Ciranda

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Mestra Penha Cirandeira (Paraíba) - Uma das rainhas da ciranda. Foto: Coletivo Jaraguá

Ciranda é um tipo de brincadeira [que envolve dança, música e canto] originária das regiões da Paraíba e Pernambuco. Na Paraíba existem grandes mestras e mestres como Penha Cirandeira, Tina, Dona Edite, Cida, Vó Mera, Mestre Cícero, Mestre Mané Baixinho (Em memória), dentre outros. Em Pernambuco algumas grandes referências são Mestre Baracho, Lia de Itamaracá, Mestre Anderson Miguel, etc.

A dança se caracteriza pela formação de uma grande roda, onde os integrantes dançam ao som dos zabumbas e ganzás. Mestra Lenira [Coco de Roda Novo Quilombo - Quilombo do Ipiranga, Conde (Paraíba)] diz que a dança da ciranda imita o balanço do mar.

[1]

Grandes referências da ciranda paraibana são Penha Cirandeira e Vó Mera que podem ser consideradas rainhas da ciranda.

Uma das maiores expoentes da ciranda Pernambucana é Lia de Itamaracá, considerada a "rainha da ciranda de Pernambuco".[2]

Música[editar | editar código-fonte]

O ritmo, quaternário simples, lento, com o compasso bem marcado por um toque grave da zabumba (ou bumbo) na cabeça do compasso e toques abafados nos outros tempos, acompanhado pelo tarol, o ganzá, o maracá, é coreografado pelo movimento dos cirandeiros. São utilizados normalmente instrumentos de percussão.

Dança[editar | editar código-fonte]

Na marcação do zabumba, os cirandeiros pisam forte com o pé esquerdo à frente. Num andamento para a direita na roda de ciranda, os dançarinos dão dois passos para trás e dois passos para a frente, sempre marcando o compasso com o pé esquerdo à frente. Os passos podem ser simples ou coreografados.

As coreografias, quando há, são individuais. O dançarino pode aumentar o número de passos e fazer coreografias com as mãos e o corpo, sempre mantendo a marcação com o pé esquerdo à frente. "A Ciranda é uma dança comunitária que não tem preconceito quanto a sexo, cor, idade, condição social ou econômica dos participantes, assim como não há limite para o número de pessoas que dela podem participar. Começa com uma roda pequena que vai aumentando, à medida que as pessoas chegam para dançar, abrindo o círculo e segurando nas mãos dos que já estão dançando. Tanto na hora de entrar como na hora de sair, a pessoa pode fazê-lo sem o menor problema. Quando a roda atinge um tamanho que dificulta a movimentação, forma-se outra menor no interior da roda maior." [3] [1][4] [5]

Letra[editar | editar código-fonte]

A letra da ciranda pode ser improvisada ou já conhecida. De melodia simples e normalmente com estribilho, para facilitar o acompanhamento, é entoada pelo mestre cirandeiro, acompanhada pelos tocadores e pelos dançarinos.

Referências

  1. a b «Danças brasileiras: Ciranda». Consultado em 16 de outubro de 2009. Arquivado do original em 7 de junho de 2011 
  2. Lia de Itamaracá: a volta da rainha da ciranda
  3. *Fundaj - Lúcia Gaspar
  4. «Pernambucobeat - O que é Ciranda». Consultado em 16 de outubro de 2009. Arquivado do original em 31 de agosto de 2010 
  5. «Danças folclóricas: Ciranda». Consultado em 16 de outubro de 2009. Arquivado do original em 28 de março de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]