Carnaval de Florianópolis

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Carnaval de Florianópolis
O Rei Momo Hernani Hulk e a Rainha do Carnaval em 2005
Local(is) Florianópolis,  Santa Catarina,  Brasil
Gênero(s) Marchinhas e Samba, mas também apresenta Pop, Maracatu, Axé, Eletrônica e Música Popular.

O Carnaval de Florianópolis é uma festa popular realizada anualmente em Florianópolis. É composto pelo desfile das escolas de samba, blocos de enredo e sociedades carnavalescas na Passarela do Samba Nego Quirido, por bailes e festas nas ruas e em clubes e pelos blocos de rua em diversos bairros da cidade, além de outros eventos tradicionais como o Concurso Pop Gay. Em sua divulgação oficial, é chamado de Carnaval da Magia, em referência ao apelido da cidade.

A festa em Florianópolis tem origem no Entrudo, ainda no século XIX. Com o tempo, foi se tornando popular, com a festa ganhando o centro da cidade. No início do século XX, enquanto a elite frequentava os bailes de gala, a população passa a festejar nas ruas. Em especial, os negros, que em geral viviam afastados da área nobre da cidade, passam a ser os protagonistas da festa no Centro, com os blocos e, a partir dos anos 50, com as primeiras escolas de samba.

Com os anos, as transformações da cidade e do tempo mudam o carnaval: os desfiles passam a ser cada vez mais organizados, a competição se acirra e é construído o palco para a passagem das escolas, a Passarela do Samba Nego Quirido. Os blocos crescem e seguem a festa no Centro e nos bairros - com a cultura compartilhada de outros carnavais, como o de Recife e Olinda, inspiração dos bonecões do Berbigão do Boca e origem do maracatu, o de Salvador, com seus trios e abadás, e do Rio de Janeiro, com os blocos e as escolas de samba - se misturando as tradições originais e também as vindas da colonização, como o Zé Pereira. Os bailes, antes disputados, perdem espaço - apesar de ainda resistirem em festas como o Municipal da Raça - enquanto o Pop Gay se tornou a tradição e um marco da diversidade no período da folia.

O Carnaval de Florianópolis, hoje consolidado, ainda sofre com problemas de financiamento devido a dependência do poder público, que levaram ao cancelamento dos desfiles das escolas de samba em 2013 e do Berbigão do Boca em 2017. Entretanto, calcula-se que, só no ano de 2016, mais de um milhão de pessoas passaram pelos eventos do carnaval florianopolitano, sendo 300 mil turistas, injetando dinheiro na economia.[1]

Pré-carnaval e abertura das festividades[editar | editar código-fonte]

Desde janeiro os blocos e escolas já realizam seus ensaios na cidade. Os ensaios gerais das escolas acontecem na Praça XV de Novembro, onde eram feitos os desfiles até os anos 80, e os ensaios técnicos são feitos na Passarela Nego Quirido.

As festividades do Carnaval de Florianópolis são abertas tradicionalmente pelo Berbigão do Boca, um bloco que desde 1993 acontece na sexta anterior a do fim de semana de carnaval. O desfile do bloco acontece no Centro de Florianópolis. Esse dia é considerado a abertura do Carnaval.[2] A cerimônia de abertura ainda tem a eleição da Rainha do Carnaval e a entrega da Chave da Cidade ao Rei Momo. No domingo anterior a semana do carnaval, acontece ainda a Festa do Zé Pereira Joga n'Água, comandada pela banda da Lapa, na Freguesia do Ribeirão da Ilha. E finalmente, abrindo a semana do carnaval propriamente dita, acontece o Enterro da Tristeza, realizado pelo Bloco SOS, onde simbolicamente a tristeza é enterrada para os dias de festa.[3]

Corte Real[editar | editar código-fonte]

Rei Momo[editar | editar código-fonte]

