Modinha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Modinha é um tipo de composição musical de origem Portuguesa.[1] É uma canção sentimental marcada pela influência da ópera italiana.

História[editar | editar código-fonte]

A composição musical da obra de teatro de marionetas do dramaturgo José da Silva foi feita pelo compositor António Teixeira. [1] António Teixeira foi enviado para Itália aos 9 anos de idade no ano de 1717, para estudar música. Na década de 1730, inventou a Modinha [2], forma aligeirada de Moda. Refere-se também como mote, que é uma forma poética com origens na poesia palaciana das cantigas de amigo e cantigas de escárnio e maldizer desde o tempo de dom Dinis, como refere o Cancioneiro de Garcia Resende.[3] A obra musical satírica "Guerras do Alecrim e da Mangerona" estabeleceu a escola de ópera popular em Português.

Quarenta anos depois da sua invenção em Lisboa por António Teixeira, a popularização da modinha no Brasil aconteceu com o padre Domingos Caldas Barbosa, que, tendo estudado direito em Coimbra, esteve exposto ao sucesso da modinha de Lisboa e à canção de Coimbra. A partir de 1775, passou a fazer algum sucesso na corte portuguesa com composições das primeiras modinhas brasileiras, referenciado exclusivamente por Tinhorão.

Antecedente do lundu e a ele muito associada em seu gênero de canção, a modinha foi, também, um fenômeno musical brasileiro mais tardio do século XIX.[4] A modinha popularizou-se pelos territórios sob influência Portuguesa.[5]

Referências

  1. de acordo com a Enciclopédia Britânica: light and sentimental Portuguese song popular in the 18th and 19th centuries. Some of the earliest examples of modinhas are in the Óperas Portuguesas (1733–41) by António José da Silva, who interspersed the songs into the prose dialogue of his dramas.«modinha | Portuguese song genre». Encyclopedia Britannica 
  2. «O exuberante Te Deum de António Teixeira». PÚBLICO 
  3. «Cancioneiro Geral». Wikipédia, a enciclopédia livre. 10 de novembro de 2016 
  4. Sandroni, 2001, p.43
  5. Diniz, 2006, p.22

Bibliografia consultada[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]