Excelsior FM

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Excelsior FM
Rádio Excelsior S/A
País  Brasil
Cidade de concessão Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo, SP
Frequência(s) 90.5 MHz FM
Fundação 1979
Extinção 1995
Fundador Organizações Globo
Idioma Língua portuguesa
Prefixo ZYD 800
Nome(s) anterior(es) Globo FM
X FM
Cobertura Região Metropolitana de São Paulo
CBN FM

Rádio Excelsior FM, também conhecida como Nova Excelsior, foi uma emissora de rádio brasileira de São Paulo. Fundada em 1979, começou a operar na frequência 90.5 MHz FM. Herdeira da programação musical da Excelsior AM, virou mais tarde Globo FM, Globo FM 90 e Rádio X 90 FM, e em 1995, foi extinta para ceder lugar a CBN FM.

História[editar | editar código-fonte]

Inaugurada no fim da década de 1970, a Excelsior FM foi a única emissora FM do Sistema Globo de Rádio em São Paulo. Adotando a linha de programação jovem da sua percussora Excelsior AM - A Máquina do Som, a Nova Excelsior teve histórico marcado por diversas alterações em grade musical ao longo de sua existência.[1]

Dirigida inicialmente por Boninho,[2] a primeira mudança da Excelsior FM se deu em 1981, quando a emissora trocou basicamente a disco music pelo rock. Um ano depois, com a contratação do jornalista Maurício Kubrusly como diretor artístico, que criou o slogan a única rádio que nunca toca a mesma faixa duas vezes,[3]o rock dividiu espaço na programação com novos artistas da cena independente da música popular brasileira (entre os quais, Premeditando o Breque, Língua de Trapo, Tetê Espindola, Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé, Almir Sater e Grupo Rumo).[4][5][6]

Ainda daquela época, seus programas de maior sucesso eram o "Rock Sanduwich" (apresentado por Kid Vinil e Leopoldo Rey), "Sinergia" (comandado por Valdir Montanari), "Submarino Amarelo" (só com canções dos Beatles) e "Fã Clube" (baseado em uma seção da revista SomTrês, da qual Kubrusly era o editor-chefe).

​Essa grade musical não perduraria por muito tempo. Em fevereiro de 1983, sob alegação de se criar uma cadeia nacional de FMs, as Organizações Globo mudaram a programação da Nova Excelsior, que seria baseada em sucessos comerciais, e rebatizaram a frequência 90,5 MHz para Globo FM, Globo FM 90,5 e Globo FM 90.[7] Sem conseguir figurar entre as líderes de audiência, segmentou-se para o genero adulto contemporâneo em 1989.

No inicio da década de 1990, novas mudanças - a estação foi renomeada como Rádio X 90 FM e adotou uma linha comercial para sucessos brasileiros daquele momento (axé, pagode, sertanejo entre outros). Fora da lista das líderes de audiência, adotou em 1995 a programação da CBN AM e foi convertida em CBN FM.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Rodrigues, Antônio Paiva (2009). Sua Excelência, o Rádio. São Paulo: Biblioteca 24x7. 120 páginas. ISBN 978-85-7893-319-7 
  2. Boninho chega aos 50 anos como diretor de peso da TV brasileira - F5, 4 de novembro de 2011
  3. Perfil de Maurício Kubrusly- Concurso CNN 2009
  4. Oliveira, Laerte Fernandes de (2002). Em um porão de São Paulo: o Lira Paulistana e a produção alternativa. São Paulo: Fapesp. 81 páginas. ISBN 978-85-7419-317-5 
  5. Bryan, Guilherme (2004). Quem Tem Um Sonho Não Dança - Cultura Jovem Brasileira nos Anos 80. Rio de Janeiro: Record. 59 páginas. ISBN 978-85-7419-317-5 
  6. Antonio Adami (org) (2004). São Paulo na Idade Média. [S.l.]: Arte & Ciência. p. 149-150. ISBN 8574731498, 9788574731490 
  7. Revista Crítica da Informação, Ano 1 (Nº4), pgs 33-34; C. F. A. Costa Filho Editores Associados