Rádio Excelsior

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Excelsior AM
Rádio Excelsior S.A.
País  Brasil
Frequência(s) 670 kHz AM, depois 780 kHz
Sede Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo, SP
Slogan "A voz querida da cidade"
"A máquina do som"
Fundação 1934
Proprietário(s) Emissoras Unidas (1934-1953)
Organizações Victor Costa (1953-1966)
Organizações Globo (1966- )
Idioma Língua portuguesa
Cobertura Região Metropolitana de São Paulo

A Rádio Excelsior AM foi uma emissora de rádio brasileira de São Paulo. Fundada em 1934, começou a operar na frequência 670 kHz AM, depois migrou para 780 kHz. Em 1991, a Excelsior AM passou a chamar-se CBN.

História[editar | editar código-fonte]

A PRG-9 Rádio Excelsior foi fundada em novembro de 1934 por Paulo Machado de Carvalho, em um ano a qual também foram inauguradas as rádios São Paulo, Cultura, Cosmos e Difusora.

Sediada no mesmo prédio da então Organização Record, na Praça da República, a Excelsior, cujo slogan era "A voz querida da cidade", era direcionada inicialmente ao gosto da elite paulistana, com programação de música erudita e programas culturais, missas e até mesmo um especialmente dedicado ao turfe.[1]

Devido a popularidade das transmissões das missas da Igreja Nossa Senhora do Carmo, a programação da emissora mudou sensivelmente em maio de 1936. Após um acordo entre a Arquidiocese de São Paulo e Paulo Machado de Carvalho, a Excelsior virou a "Voz de Anchieta", propagandeada como "a primeira estação católica do mundo".[2] Desse período, teve entre seus locutores o cônego Manoel Correa de Macedo, o advogado e radialista Tito Lívio Fleury Martins e o comunicador Renato Ribeiro Macedo.[2] Em 1938, a Excelsior deixava a sede da Record.

Em 1953, o empresário Victor Costa, radicado no Rio de Janeiro e dono das Organizações Victor Costa, mudou-se para São Paulo. Com acesso às esferas do poder federal, principalmente sob o governo de Getúlio Vargas, Costa adquiriu a Excelsior após negociação com Paulo Machado de Carvalho, e a rádio passou a ser co-irmã da Rádio Nacional (hoje Rádio Globo São Paulo).[3][4]

Na segunda metade da década de 1950, a Excelsior tinha programas como o Ecos da Broadway (apresentado por Renato Macedo e Moacyr Expedito) e o Swing Show (comandado por José Cândido Cavalcante), além de contar com o jornalista Antônio Aguillar na produção de programas de auditório. Já na década de 1960, o programa O Pick-Up do Pica Pau, do jornalista Walter Silva, era sucesso de audiência em São Paulo.

Em 1966, as Organizações Globo, do empresário carioca Roberto Marinho, compraram todas as empresas de comunicação das Organizações Victor Costa, incluindo a Rádio Excelsior. Como reflexo dessa mudança, em 1968 a emissora teve sua programação reformulada. Precedendo as futuras rádios FMs, a Excelsior criou uma programação totalmente direcionada para o público jovem e focada em sucessos da música pop da época. Competindo diretamente com a Rádio Difusora, a Excelsior era supervisionada pelo radialista Antonio Celso, autor do slogan "Viaje com a Excelsior, a Máquina do Som". Entre programas emblemáticos dessa fase, durante a década de 1970, estavam o Pediu, Tocou, Ganhou e o Peça Bis Para o Sucesso, que contavam com a participação de ouvintes via carta ou telefone. O repertório baseado em sucessos do momento, nacionais e, majoritariamente, internacionais seria mantido até a metade de 1980, momento no qual Antônio Celso se desligou da emissora e ela passou a adotar uma nova programação. Boa parte do repertório desta época pode ser conferido na série de LPs "Viaje com a Excelsior - A máquina do som" (editados entre 1974 e 1980 pela Som Livre).

Em 1978, as Organizações Globo criaram a Excelsior FM, que herdaria a programação musical jovem da velha Excelsior. Esta, por sua vez, a fim de concorrer com a Jovem Pan, voltou-se ao esporte, ao jornalismo e ao entretenimento na década de 1980. Entre programas marcantes dessa fase, estava o Balancê, programa de variedades apresentado por Osmar Santos e que teve Fausto Silva como repórter.[5][6][7] Funcionou também como segundo canal da Rádio Globo a exemplo da Rádio Eldorado do Rio de Janeiro na transmissão de jogos secundários de futebol (e as vezes o jogo-comando em dobradinha), as corridas de Fórmula 1 e outros esportes.

Outro destaque desta época foi o Jornal da Excelsior, que era apresentado por Heródoto Barbeiro e com a participação de toda a equipe de jornalismo da emissora. Entre os locutores, comentaristas e jornalistas que trabalharam na época, estão Joelmir Beting, Celso Ming, José Nello Marques, Miguel Dias, Lilian Witte Fibe, Rui Martins, Juca Amaral, Nelo Rodolfo, Luiz Lopes Correa, Marcos Niemeyer, Haisem Abaki, Rinaldo de Oliveira, Rubens Palli, Marcelino Domênico, Samuel Lopes, Bueno Ferraz, Mauro Machado, Milton Rosth, Eduardo Machado, Eduardo Fortunato, entre outros nomes.

Toda a equipe e a programação da Excelsior em seus últimos anos serviu de base para a criação da CBN, rede de rádio all news. A Excelsior levou sua programação ao ar pela última vez em 30 de setembro de 1991, sendo substituída pela CBN São Paulo que estreou no dia seguinte.

Principais comunicadores[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Mattos, David José Lessa (2002). O espetáculo da cultura paulista: teatro e TV em São Paulo, 1940-1950. São Paulo: Codex. pp. 154–155. ISBN 85-88953-02-1 
  2. a b Rocha, Vera Lúcia; Vila, Nanci Valença Hernandes (1993). Cronologia do rádio paulistano: anos 20 e 30. São Paulo: CCSP/Divisão de Pesquisa. pp. 60, 102 
  3. Virgílio, Marcos (2010). São Paulo 1946 - 1957 - Representações da cidade na música popular. São Paulo: Biblioteca 24x7. 29 páginas. ISBN 85-78931-20-3 
  4. Morgado, Fernando (2008). Almanaque Fernando Morgado Televisionado (PDF). Rio de Janeiro: [s.n.] pp. 77–79 
  5. Que fim levou Edson Scatamachia - Terceiro Tempo / Milton Neves
  6. Faustão - Portal dos Jornalistas
  7. Apresentador deixou de lado anarquia - Folha de S.Paulo, 8 de junho de 2007