Grupo Silvio Santos

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Grupo Silvio Santos
Razão social Silvio Santos Participações S/A
Empresa de capital fechado
Gênero Holding
Fundação 16 de fevereiro de 1959 (62 anos)[1]
Fundador(es) Silvio Santos
Sede São Paulo, SP
Locais  Brasil
Proprietário(s) Silvio Santos
Presidente Renata Abravanel
Empregados 20.100
Produtos
Faturamento Aumento US$ 5.9 bilhões (2013)
Renda líquida Aumento US$ 800 milhões (2013)
Website oficial Site oficial
  • Notas de rodapé / referências
  • [2][3]

O Grupo Silvio Santos é um grupo empresarial e conglomerado de mídia que agrega todas as empresas do empresário Silvio Santos. O grupo pode ser também reconhecido pela sigla GSS ou SS.

Empresas[editar | editar código-fonte]

O Grupo Silvio Santos possui 38 empresas, entre elas, estão:

O SBT possui ainda as seguintes subsidiárias:
Outras empresas do grupo
Logotipo da Liderança Capitalização.
Logotipo da TV Alphaville.
  • TV Alphaville - uma empresa que oferece planos de TV por assinatura, internet banda larga e telefonia. Seus serviços são utilizados em mais de 100 prédios, sendo 30 residenciais e em grandes empresas da região do Alphaville. Utilizando cerca de 500 km de fibras ópticas e cabos coaxiais, a TV Alphaville cobre mais de 20.000 casas (número considerado baixo para o setor). Também presta seus serviços a apartamentos em Alphaville, Aldeia da Serra, Tamboré, Barueri, Portal dos Ipês (Cajamar) e Santana de Parnaíba, além de manter uma operação no Condomínio São Paulo II, na Granja Vianna.
  • Hotel Jequitimar - Um complexo de hotelaria na cidade litorânea do Guarujá. Também conhecido como Jequitimar Guarujá, o hotel é gerenciado pela rede de hotéis Accor e Bourbon que pertence ao grupo.
  • SiSAN Empreendimetos Imobiliários - Empresa que controla todos os imóveis do grupo.
  • Jequiti Cosméticos - Cosméticos.
  • Maricultura Netuno e Frutivita - Exportadora de lagostas, camarões e uvas.
  • Perícia Corretora de Seguros - Corretora de seguros do grupo, trabalha com os ramos de automóvel, vida, saúde, etc .
  • Simba Content - é uma empresa programadora de televisão por assinatura criada a partir de uma joint venture formada entre as redes RecordTV, RedeTV! e SBT para distribuírem os seus sinais entres as operadoras de TV paga.

Além dessas empresas, o GSS também possui algumas participações em empresas de mídia e transportes.

Antigas empresas[editar | editar código-fonte]

Principais pessoas[editar | editar código-fonte]

  • Grupo Silvio Santos - Silvio Santos (fundador e proprietário)
    • SBT - Renata Abravanel (presidente), José Roberto dos Santos Maciel (CEO), Fernando Pelejo (diretor de programação), Leon Abravanel (diretor de produções), Daniela Beyruti (diretora artística e de programação), Silvia Abravanel (produtora e diretora de TV), Íris Abravanel (redatora e supervisora chefe de teledramaturgia);
    • Jequiti - Antonio Mônaco (presidente), Rebeca Abravanel (vice presidente e diretora executiva);
    • Teatro Imprensa - Cíntia Abravanel (diretora e proprietária);

Substituição na presidência[editar | editar código-fonte]

No dia 19 de novembro de 2010, Luiz Sebastião Sandoval,[21] que presidia o grupo há mais de 40 anos, pediu demissão. Em seu lugar, Guilherme Stoliar, sobrinho de Silvio Santos, assume o cargo.[22]

No dia 5 de novembro de 2019, Guilherme Stoliar pediu demissão do cargo que presidiu por 9 anos. No seu lugar, foi anunciada a filha de número 6 de Silvio Santos, Renata Abravanel, que vai assumir definitivamente o cargo em Março de 2020. Além de Renata Abravanel, quem também tem uma função importante dentro das empresas e do Grupo Silvio Santos é a filha de número 5, Rebeca Abravanel.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

SBT[editar | editar código-fonte]

Liderança Capitalização[editar | editar código-fonte]

Em 1978, o advogado Antônio Rodriguez entrou com uma ação na Justiça de São Paulo acusando a Liderança Capitalização, empresa do Grupo Silvio Santos, de roubar seus fregueses, a qual três clientes foram os autores da queixa, que reclamaram que se consideravam lesados e brigam na Justiça pelo dinheiro que, segundo eles, Silvio Santos conseguiu tirar-lhes durante anos. Rodriguez disse que toda a manobra "é roubo mesmo". Na época, outros clientes também apareceram com reclamações em relação ao carnê do Baú da Felicidade e os produtos que seriam de baixa qualidade, a reportagem também acusou a empresa de enganar seus vendedores e que estes seriam orientados a também enganarem os clientes.[23]

