Unidos do Peruche

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Unidos do Peruche
Fundação 4 de janeiro de 1956 (62 anos)
Escola-madrinha Lavapés[1]
Cores

Verde

Amarelo

Azul

Branco

Símbolo Cruzeiro do Sul[2] e Peruchinho
Bairro Bairro do Limão[3]
Presidente Sidney de Moraes "Ney"
Presidente de honra Seo Carlão
Desfile de 2019
Enredo Nascem do ventre africano os valores do mundo. África, um passado presente no futuro da humanidade
Posição de desfile 7ª - 03:00
3 de Março
http://uperuche.com.br/

O Grêmio Recreativo Cultural Social Escola de Samba Unidos do Peruche é uma das mais tradicionais escola de samba da cidade de São Paulo e do Brasil. Fora criada na década de 1950 a partir de um grupo de amigos que participavam da escola de samba Lavapés. A escola é conhecido como "a filial do samba"[4] e possui em seu pavilhão as mesmas cores da bandeira do Brasil.[2]

Apesar de ter origem no Parque Peruche, a escola atualmente está sediada fora do bairro, na Avenida Ordem e Progresso, nº 1061, Limão.[2]

É uma das principais escolas de samba de São Paulo, tri-campeã do grupo especial na década de 60. Após um bom inicio na década de 70 no meio desse período declinou. A partir de 1985 o falecido Walter Guariglio fez vários intercâmbios com os carnavalescos cariocas, o que impulsionou a Peruche a um grande salto de qualidade em alegorias e fantasias, fato este que culminou com o enriquecimento estético da escola, do carnaval paulistano e na forma de evolução das alas que se vê hoje em dia. Mesmo assim não sagrou-se campeã.

O Peruche também é reverenciado pelo belíssimo time de compositores e intérpretes, nomes como Jamelão e Eliana de Lima já fizeram parte desta história. Mas o fato talvez mais marcante deste elenco se deu no ano de 1991, na inauguração do Sambódromo do Anhembi, quando Eliana de Lima, grávida, teve que deixar o desfile nas mãos de Bernadete, para dar à luz o seu 1º filho.

História[editar | editar código-fonte]

A Sociedade Recreativa Cultural e Beneficente Unidos do Peruche foi fundada na década de 1950 por moradores do Parque Peruche e Vila Espanhola, que desfilavam em diversas agremiações da época, tais como Lavapés, Rosas Negras, Garotos do Itaim, e nos cordões Campos Elíseos e Paulistano da Glória.[5] Entre seus fundadores estavam João Cândido da Silva, conhecido como Cachimbo e Carlos Alberto Caetano, conhecido como "Seu Carlão", Luiza (Dona Leni, Seu Zebu, Sr. Alcides, Sr.Décio, Gilberto Bonga, entre outros, que decidiram fundar um bloco de foliões no Parque Peruche, surgindo assim a Sociedade Esportiva Recreativa Beneficente Unidos do Parque Peruche. A escola de samba já que possuía, logo de início, uma quadra de ensaios, no terreno conhecido como "Terreiro do Caqui".[2]

Importante salientar a importancia do bloco Ritmos de Ouro conceituado na região da zona norte na ocasião.

Os times de futebol da região ajudaram a escola emprestando instrumentos. Mesmo assim, eram insuficientes para o tamanho da escola, que crescia cada vez mais. Até essa época, o Clube dos Lojistas da Lapa colaborava com a escola.[2] A partir de 1967, quando a Prefeitura de São Paulo oficializou os desfiles, a escola perdeu o apoio e começou a encontrar dificuldades. Nesse mesmo período, a Peruche vendeu sua quadra e começou a ensaiar na Rua Zilda.[2] Algum tempo depois, a entidade adquiriu um imóvel na Rua C, que ainda assim era pequeno para a realização dos ensaios. Uma terceira quadra foi adquirida, um terreno no Morro do Chapéu.[2] Por fim, com a venda deste imóvel, a escola adquiriu o espaço onde se encontra a atual quadra da escola, desta vez, fora de seu bairro de origem.[2]

A Peruche tornou-se vice-campeã de 1968 a 1971. Em 1970 embalada pelo enredo "Rei Café" a escola arrastou multidões no anhangabaú e teve um inexplicável vice-campeonato como resultado, questionado até hoje inclusive pelo fundador da escola Carlão do Peruche.

Em meados dos anos 70 a escola amargou perda de quadra, mudanças no comando que ocasionou maus resultados até que foi rebaixada em 1979 para o segundo grupo. Voltou em 1982 e a partir de 1984 pra 1985 a Peruche traz o Mestre Lagrila e Eliana de Lima apostando no jovem Raul de Diniz e no enredo "Agua Cristalina" autoria de Thereza Santos. Com um espaço na Av. Ordem e Progresso 1061 no Limão a nova quadra de ensaios sob a administração de Walter Guariglio torna-se o ponto forte da escola.

