Estandarte de Ouro

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Estandarte de Ouro
Descrição Entrega de prêmios destinados aos segmentos destacados do desfile das escolas de samba.
Data Fevereiro/Março
Organização O Globo
Apresentação Antônio Carlos e outros
Local Rio de Janeiro
País  Brasil
Primeira cerimónia 1972
Última cerimónia 2017
Detentor Estação Primeira de Mangueira
(Melhor Escola)

O Estandarte de Ouro é uma premiação extraoficial do Carnaval Carioca, concedida pelo jornal O Globo aos melhores dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do carnaval carioca. O prêmio foi criado pelos jornalistas Heitor Quartin e Roberto Paulino, em 1972.[1]

Entre os sambistas e carnavalescos premiados estão Clementina de Jesus, Silas de Oliveira, Joãosinho Trinta, Martinho da Vila, Mestre André, Dona Ivone Lara, Fernando Pinto, Jamelão, Tia Vicentina, Zeca da Cuíca, Dona Zica, Dona Neuma, Claudio Bernardo da Costa, Xangô da Mangueira, Djalma Sabiá, Mercedes Batista, Beth Carvalho, Nega Pelé, Arlindo Rodrigues, Neide, Luiz Carlos da Vila, Mestre Fuleiro, Noca da Portela, Haroldo Melodia, Mestre Waldomiro, João Nogueira, Paulo Barros, Bicho Novo, Arlindo Cruz, Vilma, entre outros.

Sambas-enredos que entraram para a história ganharam o Estandarte, como 'Os Sertões' (Em Cima da Hora, 76), 'Domingo' (União da Ilha, 77), 'Bumbum Paticumbum Prugurundum' (Império Serrano, 82), 'Kizomba, a Festa da Raça' (Vila Isabel, 88) e 'Gosto Que Me Enrosco' (Portela, 95).

A agremiação com o maior número de troféus é a Mangueira com 90 Estandartes de Ouro. Em 2° vem o Salgueiro com 77; em 3° está o Império Serrano com 67.

Se levarmos em conta a categoria principal, de Melhor Escola, o GRES Estação Primeira de Mangueira é o maior vencedor, com 8 Estandartes. A Estação Primeira de Mangueira venceu em 1975, 1984, 1990, 1998, 2002, 2013, 2016 e 2017. Na segunda colocação, o GRES Acadêmicos do Salgueiro vem com 7 vitórias, nos anos de 1974, 1993, 1994, 2000, 2003, 2009 e 2014. Na 3ª colocação com 5 vitórias aparece o GRES Beija-Flor (1978, 1986, 1989, 2001 e 2007). Em seguida, em quarto lugar, com quatro vitórias, estão empatados o Império Serrano (1972, 1973, 1982 e 2004), Portela (1976, 1979, 1980 e 1995) e Unidos da Tijuca (2005, 2006, 2008 e 2010). Em 1972, o prêmio principal se chamava Melhor Comunicação com o Público. Entre 1973 e 1980, o Estandarte concedia os prêmios de Melhor Escola (que passou a ser o principal) e de Melhor Comunicação com o Público, de forma separada; e entre 1981 e 1983, Comunicação com o Público voltou a ser o prêmio principal (porque nesses anos não houve o troféu de Melhor Escola). Em 1984, o prêmio de Comunicação foi extinto, ficando a partir de então a categoria de Melhor Escola como a que consagra o grande desfile do ano na opinião do júri.

Atualmente são premiadas as seguintes categorias: melhor escola do Grupo Especial, melhor samba-enredo, melhor bateria, melhor puxador, melhor enredo, melhor ala, melhor ala de baianas, melhor ala de passistas, melhor passista feminino, melhor passista masculino, melhor comissão de frente, melhor porta-bandeira, melhor mestre-sala, personalidade, revelação, melhor samba-enredo da Série A e melhor escola da Série A.

Ao longo de mais de quatro décadas de desfiles, participaram do júri do Estandarte, entre outros, Fernando Pamplona, Sérgio Cabral, José Carlos Rego, Albino Pinheiro, Maria Augusta, Roberto Moura, Bernardo Goldwasser, João Saldanha, Henrique Cazes e Moacyr Luz.

Fonte de referência[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Academia do Samba. «Estandarte de Ouro». Consultado em 16 de janeiro de 2010