O Rei Momo é originalmente um personagem mitológico que acabou sendo incorporado pelo Carnaval. Tal como em outras cidades, em Florianópolis passou a ser realizado um concurso para eleger o personagem, a exemplo do Rio de Janeiro, onde o primeiro concurso, em 1934, procurava "alguém alegre, bonacheirão, bem falante e com cara de glutão". Desde 1986, o concurso em Florianópolis passou a ser vencido por Hernani Hulk, que em 2003 se tornou o Rei Momo vitalício da cidade. Hulk percorre todo o circuito do carnaval, sendo respeitado e reconhecido como o Rei Momo mais antigo do Brasil. Tradicionalmente, ele abre o carnaval recebendo a chave da cidade do Prefeito de Florianópolis, evento que costuma acontecer na sexta anterior a semana do carnaval, no mesmo dia do Berbigão do Boca.[4][5]

Rainha do Carnaval[editar | editar código-fonte]

A Rainha do Carnaval percorre as festas de carnaval junto com o Rei Momo. O concurso tem seu resultado revelado no dia da abertura do carnaval, com as candidatas provenientes das escolas de samba. Nestes mesmos concursos as princesas são geralmente as segundas e terceiras colocadas, podendo ser 1ª Princesa e 2ª Princesa, respectivamente.[6][7][8]

Carnaval de rua[editar | editar código-fonte]

O carnaval em Florianópolis iniciou com o entrudo português. Nos séculos XVIII e XIX, a brincadeira de jogar água nos outros com alguma mistura - em geral, laranja ou limão, mas as vezes urina - se tornou a tradição dos limões-de-cheiro, que motivaram as primeiras regras da folia - isso porque os foliões costumava cercar pessoas consideradas importantes da sociedade para dar banhos de limão. Com o tempo, a festa foi crescendo, influenciada pelos carnavais do Rio de Janeiro, mas com forte apelo local especialmente nas músicas. Até a década de 1930 o costume era brincar o carnaval com máscaras e outras fantasias de origem europeia, como colombina, pierrô e arlequim. Em 1936 surgem os primeiros blocos carnavalescos, que originariam os desfiles de escolas de samba e influenciam os blocos de rua atuais, com as primeiras batucadas e as fantasias em grupo.[9]

Atualmente o carnaval popular de rua acontece em vários bairros. No Centro, acontece o desfile de Blocos de Sujos no sábado de carnaval, formado por vários blocos, tradicionalmente no entorno da Praça XV - apesar de já ter acontecido em outros lugares do bairro. Esse é o carnaval de rua que atrai a maior multidão, tendo shows nacionais em palcos montados e em trios elétricos. Diversos outros blocos e festas acontecem no Centro durante todos os dias de carnaval.

Nos bairros, os destaques são a Festa do Zé Pereira Joga n'Água, que acontece no domingo anterior ao Carnaval no Ribeirão da Ilha, o Baiacu de Alguém, tradicional bloco de Santo Antônio de Lisboa, e o Maracatu Arrasta Ilha, cujo desfile acontece em vários bairros.[10][11] Há outras dezenas de blocos registrados em Florianópolis, garantindo a festa em todas a regiões da ilha e no continente.[12]

Ainda há blocos pós-carnaval, como o Quero Parar Mas Não Consigo na quarta-feira de cinzas.[13]

Berbigão do Boca[editar | editar código-fonte]

A festa que abre o Carnaval de Florianópolis é provavelmente o mais famoso bloco de Santa Catarina, sendo noticiado nacionalmente.[14] Sua história remete ao início dos anos 90, quando o desfiles das escolas de samba, agora na Passarela, se afasta dos blocos, dividindo e diminuindo a força da festa. Preocupados com a "apatia", um grupo de foliões reuniu-se na quarta-feira de cinzas de 1992, surgindo assim o Berbigão do Boca, que depois foi decretado a abertura oficial do carnaval da cidade, acontecendo uma semana antes da semana do carnaval. O nome vem de um dos maiores foliões da ilha e um dos criadores do bloco, o Seu Boca, e do fruto do mar, que é servido durante a festa. A característica mais marcante do Berbigão são os bonecos gigantes inspirados no carnaval de Olinda que representam personalidades da cidade e desfilam com o bloco pelas ruas do Centro. Em 2018 foram 39 bonecos.[15][16][17][2]