Mas um dos desfiles considerados mais marcantes foi o de 1988, quando a escola, numa apresentação luxuosa com carros alegóricos gigantescos, contou com dois grandes intérpretes puxando seu samba: Jamelão e Eliana de Lima.[6] Devido à forte chuva que atrapalhou o desfile naquele ano, a escola conseguiu, no entanto, apenas um quinto lugar.

Em 1989, o conhecido carnavalesco carioca Joãozinho Trinta desenvolveu o enredo. Em 1990 Joãozinho deixou um auxiliar em seu lugar, sendo Eliana de Lima a nova intérprete. Naquele ano, a Peruche desfilou com 2500 componentes, durante uma noite chuvosa, onde justamente seu desfile não foi atingido pela chuva. Devido a alguns problemas na evolução a escola terminou na apuração a um ponto da campeã.[2]

Em 1991, a escola inova trazendo duas mulheres ao microfone: Bernardete e Eliana de Lima. Já o andamento do barracão não é o mesmo: às pressas a escola trocou de carnavalesco, com a chegada de Laíla. Eliana entra em trabalho de parto, tendo que sair às pressas e deixando Bernardete para cantar sozinha. Em 1992, a agremiação novamente a escola sucumbe diante de uma gama de problemas de harmonia e evolução. Já no ano de 1993, a Peruche levanta a arquibancada, porém problemas de alegorias fizeram com que a agremiação se atrasasse, perdesse pontos, obtendo um 8º lugar muito pouco festejado.

No ano seguinte novamente Jamelão retorna ao posto de intérprete, novamente a Peruche desfila aspirando conquistar o título, mas novamente uma chuva forte e constante fez com que os carros fossem quebrando ao longo da avenida. Dois carros que não conseguiram passar acabaram ficando no recuo, ocasionando a perda de 14 pontos. Naquele ano, a Peruche terminou com, já descontadas as perdas, 272,50 pontos, enquanto a campeã Rosas de Ouro obteve no total fez 289,00 pontos.

Indignada com a perda dos pontos em 94, para 1995 a direção da escola preparou o enredo de protesto "Não Deixe o Samba Sambar", uma crítica irreverente às inovações do carnaval que desrespeitariam as tradições do samba. Na apuração, acabou disputando apenas o sétimo lugar com a vizinha Mocidade Alegre.

Durante algum tempo, por problemas internos da escola, parte da comunidade foi gradualmente se afastando, o que gerou inclusive uma dissidência, a Império de Casa Verde, que nascendo com o apoio do bicheiro Chico Ronda, viria a ser mais tarde uma das maiores escolas de samba de São Paulo, numa ascensão meteórica.

No final dos anos 90 a Peruche foi rebaixada, voltando em 2001 para o Grupo Especial ao ser vice do Grupo de Acesso. Em 2003, um acontecimento comovente: a poucos dias do Carnaval, o barracão do Peruche pega fogo e alguns carros são atingidos. Muitas escolas se solidarizam e doam material, fazendo com que a escola consiga desfilar, um problema similiar aconteceu em 2011, quando a Cidade do Samba, no Rio de Janeiro, pegou fogo e três barracões foram atingidos, os das escolas Grande Rio, União da Ilha e Portela. Ainda assim isso não evita que ela termine em último lugar, sendo a princípio rebaixada, o que faz sua então presidente passar mal após ter uma crise de choro no fim da apuração, enquanto dava entrevistas. Ela alegava que depois de toda a dificuldade para sua escola entrar na avenida, não seria justo deixar de rebaixar o Império de Casa Verde (que deveria cair, mas numa decisão de última hora, o presidente da Liga resolveu que não cairia [7] [8]),e rebaixar a sua escola. Após uma série de discussões, Peruche e Barroca Zona Sul se mantiveram no Grupo Especial, porém ao contrário do Império, não conseguiram se firmar, e no ano seguinte a Peruche foi a penúltima colocada, caindo novamente (a Barroca conseguiu se manter por mais um ano).

Após desfilar no Grupo de acesso em 2005, a Unidos do Peruche conseguiu ser vice-campeã novamente, voltando ao Grupo Especial para 2006.

Neste ano, a Peruche, primeira a desfilar, fez um enredo em homenagem a Santos Dumont, desenvolvido por um dos carnavalescos campeões pelo Império no ano anterior. Se propondo a resgatar algumas das antigas tradições da escola, este foi de porta em porta chamar de volta alguns antigos componentes que estavam magoados com a escola. O desfile vem acima do esperado e a Peruche consegue se manter no Especial naquele ano, porém em 2007, ao homenagear a Turma da Mônica, novamente a escola termina em penúltimo, voltando ao Grupo de Acesso para 2008. No ano de 2009, juntamente com a Leandro de Itaquera, retorna ao Grupo Especial do Carnaval de São Paulo.

