Arrocha

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Arrocha
Origens estilísticas Seresta, brega, tecnobrega, forró, axé
Contexto cultural Candeias, Salvador, Simões Filho.
Instrumentos típicos Teclado, Guitarra, triângulo, violão, zabumba, saxofone e bateria
Popularidade Popular na região Nordeste
Subgêneros
Arrocha romântico,arrocha pop, arrochadeira [1]
Gêneros de fusão
Música brega, axé
Formas regionais
Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Brasil

O Arrocha é um gênero musical e dança brasileira originário da Bahia.

Ele veio proveniente da seresta, influenciado pela música brega e o estilo romântico, com modificações que o tornaram, segundo seus adeptos, mais sensuais e eufóricos com influencias do axé e do forró. O arrocha pode ser romântico (brega) ou agitado (forró), podendo ser dançado junto com pares (forró e brega) ou sozinho (axé). É um estilo musical originário da Bahia, nasceu na cidade de Candeias em 2001. Não é necessário ser tocado por uma banda completa, normalmente são usados: um teclado arranjador, um saxofone, uma guitarra.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Uma hipótese para a origem do nome é que tenha surgido nos bares de seresta onde normalmente o vocalista, ao ver o povo dançando dizia:"Arrocha!".Pra que assim de certa forma animasse o pessoal a dançar.

História[editar | editar código-fonte]

Estilo musical originário da Bahia, nasceu na cidade de Candeias em 2001, mas somente em 2003, o arrocha começou a ganhar espaço em muitas rádios baianas. Porém, surgiu uma grande polêmica na época em relação ao arrocha como "movimento musical", já que continha letras pouco elaboradas.

Alguns nomes ajudaram a difundi-lo e hoje são de reconhecimento nacional: Tayrone Cigano, Nara Costta, Asas Livres, Pablo, Grupo Arrocha, Márcio Moreno, Silvanno Salles e Tatal Matos. As letras tem muito em comum com o brega, com a adição de sons de teclado e batidas eletrônicas, e o ritmo faz grande sucesso particularmente nas regiões Norte e Nordeste.

O termo "arrocha" é recente, mas a música em si já existia desde meados dos anos 70, quando admiradores de Odair José, Reginaldo Rossi, Fernando Mendes e Waldick Soriano, na medida em que compravam um teclado eletrônico, passaram a cantar as músicas de seus ídolos em bares e boates, em regiões suburbanas ou interioranas no país.

Após alguns anos, apesar de ainda continuar firme, o ritmo foi sendo esquecido pela mídia em geral. No final dos anos 90, empresários do ramo musical perceberam no seu grande apelo popular uma grande oportunidade de lucro, e a partir daí surgiu o primeiro ídolo, já nos anos 2000, chamado Lairton, alcunhado de "Lairton e seus Teclados", que ficou conhecido com a música "Morango do Nordeste" (apesar da mesma não ser de sua autoria).

Em 2007 apareceu um novo subgênero do arrocha, uma fusão de arrocha e quebradeira(que é uma fusão entre axé e pagode), nomeado de arrochadeira.Esse novo ritmo apareceu com a banda Bonde do Maluco, que trazia composições divertidas, descontraídas e dançantes.A fusão foi um sucesso muito grande na Bahia que rendeu outros volumes ao Bonde do Maluco e várias bandas mais a frente como: Dan Ventura e os meninos e Vingadora.

Com a simplificação dos sistemas de mixagem e fabricação de CDs, vários grupos menores surgiram, o que ajudou a difundir o "movimento" que também está no forró e no axé e alguns no tecnobrega. No entanto, apesar do sucesso nas camadas mais pobres, o arrocha ainda enfrenta grande preconceito entre a classe média, que simplesmente não a considera um gênero musical por conta de suas composições que constantemente retratam problemas da vida amorosa. Em 2012 apareceram cantores que diziam cantar arrocha ou arrocha universitário, mas seu ritmo na verdade era "sertanejo", pois seus elementos de composição, instrumentos e sua célula rítmica não lembravam o arrocha, sendo assim uma fusão inexistente.

A partir de 2014 uma nova vertente ganhou força dentro do arrocha, sertanejo e do brega: a "sofrência", nova nomenclatura para chamar o que antes era conhecido como dor de cotovelo (que falam do amor não correspondido, uma decepção amorosa, traição, etc)[2], que vem ganhando bastante repercussão no Brasil, principalmente com o cantor Pablo.[3][4]

Crítica[editar | editar código-fonte]

Na Enciclopédia da Música Brasileira (UOL),[5] de Marcos Antonio Marcondes, o "brega" é caracterizado como a "música mais banal, óbvia, direta, sentimental e rotineira possível, que não foge ao uso sem criatividade de clichês musicais".[6] Para Lúcia José, o "brega" teria estruturas sonoras "organizadas e mantidas sem oposição, provocando nos ouvintes uma pasteurização em que todos os arranjos ganham um mesmo assobio".

Há especialistas, no entanto, que divergem da rotulagem "brega" e atacam marginalização dos artistas "cafonas" na historiografia oficial da musical brasileira, escrita por "uma categoria privilegiada que assume a função e o papel dos legitimadores do gosto" que descarta músicos e tendências musicais não condizentes "com suas perspectivas identitárias". Para o historiador Paulo Cesar de Araújo, o "brega" estaria "no limbo da história", amparado em marcos historiográficos, que teria estabelecido que "toda produção em que o público de classe média não identifique tradição ("raízes" do samba) nem modernidade ("a partir de 1958, com a Bossa Nova, e que continua com o Tropicalismo") é rotulada de brega ou cafona".[7] O autor Fernando Fontanella complementa ao afirmar que, dentro de um jogo "hierarquias culturais", "o imaginário do belo sempre é pensado pelas instituições da hegemonia dentro de uma legitimação dos grupos dominantes", o que explicaria a relação da "música brega" ao "mau gosto" como algo oriundo de um processo de estruturação de classes que tende a beneficiar determinados grupos em particular.[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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Notas e referências

Notas

Referências

  1. «Quebradeira baiana: Conheça a arrochadeira, gênero musical que vem ganhando destaque na Bahia». Coluna Holofote. Bahia Notícias. 20 de outubro de 2014. Consultado em 7 de janeiro de 2015. 
  2. Significado de Sofrência em Significados.com.br
  3. Correio Braziliense (18/12/2014). Vertente dentro do arrocha e do sertanejo, sofrência ganha adeptos no DF. Acesso em 30/12/2014.
  4. Folha de S.Paulo (14/12/2014). Pablo vira febre pelo país; choro provocado por sua música é hit na web. Acesso em 30/12/2014.
  5. UOL (23/05/2001). UOL lança versão online da Enciclopédia da Música Brasileira. Acesso em 30/12/2014.
  6. MARCONDES, Marcos Antonio (1998). Enciclopédia da música brasileira São Paulo: PubliFolha [S.l.] p. 117. 
  7. COUTINHO, Eduardo; FILHO, João Freire (2003). O autoritarismo da historiografia musical brasileira IN:Sintonizando a música brasileira (entrevista) Rio de Janeiro: Revista ECO-PÓS/UFRJ [S.l.] pp. 119–127. 
  8. FONTANELLA, Fernando Israel (2005). A estética do brega Recife: UFPE (dissertação de mestrado) [S.l.] 42-43. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]