Violência doméstica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
A página está num processo de expansão ou reestruturação.
Esta página atravessa um processo de expansão ou reestruturação. A informação presente poderá mudar rapidamente, podendo conter erros que estão a ser corrigidos. Todos estão convidados a contribuir e a editar esta página. Caso esta não tenha sido editada durante vários dias, retire esta marcação.

Esta página foi editada pela última vez por JMagalhães (D C) há 28 horas. (Recarregar)

Violência doméstica
Laço roxo usado em campanhas de consciencialização para a violência doméstica
Classificação e recursos externos
CID-10 T74, X85-Y09
eMedicine article/805546
MeSH D017579
A Wikipédia não é um consultório médico. Leia o aviso médico 

Violência doméstica é um padrão de comportamento que envolve violência ou outro tipo de abuso por parte de uma pessoa contra outra num contexto doméstico, como no caso de um casamento ou união de facto, ou contra crianças ou idosos. Quando é perpetrada por um cônjuge ou parceiro numa relação íntima contra o outro cônjuge ou parceiro denomina-se violência conjugal, podendo ocorrer tanto entre relações heterossexuais como homossexuais, ou ainda entre antigos parceiros ou cônjuges. A violência doméstica pode assumir diversos tipos, incluindo abusos físicos, verbais, emocionais, económicos, religiosos, reprodutivos e sexuais. Estes abusos podem assumir desde formas subtis e coercivas até violação conjugal e abusos físicos violentos como sufocação, espancamento, mutilação genital feminina e ataques com ácido que provoquem desfiguração ou morte. Os homícidios domésticos incluem o apedrejamento, imolação de noivas, morte por dote e crimes de honra.

Em todo o mundo, a esmagadora maioria das vítimas de violência doméstica são mulheres, sendo também as mulheres as vítimas das formas mais agressivas de violência.[1][2] Em alguns países, a violência doméstica é muitas vezes vista como justificável, especialmente em casos de ocorrência ou suspeita de infidelidade por parte da mulher, em que é legalmente permitida. A investigação tem confirmado que existe uma correlação direta e significativa entre o nível de igualdade de género de um país e a prevelência de violência doméstica.[3] A violência doméstica é um dos crimes que menos é declarado em todo o mundo, tanto no caso das mulheres como dos homens.[4][5] Devido ao estigma social associado à vitimização masculina, há maior probabilidade das vítimas masculinas serem negligenciadas pelos serviços de saúde..[6][7][8][9]

A violência doméstica ocorre quando o abusador acredita que o seu abuso é aceitável, justificado ou improvável de ser reportado. A violência doméstica pode dar origem a ciclos de abuso intergeracionais, criando a imagem em crianças e outros membros da família que o abuso é aceitável. Muito poucas pessoas nesse contexto são capazes de se reconhecer no papel de abusadores ou vítimas, uma vez que a violência é considerada uma disputa familiar que simplesmente se descontrolou.[10] A consciencialização, percepção, definição e ocumentação da violência doméstica difere significativamente de país para país. Em muitos casos, a violência doméstica ocorre no contexto de um casamento forçado ou de um casamento infantil.[11]

Em relações afetivas abusivas, pode ocorrer um ciclo abusivo durante o qual aumenta a tensão e é cometido um ato violento, seguido por um período de reconciliação e calma. As vítimas podem ser encurraladas para situações de violência doméstica através de isolamento, poder e controlo, aceitação cultural, falta de recursos financeiros, medo, vergonha ou para proteger os filhos. Na sequência dos abusos, as vítimas podem desenvolver incapacidades físicas, problemas de saúde crónicos, doenças mentais, incapacidade de voltar a criar relações afetivas saudáveis e incapacidade financeira. As vítimas podem ainda desenvolver problemas psicológicos, como perturbação de stress pós-traumático. As crianças que vivem em lares violentos demonstram frequentemente problemas psicológicos desde muito novas, como agressividade latente, o que em idade adulta pode contribuir para perpetuar o ciclo de violência.[12]

Definição[editar | editar código-fonte]

As definições contemporâneas de violência doméstica incluem todos os atos de abusos físicos, sexuais, psicológicos e económicos perpetrados por um membro da família ou parceiro íntimo.[13][14] Em termos históricos, a violência doméstica estava associada à violência física. No entanto, termos como "bater na mulher" ou "violência contra a esposa" têm entrado em desuso, uma vez que o fenómeno da violência doméstica também afeta casais solteiros e casais homossexuais,[15] e inclui outro tipo de abusos que não físicos e agressões por parte da mulher.[16][17]