Em 2009 a Escola falou sobre jóias, com o enredo Do ventre da Terra a indomável cobiça do homem, porém acabou voltando para o Grupo de acesso, tendo terminado na última posição.

Em 2010, de volta ao grupo de acesso com outras duas tradicionalíssimas escolas de samba, a Nenê de Vila Matilde e o Camisa Verde e Branco, favoritas ao acesso, enredo sobre como as religiões chegaram e se desenvolveram na cidade de São Paulo intitulado "São Paulo, Olhai por Nós", conquistou o vice-campeonato com 268,00 os mesmos pontos que a Dragões da Real, desempatadas no quesito Alegoria.

Em 2011 falou sobre os 100 anos do Theatro Municipal de São Paulo com o enredo: "Bravo! Bravíssimo! Peruche Apresenta 100 Anos do Theatro Municipal de São Paulo - O Retrato da Arte Brasileira". Teve Toninho Penteado como cantor principal, sendo que Bernardete, Tiago Melodia, Manoel e Toninho Penteado gravaram no CD, com Tinga sendo auxiliar, além de ter a modelo Caroline Bittencourt como sua rainha de bateria.[9] A escola sofreu duros golpes com gravíssimos erros de evolução, os chamados "Buracos" - Espaços deixados entre alas ou carros, e assim, punidos em regulamento - surgiram durante o desfile graças aos problemas com as alegorias na concentração. A escola ultrapassou o limite máximo do tempo em três minutos e o presidente optou por deixar dois carros de fora do desfile, pois poderia atrasar ainda mais o desfile.[10] Ao fim da apuração, a "filial do samba" foi rebaixada ao grupo de acesso.

No ano seguinte Anderson Paz, intérprete consagrado, com passagens em escolas, como São Clemente e Estácio. assume o posto de intérprete,[11] além disso continua com Amarildo de Mello, como carnavalesco.

Já em 2014, a tradicionalíssima escola surpreendeu o mundo do samba após ocupar o penúltimo lugar do grupo de acesso. Com o enredo "A beleza é imperfeita e a loucura é genial" e seu desfile, do carnavalesco Eduardo Caetano, a mesma obteve notas baixíssimas, sendo seu ápice negativo no quesito Evolução. A situação se alarmou levando-se em conta as notas válidas, já que se tais fossem somadas sem penalidades desferidas a nenhuma escola, a "Filial do Samba" seria rebaixada naquele ano ao grupo 1-UESP.

Em 2015, passando por um processo interno de reestruturação, a escola apresentou no Anhembi o enredo "Karabá e a lenda do menino do coração de ouro", do carnavalesco estreante na agremiação, Murilo Lobo. A comunidade mostrou garra durante todo o desfile, e a simplicidade plástica, forçada por problemas financeiros, foi compensada com um ótimo acabamento e concepção de suas alegorias e fantasias, assim como um desenvolvimento irretocável do enredo. O samba, destaque no pré-carnaval, funcionou muito bem, propiciando uma harmonia primorosa. A bateria Rolo Compressor, assim conhecida, levantou os presentes nas arquibancadas, fechando a apresentação e credenciando a escola do parque Peruche ao título. Posteriormente, o desfile fora aclamado pelo público e mídia, conquistando na apuração das notas dias depois, o título de campeã do carnaval do acesso paulistano.[12] Na apuração, a agremiação ascendeu ao grupo de elite do carnaval paulistano juntamente com a sua co-irmã Pérola Negra.

Em 2016 comemorou 60 anos de fundação,[13] e apresentou na avenida um desfile em homenagem aos 100 anos da gravação do primeiro samba, Pelo Telefone.[14] Aberto por uma comissão de frente representando os instrumentos musicais do samba sendo guiados pelo mascote da escola, o "Peruchinho", o desfile apresentou problemas em alguns setores, porém, arrancou aplausos e gritos durante a passagem.[carece de fontes?] Esse desfile também ficou marcado por uma controvérsia, quando uma musa, que ao atravessar o centro da passarela, arrancou a sua fantasia e ficou semi-nua, com o objetivo para fazer um protesto contra a presidente do Brasil, Dilma Roussef.[15]

