Candombe

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Candombe
"Candombe", de Pedro Figari (1861-1938)
Origens estilísticas África Austral
Contexto cultural Escravidão negra na América do Sul
Instrumentos típicos tambores.
Popularidade Mundo inteiro, mais popular no Uruguai
Subgêneros
Candombe Beat, Candombe Rock, Candombe Jazz
Gêneros de fusão
Candombe rap
Formas regionais
Uruguai - Argentina - Estados Unidos - Espanha - Austrália
Pix.gif Candombe *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO
Tipo Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade
Critérios [[Critérios de seleção de Património Mundial|]]
Referência [1]
Região** Américas
Histórico de inscrição
Inscrição 2009  (33ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.
Tambores de candombe: repique, piano e chico
Las Llamadas, em Montevidéu

O candombe é uma dança com atabaques típica da América do Sul.[1][2] Tem um papel significativo na cultura do Uruguai dos últimos duzentos anos. Foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura como Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade. É uma manifestação cultural originada a partir da chegada dos escravos da África ao continente sul-americano. Em menor medida, existem manifestações de candombe no Brasil e Argentina. Na Argentina, pode ser encontrado em Buenos Aires, Santa Fé, Paraná, Salta e Corrientes. No Brasil, ainda mantém seu caráter religioso: vemo-lo no Estado de Minas Gerais.

História[editar | editar código-fonte]

O candombe teria surgido no Uruguai, ainda no século XVIII, a partir da mistura dos ritmos africanos trazidos ao Rio da Prata pelos escravos. A partir de 1750, com o início do tráfico de escravos para o Uruguai, então colônia espanhola, Montevidéu passou a receber levas contínuas de africanos de diversas regiões, sobretudo da África Oriental e África Equatorial. Tal afluxo de escravos fez com que, no início do século XIX, a população negra de Montevidéu excedesse os 50 por cento da população da cidade.

O termo candombe, a princípio, referia-se genericamente às danças praticadas pelos negros no Uruguai. Com o tempo, passou a designar o ritmo musical, calcado sobretudo nos tambores - chamados de tangó ou tambó, nome também usado para designar o lugar onde realizavam suas candomberas e a própria dança. Essas manifestações culturais a céu aberto chegaram a ser reprimidas pelas autoridades no século XIX, e, por muito tempo, foram realizadas apenas em ambientes fechados, em clubes secretos organizados pelos africanos e afrodescendentes.

Descrição[editar | editar código-fonte]

O candombe, na atualidade, é executado por três tipos distintos de tambores - tambor piano, tambor chico e tambor repique -, que são denominados, em conjunto, como cuerda. No Carnaval uruguaio, formam-se agrupamentos musicais chamados de comparsas, que saem às ruas acompanhados por multidões de dançarinos e populares. O cortejo é conduzido pelo escobero, em geral um jovem que tem a função de arauto; o mestre dos tambores é conhecido como gramillero, sempre acompanhado de sua mama vieja - uma mulher vestida de trajes coloridos e com um leque à mão.

Na capital uruguaia Montevidéu, os bairros "Sur" e "Palermo" são conhecidos como berços do candombe, cada um com seu ritmo característico: o ritmo "Cuareim" no primeiro e o "Ansina" no segundo.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Candombe" é originário de termo quimbundo kandombe.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. CUNHA, A. G. Dicionário etimológico Nova Fronteira da língua portuguesa. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1982. p. 146.
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 334.
  3. CUNHA, A. G. Dicionário etimológico Nova Fronteira da língua portuguesa. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1982. p. 146.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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