Embora os termos "violência conjugal" ou "violência nas relações de intimidade" sejam muitas vezes usados como sinónimos de "violência doméstica",[18] estes termos referem-se especificamente à violência que ocorre numa relação de intimidade, como casamento, namoro ou união de facto.[19] Nestes casos, a Organização Mundial de Saúde (OMS), considera também o comportamento controlador como forma de abuso.[20] A violência conjugal ocorre tanto em relações heterossexuais como homossexuais.[21] Os agressores tanto podem ser homens como mulheres.[22] "Violência familiar" é um termo mais amplo, muitas vezes usado para incluir abuso infantil, abuso de idosos e outros atos de violência contra membros da família.[23][24]

Formas[editar | editar código-fonte]

A violência doméstica pode assumir diversas formas, incluindo ameaças ou agressões físicas (bater, pontapear, morder, acorrentar, atirar objetos, choques elétricos, etc.), abusos sexuais, comportamento dominador, intimidação, perseguição contínua, abusos passivos (como negligência) ou privação económica.[25][26] Pode ainda incluir outras formas de abuso, como colocar deliberadamente a pessoa em perigo, coerção, rapto, detenção forçada, invasão de propriedade e assédio.[27]

Abuso físico[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Abuso físico

Abuso físico é o abuso que envolve contacto físico com a intenção de inflingir medo, dor, outro tipo de sofrimento físico ou lesões corporais.[28][29] As dinâmicas de abusos físicos no contexto familiar são muitas vezes complexas. A violência física pode ser o culminar de outros tipos de comportamento abusivo, como ameaças, intimidação e limitação da auto-determinação da vítima através do isolamento forçado, manipulação e outras limitações da liberdade pessoal.[30] A negação de cuidados de saúde, a privação de sono e a administração forçada de drogas ou álcool são também consideradas formas de abuso físico.[28] Pode ainda ser considerado abuso físico os atos de violência física contra outros alvos, como os filhos ou animais de estimação, que tenham por objetivo causar danos emocionais na vítima.[31]

O estrangulamento no contexto de violência doméstica é uma das formas mais letais de violência, embora devido à inexistência de lesões externas e à falta de consciencialização médica e social passe frequentemente despercebido.[32] [33]

A Organização Mundial de Saúde estima que em todo o mundo, cerca de 38% dos homicídios de mulheres sejam perpretados por um parceiro intímo.[34] No Canadá, Austrália, África do Sul, Israel e nos Estados Unidos, entre 40 e 70% das mulheres assassinadas foram mortas por um parceiro íntimo.[35]

Durante uma gravidez, a mulher encontra-se em maior risco de ser abusada ou da gravidade dos abusos ser maior, o que tem implicações de saúde negativas tanto para a mãe como para o feto.[36] O período de maior risco para as mulheres grávidas é o período imediatamente após o parto. Por outro lado, a gravidez também pode interromper o ciclo de abusos, nos casos em que o abusador não quer prejudicar a criança ainda por nascer.[37]

Vítima de ataque com ácido no Cambodja

Os ataques com ácido são uma forma extrema de violência em que as vítimas são irrigadas com ácido, geralmente no rosto, o que provoca lesões graves, incluindo cegueira e cicatrizes permanentes.[38][39][40][41][42] Os ataques com ácido constituem geralmente uma forma de vingança contra uma mulher por rejeitar uma proposta sexual ou de casamento.[43][44]

Um crime de honra é o homicídio ou outro tipo de agressão violenta que é planeado e perpetrado quando os autores acreditam que a vítima desonrou a família ou a comunidade. Este tipo de crimes é frequente em várias partes do mundo, em particular no Médio Oriente.[45][46] Os homícidios por honra são geralmente realizados contra mulheres que se recusam a fazer parte de um casamento forçado, que se recusam a ser vítimas de agressões sexuais, que mostram intenções de pedir um divórcio ou que são acusadas de cometer adultério.[47] Nas regiões do mundo em que existe uma forte expectativa social da mulher ser virgem até ao casamento, uma noiva pode ser sujeita a formas extremas de violência, entre as quais crimes de honra, quando não se verifica presença de sangue durante a noite de núpcias.[48][nota 1][49] Em vários países, o sexo extramarital é ilegal, incluindo na Arábia Saudita, Pquistão,[50] Afeganistão,[51][52][53] Irão,[53] Kuwait,[54] Maldivas,[55] Marrocos,[56] Omã,[57] Mauritânia,[58] Emirados Árabes Unidos,[59][60] Catar,[61] Sudão,[62] Iémen.[63]

