Nélson Gonçalves

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Nélson Gonçalves
Nelson Gonçalves em 1963
Informação geral
Nome completo Antônio Gonçalves Sobral
Também conhecido(a) como "Rei do Rádio"
"O Boêmio"
Nascimento 21 de junho de 1919
Sant'Ana do Livramento, RS, Brasil
País Brasil
Morte 18 de abril de 1998 (78 anos)
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Gênero(s) MPB
Extensão vocal Baixo Cantante
Período em atividade 1941-1998
Gravadora(s) RCA Victor

Nélson Gonçalves, nome artístico de Antônio Gonçalves Sobral (Sant'Ana do Livramento, 21 de junho de 1919Rio de Janeiro, 18 de abril de 1998), foi um cantor e compositor brasileiro. Segundo maior vendedor de discos da história do Brasil, com mais de 79 milhões de cópias vendidas até março de 1998,[1] fica atrás apenas de Roberto Carlos, com mais de 120 milhões. Foi também o artista que mais tempo ficou em uma mesma gravadora: foram 59 anos com a RCA Victor/BMG Brasil.[1] Seu maior sucesso[segundo quem?] foi a canção "A Volta do Boêmio".

Infância, primeiros empregos e iniciação na música[editar | editar código-fonte]

Nelson é filho de dois imigrantes portugueses: Manoel Gonçalvez Sobral (nascido em Trás-os-Montes e trazido ao Brasil em 1902, aos 12 anos) e Libânia de Jesus (nascida em Viseu e trazida ao Brasil em 1911, aos 17 anos).[2] Ambos moravam inicialmente no Rio de Janeiro, onde se conheceram, casaram-se e tiveram o primeiro filho, Joaquim.[3] Trabalhando no ramo dos tecidos, decidem migrar para o sul do Brasil em 1918, buscando melhores oportunidades, e se estabelecem em Sant'Ana do Livramento, no Rio Grande do Sul, onde Nelson nasceu em 25 de junho de 1919.[3]

Em 1926, mudou-se com seus pais para São Paulo, mais precisamente para uma casa comprada na Rua Almirante Barroso no bairro do Brás[3] (outra fonte diz que era alugada[4]).

Matriculado no Liceu Eduardo Prado, que equilibrava disciplinas tradicionais com uma convivência com o mundo rural. Lá, Nelson sofreu bullying dos colegas e golpes de palmatória da professora por sua dificuldade em falar.[3] Num desses castigos, sucumbiu à raiva e jogou um tinteiro na professora, provocando sua expulsão.[5]

Nesta época, passou a ajudar seu pai no sustento do lar, acompanhando-o em praças e feiras onde, enquanto o pai tocava violino, Nelson cantava, agradando os transeuntes e ganhando gorjetas.[6] Para sustentar a família, seu pai também vendia frutas na feira e fazia serviços de pedreiro.[7]

O pai, em dado momento, deixou o trabalho com tecidos para a esposa e foi tentar carreira musical, cantando fados em barbearias e bares. O dinheiro que ganhava, gastava em bebida com seus colegas. Nelson às vezes o acompanhava nos vocais e Manoel chegava até a se fingir de cego para sensibilizar os passantes.[8]

Para ajudar a sustentar o lar, Nelson trabalhou também como jornaleiro, mecânico, engraxate, polidor e tamanqueiro (atuou como este último por dois anos[9]).[10] Querendo ganhar mais dinheiro e seguir uma profissão, inscreveu-se em concursos de luta e venceu, tornando-se lutador de boxe na categoria peso-médio, recebendo, aos dezesseis anos de idade, o título de campeão paulista de luta. Após o prêmio, só ficou mais um ano lutando, pois queria investir em seu sonho de infância: ser artista.[10]

A real motivação para aprender a boxear, contudo, foi uma vingança: numa certa noite, envolveu-se em uma briga com um guarda de rua que praticava box e acabou levando uma surra. Decidido a desafiá-lo para uma revanche, foi praticar a luta antes em uma academia no Brás. O tal segundo embate não aconteceu, pois o guarda abandonou os ringues enquanto Nelson ainda treinava. O cantor, contudo, continuou praticando por dois anos.[11]