Tele Sena[editar | editar código-fonte]

Em 1992, uma ação do deputado estadual José Carlos Tonin (PMDB-SP), por meio do advogado Luiz Nogueira, defende que a Tele Sena é uma cartela de jogo disfarçada de plano de capitalização, uma vez que ela devolve aos compradores apenas metade do valor pago, R$ 3, um ano depois. Segundo a ação, a Tele Sena contraria o decreto 261/67, que determina que as sociedades de capitalização devem funcionar como poupança e condenou os réus a recolherem R$ 50 milhões aos cofres públicos.[24] Neste mesmo ano, o professor de economia política da Universidade de Brasília Lauro Campos também anunciou que levaria à Procuradoria Geral da República uma representação contra o empresário Sílvio Santos, acusando-o de estar utilizando seu canal de televisão para prática de contravenção penal.[25]

O professor argumenta que esse jogo não poderia estar sendo explorado por uma empresa privada, com fins lucrativos, mas apenas por uma entidade pública, e com destinação das receitas para fins sociais, como determina a legislação.[25] Ele estimou que Sílvio Santos estaria faturando cerca de Cr$ 2 bilhões por mês com a Tele Sena.[25] Sua representação junto à Procuradoria iria incriminar também o então ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, responsável pela autorização para a veiculação da Tele Sena, e também a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), pelo convênio firmado com a Liderança Capitalização S.A., empresa do Grupo Sílvio Santos gestora da Tele Sena.[25] Em 1997, o juiz João Batista Gonçalves da 6ª Vara Federal de São Paulo, anulou o ato administrativo que autorizou a Liderança Capitalização S/A a emitir cartelas da Tele Sena.[26] Em 2000, desembargadores do Tribunal Regional Federal de São Paulo criaram uma ação pedindo o fim da Tele Sena.[24]

Em carta manuscrita, dirigida como forma de sensibilizar os desembargadores que analisavam apelação cível à ação popular que pede a decretação da ilegalidade da Tele Sena. Silvio Santos revelou como conseguiu montar e depois impedir que o SBT, fosse à falência, há quase dez anos.[24] Silvio Santos admitiu ter criado a Tele Sena, em 1991, para cobrir os prejuízos do SBT, que já não conseguia se sustentar e crescer apenas com publicidade e os lucros do carnê Baú da Felicidade.[24] Silvio Santos argumenta que a Tele Sena é legal e que seu fim o levaria à falência, prejudicando o SBT e favorecendo a Globo, pois segundo o empresário, até o pacote de filmes da Warner e da Disney que o SBT vem exibindo, e que tem superado a Globo no Ibope, foi viabilizado pela Tele Sena, "A Tele Sena gerou em oito anos um lucro que está sustentando todas as empresas do grupo, que dão prejuízo em razão dos altos investimentos na própria rede de TV e na abertura de novos negócios (Internet, TV a cabo, banco etc)", escreveu Silvio Santos.[24]

A carta foi enviada à desembargadora federal Therezinha Cazerta, que concluiu seu voto, também contrário à Tele Sena. Na decisão, ela reproduziu trechos da carta de Silvio Santos. Diz que o documento, "antes de socorrê-lo, acaba por ratificar mais ainda que a Tele Sena é ilegal e lesiva à moralidade administrativa", e que "na verdade, a Tele Sena somente enriquece o senhor Silvio Santos".[24] Em novembro de 1999, o relator do processo, desembargador Newton de Lucca, deu voto contra a Tele Sena e concluiu pela ilegalidade da Tele Sena, mas reformou a decisão sobre a multa de R$ 50 milhões.[24] Em seu voto, o desembargador federal apontou que a Tele Sena é "um desvio de finalidade" do decreto 261/67, que "não cria poupança" e que se vale do "apelo lúdico dos sorteios", realizados pelo "homem de vendas mais prestigiado da TV brasileira".[24] Em 2007, por decisão unânime, o Superior Tribunal de Justiça reconheceu a legalidade da Tele Sena.[27]

Os ministros, acompanhando o entendimento do relator, ministro Luiz Fux, anularam decisão da Justiça Federal da 3ª Região concluindo que o autor de ação popular não tem legitimidade para propor ação visando à anulação de contratos entre pessoa jurídica e outras entidades, nem para pleitear defesa de outros consumidores, sequer para reivindicar valores obtidos com a venda dos títulos de capitalização.[28] Posteriormente, foi aberto um processo na Corte Especial daquele Tribunal para apurar possível parcialidade do ministro Luiz Fux, em favor da empresa Liderança Capitalização S/A.[29]