Em 2017, com o enredo "A Peruche no maior axé exalta Salvador, cidade da Bahia, caldeirão de raças, cultura, fé e alegria" dos Carnavalescos Murilo Lobo e Sérgio Caputo Gal, a escola relembrou a sua época de apogeu com uma apresentação, segundo os presentes e mídia especializada, surpreendente e empolgante.[16] Sendo a segunda escola a desfilar, o samba aclamado pelo público foi um dos grandes propulsores para o sucesso do desfile da tradicional escola, que ferveu o público nas arquibancadas. O grande destaque plástico foi a impactante entrada, um cortejo de cavalos marinhos em meio a primeira ala abriu cortejo para o carro abre-alas gigantesco, que já nos primeiros minutos, causou furor a soltar milhares de pombas da paz biodegradáveis pelo céu de São Paulo. A bateria Rolo Compressor executou diversas bossas e breques fazendo o público explodir no início do refrão principal. A escola terminou sua apresentação usando todo o tempo disponível, sem causar grandes prejuízos ao quesito Evolução. A escola terminou na 11° posição após notas baixas no quesito alegoria, reconhecida como o ponto "Aquém" no desfile competente encarado como um novo passo na recuperação da escola. Ainda em 2017, os carnavalescos Murilo Lobo, na agremiação desde 2015, e Sério Caputo Gal, recém chegado, anunciaram a sua despedida do comando artístico da escola.[17]

Para 2018 a escola desenvolveu um enredo em homenagem ao cantor, compositor e sambista Martinho da Vila, sob comando artístico do carnavalesco carioca Mauro Quintaes. Com o título "Peruche Celebra Martinho: 80 anos do Dikamba da Vila" o tema era em homenagem aos 80 anos do cantor, cheio de referências musicais. Um fato inusitado e não comum na tradicional escola, o samba-enredo escolhido é fruto da junção de duas obras, sendo um empate na grande final, um dos fatores que culminaram em tal decisão. Na apuração perdeu notas principalmente em Enredo e Fantasias e acabou sendo rebaixada ao Acesso.

Após voltar ao Acesso em 2019 trouxe o carnavalesco Amaury Santos pra desenvolver o enredo "Nascem do ventre africano os valores do mundo. África, um passado presente no futuro da humanidade", o tema vai mostrar a fertilidade do solo, as inovações e a ancestralidade Africana além de projetar um futuro melhor.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

A Unidos do Peruche teve 3 símbolos: O primeiro eram duas mãozinhas, o segundo é a cosntelação do Cruzeiro do Sul (em referência aos títulos de 1981, 2008 e ao tricampeonato de 1965/66/67) e o terceiro é um ritmista de bateria caracterizado com a roupagem de antigamente, elegantemente vestido como um nobre da corte real, tocando um tamborim (conhecido como Peruchinho). Atualmente, os dois últimos símbolos foram mesclados para a formação do recente brasão da escola, ou seja, o Peruchinho (que se tornou o mascote oficial da escola) com o Cruzeiro do Sul ao fundo.

Chico Macena entrega Medalha de Anchieta e Diploma de Gratidão ao Seu Carlão da Unidos do Peruche

Segmentos[editar | editar código-fonte]

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato Ref.
Carlos Alberto Caetano "Seu Carlão" 1956 - 1985
Walter Guaríglio 1985 - 1995
Luiz Carlos Silveira 1995 - 1996
Wágner Aparecido Caetano 1996 - 1998
Carlos Alberto de Lima 1998 - 2000
Rosiane Paraguaçú 2000 - 2001
Elizabete Maria Míssio 2001 - 2004
Walter Guaríglio 2004 - 2005
Antônio Chaves 2005 - 2009
Rodolpho Pricoli Filho 2009 - 2012 [18]
Luiz Carlos Telles 2012 - 2013
Otacílio Ribeiro Filho 2013 - 2014
Álvaro Vieira Lima Filho maio de 2013 - agosto de 2014
Luiz Carlos Telles 2015 - 2016
Sidney de Moraes 2016 - atualidade [19]

Presidente de honra[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato Ref.
Seo Carlão ? - atualidade [20]

Intérpretes[editar | editar código-fonte]

Carnavais Intérprete oficial Referências
1969 Tunicão
1977-1978 Favela
1979 Alcídes
1980-1984 Favela
1985-1987 Eliana de Lima
1988 Jamelão e Eliana de Lima
1989 Jamelão
1990 Eliana de Lima
1991-1993 Bernadete
1994 Jamelão
1995 Vaguinho
1996-1997 Nego Ivair e Marquinhos Trindade
1998 Jamelão
1999 Léllo Garoto
2000 Freddy Vianna e Nilson Valentim
2001 Carlão Maneiro
2002-2003 Eliana de Lima
2004 Leandro Alegria
2005 Leandro Alegria e Leandro Di Menor
2006 Leandro Alegria e Toninho Penteado
2007 Leandro Alegria
2008 Anderson de Deus
2009 Leandro Alegria
2010 Toninho Penteado, Bernadete e Rubinho
2011 Toninho Penteado, Bernadete e Tinga
2012 Anderson da Paz
2013-2015 Toninho Penteado
2016 Toninho Penteado e Quinho
2017-presente Toninho Penteado

