Tecnobrega

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Tecnomelody (também conhecido como Tecnobrega) é um gênero musical popular surgida em Belém do Pará nos anos 2000. O gênero tem a influência que vai desde o brega tradicional, o calypso, o forró, o bolero, o merengue e o carimbó, até a música eletrônica e o samba. O grupo tido como o seu maior precursor foi a Banda Tecno Show, na época liderada por Gaby Amarantos.[1]

No início da década de 2000, eles passaram a mesclar riffs acelerados de guitarra da música brega tradicional com batidas eletrônicas e arranjos criados por programas de computadores, o que foi considerado como uma ruptura no mercado fonográfico paraense da época. As temáticas das músicas, apesar de em geral serem românticas, possuem grande amplitude, podendo ter desde cunho humorístico até religioso. A partir do final da década de 2000, através de nomes como Banda Ravelly, Viviane Batidão, Xeiro Verde, Banda Quero Mais, Eletro Batidão, Banda Djavu, Banda Batidão e a própria Banda Tecno Show e Gaby Amarantos, o estilo deixou de fazer sucesso apenas na região norte do país, e ganhou amplitude nacional.[1]

Em 2011, em função da ampla divulgação do estado do Pará perante todo o Brasil através do Tecnomelody, foi apresentada uma proposta de lei ao então governador do Estado, Simão Jatene, para que o estilo fosse reconhecido como Patrimônio Cultural do Pará.[1]

Já em 2013, foi reconhecido como patrimônio imaterial artístico e cultural do Pará, o governador do Estado, Simão Jatene, sancionou Lei 7.708 que foi aprovada por unanimidade na sessão do dia 10 de abril na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).[2][3]

O mercado do tecnomelody gira em torno das festas de aparelhagens, que contam com modernos equipamentos de som, iluminação e efeitos visuais. As festas também servem como plataforma de difusão de novas músicas e possíveis sucessos - DJs recebem discos dos produtores e tocam as novas canções. Quando uma música ou um artista se torna um sucesso em uma festa de aparelhagem, a divulgação no mercado aumenta através da reprodução não-autorizada dos discos. A maioria dos artistas do mercado tecnobrega, porém, parece apoiar essa reprodução devido ao aumento da publicidade que ela proporciona.


Referências

  1. a b c «Resumo no Cravo Albin». dicionariompb.com.br. Consultado em 26 de janeiro de 2014 
  2. Natália Mello (30 de maio de 2013). «Tecnomelody é reconhecido como patrimônio artístico e cultural do PA». G1. Consultado em 26 de janeiro de 2014 
  3. «Tecnomelody agora é patrimônio». Diário do Pará. 25 de maio de 2013. Consultado em 26 de janeiro de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre música é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.