Zé Pereira Joga n'Água[editar | editar código-fonte]

O Zé Pereira, tradição realizada em vários locais do Brasil, acontece em Florianópolis na Freguesia do Ribeirão da Ilha no domingo antes da semana do carnaval. Lá, a festa tem desfile de carros alegóricos, trios elétricos e foliões fantasiados embalados pelos sambas e marchinhas da Banda da Lapa. Na década de 50 o banho de mar à fantasia se tornou uma marca da festa, que passou também se chamar "Joga n’água" por isso. A organização é feita pela Sociedade Musical e Recreativa Lapa. Nos últimos anos, a festa tem ficado tão grande que os moradores tem se dividido sobre até quando pode ser mantida a tradição, visto que a pequena localidade recebe uma multidão cada vez maior.[18][10][19][20][21]

Bloco SOS[editar | editar código-fonte]

O bloco abre a semana das festividades na quinta-feira com o seu Enterro da Tristeza. Para isso, conta com um "cortejo fúnebre" que inclui um carro alegórico com um caixão com defunto, viúva, coveiro e a própria morte, simbolizando a morte das mágoas, das tristezas e angústias para aproveitar a semana de folia. O bloco existe desde os anos 60, e após passar por vários organizadores, é desde 1995 feito pela Associação dos Funcionários Estaduais da Saúde de Santa Catarina.[3][22][23][24]

Blocos de Sujos[editar | editar código-fonte]

A maior parte da festa de rua acontece no sábado de carnaval, o dia dos blocos de sujos. Os blocos - são vários, como o Sou + Eu, o Bloquete, o Calma Beth, Pauta que Pariu, entre outros - se misturam no entorno da Praça XV de Novembro e nas ruas próximas, formando uma multidão. Há uma tradição de homens se vestirem de mulher, e ocasionalmente as mulheres se vestem de homem também, mas nada é obrigatório nos Sujos, com muitos fantasiados em grupo ou simplesmente aproveitando a festa.[25][26][27]

Sou + Eu[editar | editar código-fonte]

No passado, haviam vários blocos que desfilavam em ordem no entorno da Praça XV de Novembro. Destes, o Sou + Eu, cujo nome vem do apelido de Wilson Pires, então massagista do time do Colegial, time de futsal formado por alunos e ex-alunos do Colégio Catarinense, que emprestava instrumentos da instituição para os músicos do bloco durante o carnaval. O Sou + Eu surge em 1977, sendo um dos mais antigos da cidade.[24][28]

Bloquete e Calma Beth[editar | editar código-fonte]

Dois blocos que sozinhos reúnem mais de quatro mil pessoas, acontecendo junto ao Sujos. Porém, é open bar e acontece a parte do restante da festa, contando com estrutura diferenciada, participantes com abadás e shows nacionais, remetendo aos blocos do carnaval de Salvador.[29][30]

Vento Encanado[editar | editar código-fonte]

O nome vem da Avenida Hercílio Luz, uma região com muitos prédios que faz o vento se direcionar. Ironicamente, o bloco nunca desfilou na avenida, se concentrando perto da Catedral Metropolitana, na sexta de carnaval.[24]

Baiacu de Alguém[editar | editar código-fonte]

O baiacu, peixe comum e desprezado pra alimentação, justamente por esse motivo dá nome ao famoso bloco de Santo Antônio de Lisboa. Após decidir o nome do peixe, se perguntou "baiacu de quem?", lembrando dos nomes de blocos já famosos como o Bacalhau do Batata e o Berbigão do Boca. A resposta foi que o bloco seria de qualquer um, de ninguém, enfim, seria o "Baiacu de Alguém", dando origem ao nome.[24][31]

Bailes[editar | editar código-fonte]