A imolação da noiva ou morte por dote é uma forma de violência doméstica em que uma mulher recém-casada é morta pelo marido ou pela família do marido como resultado da sua insatisfação com o dote da famiília da noiva. O homicídio acontece geralmente como retaliação após pedidos para aumentar o dote após o casamento.[64] A violência associada ao dote é mais comum nos países do subcontinente indiano, em particular na Índia.[65]

Abuso sexual[editar | editar código-fonte]

A mutilação genital feminina concentra-se em 29 países e está incluída na definição de violência sexual da OMS..[66][67][68]

A Organização Mundial de Saúde define abuso sexual como qualquer ato sexual, tentativa de obter um ato sexual, abordagens ou comentários de cariz sexual indesejados ou tráfico sexual direcionados contra determinada pessoa por meio de coerção. A definição engloba ainda os testes de virgindade obrigatórios e mutilação genital feminina.[67] Para além das tentativas de iniciar um ato sexual por via da força, está-se na presença de abuso sexual nas situações em que a vítima é incapaz de compreender a natureza do ato, incapaz de recusar a participação ou incapaz de comunicar consentimento. Isto pode dever-se a imaturidade, menoridade, doença, influência de álcool ou drogas, intimidação ou pressão da vítima.[69]

Em muitas culturas, as vítimas de violação são consideradas fonte de "desonra" ou "vergonha" pelas respetivas famílias e são posteriormente vítimas de violência familiar, como é o caso dos homicídios por honra,[70] principalmente nos casos em que a violação resulta numa gravidez.[71]

A OMS define mutilação genital feminina como qualquer procedimento que envolva a remoção total ou parcial dos órgãos genitais femininos, ou qualquer lesão a esses órgãos por razões que não médicas. Este procedimento foi realizado a mais de 125 milhões de mulheres vivas e concentra-se sobretudo em 29 países de África e do Médio Oriente.[72]

O incesto é uma forma de violência sexual familiar, correspondendo ao contacto sexual entre um adulto e uma criança.[73] Em algumas culturas, são praticadas formas ritualizadas de abusos sexuais em crianças com o conhecimento e consentimento das famílias, nas quais a criança é induzida a praticar atos sexuais com adultos em troca de bens ou dinheiro. Por exemplo, em algumas trobos do Malauí, os pais combinam com um homem mais velho a iniciação sexual das filhas.[74][75]

A Convenção do Conselho da Europa para a Proteção das Crianças contra a Exploração Sexual e os Abusos Sexuais foi o primeiro tratado internacional para combater os abusos sexuais infantis que ocorram no contexto familiar ou doméstico.[76][77]

A coerção reprodutiva são ameaças ou atos de violência contra os direitos reprodutivos, saúde e capacidade de decisão do parceiro sobre esses temas. A forma mais comuns de coerção reprodutiva são os comportamentos com o objetivo de pressionar ou coagir o parceiro a iniciar ou terminar uma gravidez.[78] A coerção reprodutiva está associada à violação conjugal, ao medo ou incapacidade de decidir sobre o uso de contracetivos, ao medo de violência ao recusar atos sexuais e à interferência abusiva do parceiro no acesso a cuidados de saúde.[79][80]

Em algumas culturas, o matrimónio pressupõe uma obrigação social das mulhares em terem filhos.[81]

A definição de violência sexual da OMS incui casamento forçado, coabitação forçada e gravidez forçada, incluindo a prática de levirato. O levirato é um tipo de casamento em que uma viúva é obrigada a casar com o irmão do falecido marido.[68][82]

A violação conjugal é o contacto sexual não consensual perpretado contra um parceiro ou cônjuge. Trata-se de uma forma de violência sexual sub-reportada e com poucos casos na justiça, devido em parte à crença social que ao casar-se a pessoa oferece consenso irrevogável ao parceiro para atos sexuais sempre que este o deseje.[83][84][85][86][87]

