodas de samba ocorreu precocemente. A sua primeira composição registada em disco data do início da década de 1930: o samba "Vem, meu amor", composto em parceria com o veterano Alcebíades Barcelos (o Bide) e João de Barros.[1]

Em 1947, no Morro da Serrinha, em Madureira, articulou ao lado de nomes como Silas de Oliveira, Molequinho e Mestre Fuleiro a fundação do Império Serrano. Mano Décio compôs os sambas que embalaram os primeiros anos de desfiles da agremiação, período em que a escola obteve um histórico tetracampeonato consecutivo (1948 a 1951). A sua parceria com Silas de Oliveira tornou-se uma das mais prolíficas da história do carnaval, elevando o nível lírico e melódico dos sambas-enredo a partir da década de 1950.[1]

Ao longo de sua vida, assinou a autoria de dezenas de clássicos da música popular, incluindo obras monumentais do carnaval brasileiro como "Heróis da Liberdade" (em parceria com Silas e Manoel Ferreira), "O Caçador de Esmeraldas" (com Silas) e "Exaltação a Tiradentes" (com Penteado e Estanislau Silva). Esta última obteve vasto sucesso comercial ao ser regravada por Elis Regina em 1971.[1]

Além de sua produção como autor (estima-se que tenha composto mais de quinhentos sambas), lançou-se como intérprete em discos solo na década de 1970, gravando LPs por gravadoras como Tapecar e Philips.[1]

Mano Décio da Viola, que era pai do intérprete Jorginho do Império, faleceu no dia 18 de outubro de 1984, aos 75 anos. Em sua homenagem, a prefeitura carioca rebatizou uma via no bairro de Madureira como Rua Mano Décio da Viola.

Obras de destaque

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  • "Exaltação a Tiradentes" (com Penteado e Estanislau Silva)
  • "Heróis da Liberdade" (com Silas de Oliveira e Manoel Ferreira)
  • "O Caçador de Esmeraldas" (com Silas de Oliveira)
  • "Olelê, olalá"
  • "Vem, meu amor" (com Bide e João de Barros)

Discografia parcial

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  • 1974 — Capítulo Maior na História do Samba (Tapecar)
  • 1976 — O Lendário Mano Décio da Viola (Philips)

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 «Mano Décio da Viola - Biografia». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 3 de março de 2026
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