Os bailes de carnaval são festas que também são parte da tradição da folia florianopolitana. Dentre elas, a mais conhecida e tradicional é o Baile Municipal da Raça, que atualmente acontece no P12, em Jurerê. Esse baile é uma espécie de sucessor do Municipal realizado pelo Clube Doze, tendo sido retomado em 2004 por um grupo de pessoas que pretendia retomar os bailes que antes agitavam a cidade, criando uma festa nos moldes antigos.[32][33]

No passado, os bailes de gala nos clubes da cidade, com concursos de fantasia, eram destaque na programação do carnaval. Os bailes mais tradicionais eram o Baile Municipal, organizado pelo Clube Doze de Agosto, que abria o circuito, os bailes temáticos do Pinguim, do Hawaí e dos Artistas no Lagoa Iate Clube, os bailes Vermelho e Preto e o das Estrelas no Paula Ramos e o baile do Lira Tênis Clube. Com a decadência dos clubes, eles acabaram encerrando ou mudando seu caráter, como foi o caso do Municipal da Raça, que apesar de ter um formato similar ao do Doze, tem uma estrutura de festa open bar contemporânea. Atualmente, com a presença de diversas casas na cidade, há muitas opções de festas temáticas relacionadas ao carnaval.[34][35]

Os bailes infantis também acontecem, sendo o do Lagoa Iate Clube o maior destaque.[36]

Pop Gay[editar | editar código-fonte]

O Pop Gay de Florianópolis é um concurso tradicional que acontece na noite da segunda de carnaval, elegendo as rainhas no meio LGBT. No concurso, realizado no Centro, é eleita a mais elegante Beauty Queen e a mais caricata Drag Queen, que ganham um prêmio em dinheiro e o Troféu Roberto Kessler, cujo nome vem do comunicador, falecido em 1999, que foi o criador e apresentou várias edições do concurso. O Pop Gay, antes chamado de Gala Gay, surgiu do Carnaval do Roma, festa que era conhecida por ser um "carnaval gay" que acontecia na Avenida Hercílio Luz. A primeira edição foi organizada em 1993 pelo bloco carnavalesco Liberdade. Suas primeiras edições foram no Largo da Alfândega, depois na na Avenida Hercílio Luz e desde 2008 acontecem na Praça Tancredo Neves.

O concurso é um dos principais eventos do carnaval de Florianópolis - há quem diga que apenas o desfile das escolas de samba é maior em importância do que ele - tendo destaque pelo pioneirismo e pelo público diversificado - não apenas a comunidade LGBT acompanha o Pop Gay, sendo também destaque na mídia local. Mesmo a Parada LGBT da cidade surgiu da organização e dos frequentadores do concurso. Em 2018 o Pop Gay chegou a 25ª edição.[37][38][39][40]

Escolas de Samba[editar | editar código-fonte]

A competição entre agremiações em Florianópolis acontecem na Passarela Nego Querido, Sambódromo cujo nome homenageia um antigo sambista da capital catarinense. Desfilam na passarela, no sábado de carnaval, as seis escolas de samba do grupo especial. Fazem parte dos desfiles escolas de Florianópolis e de outros municípios da região metropolitana. Acontecem também os desfiles dos grupos de acesso em outros dias.

Origem[editar | editar código-fonte]

As primeiras escolas de samba de Florianópolis surgiram no Morro da Caixa, de iniciativa de marinheiros cariocas radicados ali e moradores locais. Em 1948 surge a primeira escola, a Protegidos da Princesa, e em 1955, a Embaixada Copa Lord. Inicialmente, as escolas eram compostas majoritariamente por negros, com os brancos passando a ter maior representatividade nas agremiações apenas nos anos 70.[41]

Da Praça XV a Passarela do Samba[editar | editar código-fonte]

