Carnaval de Belo Horizonte

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A primeira festa de Carnaval em Belo Horizonte aconteceu em 1897, antes mesmo da inauguração da cidade[1][2]. A folia na capital mineira ficou mais organizada nos anos seguintes, com a criação de grandes sociedades carnavalescas, a exemplo do que era feito no Rio de Janeiro. O primeiro grupo de carnaval de Belo Horizonte chamava-se Club Demônios de Luneta, de 1899. Nos anos seguintes, também ficaram famosos os corsos carnavalescos. Nos anos 50 e 60, os jornais concorrentes Estado de Minas e Folha de Minas promoviam desfiles para disputar quem fazia a melhor festa. [3]O carnaval foi muito popular até os anos 1990. Depois de quase 20 anos de ostracismo, a festa ressurgiu em 2009, com blocos carnavalescos em protesto contra o prefeito Marcio Lacerda. A festa foi crescendo a cada ano apenas com a iniciativa popular.

Em 2017, Belo Horizonte teve o maior carnaval da sua história e terceiro maior do Brasil[4], segundo o prefeito Alexandre Kalil. Foram mais de três milhões de pessoas nas ruas, com cerca de 500 mil turistas[5]. O bloco Baianas Ozadas bateu recorde de público com 500 mil pessoas.

Características próprias[editar | editar código-fonte]

Escolas de samba e blocos caricatos[editar | editar código-fonte]

O evento é realizado tradicionalmente, desde 1959. Entre 1992 e 2003 não houve desfile. Retornou em 2004, se fortalecendo a cada ano. Em 2011 o desfile passou a ser realizado no Boulevard Arrudas, entre os Viadutos de Santa Tereza e Floresta, na Região Centro-Sul da capital[6]. Até então, o desfile era realizado na Via 240, na Região Norte da cidade. as ligas que controlam o carnaval Belohorizontino são: LIAC (Liga Independente das Agremiações Carnavalescas), Samba Dez e ACBC (Associação Cultural dos Blocos Caricatos). sendo que em 2005, houve um racha de dirigentes descontentes com os rumos do carnaval da capital mineira e decidiram fundar a Samba Dez, que junto com a LIAC. organiza os desfiles das escolas de samba e a ACBC, organiza os blocos caricatos, tradição do carnaval Belohorizontino. em 2007, não teve uma campeã do carnaval e sim uma campeã por quesito julgado, como:harmonia, bateria, mestre sala e porta bandeira, alegorias, samba e enredo, fazendo a premiação de uma forma diferente. no ano de 2013, o desfile dos blocos carnavalescos teve um crescimento, levando uma multidão as ruas de BH.[7]

Bailes[editar | editar código-fonte]

No começo da década de 1980, o Clube Atlético Mineiro realizava no Ginásio do Mineirinho o Baile do Galo, que já teve participação da apresentadora Xuxa Meneghel.[8]

Bandas e serestas carnavalescas[editar | editar código-fonte]

A tradição das bandas carnavalescas em Belo Horizonte vem desde o primeiro carnaval, em 1897, quando homens vestidos de mulher desfilaram atrás de carroças fantasiadas, da Praça da Liberdade até a Avenida Afonso Pena.[1]

Em 2012, a marchinha "Na coxinha da madrasta", criada pelo compositor Flávio Henrique Alves, inspirado em polêmica envolvendo o vereador Léo Burguês, foi a vencedora do Concurso de Marchinhas Mestre Jonas e virou o hit da Banda Mole.[9] A marchinha teve um grande sucesso e ganhou repercussão nacional.[10][11] e realizada pelo SESC de Minas Gerais, a seresta e uma parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte e Belotur, na Praça Duque de Caxias, em Santa Teresa.

Blocos de rua[editar | editar código-fonte]

Belo Horizonte acompanhou um renascimento do carnaval com a criação de pequenos blocos de rua a partir de 2009. O então prefeito Marcio Lacerda impôs uma série de restrições a eventos nas ruas, mesmo de menor porte, sem autorização da prefeitura, Foi criado o Bloco da Praia da Estação, como crítica bem humorada às proibições[12]. Vários outros blocos foram surgindo nos anos seguintes, em geral levantando bandeias de diversidade cultural e apropriação do espaço público. O movimento que começou como contestação, foi tomando força a cada ano batendo recordes de público.

