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Elton Medeiros

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Elton Medeiros
Informações gerais
Nome completoElton Antônio de Medeiros
Nascimento22 de julho de 1930
Morte4 de setembro de 2019 (89 anos)
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Nacionalidadebrasileiro
GênerosSamba, MPB
OcupaçãoCompositor, cantor, produtor musical e radialista
InstrumentosVoz, violão, caixa de fósforos
Período em atividade1947–2019
AfiliaçõesPaulinho da Viola, Cartola, Zé Keti, A Voz do Morro

Elton Antônio de Medeiros (Rio de Janeiro, 22 de julho de 1930 — Rio de Janeiro, 4 de setembro de 2019) foi um compositor, cantor, produtor musical e radialista brasileiro. Reconhecido pela crítica especializada como um dos mais sofisticados melodistas e ritmistas da música brasileira, atuou ativamente nos movimentos de preservação e difusão do samba carioca.[1]

Biografia

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Nascido no bairro da Glória, na cidade do Rio de Janeiro, Elton Medeiros iniciou a sua trajetória musical aos dezessete anos de idade. Durante o dia, tocava na Orquestra Juvenil de Estudantes, que se apresentava na Rádio Roquette-Pinto; à noite, atuava tocando trombone na gafieira Fogão, gerida pelo compositor Uriel Azevedo.[1]

No âmbito do carnaval, iniciou a sua carreira autoral como um dos fundadores da ala de compositores da escola de samba Aprendizes de Lucas. O seu samba "Exaltação a São Paulo" consolidou-se como um dos marcos do repertório da agremiação.[1]

A consolidação de sua obra, no entanto, ocorreu na década de 1960, através do ambiente cultural do Zicartola, restaurante musical administrado por Cartola e Dona Zica num sobrado da Rua da Carioca.[1] Elton foi um dos principais frequentadores e articuladores do espaço, onde estabeleceu parcerias com nomes como Nelson Cavaquinho, Zé Keti, Ismael Silva e, principalmente, Paulinho da Viola, que se tornaria o seu parceiro mais constante.[1]

A partir dos encontros no Zicartola, Elton Medeiros participou da fundação do conjunto A Voz do Morro e integrou o elenco do histórico espetáculo teatral e musical Rosa de Ouro (1965), idealizado por Hermínio Bello de Carvalho, que projetou nomes do samba autêntico para os palcos e para a classe média urbana.[1]

Ao longo da sua carreira, celebrizou-se por sua capacidade de extrair ritmos complexos de instrumentos percussivos inusitados, notadamente a sua caixa de fósforos, que se tornou uma de suas assinaturas musicais.[2]

Elton faleceu a 4 de setembro de 2019, aos 89 anos, na Casa de Saúde Pinheiro Machado, no bairro de Laranjeiras, Zona Sul do Rio de Janeiro. O compositor não resistiu a complicações decorrentes de uma pneumonia.[3][4]

Composições de destaque

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Entre as suas obras mais gravadas e consolidadas no cancioneiro popular, destacam-se:

Discografia parcial

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  • 1965 — Na Onda do Samba (com o conjunto A Voz do Morro) – Musidisc
  • 1966 — Samba Na Madrugada (com Paulinho da Viola) – RGE
  • 1968 — Cartola, Elton Medeiros e Nelson Cavaquinho (com Cartola e Nelson Cavaquinho) – CBS
  • 1973 — Elton Medeiros – Odeon
  • 1980 — Elton Medeiros – Eldorado
  • 1996 — Mais Samba – Leblon Records
  • 2001 — Aurora de Paz (com Nelson Sargento e Galo Preto) – Rob Digital

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 «Elton Medeiros - Biografia». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 3 de março de 2026
  2. ↑ «Discreto e sensível, Elton Medeiros fez canções obrigatórias nas rodas de samba». UOL Entretenimento. 4 de setembro de 2019. Consultado em 29 de outubro de 2025
  3. ↑ «Morre o compositor Elton Medeiros aos 89 anos». Veja. 4 de setembro de 2019. Consultado em 4 de setembro de 2019
  4. ↑ «Sambista Elton Medeiros morre aos 89 anos no Rio». Agência Brasil. 4 de setembro de 2019. Consultado em 29 de outubro de 2025
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