Os desfiles das escolas aconteciam na Praça XV de Novembro. Não eram usados carros alegóricos, que surgiram em Florianópolis apenas nos anos 80. Até os anos 60, os sambas-enredo eram adaptações de sambas cariocas. Os desfiles se misturavam com as Sociedades Carnavalescas e os blocos de sujo no final, em festa. Após o surgimento da Copa Lord foi possível haver a competição entre escolas. Até 1986, surgiram mais sete escolas de samba, entre elas a Unidos da Coloninha, vinda do bairro de mesmo nome, e a Consulado do Samba, vinda do Saco dos Limões. A entrada desta última, com forte influência das agremiações cariocas, é considerada um divisor de águas, visto que era mais organizada que as escolas já existentes, cuja administração era mais amadora e familiar. Para vencer, as escolas passaram a investir mais, a cobrança ficou maior e o investimento também.

Em 1982, os desfiles passam a ser no Aterro da Baía Sul, já que a Praça XV já não comporta tanta gente. A Avenida Paulo Fontes passou a ser a passarela. Surgem nessa mudança as arquibancadas, os carros alegóricos e os enredos mais elaborados e quesitos para avaliação das escolas - que não eram fixos na Praça XV.

Em 1987, os desfiles passam a ser na Passarela do Samba Nego Quirido, que seria inaugurada oficialmente em 1989. A pista passa a ser mais larga e distante do público, e o desfile de Florianópolis passou a ser mais semelhante ao padrão visto no Rio de Janeiro. A transição incomodou muitos foliões e organizadores, que consideraram que o carnaval na cidade se tornou menos interessante. Levou um certo tempo para a festa recuperar a força que tinha.

Em 2005, as quatro escolas restantes das que existiam desde os tempos da Praça XV - Coloninha, Copa Lord, Consulado e Protegidos - criam a Liga das Escolas de Samba de Florianópolis (LIESF) para defender seus interesses e fazer o carnaval. Em 2009 a liga e os desfiles passam a ter uma quinta escola, a União da Ilha da Magia, antes um bloco da Lagoa da Conceição.[41][42][39]

Anos recentes: polêmicas, cancelamento e mudanças[editar | editar código-fonte]

Para 2012, além da existência de uma polêmica relativa à liberação da subvenção municipal para as sociedades carnavalescas[43], houve também divergência entre sambistas quanto à criação de um grupo de acesso, através de um decreto. Visando aumentar o número de agremiações, a prefeitura criou uma segunda divisão do desfile de escolas de samba, porém além de convidar dois blocos da capital, o Amigos do Caramuru e o Dascuia, contactou também prefeituras de três municípios vizinhos, para que cada uma delas indicasse uma representante para o desfile.[44]

Esta postura foi duramente criticada pela LIESF, uma vez que os prefeitos de duas cidades da Grande Florianópolis, ao invés de indicarem agremiações tradicionais, como se esperaria, criaram novas escolas: a Nação Guarani, de Palhoça, criada a partir da união de diversos blocos locais, que continuam ainda assim a existir separadamente; e Império São Miguel, de Biguaçu, criada por um projeto da Prefeitura, sendo esta vista pela LIESF como uma indicação política no Carnaval. Apenas a representante de São José foi um bloco existente há mais de cinco anos, o Futsamba Josefense, transformado em escola de samba. Foi criticado também o fato de não se ter convidado nenhuma representante de Santo Amaro da Imperatriz, onde já havia a tradicional agremiação Império de Santana, bem como a GRES Palhoça Terra Querida ter sido preterida por outra escola menos tradicional. Por fim, em dezembro, a Império São Miguel anunciou que desistiria da participação no Carnaval 2012.[44][45][46][47]

Em 2013, devido a falta de repasse de verbas por parte da poder público, os Desfiles das Escolas de Samba foram cancelados, tendo os enredos desse ano passados pra 2014. No ano seguinte, as Ligas das Escolas de Samba da Grande Florianópolis, a de Blocos Carnavalescos a LIESF se fundem, formando uma nova LIESF, que atualmente conta com 17 escolas, incluindo as dos municípios da Grande Florianópolis, além de organizar os desfiles de cinco blocos carnavalescos e duas sociedades carnavalescas.[48]

