Wilson Moreira

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Wilson Moreira
Informação geral
Nome completo Wilson Moreira Serra
Também conhecido(a) como Alicate
Nascimento 12 de dezembro de 1936
Origem Rio de Janeiro, RJ
País Brasil
Morte 6 de setembro de 2018 (81 anos)
Gênero(s) Samba

Wilson Moreira Serra, ou simplesmente Wilson Moreira (Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 1936 — Rio de Janeiro, 6 de setembro de 2018) foi um cantor e compositor brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido no bairro de Realengo, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, Wilson Moreira teve várias profissões dentre elas as de guia de deficientes visuais, guarda penitenciário e engraxate. Desde criança, se interessou pelo samba, tendo na família avós e tios que foram jongueiros e tocadores de caxambu.[1]

Em 1955 Wilson foi um dos fundadores da ala dos compositores da escola de samba carioca Mocidade Independente de Padre Miguel, participando também da bateria da escola. Seu primeiro samba-enredo, "Bahia", parceria com Ivan Pereira, foi um sucesso. Outro famoso samba-enredo seu, "As Minas Gerais", foi muito elogiado por Ary Barroso.[2]

Em 1968 passou a colaborar em outra escola de samba, a Portela, onde faria história na ala dos compositores desta escola de samba. Na Portela encontraria grandes parceiros e amigos como Paulinho da Viola, Candeia, Natal da Portela e muitos outros.[1][2]

O sambista teve as suas composições cantadas por grandes nomes da música brasileira. Leny Andrade, em 1956, gravou pela primeira vez a música de Wilson Moreira. Compôs temas gravados por artistas como Beth Carvalho ("Te Segura", "Goiabada Cascão", "Morrendo de Saudade" e "Peso na Balança"), Alcione ("Gostoso Veneno"), Clara Nunes ("Mulata do Balaio", "Deixa Clarear") e Elizeth Cardoso ("Cidade Assassina"). Jorge Aragão, Martinho da Vila também gravaram algumas de suas obras.[2]

"Judia de Mim", composta ao lado de Zeca Pagodinho e "Quintal do Céu", são suas composições mais recentes de sucesso.[1] Todavia, o parceiro musical costumeiro de Wilson era o compositor Nei Lopes, parceria esta considerada uma das mais bem sucedidas da história do samba, rendendo dois discos antológicos; o primeiro "A Arte Negra de Wilson Moreira e Nei Lopes", lançado em 1980, contém clássicos como "Goiabada Cascão" e "Gostoso Veneno", já o segundo, "O Partido (Muito) Alto de Wilson Moreira e Nei Lopes", de 1985, traz "Fidelidade Partidária” e “Eu Já Pedi”.[2]

Wilson Moreira faleceu vítima de câncer no rim em 7 de setembro de 2018.[3]

Discografia[editar | editar código-fonte]

solo
  • 1986 - “Peso na Balança”
  • 1989 - “Okolofé”
  • 2002 - “Entidades 1”
  • 2011 - “Wilson Moreira e Baticun” (gravado em 1991)[3]
  • 2018 - “Tá com Medo, Tabaréu?” (póstumo)[3]
em parceria com Nei Lopes
  • 1980 - “A Arte Negra de Wilson Moreira e Nei Lopes”
  • 1985 - “O Partido (Muito) Alto de Wilson Moreira e Nei Lopes”

Referências

  1. a b c Jornal O Dia. «Cantor e compositor Wilson Moreira morre aos 81 anos». Consultado em 7 de setembro de 2018 
  2. a b c d Jornal O Globo. «Morre aos 81 anos Wilson Moreira». Consultado em 7 de setembro de 2018 
  3. a b c Luiz Fernando Vianna (7 de setembro de 2018). «Aos 81 anos, morre o sambista Wilson Moreira, craque do partido-alto». Folha de S.Paulo. Consultado em 16 de junho de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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