Donga (músico)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde Abril de 2013).
Por favor, adicione mais referências inserindo-as no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Donga
Informação geral
Nome completo Ernesto Joaquim Maria dos Santos
Nascimento 5 de abril de 1890
Origem Rio de Janeiro
País  Brasil
Data de morte 25 de agosto de 1974 (84 anos)
Gênero(s) Samba
Instrumento(s) Violão
Banjo
Cavaquinho
Período em atividade 1916-1953
Afiliação(ões) Mauro de Almeida
Mário Cavaquinho
Pixinguinha
Orquestra Victor Brasileira
João da Baiana
Prémios Ordem do Mérito Cultural (2016)

Ernesto Joaquim Maria dos Santos, conhecido como Donga, (Rio de Janeiro, 5 de abril de 1890 — Rio de Janeiro, 25 de agosto de 1974) foi um músico, compositor e violonista brasileiro.

Filho de Pedro Joaquim Maria e Amélia Silvana de Araújo, Donga teve oito irmãos. O pai era pedreiro e tocava bombardino nas horas vagas; a mãe era a famosa Tia Amélia do grupo das baianas Cidade Nova e gostava de cantar modinhas e promovia inúmeras festas.

Participava das rodas de música na casa da lendária Tia Ciata, ao lado de João da Baiana, Pixinguinha e outros. Grande fã de Mário Cavaquinho, começou a tocar este instrumento de ouvido, aos 14 anos de idade. Pouco depois aprendeu a tocar violão, estudando com o grande Quincas Laranjeiras. Em 1916 consagrou a gravação de Pelo Telefone, considerado o primeiro samba gravado na história.

Organizou com Pixinguinha a Orquestra Típica Donga-Pixinguinha. Em 1919, ao lado de Pixinguinha e outros seis músicos, integrou, como violonista, o grupo Oito Batutas, que excursionou pela Europa em 1922.

Em 1926 integrou a banda Carlito Jazz.[1] Em 1940 Donga gravou nove composições (entre sambas, toadas, macumbas e lundus) do disco Native Brazilian Music, organizado por dois maestros: o norte-americano Leopold Stokowski e o brasileiro Villa-Lobos, lançado nos Estados Unidos pela Columbia.

No final dos anos 50 voltou a se apresentar com o grupo Velha Guarda, em shows organizados por Almirante. Enviuvou em 1951, casou-se novamente em 1953 e foi morar no bairro de Aldeia Campista, para onde se retirara como oficial de justiça aposentado. Doente e quase cego, viveu seus últimos dias na Retiro dos Artistas, falecendo em 1974. Está sepultado no Cemitério São João Batista.

As canções mais conhecidas
  • Passarinho Bateu Asas
  • Pelo Telefone
  • Bambo-Bamba
  • Cantiga de Festa
  • Macumba de Oxóssi
  • Macumba de Iansã
  • Seu Mané Luís
  • Ranchinho Desfeito
  • Patrão Prenda seu gado

Discografia [2][editar | editar código-fonte]

Álbuns
Ano Título Mídia Gravadora
1928 Não diga não / Carinhoso 78 Parlophon
1928 Teus beijos 78 Parlophon
1928 Lamento/Amigo do povo 78 Parlophon
1929 O meu tipo 78 Parlophon
1938 O corta jaca / Pelo telefone 78 Odeon


Referências

  1. Jorge Zahar Editor (ed.). O mistério do samba. 2007. [S.l.: s.n.] 25 páginas. ISBN 8571103216, 9788571103214 Verifique |isbn= (ajuda)  |coautores= requer |autor= (ajuda)
  2. Discografia de Donga no Dicionário Cravo Álbin

2 - MORAIS JUNIOR, Luis Carlos de. O Sol nasceu para todos:a História Secreta do Samba. Rio de Janeiro: Litteris, 2011.

Accordrelativo20060224.png Este artigo sobre um(a) músico(a) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.