Em 2014 os desfiles retornaram a passarela, sendo que, com novos patrocinadores, a dependência do poder público foi reduzida, o que evitou que o desfile fosse cancelado quando o carnaval teve problemas com a prefeitura novamente em 2017. O grupo de acesso foi mantido e ampliado em 2015, sendo que em 2018 foram seis escolas no Grupo Especial - Coloninha, Copa Lord, Consulado, Protegidos, Dascuia e a palhocense Nação Guarani - e mais cinco escolas no Grupo de Acesso A e seis escolas no Grupo de Acesso B.[49][50][51]

Transmissão[editar | editar código-fonte]

O Desfile das Escolas de Samba de Florianópolis era transmitido pela RBS TV Florianópolis pra todo o estado de Santa Catarina até 2016. A crise financeira que afetou o Grupo RBS e culminou na venda da parte catarinense, que virou a NSC TV, fez com que a Liga das Escolas de Samba procurasse outro canal que pagasse o que foi exigido. Assim, a partir de 2017 a RIC TV Florianópolis passou a transmitir o desflie, e além de mostrar para todo o estado, transmite também em cadeia nacional pela Record News.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Mais de 800 mil pessoas participaram dos eventos de Carnaval de Florianópolis». FloripAmanhã. 11 de fevereiro de 2016. Consultado em 7 de janeiro de 2018. 
  2. a b «Berbigão do Boca irá abrir novamente o Carnaval de Florianópolis em 2018». Diário Catarinense. 17 de outubro de 2017. Consultado em 7 de janeiro de 2018. 
  3. a b «'Enterro da Tristeza' abre carnaval 2017 em Florianópolis». G1. 23 de fevereiro de 2017. Consultado em 7 de janeiro de 2018. 
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  5. «Hernani Hulk se prepara para seu 32º Carnaval como rei momo em Florianópolis». Notícias do Dia. 9 de dezembro de 2017. Consultado em 7 de janeiro de 2018. 
  6. «Concurso "Rainha do Carnaval" reúne 10 mil pessoas em Florianópolis». Terra. Consultado em 7 de janeiro de 2018. 
  7. Diário Catarinense (29 de janeiro de 2016). «Chayeni Bittencourt é a nova rainha do Carnaval de Florianópolis». Chayeni Bittencourt é a nova rainha do Carnaval de Florianópolis. Consultado em 7 de janeiro de 2018. 
  8. «Florianópolis deixa de escolher nova corte de Carnaval para conter gastos». 2 de fevereiro de 2017. Consultado em 7 de janeiro de 2018. 
  9. «Bloco de Sujos: a essência do Carnaval em Florianópolis». Diário Catarinense. 28 de janeiro de 2018. Consultado em 29 de janeiro de 2018. 
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  11. «Maracatu, batuque e dança afro: veja a programação de carnaval em Florianópolis que celebra a cultura afro». Diário Catarinense. 24 de fevereiro de 2017. Consultado em 7 de janeiro de 2018. 
  12. «Confira as atrações do Carnaval 2017 em Florianópolis». Diário Catarinense. 7 de fevereiro de 2017. Consultado em 7 de janeiro de 2018. 
  13. «Blocos, festas e desfiles: veja a programação confirmada do Carnaval de Florianópolis». Notícias do Dia. 11 de fevereiro de 2017. Consultado em 7 de janeiro de 2017. 
  14. «JORNAL NACIONAL PELA 4º ANO SEGUIDO». Berbigão do Boca. Consultado em 7 de janeiro de 2018. 
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  19. «Zé Pereira será realizado, mas estrutura ainda é incerta». Hora de Santa Catarina. 26 de janeiro de 2016. Consultado em 7 de janeiro de 2018. 
  20. «Sociedade Musical e Recreativa Lapa - Alegria e Tradição». Sociedade Musical e Recreativa Lapa. Consultado em 7 de janeiro de 2018. 
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