Rádio Record

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde junho de 2013). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Rádio Record
Rádio e Televisão Record S.A.
País Brasil
Frequência(s)
  • AM 1000 kHz
  • Antigas frequências:
  • OC 6150 kHz (49m)
  • OC 9595 kHz (31m)
  • OC 11965 kHz (25m)
  • OC 15135 kHz (16m)
Sede
Slogan O novo som do Brasil
Fundação 23 de outubro de 1928 (89 anos)
Fundador Álvaro Liberato de Macedo
Pertence a Grupo Record
Proprietário(s) Edir Macedo
Antigo(s) proprietário(s)
Sócio(s)
  • Edir Macedo (90%)
  • Ester Bezerra (10%)
Audiência 6º lugar na Grande São Paulo[1]
Formato Comercial
Gênero
Faixa etária Público entre 30 e 65 anos
Idioma Português
Prefixo ZYK 522
Prefixo(s) anterior(es)
  • PRAR
  • PRB 9
  • ZYE 950 (OC 49m)
  • ZYE 951 (OC 31m)
  • ZYE 952 (OC 25m)
  • ZYE 953 (OC 19m)
Nome(s) anterior(es) Rádio Sociedade Record
Emissoras irmãs RecordTV São Paulo
Cobertura Estado de São Paulo
Potência 200 kW
Webcast Ouvir o sinal online

Rádio Record é uma emissora de rádio brasileira sediada em São Paulo, capital do estado homônimo. Opera no dial AM, na frequência 1000 kHz. Pertence ao Grupo Record, de propriedade do bispo e empresário Edir Macedo, que também controla a RecordTV. Sua programação atualmente é voltada aos programas populares, porém é basicamente musical. Seus estúdios localizam-se no templo da Igreja Universal do Reino de Deus de Santo Amaro, e sua antena de transmissão está no bairro de Guarapiranga.

História[editar | editar código-fonte]

A emissora foi inaugurada em 23 de outubro de 1928 pelo dono da loja de discos Record, Álvaro Liberato de Macedo, atendendo pelo nome de Rádio Sociedade Record. Nesse período, funcionava na Praça da República, número 17, e contava com um transmissor de 500 kWs e onda de 297 metros, permitindo um grande alcance do sinal. Mesmo assim, operando com uma programação irregular. Em 13 de junho de 1931, a emissora foi vendida aos empresários Jorge Alves Lima, João Batista do Amaral e Paulo Machado de Carvalho por um valor de 25 contos de réis (equivalente a R$ 25.000,00).

Nesta época São Paulo exigia a deposição do então presidente Getúlio Vargas, e as rádios paulistas, especialmente a Record, se transformavam em poderosas armas. No mês de julho, teve início o movimento que ficou conhecido como a Revolução Constitucionalista de 1932, que tinha como a principal exigência a convocação de eleições para a formação de uma assembleia constituinte: "O país necessitava de uma nova Constituição."

A cidade de São Paulo logo foi cercada e isolada por tropas federais, Ela então utilizou emissoras de rádio para divulgar os acontecimentos a outras partes do país. Em 23 de maio de 1932, antes das manifestações, o primeiro passo dos estudantes foi a invasão dos estúdios da Record, chegando até a sala de Paulo Machado de Carvalho, e ordenando que colocasse no ar a leitura de um abaixo-assinado. A rádio teve que aderir a causa na marra. E assim foi dito no ar:

Logo leram pela Record o nome de um dos que assinavam o manifesto contra Getúlio. Em 9 de julho de 1932, a revolução, planejada desde abril de 1931, por fim explodiu. No mesmo dia, através dos acordes do dobrado "Paris Belfort" que ficou como a marcha da Revolução Constitucionalista de 32, fizeram que César Ladeira eloquentemente levasse ao ar mensagens patrióticas, que aclamavam o espírito paulista contra os getulistas. Guilherme de Almeida escreveu poesias para que o locutor declamasse. Por conta da revolução, Ladeira ficou conhecido como "A Voz da Revolução", e a Rádio Record, como "A Voz de São Paulo". Em 1º de outubro de 1932, todos os jornais, inclusive os de Assis Chateaubriand, anunciaram:

"(...)As tropas brasileiras ganharam dos paulistas. Perdemos nas armas, mas nas letras ganhamos, porque em 1932 Getúlio Vargas acabou por aceitar as normas paulistas para modificar a Constituição Nacional."

Com a transmissão de programas produzidos por nomes como Blota Júnior, Otávio Gabus Mendes, Osvaldo Moles, Thalma de Oliveira e Sonia Ribeiro, e espetáculos musicais com um numeroso elenco fixo que reunia Isaurinha Garcia, Inezita Barroso, Neide Fraga, Carlos Galindo e outros, alcança a liderança em São Paulo entre os anos 1940 e 1950. Nesse período, surge o seu slogan mais marcante: "Rádio Record, a maior".

Sob a direção de Chico Paes de Barros, retoma o primeiro lugar de audiência durante as décadas de 1970 e 1980, com uma programação de linha popular, ancorada por grandes comunicadores como Zé Béttio, Gil Gomes e Eli Corrêa.