Diretores[editar | editar código-fonte]

Na bateria suas inovações vieram nos anos 50 como primeira escola a implantar o repenique em São Paulo (tocado por Irajá que foi batizado pelo Mestre André da Padre Miguel) na época do Mestre Gilberto Bonga que em 1970 ja contava com 300 ritmistas na bateria tendo que dividi-la em pleno desfile. Após a saída de Gilberto Bonga passaram Nene Pauzinho, Amstrong, Lagrila, Luizinho, Divino, Magui, Paulão da União da Ilha, Xandão, Marquinhos, Cal, Valdeci da Ilha e agora Marquinhos Gomes retomou o trabalho. A perda da identidade de ritmo foi prejudicial a escola de exemplo de 1995 a 1999 a bateria (chamada carinhosamente de Rolo Compressor) executava a batida de taróis e caixas com apenas uma baqueta uma inovação muito criticada pelos sambistas até hoje.

Período Diretor de Carnaval Diretor geral de harmonia Mestre de bateria Ref.
2009 José Edmilson Silvestre da Silva "Ninho" Marco Antonio do Espirito Santo, Rodrigo Teixeira, Leonardo da Silva e Luiz Carlos Gomes Marquinhos [18]
2014-2016 Ednaldo Santos Antonio Soares "Toninho" Marquinhos [19]
2017-2018 Ednaldo Santos Antonio Soares "Toninho" Cal
2019- Cal

Coreógrafo(a)[editar | editar código-fonte]

Período Nome Ref.
2014 Lívio Castro [19]
2015-2016 Paula Gasparini
2017 Régis
2018- Paula Gasparini

Casal de Mestre-sala e Porta-bandeira[editar | editar código-fonte]

Período Nome Ref.
1956 Manezinho e Janete
1972-1973 Wagner Caetano e Sueli
1974-1976 Wagner Caetano e Idalina
1987-1989 Inho e Renata
1990 Serginho e Lídia
1991 Jairo e Lídia
1992-1998 Moreno e Lídia
1999 Emerson Ramires e Lídia
2000-2002 Serginho e Lídia
2003 Paulo Guedes e Lídia
2004 André e Gisa
2005 Leandro e Fernanda
2006 Jocimar Martins e Fernanda
2007-2008 Rubens de Castro e Edilaine
2009 Alexsandro e Edilaine
2010 Everson e Edilaine
2011 Emerson Nunes e Cinthya
2012 Emerson Nunes e Jéssica
2013-2014 Ruhanan e Ana Paula
2015 Róbinson Silva e Thais Paraguassú [21]
2016-2017 Fabiano Dourado e Thais Paraguassú
2018 Jefferson Gomes e Thais Paraguassú
2019 Jefferson Antônio e Thais Paraguassú

Corte de Bateria[editar | editar código-fonte]

Período Rainha Madrinha Musa Ref.
2004-2005 Valquíria Ribeiro
2006 Luana Safire Valquíria Ribeiro
2007 Aline Barbosa Rhenata Schmidt [22]
2008-2009 Mara Kelly
2010 Pamella Guedes Dani França
2011 Caroline Bittencourt Dani França [23]
2012 Cláudia Colucci Dani França [24]
2013 Lola Melnick Dani França [25]
2014 Stephanye Cristinne Ana Paula Minerato [4]
2015-2016 Stephanye Cristinne Nuelle Alves Débora Alberto [26][27][28]
2017 Stephanye Cristinne Pri Santtana Júlia Menezes [29]
2018- Stephanye Cristinne Francieli Terres [30]

Carnavais[editar | editar código-fonte]