Carreira na música[editar | editar código-fonte]

Primeiros trabalhos em São Paulo[editar | editar código-fonte]

Sua carreira musical começou a se desenhar com as apresentações ao lado do pai, e ganhou certo impulso quando o irmão mais velho abriu um bar/restaurante na esquina da Avenida São João com a Alameda Nothman, onde a família Gonçalves e outros representantes da música portuguesa no Brasil se apresentavam.[12]

Mesmo com o apelido de "Metralha", por causa da gagueira, tomou coragem e não se deixou levar pelos preconceitos, e decidiu ser cantor, após deixar os ringues de luta.[13] Em uma de suas primeiras bandas, teve como baterista Joaquim Silva Torres. Foi reprovado duas vezes no programa de calouros de Aurélio Campos.[14] Finalmente foi admitido na rádio PRA-5, mas dispensado logo depois, passando a trabalhar como pedreiro.[15]

Por intermédio da família de Elvira, sua primeira esposa, foi apresentado à cantora Sônia Carvalho, que lhe sugeriu o nome artístico Nelson Gonçalves e lhe entregou uma carta de recomendação para a Rádio São Paulo. Lá, Nelson fez um teste com o maestro Gabriel Migliori e conseguiu um contrato de 300 mil-réis por mês.[16]

Ficou desempregado após o nascimento dos filhos, e após alguns dias procurando, começou a trabalhar como garçom no bar de seu irmão,[15] onde ganhava 65 mil-réis por mês.[16] Outra fonte diz que ele foi trabalhar lá concomitantemente ao trabalho na Rádio São Paulo a convite do irmão.[17] Fato é que Nelson perdeu o emprego na rádio quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial - os executivos demitiram todos os artistas por incerteza quanto ao futuro.[16]

Mudança para o Rio e primeiras gravações[editar | editar código-fonte]

Em 1941, em busca de uma vida melhor, partiu com a esposa e os filhos para o Rio de Janeiro, onde trilhou mais uma vez o caminho dos programas de calouros, apresentando-se em diversas emissoras. Foi reprovado novamente na maioria deles,[16] inclusive no de Ary Barroso, que o aconselhou a desistir e voltar aos ringues.[17] Mesmo muito desolado, não desistiria fácil do seu sonho de ser cantor.[18] Nelson chegou a dormir nas pedras do quebra-mar da Praia do Flamengo em alguns momentos pela falta de dinheiro.[16] Em duas semanas, decidiu voltar a São Paulo.[17]

Voltou a atender no bar do irmão e tentava a sorte cantando em outros boates e clubes do bairro. Um dia, os compositores Orlando Monello e Osvaldo França lhe ofereceram duas composições deles ("Se Eu Pudesse um Dia" e "Os Anos Carregam") para que ele gravasse um acetato na Rádio Record que seria oferecido a Vicente Caccere, dono de uma loja de discos da RCA Victor em São Paulo. Gostasse ele do trabalho, ele recomendaria Nelson à gravadora e compraria 500 cópias para sua loja - o que acabou se concretizando.[19]

Enquanto isso, nas horas vagas, começou a cantar por conta própria em bares, conseguindo gorjetas. Voltou a tentar se apresentar em programas de calouro, sendo enfim aprovado.[20] Foi chamado para gravar um disco de 78 rotações, que foi bem recebido pelo público.[20]

Nelson voltou ao Rio para conversar com a RCA Victor. Sua gagueira causou má impressão,[19] mas Benedito Lacerda preparou um teste para ele e ficou muito impressionado com o desempenho do jovem. Assim, Nelson entrou em estúdio em 4 de agosto de 1941 para gravar seus dois primeiros discos: "Se Eu Pudesse um Dia" / "Sinto-me Bem" e "Formosa Mulher" / "A Mulher dos Meus Sonhos".[21] No mês seguinte, por intermédio de Carlos Galhardo, Nelson foi contratado pela Rádio Mayrink Veiga a 600 mil-réis mais 100 réis por disco vendido,[19] iniciando uma carreira de ídolo do rádio nas décadas de 40 e 50, da escola dos grandes, discípulo de Orlando Silva e Francisco Alves.[20]