Uma das características dos blocos de rua em Belo Horizonte é justamente o tom político e a amplitude de estilos culturais e musicais. Há blocos com as tradicionais marchinhas, mas também blocos de rock, música baiana, sertanejo, afoxé, hare krishna, coco, forró, LGTB e até mesmo jazz. Em 2017, foram quase 400 blocos cadastrados na prefeitura.[13]

Os principais blocos de rua de Belo Horizonte são as Baianas Ozadas, Então Brilha, Alcova Libertina, Pena de Pavão de Krishna, Magnólia, Peixoto, Juventude Bronzeada, Garotas Solteiras, Mamá na Vaca, Manjericão, Pisa na Fulô, dentre vários outros.

Eleição da Corte Real Momesca[editar | editar código-fonte]

Em uma das maiores festas do samba mineiro, onde a comissão julgadora escolhe o Rei Momo, a Rainha e a Princesa do Carnaval de Belo Horizonte.

Em 2011, Júlio Millan foi eleito pela quarta vez o Rei Momo do carnaval de Belo Horizonte. A rainha foi a personal trainer Graziele Lizania do Carmo. Érika Januza da Trindade recebeu o título de princesa.[14][15]

Em 2012, Rafael Eduardo, 22 anos e 67 quilos, foi o primeiro Rei Momo magro de Belo Horizonte. Ele se destacou pela simpatia e por sambar muito bem. A rainha foi a Dançarina Renata Black. Yaralis Teles recebeu o título de princesa.[16]

Referências

  1. a b História do carnaval em Belo Horizonte Câmara Municipal de Belo Horizonte
  2. SRZD-Carnaval/MG (9 de agosto de 2013). «Carnaval/MG: conheça a história». 09h34. Consultado em 31 de agosto de 2013 
  3. «Veja 50 fotos que contam a história do Carnaval em Belo horizonte - Autofocus». Autofocus. 5 de fevereiro de 2016 
  4. Minas, Estado de (3 de março de 2017). «Kalil diz que Belo Horizonte fez». Estado de Minas 
  5. «Carnaval de BH bate recorde com três milhões de pessoas nas ruas». G1 
  6. AMARAL, Iracema. Boulevard Arrudas ‘ganha’ o Carnaval de BH Hoje em Dia
  7. Patrícia Santos Dumont (16 de fevereiro de 2013). «Escolas de samba de BH temem ascensão dos blocos». Hoje em Dia. Consultado em 21 de abril de 2013 
  8. «Há três décadas, apresentadora Xuxa Meneghel agitava o carnaval atleticano». Super Esportes. 17 de fevereiro de 2012 
  9. «Marchinha de carnaval é motivo de polêmica em Belo Horizonte». Diário de Pernambuco 
  10. PORTELA, Marcelo. «Política invade carnaval em Minas». MSN 
  11. CRISTINI, Flávia. «Inspirada em denúncia, 'Na coxinha da madrasta' é hit no carnaval de BH». G1 
  12. «Veja 50 fotos que contam a história do Carnaval em Belo horizonte - Autofocus». Autofocus. 5 de fevereiro de 2016 
  13. «BH terá quase 400 blocos no Carnaval 2017». Hoje em dia. Consultado em 4 de março de 2017 
  14. CALAES, Carlos. BH escolhe a corte momesca do carnaval de 2011 Hoje em Dia
  15. Prefeitura divulga programação do Carnaval 2011 em Belo Horizonte
  16. MARTINS, Tábita. «Eleição da Corte Momesca abre oficialmente o Carnaval 2012 em Belo Horizonte». Estado de Minas 
    SILVA, Cristiane. «Pela primeira vez Belo Horizonte terá rei Momo magro no Carnaval». Estado de Minas 
    «Baile dos Artistas agita o Music Hall com a presença da corte momesca e foliões» 
    «Prefeito entrega as chaves da cidade à Corte Momesca do Carnaval 2012» 
    CALAES, Carlos. «Alegria é a marca da Corte Momesca eleita em Belo Horizonte» 
    [1]
    http://www.sbt.com.br/sbtfolia/noticias/?c=9114  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
    http://aqui.uai.com.br/app/noticia/cadernos/cidades/2012/01/16/interna_cidades,3921/bh-tera-rei-momo-magro.shtml  Em falta ou vazio |título= (ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]