Brega

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Origem[editar | editar código-fonte]

Brega
Contexto cultural A partir da década de 1984 - Brasil
Popularidade Década de 1970 - presente
Gêneros de fusão
Rhythm and blues, Rock And Roll

Brega é um gênero musical desenvolvido do Rock and Roll e do Rhythm and blues notoriamente influênciado por Paul Anka, Elvis Presley, Terry Stafford, Rita Pavone e The Orlons. Todavia, sua definição como estética musical tem sido um tanto difícil. No Brasil o rítmo foi criado para designar a música romântica popular de baixa qualidade, com exageros dramáticos ou ingenuidade das classe baixa da periferia das cidades pobres e mal urbanizadas do nordeste .[1][2] O pagode, o funk carioca e o samba foram vinculados a esta estética,[2] O Brega moderno desenvolve-se de forma que sua matriz teve uma mudança drástica em relação ao brega tradicional pois o brega atual envolve a junção de ritmos africanos e caribenhos como o Kizomba e o Zouk.

Declínio[editar | editar código-fonte]

No ínicio do século, uma onda de supostos MC'S criaram com a imagem do brega um novo gênero que pulverizaria toda uma geração de jovens com suas letras de baixo calão e que propriamente faziam apologia a pedofilia. Apesar das várias denuncias no ministério público nenhuma atitude foi tomada em relação as letras de alto teor explícito e sexual. Após uma decada o rítmo ganhou força entre a elite adulta que cresceu ouvindo essa nova categoria inusitada de brega que deformou a origem do brega desenvolvido por seu principal idealizador, Reginaldo Rossi sendo alvo de discussões por estudiosos e profissionais do meio musical, o termo brega foi empregado pela classe média e classe alta para tentar definir preconceituosamente pessoas de baixo poder aquisitivo das regiões periféricas e aos prostíbulos de prostituição nordestinos que tinham a música romântica como trilha sonora.[2] Supondo-se que o termo derive de "Braga", nome da provincia portuguesa de Braga e sobre nome do cantor de Rock e Rhythm and blues Evaldo Braga que que havia cativado uma multidão de seguidores nos anos 70.[nota 1][nota 2]

Inicialmente em 1980, o termo designava um tipo de música romântica, com arranjo musical sem grandes elaborações, vinda das camadas populares considerada cafona e deselegante pela classe nobre alta do sul do Brasil.[1] Com o passar dos anos o brega foi se sistematizando de forma menos rígida em relação ao outros ritmos. A partir de 2008 em Recife surgiu um Brega Funk, ritmo que se originou da mistura entre Kizomba (ritmo angolano) e Zouk das Antilhas Francesas porém diferente mente de suas origens as letras apresentavam alto teor sexual que era considerado impróprio para menores de Idade porém tocava livremente nas ruas das cidades de Pernambuco.

Influência[editar | editar código-fonte]

O Brega Brasileiro teve origem nas baladas românticas dos Estados Unidos dos anos de 1960, muitos dos temas se originaram de canções italianas, francesas e até mesmo canções alemães. Mesmo sem ter estabelecido uma característica suficientemente rígida, o termo praticamente foi alçado à condição de gênero pela quantidade de especuladores de assim preferiram definir o ritmo musical.[1][3]

As mesmas baladas romanticas usadas durante o tempo de seu auge com bastante apelo sentimental, fortes melodias, letras com rimas fáceis e palavras simples nos anos de 1980 teve que viver o drama da perda de suas origens em decorrencia do advento das drogas que altamente influenciaram o brega moderno, chamado de Tecno-Brega.

Para tornar a conceituação mais difícil, o "brega" assimilaria em 2007 novos aspectos alguns dos quais distantes da linha romântica popular que tal rítmo havia se originado, como são os casos da influencia do bolero e do fado português que era categorizado pela modernização dos instrumentos musicais, bastante populares na cena regional do norte e nordeste brasileiro e que se difundiu até mesmo no sul do País com o surgimento das bandas/cantores: Calypso, Reginaldo Rosi e Dejavu. Além disso, enquanto artistas da "velha guarda" romântica-popular ainda rejeitavam o rótulo "brega", chamando de Rock And Roll de Paul Anka e Jerry Lee Lewis.

Alguns aceitaram o termo Brega com orgulho - Altamente influenciado por Paul Anka O Rei do Brega Reginaldo Rossi iniciou sua carreira com Rock, porém suas canções eram consideradas de grande teor sentimental e a categoria rica da época não gostava e apelidou o ritmo preconceituosamente de Brega, porém se tratava do Twist Norte Americano dos anos 60 e Reginaldo em sua Glória musical Reginaldo cantou até o fim seus dias as baladas românticas que lhe deram a Glória de ser chamado de Rei do Brega.[1]

O "brega" segue alcançando grande aceitação entre segmentos das camadas populares do Brasil.[1]

Notas

  1. Brega: de mau gosto, de baixo nível. Consta que a palavra teve origem em Salvador, mais propriamente numa área urbana de baixo meretrício onde uma placa indicando a rua Padre Manuel da Nóbrega teve gasto o letreiro, sobrando apenas as duas últimas sílabas. Aplica-se a pessoas que se mostram sem elegância, que exibem mau gosto.
    ARANHA, Altair J. Dicionário Brasileiro de Insultos. [S.l.]: São Paulo: Ateliê Editorial, 2002. 60 p.
  2. Para o mundo da moda, o termo brega caracteriza as pessoas "deselegantes", "ou seja, aquelas que não se enquadravam nas regras, utilizando sempre do excesso e da extravagância. O sentido atribuído ao brega passou a representar também algo de qualidade inferior ou alguém que possui um mau gosto no vestir e nas atitudes".
    LIMA, Izaíra Thalita da Silva; QUEIROZ, Tobias. Eu não sou cachorro não: a transformação do brega em arte com elementos de cinema no DVD de Waldick Soriano. [S.l.]: Natal: XXXI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2008. 3 p. PDF

Referências

  1. a b c d e Brega - Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
  2. a b c Brega - Cliquemusic
  3. CABRERA, Antônio Carlos. Almanaque da música brega. [S.l.]: São Paulo: Matrix, 2007. 08 p.

Ver também[editar | editar código-fonte]