Carnaval de Belém

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Carnaval de Belém
Local(is) Aldeia de Cultura Amazônica Davi Miguel
Data(s) Primeira ou segunda semanas de fevereiro
Gênero(s) Marchinhas de tradição e principalmente Samba, mas também apresenta Maracatu e Axé.

Carnaval de Belém é um evento da cidade de Belém do Pará, no Brasil. Tem como ponto alto os desfiles de escolas de samba,[1] mas também participam blocos afro como os da Bahia. No passado, havia também o concurso de ranchos, tendo um deles, o Rancho Não Posso Me Amofiná, posteriormente se transformado em escola de samba.[2][3][4]

História[editar | editar código-fonte]

O carnaval paraense datam do período compreendido entre 1695 e 1844, diz respeito ao entrudo trazido pelos colonizadores portugueses, o carnaval pós-entrudo de 1844 à 1934 e o carnaval da era do samba que se inicia a partir de 1934.[5]

O carnaval de Belém dos anos 1950-60, foi palco para ícones com funções específicas nos desfiles de cordões, blocos e escolas de samba, são eles: o porta-estandarte e a sambista. A figura do porta-estandarte surgida do maracatu pernambucano foi adaptada ao carnaval paraense no início do século XX. O porta-estandarte era o responsável por exibir o estandarte com a inscrição do enredo da escola. As sambistas tinham referência da rumba, tornaram-se populares principalmente nos anos 1950. A figura da sambista existiu até 1978, sendo substituída pelas atuais madrinhas de bateria e passistas.[5]

Carnaval pós-entrudo[editar | editar código-fonte]

O carnaval pós-entrudo surgiu das novas práticas carnavalescas que chegaram ao Estado, destacando-se:

Baile de máscaras
Ver artigo principal: Baile de máscaras

O primeiro baile de máscara em Belém ocorreu no Teatro Providência, em 1844.

Zé Pereira
Ver artigo principal: Zé Pereira

Era uma passeata que acontecia pelas ruas da cidade, animada por bumbos e com paradas estratégicas em bares e botecos. Em geral, a passeata se unia aos blocos de sujos e mascarados e desfiles de carros alegóricos durante o trajeto.

Corso
Ver artigo principal: Corso

Era uma espécie de carreata onde brincantes sentados no encosto de conversíveis mostravam suas fantasias e jogavam lança perfume, confete e serpentina sobre as pessoas que assistiam nas calçadas do Largo da Pólvora.

Batalha de confetes
Ver artigo principal: Batalha de confetes

Disputa das primeiras escolas de samba de Belém. Eram realizadas em locais como Bosque Rodrigues Alves, Largo da Pólvora, Aldeia do Rádio e avenida Nazaré. Os brincantes somavam-se aos desfiles na disputa pela taça e outra premiações.

Referências

  1. O Liberal. «Carnaval de rua retorna à Cidade Velha - 05/02/2006». Consultado em 1º de fevereiro de 2009. 
  2. Portal ORM. «Bloco afro abre carnaval de Belém e Ananindeua». Consultado em 1º de fevereiro de 2009. 
  3. Prefeitura Municipal de Belém. «Escolas cantam Amazônia no Carnaval de Belém». Consultado em 1º de fevereiro de 2009. 
  4. O Batuque. «Carnaval na Amazônia - Sete escolas desfilam na Aldeia». Consultado em 15 de fevereiro de 2010. 
  5. a b Carnaval paraense: um antigo enredo Portal ORM.