Unidos do Peruche
Ano Colocação Grupo Enredo Carnavalesco Ref
1956 5º lugar Grupo 1 Homenagem Carlos Alberto Caetano
1957 Campeã Grupo 1 Menção Honrosa Carlos Alberto Caetano
1958 Vice-campeã 'Grupo 1 Samba Carlos Alberto Caetano
1959 4º lugar Grupo 1 Duque de Caxias Carlos Alberto Caetano
1960 3º lugar Grupo 1 Barão de Mauá Geraldo Filme
1961 Vice-campeã Grupo 1 Navio Negreiro Geraldo Filme
1962 Campeã Especial Castro Alves Geraldo Filme
1963 Vice-campeã Especial Guerra do Paraguai Geraldo Filme
1964 3º lugar Especial Brasília Cobrinha
1965 Campeã Especial IV Centenário do Rio de Janeiro B. Lobo
1966 Campeã Especial Homenagem a Carlos Gomes Geraldo Filme
1967 Campeã Especial Exaltação a São Paulo Geraldo Filme e B. Lobo
1968 Vice-campeã Especial 50 Anos de Samba - Meio Século de Glórias J. Muniz Júnior
1969 Vice-campeã Especial História da Casa Verde Geraldo Filme
1970 Vice-campeã Especial O Rei Café Geraldo Filme
1971 Vice-campeã Especial Festa de Pirapora Geraldo Filme
1972 6º lugar Especial Chamada aos Heróis da Independência Geraldo Filme
1973 6º lugar Especial Brasilidade B. Lobo
1974 6º lugar Especial Quatro Festas do Folclore Brasileiro Júlio César e Alfredo Boulos
1975 7º lugar Especial Felipe Mina, o Senhor dos Diamantes B. Lobo
1976 8º lugar Especial Afoxé da Bahia Willian Penteado e Euclides Machado
1977 10º lugar Especial Eternos Vigilantes - Homenagem ao Corpo de Bombeiros Pinheirão
1978 9º lugar Especial Di Cavalcanti "Dos Carnavais e das Mulatas" B. Lobo
1979 9º lugar Especial Abertura dos Portos Pinheirão e Júlio César
1980 9º lugar Especial Fábulas Fabulosas Mori Baldaceda
1981 Campeã Acesso Moço de Prata, Vitória-régia no Carnaval Mori Baldaceda
1982 7º lugar Especial Mori Baldaceda Mory Balmaceda
1983 8º lugar Especial O Criador de Ilusões Edson Machado
1984 7º lugar Especial No Reino da Carochinha Raquel Trindade e Talismã
1985 5º lugar Especial Água Cristalina Raul Diniz
1986 5º lugar Especial Benjamin de Oliveira, o "Palhaço Negro" Raul Diniz
1987 4º lugar Especial O Rei do Dia Numa Noite de Carnaval - o Sol, a Luz da Vida Raul Diniz
1988 5º lugar Especial Filhos da Mãe Preta Raul Diniz
1989 Vice-campeã Especial Os Sete Tronos dos Divinos Orixás Joãozinho Trinta
1990 Vice-campeã Especial De Roma Pagã ao Esplendor da Paulicéia Joãozinho Trinta
1991 4º lugar Especial Quem não Arrisca não Petisca Raul Diniz
1992 4º lugar Especial O Brasil Mostra Suas Cores Raul Diniz
1993 8° lugar Especial Mercado, Mercador, Mercadoria Albeci Pereira
1994 7º lugar Especial O Reino de Oyó Visto Pelos Olhos de Xangô Albeci Pereira e Carlo Negri
1995 8° lugar Especial Não Deixe o Samba Sambar Albeci Pereira
1996 5° lugar Especial A Cor do Pecado - o Chocolate Albeci Pereira
1997 8º lugar Especial Todo Brasileiro é um Rei com a Coroa Sideral Sidinho Ramos
1998 7º lugar Especial Mamma África Raul Diniz
1999 9° lugar Especial Bill Gates - o Cérebro do Futuro Sidinho Ramos e Frank Gal
2000 11º lugar Especial Cara e Coroa, as Duas Faces de um Império Fábio Borges
2001 Vice-campeã Acesso Raça Pura, Mistura Brasil Fábio Borges
2002 12º lugar Especial Guarujá, A Pérola do Atlântico Jerônimo Guimarães
2003 13° lugar Especial Sou Caipira e Caiçara, da Terra Encantada e do Rio Sagrado, Sou Cone Leste Paulista, Com a Bênção da Senhora Aparecida Jerônimo Guimarães e Jonathas Marinho
2004 15º lugar Especial São Paulo é Como Coração de Mãe... Sempre Cabe Mais Um Mauro de Oliveira
2005 Vice-campeã Acesso Na Terra, no Mar, no Infinito, Somos Todos Irmãos Comissão de Carnaval
2006 10º lugar Especial Santos Dumont - Brasil e França Navegando Pelos Ares
Compositores:Betinho Oliveira.
Paulo Führo
2007 13º lugar Especial Com Mauricio de Sousa, a Unidos do Peruche, Abre-Alas, Abre-Livros, Abre-Mentes e Faz Sonhar
Compositores:Maurício de Jesus, Maurinho de Jesus, Kaxitu, Geraldinho.
Augusto de Oliveira [22]
2008 Campeã Acesso Quilombos, Quilombolas, Kizomba, Meu Quilombo é Peruche!
Compositores: Paulo César, Wladimir Nascimento, Fredy Vianna, Rodrigo Atração, Teco, Tubarão e Tuco Maia
Comissão de Carnaval
2009 14º lugar Especial Do ventre da Terra à indomável cobiça do homem
Compositores: Rodrigo Atração, Tuca Maia, Mineiro, Gordinho e Digão.
Raul Diniz
2010 Vice-campeã Acesso São Paulo, olhai por nós! Amarildo de Mello
2011 14º lugar Especial Abram as cortinas, o espetáculo vai começar! 100 anos do Teatro Municipal de São Paulo, Peruche vai apresentar. Bravo! Bravíssimo!
Compositores:Toninho Penteado, Nascimento, Alex Lima, De Paula, Mineiro e Claudinho
Amarildo de Mello
2012 6º lugar Acesso Vamos fugir do juízo final... ainda há tempo! Vamos ter juízo, afinal
Compositores: Fernando Bom Cabelo, Fadico, Cesinha, Madu, Vadinho.
Amarildo de Mello
2013 6º lugar Acesso O povo da floresta está em festa. A tribo da Peruche vai passar
Compositores: Toninho Penteado, Claudinho, Denis Patolino, Luiz Bento, Zico Oliveira, Emerson Brasa e Denis Santiago Intérprete: Toninho Penteado.
Amarildo de Mello
2014 7º lugar Acesso A beleza é imperfeita e a loucura é genial
Compositores: Toninho Penteado, André, Mineiro, Denis Patolino, Lucas Santiago e Luiz Bento.
Eduardo Caetano
2015 Campeã Acesso Karabá e a lenda do menino de coração de ouro
Compositores: Shumacker, Bola, Schmidt, Fabiano Pires e Dhall.
Murilo Lobo
2016 12º lugar Especial Ponha um pouco de amor numa cadência e vai ver que ninguém no mundo vence a beleza que tem o samba... 100 anos de samba, minha vida, minha raiz
Compositores: Jairo Roizen, Ronny Potolski, Madureira, Marcelo Madureira, Alex Barbosa, Sukatinha, Bagé, Tubino, Igor Vianna, Thiago Sousa, Gilson, Kaballa, Victor e Meiners.
Murilo Lobo
2017 11º lugar Especial A Peruche no maior axé exalta Salvador, cidade da Bahia, caldeirão de raças, cultura, fé e alegria
Compositores:D'Xangô, Douglas Chocolate, Leo Reis, Juliano, Celsinho Mody, Guga Pacheco, Tio Do, Paulinho Sorriso e Marcio Zanato.
Murilo Lobo e Sérgio Caputo
2018 12° lugar Especial Peruche celebra Martinho: "80 anos do Dikamba da Vila"
Compositores: Toninho Penteado, Émerson Brasa, Nando do Cavaco, André Filosofia, Diley Machado, Alcides Júnior, Sérgio VJS, Marcelo Vila Isa, Leandro Bata´s, Jairo Roizen, Ronny Potolski, Sukata, Morganti, Claudinho, Tavares, Valêncio, Butti, Evandro Malandro, Tubino, Alberjan, Jr Fragga, Leo Rodrigues, Rogério Acioli, Meiners e Victor Alves.
Mauro Quintaes [31]
2019 Acesso Nascem do ventre africano os valores do mundo. África, um passado presente no futuro da humanidade
Compositores: Tio Do, Paulinho Sorriso, Juliano, Marcio Zanato, Thiago de Xangô, Arnaldo Luz e Douglas Chocolate
Amaury Santos [32]
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Títulos[editar | editar código-fonte]