Aclamado pela crítica, Nelson lançou outros dois discos em 1941: "Quem Fala É o Coração" / "Fingiu que Não Me Viu" e "Podia Ser Pior" / "Baianinha". Em dezembro, levou os pais, a esposa e a filha para morar com ele no Rio em uma casa compartilhada com um casal na Rua Pedro Américo.[22] Os pais acabaram voltando para São Paulo acompanhados da filha Marilene e em 17 de fevereiro de 1942 nasceu o segundo filho de Nelson: Nélson Antonio Gonçalves.[23] Depois, a família mudou-se para outra casa compartilhada: um sobrado na Rua Paissandu, onde Nelson ocupava o andar superior.[23]

Auge[editar | editar código-fonte]

O cantor se estabeleceu como nome de sucesso na música brasileira, sendo requisitado em boates, rádios e turnês. Em 1942, gravou vinte músicas distribuídas em dez discos.[23]

Alguns de seus grandes sucessos dos anos 40 foram "Maria Bethânia" (Capiba), "Normalista" (Benedito Lacerda / Davi Nasser), "Caminhemos" (Herivelto Martins), "Renúncia" (Roberto Martins / Mário Rossi) e muitos outros.[24] Maiores ainda foram os êxitos na década de 50, que incluem "Última Seresta" (Adelino Moreira / Sebastião Santana), "Meu Vício É Você" e a emblemática "A Volta do Boêmio" (ambas de Adelino Moreira).[24]

Foi crooner do Cassino Copacabana (do Hotel Copacabana Palace).[20] O trabalho lhe rendia 9 contos de réis, o que lhe permitiu se mudar para a Rua Gustavo Sampaio, no Leme.[23]

Em 1952, iniciou uma bem-sucedida parceria com Adelino Moreira[25] Em 1955, o então interventor e governador de São Paulo Ademar de Barros, que planejava concorrer à presidência da república contra Juscelino Kubitschek, procurou por Nelson para gravar uma música denominada "Esperança do Brasil". Nelson aceitou, mas não quis que seu nome aparecesse; assim, a canção foi creditada a "Quincas Gonçalves" - nome de seu irmão.[26]

Na década de 50, além de shows em todo o Brasil, chegou a se apresentar em países como Uruguai, Argentina e Estados Unidos, no Radio City Music Hall.[24] Após esta última apresentação, Frank Sinatra e disse que "sua voz é uma das melhores vozes que ouvi até hoje".[27]

Período pós-vício[editar | editar código-fonte]

Mesmo após seus problemas com drogas, continuou gravando regularmente nos anos 70, 80 e 90, reafirmando a posição entre os recordistas nacionais de vendas de discos. Além dos eternos antigos sucessos, Nélson Gonçalves sempre se manteve atento a novos compositores, e chegou a gravar canções de Ângela Rô Rô ("Simples Carinho"), Kid Abelha ("Nada por Mim"), Legião Urbana ("Ainda É Cedo") e Lulu Santos ("Como uma Onda"). Gravou "A Deusa do Amor", que está no álbum Nós, em parceria com Lobão, em 1987, tocando com ele essa música no Globo de Ouro em 1988.[24]

Ganhador de um prêmio Nipper da RCA, dado aos que permanecem muito tempo na gravadora, sendo somente Elvis Presley o outro agraciado. Durante sua carreira, gravou mais de duas mil canções, 183 discos em 78 rpm, 128 álbuns, vendeu cerca de 75 milhões de discos, ganhou 38 discos de ouro e 20 de platina.[28]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Casamentos e outros relacionamentos[editar | editar código-fonte]