Durante séculos tolerada ou ignorada pela lei e pela sociedade, a volação conjugal é atualmente repudiada e combatida por convenções internacionais, sendo em 2006 um crime em pelo menos 104 países.[88][89][90][91]

Abuso psicológico[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Abuso psicológico

Abuso psicológico ou abuso emocional é um padrão de comportamento com o objetivo de ameaçar, intimidar, desumanizar ou sistematicamente debilitar a auto-estima de outra pessoa.[92] A Convenção do Conselho da Europa para a Prevenção e o Combate à Violência Contra as Mulheres e a Violência Doméstica define violência psicológica como a "intenção de lesar gravemente a integridade psicológica de uma pessoa por meio de coação ou ameaças".[93][94] As formas mais comuns de abuso psicológico incluem desvalorização, ameaças, isolamento, humilhação em público, críticas incessantes, obstrução e manipulação psicológica.[20][31] A preseguição sistemática é igualmente uma forma de intimidação psicológica, sendo mais comum entre casais ou antigos casais.[95]

As vítimas geralmente sentem que o parceiro as controla por completo, o que afeta severamente a dinâmica de poder na relação, dando maior poder ao perpretador e diminuindo o da vítima.[96] Em muitos casos as vítimas desenvolvem depressão, o que aumenta o risco de distúrbios alimentares,[97] suicídio, toxicodependência e alcoolismo.[96][98][99][100]

Abuso económico[editar | editar código-fonte]

Abuso económico é uma forma de abuso em que um dos parceiros íntimos controla o acesso do outro parceiro a recursos económicos ou aos bens matrimoniais.[101] As formas de abuso económico mais comuns são impedir um cônjuge de adquirir recursos, limitando aquilo que a vítima pode comprar ou usar, ou explorar os recuros económicos da vítima.[101][102] São também formas de abuso económico forçar ou pressionar um membro da família a assinar documentos, a vender bens ou a alterar um testamento.[29]

O abuso económico dominui a capacidade de sustento da vítima, tornando-a dependente do perpretador para aceder ao ensino, emprego, progressão na carreira e aquisição de bens.[101][102][103] O perpretador pode fazer com que a vítima fique dependente de uma mesada, o que lhe permite controlar quanto dinheiro gasta ou impedir gastos sem o seu consentimento. Em alguns casos, a vítima acumula uma dívida económica para com o perpetrador e em outros o perpetrador esgota as poupanças da vítima.[101][102][103] Em muitos casos, a discordância da vítima com a forma como o dinheiro é gasto pode resultar em retaliação com abusos físicos, sexuais ou psicológicos.[104] Nas regiões do mundo em que as mulheres dependem do rendimento do marido para sobreviver, devido à falta de oportunidades e de segurança social, o abuso económico pode ter consequências muito graves e está associado a má nutrição entre as mulheres e crianças.[105]

Demografia[editar | editar código-fonte]

A violência doméstica ocorre em todo o mundo, nas mais diversas culturas,[106] e afeta pessoas de todas as classes económicas.[15]

Por género[editar | editar código-fonte]

As diferenças de gênero no contexto da violência doméstica são alvo de debate entre a comunidade científica. A investigação atual é limitada por vários factores. Os inquiridos apresentam frequentemente relutância em reportar situações. Algumas metodologias, como as quantitativas que utilizam a escala de tácticas de conflicto, não levam em conta a motivação, as consequências e o contexto em que a violência ocorre. E as qualitativas que usam entrevistas em profundidade, possuem em sua maioria amostras compostas apenas por mulheres já previamente identificadas como vítimas, o que pode inflar os números.[107][108] Entre os vários estudos há disparidades de amostragem e operacionalização.[109][110][111] Além disso, a normalização da violência em vítimas de abusos dissimulados, vítimas de abusos por parte de vários parceiros ou vítimas de abusos durante um longo período de tempo faz com que seja difícil reconhecerem e reportarem episódios de violência doméstica.[112]