Títulos Unidos do Peruche
Divisão Total Ano
WikiCup Trophy Gold.png Grupo Especial 5 1957, 1962, 1965, 1966, 1967
Trophy (transp. Simón Bolívar Cup).png Grupo de Acesso 3 1981, 2008, 2015

Premiações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria / premiados Ref.
2011 Câmara Municipal de
São Paulo
Medalha de Anchieta e o Diploma de Gratidão
Carlos Alberto Caetano, o "Seu Carlão", recebeu da Câmara Municipal de São Paulo, por indicação do político Chico Macena, a Medalha de Anchieta e o Diploma de Gratidão.
A homenagem, solicitada por toda comunidade da Unidos do Peruche, deve-se ao reconhecimento da cidade de São Paulo, a toda sua obra e anos de contribuição ao samba paulista.
[33]
2016 Troféu Nota 10 Samba-enredo
("Ponha um pouco de amor numa cadência e vai ver que ninguém no mundo vence a beleza que tem o samba... 100 anos de samba, minha vida, minha raiz"
- Compositores: Jairo Roizen, Ronny Potolski, Madureira, Marcelo Madureira, Alex Barbosa, Sukatinha, Bagé, Tubino, Igor Vianna, Thiago Sousa, Gilson, Kaballa, Victor e Meiners.)
[carece de fontes?]
Estrela do Carnaval Enredo [34]
Samba-enredo
2017 Troféu Nota 10 Rainha de Bateria
(Stephanye Cristinne)
[carece de fontes?]