Em 1939, aos 20 anos (outra fonte diz que foi aos 19[16]), casou-se com sua noiva, Elvira Molla, paulistana de família de operários, descendente de italianos.[9][15] Com ela, teve um casal de filhos: Marilene Molla Gonçalves e Nelson Antônio Molla Gonçalves.[29] No final dos anos 40, o casamento estava abalado e ela se mudou para São Paulo.[30]

Sozinho no Rio, Nelson passou a acompanhar os malandros na Lapa[30] e conheceu Vera Alves Guimarães (conhecida como Betty White), cantora que não se sentiu correspondida e acabou se suicidando em 15 de abril de 1946.[31]

Em 1952, conheceu a cantora Lourdinha Bittencourt, com quem teve uma conturbada relação[25] que se encerraria em 1959 por conta de seu vício.[27]

Vício em cocaína[editar | editar código-fonte]

Nelson experimentou cocaína em 1956, ao retornar de uma turnê em Minas Gerais que o deixou exausto. Um conhecido lhe ofereceu a droga e Nelson se rendeu à sensação de euforia que o pó causava.[26] De 1958 a 1966, sua vida desandou. Lourdinha o deixou e o cantor ouvia comentários jocosos durante suas apresentações.[27] A imprensa sensacionalista, que descobrira seu vício por meio de Lourdinha, explorava ao máximo a desgraça do cantor, encontrando mais lenha para a fogueira no dia em que ele agrediu uma amante sua, a bailarina Nanci Montez.[27]

Em 1964 mudou-se para São Paulo com a nova companheira Maria Luísa e os filhos Ricardo e Jaime. Lá, foi preso em flagrante em 8 de maio de 1966[2] (no momento da prisão, é agredido verbal e fisicamente pelos policiais, que também vandalizaram sua casa, quebrando vários objetos[2]), por porte de drogas, e passou um mês na Casa de Detenção, o que lhe trouxe problemas pessoais e profissionais.[32] Por todo esse tempo sua esposa o visitou no presídio, e juntava economias dela e do marido, que pagavam seu tratamento e seu advogado. Após este período, foi a julgamento e provou sua inocência - segundo ele, um traficante de quem parou de comprar o denunciara como retaliação, informando à polícia que Nelson mantinha 1 kg de cocaína em casa para fins de tráfico.[33]

Após sair da cadeia, internou-se numa casa de saúde e, depois, enfrentou quatro meses de abstinência em casa, isolado em seu quarto.[34] Deixou a cocaína, mas não o cigarro, que possivelmente afetou seu sistema respiratório e lhe causou dois enfartes - o último, definitivo.[34]

Em 1973 conseguiu abandonar de vez seu vício, sempre com o apoio de sua mulher e de seus filhos. Totalmente recuperado, retomou sua carreira, cada vez mais bem sucedida.[35]

Morte[editar | editar código-fonte]

Morreu em 18 de abril de 1998 decorrência de um infarto agudo do miocárdio, no apartamento de sua filha Marilene no Rio de Janeiro, enquanto a visitava.[36][34] Encontra-se sepultado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.[37]

Dramatizações[editar | editar código-fonte]

Em 1960

A vida de Nélson Gonçalves teve sua biografia dramatizada nas seguintes obras:

  • Na década de 90, foi encenado nas principais capitais do país o musical Metralha.[38]
  • Em 2001 foi lançado o documentário Nélson Gonçalves, contando a sua trajetória, com direção de Elizeu Ewald e protagonizado por Alexandre Borges e Júlia Lemmertz, e tendo a sua filha Margareth Gonçalves como produtora executiva.[38]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Aguiar, Ronaldo Conde (2013). «Nelson Gonçalves - O Eterno Boêmio». Os Reis da Voz. Rio de Janeiro: Casa da Palavra. ISBN 978-85-773-4398-0 