A violência conjugal como forma coerciva de controlo é usada tanto por homens como por mulheres.[113] No entanto, homens e mulheres definem e usam este controlo de forma diferente. As mulheres usam o controlo para obter autonomia em relações abusivas, enquanto os homens usam o controlo para impôr a sua autoridade sob o parceiro.[114] Uma revisão sistemática da literatura realizada em 2010 concluiu que, em casais heterossexuais, o recurso a violência conjugal por parte das mulheres ocorre quase exclusivamente como resposta à violência do parceiro, quer em auto-defesa, quer em retaliação.[115]

Uma revisão de 2011 verificou que homens e mulheres perpretavam episódios menores de violência conjugal em proporção idêntica. No entanto, verificou também que são os homens, de longe, os principais perpretadores de episódios graves de violência conjugal.[109] A mesma revisão verificou que os homens são mais propensos a bater, sufocar ou estrangular as parceiras, enquanto as mulheres eram mais propensas a arremessar objetos, esbofetear, pontapear, morder ou atingir o parceiro com um objeto.[109]

Uma revisão de 2012 verificou que homens e mulheres respondiam de forma diferente à violência conjugal. As mulheres são significativamente mais afetadas pela violência, sobretudo a nível de lesões físicas, sensação de medo e stresse pós-traumático.[116] A mesma revisão verificou que num estudo, 70% das vítimas mulheres se sentiam "muito assustadas" em resposta à violência dos parceiros, enquanto 85% das vítimas homens alegaram não sentir qualquer medo.[116] A mesma revisão verificou ainda que a violência conjugal influenciava a satisfação das mulheres com a relação, mas não a dos homens.[116]

Uma revisão de 2013 verificou que quanto menor é a igualdade de género entre a população de um país, maior é a prevalência de violência doméstica. A mesma revisão conclui que quando se leva em conta a frequência e gravidade das lesões físicas, a sensação de medo e os problemas psicológicos que decorrem da violência doméstica, as mulheres são as principais vítimas.[117]

Várias organizações têm vindo a adotar o uso de termos neutros ao refirirem-se a perpretadores e vítimas. Por exemplo, usando termos como "violência conjugal" em vez de "violência contra mulheres".[118]

A aceitação social e a legislação sobre violência doméstica diferem de país para país. Embora seja crime em maior parte do mundo ocidental, tal não acontece países em vias de desenvolvimento. Da mesma forma, enquanto a maior parte da população dos países desenvolvidos não tolera a violência doméstica, em muitas regiões do mundo a violência é aceite, tolerada ou incentivada.[119]

Mulheres[editar | editar código-fonte]

Nível de segurança física das mulheres por país em 2011

A violência contra mulheres e crianças é uma das mais prevalentes violações dos direitos humanos em todo o mundo. Uma em cada três mulheres será, em determinado momento da vida, vítima de abuso físico ou sexual.[120] A violência contra mulheres tende a ser menos prevalente nos países desenvolvidos ocidentais e normalizada nos países em vias de desenvolvimento.[121]

Embora a percentagem exata seja discutível, as mulheres são significativamente mais sujeitas a violência doméstica do que os homens.[2][122][123] Há ainda um amplo consenso de que as mulheres são as principais vítimas das formas de abuso mais graves e o grupo com maior probabilidade de ser magoado por um parceiro abusivo, e que esta probabilidade aumenta em função da dependência económica ou social em relação ao parceiro.[1][14][122][123]

A Declaração sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres da ONU afirma que a violência contra mulheres é uma manifestação da desigualdade histórica na relação de poder entre homens e mulheres[124][125] e classifica-a em três categorias: a que ocorre na família, a que ocorre na comuniade e a que é perpretada ou tolerada pelo Estado.[124] A definição do Protocolo de Maputo é mais ampla, definindo violência contra a mulher como qualqer ato perpretado contra a mulher que cause ou possa causar danos físicos, sexuais, psciológicos ou económicos, incluindo a ameaça de tais atos, ou a imposição de restrições arbitrárias ou privação de liberdades fundamentais.[126]

A percentagem de mulheres vítimas de abuso físico por parte de um cônjuge varia entre 10% e 69%, dependendo do país.[127] Nos Estados Unidos, estima-se que a violência conjugal esteja na origem de 15% dos crimes violentos.[128] e que mais de metade dos homicídios de mulheres tenham sido perpretados pelo cônjuge.[129]

