Ferreira Neto

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Ferreira Netto
Nome completo Joaquim Antônio Ferreira Netto
Nascimento 2 de janeiro de 1938
São Paulo,  São Paulo
Morte 4 de agosto de 2002 (64 anos)
São Paulo,  São Paulo
Nacionalidade  brasileiro
Ocupação Jornalista
Apresentador de televisão

Joaquim Antônio Ferreira Netto (São Paulo, 2 de janeiro de 1938 — São Paulo, 4 de agosto de 2002) foi um jornalista brasileiro.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Começou como repórter no jornal O Dia e passou também pelo Correio Paulistano, Diário da Noite, Diário de São Paulo, Jornal do Brasil, Folha da Tarde, entre outros, além das revistas Manchete e Amiga. [1]

Trabalhou na Folha da Tarde como colunista, e por inúmeras emissoras de televisão nas décadas de 1970, 1980 e 1990, onde apresentava um programa de debates, semanal ou diário, conforme o caso, que levava o seu nome, cujo tema de abertura era a música instrumental Bayou, da banda The Love Unlimited Orchestra.Passou pelas redes Rede Record,onde o programa estreou em 1978. Sempre obedecendo o mesmo formato, passou pelo SBT, Rede Bandeirantes, Abril Vídeo, Rede Gazeta, Rede Mulher e Rede Manchete.[2]

O Programa Ferreira Netto foi o primeiro da televisão brasileira a fazer um debate televisivo entre os dois principais candidatos ao governo paulista[3], na eleição de 1982, entre Franco Montoro (PMDB) e Reynaldo de Barros (PDS), depois da abertura política de 1979, no SBT, onde manteve um programa de entrevistas políticas nos finais de noite. Inclusive, no final do debate que deixou o SBT na liderança, o dono do canal, Silvio Santos, antes término, entrou no estúdio e cumprimentou publicamente Ferreira Neto, chegando a confessar que estava com receio de autorizar a realização do referido debate. Ferreira Netto costumava começar a atração conversando por um telefone vermelho com um suposto amigo, chamado de Léo. Usando desse estratagema, criticava e comentava as atualidades da política e da economia.

Ferreira Netto também era um crítico ferrenho do PT e do então presidente José Sarney. Além de trabalhar nas principais redações de TVs, também passou pelas rádios Tupi, Jovem Pan, e muitas outras.

Em 1º de outubro de 1970, invadiu o estúdio da TV Excelsior[4] - da qual era diretor - e anunciou aos telespectadores que o governo havia decretado o fim da Excelsior. Naquele momento, na central técnica da Excelsior, estavam alguns técnicos do DENTEL, que tiraram a emissora do ar naquele momento.

Em 1990, candidatou-se ao Senado pelo PRN do então presidente Fernando Collor, tendo perdido para Eduardo Suplicy (PT). No entanto, ficou à frente de nomes de vulto da política nacional, como o ex-governador Franco Montoro (PSDB) e o empresário Guilherme Afif Domingos (PL). Ferreira teve 3.806.787 votos.

Ferreira Netto ganhou os prêmios de jornalismo Roquete Pinto, Governador do Estado, Troféu Imprensa, Associação Paulista dos Críticos de Arte, Troféu Bandeirantes e Homem de Visão. Mantinha uma coluna com notícias de bastidores da televisão que era veiculada em vários jornais do Brasil, como O Dia, Folha da Tarde de Porto Alegre ou Jornal da Tarde de São Paulo.

Até antes de seu falecimento Ferreira apresentou seu talk-show na Rede CNT. [5]

Morte[editar | editar código-fonte]

Ferreira Netto faleceu em São Paulo, aos 64 anos, às 21h25m do dia 4 de agosto de 2002, por falência múltipla dos órgãos[6], após três semanas de internação. Seu corpo foi velado no dia seguinte no Palácio 9 de Julho, sede da Assembleia Legislativa de São Paulo e cremado no dia 6 no Cemitério da Vila Alpina[7].

Referências

  1. «Morre o jornalista Ferreira Netto». Observatório da Imprensa. 5 de agosto de 2002. Consultado em 10 de janeiro de 2016. 
  2. «Morre o jornalista Ferreira Netto». Observatório da Imprensa. 5 de agosto de 2002. Consultado em 10 de janeiro de 2016. 
  3. «Ferreira Netto». Memorial da Fama. Consultado em 17 de setembro de 2014. 
  4. ANKERKRONE, Elmo Francfort (10 de agosto de 2001). «Nos tempos do Canal 9». Sampa Online. Consultado em 17 de setembro de 2014. 
  5. «Morre o jornalista Ferreira Netto». Diário do Grande ABC. 5 de agosto de 2002. Consultado em 10 de janeiro de 2016. 
  6. «Morre o jornalista e apresentador de TV Ferreira Netto». Folha Online. 5 de agosto de 2002. Consultado em 17 de setembro de 2014. 
  7. ALVES JÚNIOR, Dirceu (Agosto de 2002). «Aconteceu». IstoÉ Gente (ed. 158). Consultado em 17 de setembro de 2014. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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