Referências

  1. a b Aguiar 2013, p. 228.
  2. a b c Aguiar 2013, p. 210.
  3. a b c d Aguiar 2013, p. 211.
  4. «Nelson Gonçalves é velado na Câmara Municipal do RJ». Folha de S.Paulo. 19 de abril de 1998. Consultado em 11 de janeiro de 2020 
  5. Aguiar 2013, p. 213.
  6. Carô Murgel. «Nelson Gonçalves». MPB NET. Consultado em 11 de janeiro de 2020 
  7. «Nelson Gonçalves». Consultado em 17 de dezembro de 2008. Arquivado do original em 11 de fevereiro de 2009 
  8. Aguiar 2013, pp. 212-213.
  9. a b Aguiar 2013, p. 215.
  10. a b Carlos Rennó (20 de abril de 1998). «Nelson lutou boxe, mas foi campeão da canção». Folha de S.Paulo. Consultado em 11 de janeiro de 2020 
  11. Aguiar 2013, pp. 214-215.
  12. Aguiar 2013, p. 214.
  13. Mauro Ferreira (20 de junho de 2019). «Nelson Gonçalves, voz viril dos amores melodramáticos, simboliza o Brasil antigo». G1. Consultado em 11 de janeiro de 2019 
  14. André Luiz Maia (21 de junho de 2019). «Nelson Gonçalves completaria 100 anos nesta sexta». Correio da Paraíba. Consultado em 11 de janeiro de 2020 
  15. a b c «Há 11 anos, calava-se 'a voz da boemia'». Bonde. 7 de abril de 2009. Consultado em 11 de janeiro de 2020 
  16. a b c d e f Aguiar 2013, p. 216.
  17. a b c Aguiar 2013, p. 217.
  18. Fernanda da Escóssia (21 de dezembro de 1995). «Nélson Gonçalves lança coletânea». Folha de S.Paulo. Consultado em 11 de janeiro de 2020 
  19. a b c Aguiar 2013, p. 218.
  20. a b c d Stella Miranda (21 de junho de 2019). «Nélson Gonçalves: o rei do rádio». Jornal do Comércio do Ceará. Consultado em 11 de janeiro de 2020 
  21. Aguiar 2013, p. 219.
  22. Aguiar 2013, p. 220.
  23. a b c d Aguiar 2013, p. 221.
  24. a b c d «Nélson Gonçalves: dados artísticos». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 11 de janeiro de 2020 
  25. a b Aguiar 2013, p. 224.
  26. a b Aguiar 2013, p. 225.
  27. a b c d Aguiar 2013, p. 226.
  28. «Nelson Gonçalves: A despedida do Boêmio». Universo Online. Maio de 1998. Consultado em 10 de setembro de 2019 
  29. Cristiano Bastos (5 de outubro de 2018). «Duas décadas após morte, Nelson Gonçalves ainda está no imaginário coletivo dos fãs». Jornal do Comércio. Consultado em 11 de janeiro de 2020 
  30. a b Aguiar 2013, p. 222.
  31. Aguiar 2013, p. 223.
  32. Carlos Rennó (20 de abril de 1998). «1998: Morre o cantor e compositor Nelson Gonçalves, 78, o eterno boêmio». Folha de S.Paulo. Consultado em 11 de janeiro de 2020 
  33. Aguiar 2013, pp. 226-227.
  34. a b c Aguiar 2013, p. 227.
  35. Edgar Silva (18 de abril de 2018). «1998: Morre o cantor e compositor Nelson Gonçalves, 78, o eterno boêmio». Folha de S.Paulo. Consultado em 11 de janeiro de 2020 
  36. «Selo, musical e streaming fazem homenagens a Nelson Gonçalves». Metro Jornal. 21 de junho de 2019. Consultado em 11 de janeiro de 2020 
  37. «Cortejo para o enterro de Nelson Gonçalves reúne 600 no Rio». Folha de S.Paulo. 19 de abril de 1998. Consultado em 11 de janeiro de 2020 
  38. a b Vinícius Veloso (26 de junho de 2019). «Nelson Gonçalves completaria 100 anos em 2019». Correio Braziliense. Consultado em 11 de janeiro de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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