Femicídio é geralmente definido como o homício de mulheres por homens por motivos associados ao género, embora as definições precisas variem. O femicídio ocorre muitas vezes no contexto de violência doméstica, como é o caso do homicídio de honra ou por dote. Em termos estatísticos, o femicídio é muitas vezes definido como qualquer homicídio de uma mulher. Os países com maior taxa de femicídio são El Salvador, Jamaica, Guatemala, África do Sul e Rússia (dados de 2004–09).[130] No entanto, em El Savador e na Colômbia, ambos com elevada taxa de femicídio, apenas 3% dos femicídios são perpetrados por um parceiro íntimo, enquanto em Chipre, França e Portugal os parceiros íntimos, presentes ou anteriores, são responsáveis por mais de 80% dos casos de femicídio.[130]

Homens[editar | editar código-fonte]

As formas mais comuns de violência doméstica contra homens incluem abusos físicos, emocionais e sexuais, incluindo violência mútua.[131][132] As vítimas masculinas de violência doméstica demonstram relutância em procurar auxílio por diversos motivos.[133] Um estudo verificou que existiam poucas probabilidades de a polícia prender as mulheres agressoras, por presumir que o homem se poderia defender por si próprio e que a violência por parte da mulher só seria perigosa fora do contexto conjugal.[134] Outro estudo concluiu que existem algumas evidências que os tribunais podem ver as mulheres perpetradoras de violência doméstica mais como vítimas do que como agressoras.[135][136]

Existe um consenso na literatura científica de que a maioria das mulheres presas por violência conjugal contra parceiros masculinos são elas próprias vítimas de violência que resistem e se defendem contra o agressor.[137][137]

Por grupo etário[editar | editar código-fonte]

Adolescentes e jovens adultos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Violência no namoro

A literatura científica sobre violência no namoro indica que rapazes e raparigas em relações heterossexuais alegam ser vítimas de violência na intimidade em igual proporção, mas que é mais provável que sejam as raparigas a reportar situações de violência.[138][139][140] Ao contrário da violência doméstica em geral, em que a mulher é a principal vítima, esta proporção semelhante na adolescência deve-se provavelmente à própria adolescência, um período de desenvolvimento com características sexuais diferentes das da idade adulta,[141] e em que há uma maior igualdade a nível físico.[141]

No entanto, embora a proporção de perpetradores de violência no namoro seja idêntica em ambos os sexos, as raparigas recorrem em geral a formas menos violentas, como empurrões, boetadas, arranhões ou pontapés, enquanto os rapazes apresentam maior probabilidade de esmurrar, estrangular, espancar, queimar ou ameaçar a parceira com armas de fogo. As agressões sexuais são também mais comuns entre os homens, embora a probabilidade de pressionar o parceiro para atos sexuais seja idêntica em ambos os sexos. Para além disso, as mulheres apresentam uma probabilidade quatro vezes superior de reportar uma situação de violação e maior probabilidade de sofrer lesões graves por parte do parceiro ou de necessitar de apoio psicológico na sequência dos abusos. Há também uma maior probabilidade entre as mulheres de considerar a violência no namoro um problema grave, ao contrário dos homens, em que há maior probabilidade de tolerar a violência.[138][139][142]

Para além das formas, os motivos para a violência também variam por sexo. As mulheres apresentam uma maior probabilidade de recorrer a violência no contexto de auto-defesa, enquanto os homens apresentam maior probabilidade de recorrer a violência para obter poder ou controlo sobre a parceira.[138][139][143] Os rapazes que tenham sido vítimas de abuso doméstico durante a infância são mais propensos a se tornarem eles próprios perpetradores de violência íntima, enquanto que as raparigas abusadas durante a infância são mais propensas a menor empatia e autoeficácia.[139]

A investigação da violência no namoro tem-se focado principalmente na população caucasiana heterossexual.[138]

Crianças[editar | editar código-fonte]

Ver também: Abuso infantil
  Países em que os castigos corporais em ambiente doméstico são proibidos por lei.