Referências

  1. «Confira a história do Grupo Silvio Santos em fotos». Portal Terra. terra.com.br. Consultado em 5 de setembro de 2018 
  2. Keila Jimenez (5 de maio de 2014). «Sobrinho de Silvio Santos tenta voltar para direção do SBT». Outro Canal - Folha de S. Paulo. Consultado em 14 de julho de 2014 
  3. Keila Jimenez (25 de janeiro de 2013). «Sobrinho de Silvio, Guilherme Stoliar é cotado para voltar ao SBT». Outro Canal - Folha de S. Paulo. Consultado em 14 de julho de 2014 
  4. «Coisa de Mulher - Crítica». Omelete. Consultado em 15 de novembro de 2017 
  5. «Coisa de Mulher (2005)». IMDb. Consultado em 15 de novembro de 2017 
  6. «Carrossel - O Filme» 
  7. James Cimino (28 de janeiro de 2015). «Sem prof.ª Helena, crianças gravam filme "Carrossel" em colônia de férias». Cinema.uol. Consultado em 19 de setembro de 2015 
  8. Helder Maldonado (7 de julho de 2015). «Maísa Silva e Larissa Manoela estreiam nas telonas e Cirilo se dá bem com Maria Joaquina TESTE». R7. Consultado em 19 de setembro de 2015 
  9. «Carrossel 2: Uma Aventura na Cidade» 
  10. «Carossel 2 – Uma Aventura na Cidade». cinepop.com. 21 de janeiro de 2016. Consultado em 21 de junho de 2016 
  11. «Carrossel 2 - Uma Aventura na Cidade" começa a ser filmado em São Paulo». cinema.uol.com.br. 20 de janeiro de 2016. Consultado em 20 de junho de 2016 
  12. «Maisa Silva muda o visual para novo filme Carrossel». www.sbt.com.br. 21 de janeiro de 2016. Consultado em 20 de junho de 2016 
  13. «Meus 15 Anos». Adoro Cinema. Consultado em 10 de janeiro de 2017 
  14. «Lorena Queiroz e Larissa Manoela dividem papel no filme 'Meus 15 Anos'». Caras. 17 janeiro 2017. Consultado em 31 de janeiro de 2017 
  15. «Cópia arquivada». Consultado em 21 de outubro de 2017. Arquivado do original em 27 de julho de 2013 
  16. Redação (17 de Outubro de 2014). «Liderança Capitalização estreia nova campanha da Tele Sena com premiação inédita». BNL Data. Consultado em 31 de Julho de 2016. Arquivado do original em 21 de outubro de 2017 
  17. «Hypermarcas compra linha infantil Hydrogen com licenças da Disney». Valor Econômico. valor.com.br. 8 de setembro de 2009. Consultado em 20 de abril de 2019 
  18. «Marcelo Gastaldi - Casa da Dublagem». Casa da Dublagem. casadadublagem10.blogspot.com. Consultado em 27 de março de 2019 
  19. Laura Mattos (5 de janeiro de 2001). «Portal dá R$ 40 milhões de prejuízo para o SBT». Ilustrada. Folha de S.Paulo. Consultado em 21 de fevereiro de 2017 
  20. Revista Veja - 17 de maio de 2000
  21. Presidente do Grupo Silvio Santos pede demissão
  22. Luiz Sandoval deixa comando do Grupo Silvio Santos
  23. Alex Solnik (1 de outubro de 1978). «Advogado acusa Sílvio Santos de ladrão». Repórter. Consultado em 26 de julho de 2014 
  24. a b c d e f g h Daniel Castro e Rogério Gentile (13 de maio de 2000). «Silvio Santos diz que criou Tele Sena para livrar SBT da falência». Folha de S.Paulo. UOL. Consultado em 26 de julho de 2014 
  25. a b c d «SBT é acusado de explorar jogo ilegal». Jornal do Brasil. 21 de março de 1992. Consultado em 14 de dezembro de 2014 
  26. José Carlos Tonin (9 de julho de 1997). «Tele Sena carimbada». Folha de S.Paulo. UOL. Consultado em 26 de julho de 2014 
  27. «EDcl no REsp 851090 SP 2006/0092669-7». Superior Tribunal de Justiça. JusBrasil. 3 de junho de 2008. Consultado em 26 de julho de 2014 
  28. «Para STJ, Telesena é legal». Expresso da Notícia. JusBrasil. Consultado em 26 de julho de 2014 
  29. Helio Fernandes (30 de agosto de 2010). «Ministro Luiz Fux, do STJ, salvou a TeleSena de Silvio Santos e agora está sendo processado». Tribuna da Internet. Tribuna da Imprensa 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]