Já naquela época, a programação da rádio funcionava 24 horas por dia. A abertura se iniciava às 05:00 horas com os seguintes apresentadores: Zé Béttio - Edição Diurna (músicas sertanejas), Gil Gomes (repórter policial), Silvio Santos (entretenimento), Barros de Alencar (entretenimento), Eli Corrêa (MPB), Zancopé Simões (na década de 70, que ficou conhecido como "Amigo número 1 dos Caminhoneiros), Calé (MPB, notícias sobre estradas e caminhoneiros), Zé Béttio - Edição Noturna (músicas sertanejas), Osvaldo Bettio (músicas sertanejas), Arlindo Béttio (músicas sertanejas), etc

Em parceria com a Rádio Gazeta, foi uma das pioneiras na transmissão de jogos de futebol em "dobradinha" cuja equipe nessa época era comandada pelo Pai da Matéria Osmar Santos. Anteriormente, Osvaldo Maciel comandou a equipe esportiva da emissora e também posteriormente à saída do Osmar.

A exemplo da TV Record, entra em grave crise financeira no final da década de 1980, perdendo seus comunicadores para outras estações e o primeiro lugar em audiência para a Rádio Globo, posteriormente o segundo para a Rádio Capital e o terceiro e quarto para as rádios Bandeirantes e Jovem Pan. Em março de 1990, o controle acionário da rádio, assim como o da TV, passa para a Edir Macedo.

A nova administração mantém a linha popular de programação até 2001, quando demite seus comunicadores e implanta uma programação quase que inteiramente religiosa. Só seguiram na emissora a equipe esportiva, comandada por Fiori Gigliotti, na Record desde 1995, e o radialista Paulinho Boa Pessoa, hoje na Capital. A mudança de público-alvo derruba a rádio para o oitavo lugar na audiência, e em alguns horários, tornou-se mera retransmissora da Rádio São Paulo.

Tal postura mudou a partir de 2004, e aos poucos a Rádio Record volta a ser uma rádio "comercial". Em julho de 2006, uma nova diretoria (Cássio Lima, diretor geral e Roberto Foster, diretor comercial) assume a emissora paulistana e eleva a rádio para a terceira colocação entre as emissoras do segmento popular de São Paulo. Famosos comunicadores assumiram postos na emissora, como Paulo Barbosa (ex-Capital), Gil Gomes, Kaká Siqueira (ex-Tupi), Leão Lobo, Lilian Loy e João Ferreira. Na equipe esportiva, Juarez Soares e Paulo Morsa. Além disso, ganhou um novo website, com a transmissão ao vivo da emissora pela internet.

A partir do dia 2 de Março de 2009, com a estreia de Zé Nello Marques, a rádio passa a usar novamente o slogan A Voz de São Paulo, símbolo da revolução constitucionalista de 1932.

Em 1º de abril de 2009, a Rádio Record anuncia a contratação do radialista Paulo Barbosa, vindo da Rádio Capital. Sua estreia acontece no dia seguinte. Barboza faz parte da lista dos grandes comunicadores do rádio brasileiro que a direção planeja contratar. Com esta e outras contratações que tem realizado desde 2007, a emissora paulistana resgata e define sua tradição popular.

No dia 4 de janeiro de 2009, as transmissões esportivas do AM 1000 passam a ser feitas pela equipe de Eder Luiz, em conjunto com a Rádio Transamérica - 100,1 FM. Em 2010, perde o quinto e o sexto lugar paras as também populares Tupi e Iguatemi.

Anunciada para o segundo semestre de 2011, a Rede Record de Rádio dá seu primeiro passo em 8 de junho de 2010, com a transformação da Nova AM, 990 kHz do Rio de Janeiro, em Rádio Record Rio de Janeiro[2].

Em 11 de julho de 2011, a Rádio Record ganha uma nova emissora em Santa Catarina. É a Rádio Record Santa Catarina AM 1470, que tem sede na cidade de Florianópolis, estado de Santa Catarina. É uma empresa do Grupo Petrelli de Comunicação. As emissoras da Rádio Record em outros estados são:

Em julho de 2011, a matriz de São Paulo deixa de ter comunicadores, demitindo a maioria deles, e rompendo a parceria com Eder Luiz para retransmissão de futebol da Rede Transamérica[3]. Com isso, a programação passa a ser essencialmente de módulo musical, sem locução ao vivo. Os únicos locutores que ficam ao vivo são de rádios da Igreja Universal do Reino de Deus (Rádio São Paulo e Rede Aleluia), além de retransmitir áudio de alguns horários da IURD TV. A Rádio Record, que a princípio seria integração de emissoras para retransmissão da programação paulista, agora nada mais é que uma "padronização de nome" (Rio de Janeiro e Campos geram conteúdos próprios musicais e esporadicamente programas ao vivo e religiosos; Florianópolis retransmite basicamente a programação da Record News Florianópolis e RIC TV Record, além de gerar conteúdo próprio). Em janeiro de 2012, a programação popular volta, aos poucos, a ser veiculada, mas ainda essencialmente musical.

Em fevereiro de 2018, a emissora retorna à sua busca pela audiência, contratando o comunicador Adriano Pinheiro, modificando sua programação matutina, e com planos de implementar mudanças ao longo da programação diária, abrangendo um novo público e visando a migração do AM para o FM.

Referências

  1. «Confira a audiência do rádio AM na Grande São Paulo». Bastidores do Rádio. 9 de agosto de 2017. Consultado em 12 de agosto de 2017. 
  2. Rádio do Rio de Janeiro - Record
  3. Daniela Ades (8 de agosto de 2011). «Leão Lobo diz que equipe da Rádio Record foi demitida na "surdina"». Portal Imprensa. Consultado em 9 de junho de 2018. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikinotícias Notícias no Wikinotícias
Wikidata Base de dados no Wikidata