Existe uma forte relação entre violência doméstica e abuso infantil. Uma vez que a violência doméstica é um padrão de comportamento, o recurso à violência tem tendência a ser vada vez mais frequente e violento, o que faz aumentar a probabilidade de as próprias crianças se tornarem vítimas. Estima-se que em entre 30 a 50% dos casos dos casos de violência doméstica ocorram também abusos infantis.[144]

As perspetivas sobre castigos corporais em crianças por parte dos pais variam de país para país. Em 2016, era proibida qualquer forma de castigo corporal em 51 países, a maior parte dos quais na Europa e na América do Sul. Por outro lado, na maior parte dos países os castigos corporais aplicados pelos pais não são considerados uma forma de violência doméstica, exceto em casos excessivos.[145][146]

Relações homossexuais[editar | editar código-fonte]

A violência doméstica ocorre também em relações homossexuais. No entanto, é difícil avaliar a real extensão do fenómeno neste grupo devido à reduzida amostragem de inquiridos nos estudos.[147]

Em 1999, uma análise de 19 estudos concluiu que as evidências sugerem que a probabilidade de violência doméstica entre casais homossexuais poderia ser idêntica à de casais heterossexuais.[148] No entanto, embora alguns estudos afirmem que a frequência é idêntica à dos casais heterossexuais,[149] outros estudos sugerem que a violência doméstica entre gays, lésbicas e bissexuais possa ser superior e que esses grupos apresentam menor probabilidade de reportar situações abusivas.[150][147]

A homossexualidade é em si um fator de risco que potencia casos de abuso.[26] Nos países em que a homossexualidade é proibida por lei, os homossexuais não têm praticamente nenhuma proteção legal contra a violência doméstica[151] e são desencorajados de procurar auxílio em casos de abuso devido à perseguição das próprias autoridades.[152]

Existem simultaneamente semelhanças e diferenças entre a violência doméstica em relações homossexuais e heterossexuais. Entre as semelhanças estão a frequência (cerca de um em cada quatro casais) as manifestações (psicológicas, físicas, económicas), consequências (desemprego, toxocidependência, baixa auto-estima), reações da vítima (medo, impotência, hipervigilância) e razões para se manter na relação abusiva (amor, promessas de mudança, negação).[153][154][155] No entanto, existem para além destes características únicas na violência doméstica entre casais homossexuais: recusa das autoridades e dos serviços sociais em atuar, falta de apoio da comunidade, medo de embraraçar a comunidade gay, medo de ver revelada em público a sua orientação sexual, necessidade de acompanhar um parceiro com sida e serviços de apoio orientados exclusivamente para mulheres homossexuais.[156][153][154]

Subnotificação[editar | editar código-fonte]

A violência doméstica é um dos crimes menos notificados às autoriedades em todo o mundo, tanto por homens como por mulheres.[4][5] Os homens tendem a subnotificar a sua própria perpetração de violência doméstica, enquanto as mulheres tendem a subnotificar as situações de que são vítimas, ao mesmo tempo que sobre-estimam a sua própria perpetração de violência.[109][157] Na União Europeia, em 2013 apenas 14% das mulheres vvítimas notificaram à polícia os episódios mais graves de violência conjugal.[158]

A probabilidade de uma mulher notificar episódios de violência diminui em função da dependência em relação ao familiar agressor, à normalização da violência no seio da família e do nível de auto-culpabilização. Entre os homens, a probabilidade de notificar diminui em função do medo de consequências legais, a tendência de culpar o cônjuge e de uma narrativa que se foca nas suas próprias necessidades e emoções.[109] Os homens vítimas enfrentam ainda o estigma social relativo à vitimização masculina e maior probabilidade de serem ignorados pelos prestadores de cuidados de saúde.[6][7][8][9]

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Estatisticamente, a violência contra a mulher é muito maior do que a contra o homem.[159][160] Um estudo realizado em Araçatuba, município no Estado de São Paulo, [161] concluiu, quanto à relação autor-vítima naquela localidade, que 1.496 (81,1%) das agressões ocorreram entre casais, 213 (11,6%) entre pais/responsáveis e filhos, e 135 (7,3%) entre outros familiares. Esse mesmo estudo referindo-se acerca dos motivos da agressão, os chamados “desentendimentos domésticos” que se referem às discussões ligadas à convivência entre vítima e agressor (educação dos filhos; limpeza e organização da casa; divergência quanto à distribuição das tarefas domésticas) prevaleceram em todos os grupos, fato compreensível se for considerado que o lar foi o local de maior ocorrência das agressões. Para muitos autores, são os fatos corriqueiros e banais os responsáveis pela conversão de agressividade em agressão. Complementa ainda que o sentimento de posse do homem em relação à mulher e filhos, bem como a impunidade, são fatores que generalizam a violência.