Referências

  1. http://www.carnavalpaulistano.com.br/a_escola.asp?rg_escola=11#.W-SgvvZFzIU
  2. a b c d e f g h i Sasp. «História». Consultado em 27 de abril de 2014 
  3. Veja SP. «Ensaios da Unidos do Peruche». Consultado em 23 de abril de 2018 
  4. a b SRZD-Carnaval (12 de fevereiro de 2014). «Ana Paula Minerato é a nova musa da Peruche». Consultado em 12 de fevereiro de 2014 
  5. Unidos do Peruche. «Fundação». Consultado em 27 de abril de 2014. Cópia arquivada em 27 de outubro de 2007 
  6. LastFM - Eliana de Lima
  7. «Barroca e Peruche são rebaixadas em SP». Terra 
  8. «Bodas de Prata – 2003: bi da Gaviões e confusão na zona de rebaixamento em Carnaval com mortes | Ouro de Tolo». www.pedromigao.com.br. Consultado em 8 de março de 2017 
  9. Blocos de Carnaval.com (15 de julho de 2010). «Carnaval 2011 – Unidos do Peruche – Caroline Bittencourt será Rainha da Bateria». Consultado em 18 de janeiro de 2011 
  10. R7 (5 de março de 2011). «Carnaval 2011 - Com problema em dois carros, Unidos da Peruche estoura tempo de desfile». Consultado em 5 de março de 2011 
  11. SASP (6 de outubro de 2011). «Novo intérprete anunciado para o Carnaval 2012». Consultado em 13 de novembro de 2011 
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  13. «SASP - Sociedade Amantes do Samba Paulista/SP». www.sasp.com.br. Consultado em 8 de janeiro de 2016 
  14. «Peruche divulga sinopse do enredo em homenagem ao centenário do samba». SRZD | Sidney Rezende. Consultado em 17 de outubro de 2015 
  15. «Peruche escapa de cair e reclama de Ju Isen: 'Peladona derrubou a gente'». Carnaval 2016 em São Paulo. Consultado em 9 de fevereiro de 2016 
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  18. a b [1]
  19. a b c Sasp. «Carnaval 2014». Consultado em 27 de abril de 2014  Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "Sasp - Peruche - 2014" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  20. UOL (3 de agosto de 2007). «Seo Carlão do Peruche, um baluarte do samba paulista» 
  21. http://tudodesamba.com.br/noticias/camisa-verde-e-branco-e-unidos-do-peruche-encerram-temporada-de-ensaios-tecnicos-antes-do-recesso-de-fim-de-ano/
  22. a b UOL (18 de fevereiro de 2007). «Sob aplausos, Mauricio de Sousa fecha desfile da Unidos da Peruche» 
  23. O Fuxico (14 de julho de 2010). «Caroline Bittencourt é anunciada rainha de bateria da Unidos do Peruche» 
  24. O Fuxico. «Ex-BBB Cacau é coroada rainha de bateria da Unidos do Peruche». Consultado em 19 de dezembro de 2011 
  25. SRZD-Carnaval (2 de novembro de 2012). «Primeira mão: Lola Melnick é a nova rainha de bateria da Peruche». Consultado em 3 de novembro de 2012 
  26. http://www.sidneyrezende.com/noticia/235089+mara+kelly+esta+de+volta+ao+carnaval+paulistano
  27. O Fuxico (12 de junho de 2015). «Nuelle Alves é nova madrinha de bateria da Unidos do Peruche». Consultado em 14 de junho de 2015 
  28. EGO (12 de junho de 2015). «Juju Salimeni perde posto de rainha, mas nega desavença com 'rival'». Consultado em 14 de junho de 2015 
  29. SRZD (23 de outubro de 2016). «Musa recebe faixa e aposta: 'Quero ser campeã'». 10h01 
  30. Portal Mais Mídia (7 de agosto de 2017). «Francieli Terres é a nova madrinha de bateria da Peruche» 
  31. SASP (23 de abril de 2017). «Conheça o título e logomarca oficiais da Unidos do Peruche para 2018» 
  32. Amantes do Carnaval (24 de junho de 2018). «Peruche lança enredo afro para 2019» 
  33. Decreto Legislativo 15/2011 que concede homenagem ao cidadão Carlos Alberto Caetano
  34. «SASP - Sociedade Amantes do Samba Paulista/SP». www.sasp.com.br. Consultado em 10 de fevereiro de 2016 

Notas