Laíla

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Laíla
Informações pessoais
Nome completo Luiz Fernando Ribeiro do Carmo
Data de nasc. 27 de maio de 1943
Local de nasc. Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Falecido em 18 de junho de 2021 (78 anos)
Informações profissionais
Escola atual União da Ilha
Águia de Ouro
Escolas de samba
Anos Escolas
1968-1975
1975-1980
1980- 1983
1983-
1983-1986
1986-1987
1987-1992
1992-
1992- 1994
1994-2018
2018-2019
2018-2019
2019-2020
Salgueiro
Beija-Flor
Unidos da Tijuca
Salgueiro
Arco-Íris
Vila Isabel
Beija-Flor
Peruche
Grande Rio
Beija-Flor
Águia de Ouro
Unidos da Tijuca
União da Ilha

Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, ou Laíla[1] (Rio de Janeiro, 27 de maio de 1943Ibid., 18 de junho de 2021), foi um carnavalesco e dirigente de carnaval brasileiro.

Casado há mais de 50 anos com Marli da Silva Ribeiro, o diretor tem dois filhos: Luiz Cláudio Da Silva Ribeiro e Denize da Silva Ribeiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Natural do Morro do Salgueiro, na Tijuca, onde cresceu e aprendeu tudo o que sabia de carnaval, Laíla tornou-se conhecido por sua personalidade. Lá ele fundou uma das primeiras escolas mirins, a "Unidos da Ladeira", onde se destacou e foi por isso chamado a fazer parte do Salgueiro, onde ocupou o cargo de diretor de harmonia até 1975, conquistando 7 títulos pela agremiação, quando o contraventor Aniz Abraão David, o Anísio, o contratou, juntamente com Joãozinho Trinta, para reforçar a Beija-Flor que, até então, era uma escola pequena, sem grandes resultados no Grupo Especial. Nos três primeiros anos, a parceria Joãozinho-Laíla não poderia ter dado mais certo. A escola nilopolitana conquistou o tricampeonato (1976, 1977 e 1978).

Em 1980 Laila parte para a Unidos da Tijuca, fazendo um carnaval histórico ao lado do carnavalesco Renato Lage e elevando a escola do Borel para o Grupo Especial. Lá ficou até 1983, e nos anos seguintes teve breves passagens pela Unidos de Vila Isabel e pelo carnaval de Belém até regressar à Beija-Flor em 1989, fazendo um desfile que marcou a história do carnaval com a emblemática imagem do Cristo mendigo, coberto por exigência judicial e trazendo a frase (idealizada por ele) "mesmo proibido, olhai por nós", no enredo "Ratos e urubus, larguem minha fantasia". Em 1992 sai da Beija-flor e vai para a Grande Rio, onde permanece até 1994. Em 1995 volta para a Beija-flor e constrói a comissão de carnaval, que conquistou muitos títulos até 2018.

Após o carnaval de 2012 houve especulação sobre sua possível saída para voltar à Acadêmicos do Grande Rio, frustrada após uma conversa com a direção que garantiu sua permanência na Beija-Flor.[2]

Laíla teve rápidas passagens pela Unidos de Vila Isabel, Unidos da Tijuca, Grande Rio e até pelo carnaval de São Paulo, na Peruche, além de ter trabalhado em carnavais de Belém e Porto Alegre. Na década de 1980, participou da transmissão dos desfiles do Grupo Especial pela Rede Globo de Televisão e da gravação do CD com os sambas enredos das escolas do Grupo Especial.

Em 2014, além de continuar como diretor de carnaval e harmonia da Beija-Flor, esteve na Inocentes, onde foi uma espécie de consultor de carnaval e não diretor,[3] além de supervisor dos sambas-enredo da agremiação.[4]

Depois do carnaval de 2018, após 23 anos, Laíla deixou em definitivo a Beija-Flor, em consequência da nova filosofia implementada por Gabriel David, novo administrador da escola, e retornou à Unidos da Tijuca para o carnaval de 2019, juntamente com o carnavalesco Fran Sérgio.

Em 2019 assina o carnaval como diretor da escola de samba da paulista Águia de Ouro. Já para o carnaval de 2020, após a saída da Unidos da Tijuca, Laíla atuou como Diretor de Carnaval da União da Ilha do Governador, ainda que permanecesse na Águia de Ouro. No carnaval paulistano foi campeão do Grupo Especial, dando à Águia seu primeiro título, ao lado do carnavalesco Sidney França. Já no carnaval carioca, foi rebaixado pela primeira vez com a União da Ilha. Ao todo Laíla coleciona 28 títulos do carnaval, sendo 21 pelo grupo especial do Rio de Janeiro, 1 no grupo especial de São Paulo, 4 no carnaval de Belém e 2 títulos no grupo de acesso do carnaval carioca.

Morte[editar | editar código-fonte]

Laila morreu em 18 de junho de 2021 por complicações da Covid-19, após três dias de internação no Hospital Israelita Albert Sabin, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro.[5]

Em sua homenagem, o barracão da Beija-Flor de Nilópolis na Cidade do Samba passou a se chamar "Laíla".[6]

Referências

  1. Acosta, Lucinei (31 de janeiro de 2017). «Laíla, da Beija-Flor, será submetido a cateterismo e segue internado». EGO. Consultado em 20 de junho de 2021 
  2. O Dia na Folia. «Após reunião com presidente, Laíla decide continuar na Beija-Flor». Consultado em 24 de fevereiro de 2012. Arquivado do original em 3 de março de 2016 
  3. Carnavalesco (22 de março de 2013). «Reforço de peso: Inocentes fecha com Laíla». 10:30. Consultado em 2 de abril de 2013 
  4. Carnavalesco (2 de agosto de 2013). «Laíla vai supervisionar os sambas da Inocentes de Belford Roxo». 11:13. Consultado em 3 de agosto de 2013 
  5. Mendonça, Alba (18 de junho de 2021). «Laíla, diretor de carnaval, morre no Rio». G1. Consultado em 18 de junho de 2021 
  6. «Barracão da Beija-Flor na Cidade do Samba passa a se chamar Laíla». G1. 22 de agosto de 2021. Consultado em 23 de agosto de 2021 
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