Há quem afirme que em geral os homens que batem nas mulheres o fazem entre quatro paredes, para que não sejam vistos por parentes, amigos, familiares e colegas do trabalho. A cultura popular tanto propõe a proteção das mulheres como estimula a agressão contra as mulheres chegando a aceitar o homicídio destas em casos de adultério, em defesa da honra. Outra suposição é que a maioria dos casos de violência doméstica são classes financeiras mais baixas, a classe média e a alta também tem casos, mas as mulheres denunciam menos por vergonha e medo de se exporem e a sua família. Segundo Dias [162] o fenômeno ocorre em todas as classes porém mais visíveis entre os indivíduos com fracos recursos econômicos.

A violência praticada contra o homem também existe, mas este tende a esconder mais por vergonha. Pode ter como agente, tanto a própria mulher, quanto parentes ou amigos, convencidos a espancar ou humilhar o companheiro. Também existem casos em que o homem é pego de surpresa, por exemplo, enquanto dorme. Analisando os denominados crimes passionais a partir de notícias publicadas em jornais Noronha e Daltro [163]identificaram que estes representam 8,7% dos crimes noticiados e que destes 68% (51/75) o agressor era do sexo masculino (companheiro, ex-companheiro, noivo ou namorado) nos crimes onde a mulher é a agressora ressalta-se a circunstância de ser o resultado de uma série de agressões onde a mesma foi vítima.

Causas[editar | editar código-fonte]

Um dos mais relevantes fatores na origem da violência doméstica é a crença de que o abuso, seja físico ou verbal, é aceitável. Entre outros fatores estão o abuso de substâncias, desemprego, problemas de saúde mental, incapacidade de enfrentar situações, isolamento e excessiva dependência do agressor.[164]

Ciclos de violência[editar | editar código-fonte]

Uma característica comum entre os agressores de violência doméstica é o facto de terem sido testemunhas de abuso durante a infância, reproduzindo esse comportamento na idade adulta. Em termos técnicos, diz-se que são participantes em ciclos de violência intergeracional.[165]

Compreender e quebrar este ciclo tem mais impacto na diminuição da violência doméstica do que as medidas para gerir os abusos.[165]

Alguns estudos sugerem que as experiências adquiridas ao longo da vida influenciam a tendência de uma pessoa se envolver em violência doméstica, tanto no papel de vítima como de agressor. Os investigadores que apoiam esta teoria indicam três fontes de violência doméstica: socialização durante a infância, experiências anteriores em relacionamentos durante a adolescência e níveis de pressão no momento presente. As pessoas que testemunharam abusos entre os pais ou que foram elas próprias abusadas, podem em adultos adotar o mesmo tipo de comportamento nos seus relacionamentos.[166][167][168]

Os castigos corporais recebidos durante a infância estão associados a uma maior probabilidade de essa pessoa, quando atinge a idade adulta, agir de forma violenta em relação a familiares ou parceiros íntimos,[169] de achar normal bater num parceiro, de estar na origem de conflitos matrimoniais e de manifestar irritação generalizada.[170][171] Embora esta associação não prove que são a causa de violência doméstica, existem vários estudos longituinais que sugerem que receber castigos físicos tem um efeito causal direto em padrões posteriores de comportamento agressivo e anti-social.[172]

Em algumas sociedades patrilineares, após o matrimónio a noiva passa a viver com a família do marido. Isto faz com que tenha o estatuto social mais baixo entre o agregado familiar, sendo frequentemente sujeita a abusos por parte dos sogros. Este sistema familiar tende a criar um ciclo de violência intergeracional, em que a mulher perpetua os abusos a que foi sujeita enquanto noiva assim que ela própria se torna sogra.[173][174]

Psicológicas[editar | editar código-fonte]

As teorias que explicam as causas psicológicas da violência doméstica focam-se nos traços de personalidade e nas características mentais do agressor. Entre os traços de personalidade associados à violência doméstica estão explosões súbitas de raiva, falta de capacidade em controlar os impulsos e baixa autoestima.[175]

Entre os agressores há uma elevada incidência de psicopatologias.[176][177][178] Cerca de 80% dos agressores presentes a tribunal apresentam perturbações de personalidade, valor que pode chegar aos 100% nos casos de violência mais graves. Na população em geral, a percentagem é de apenas 15-20%.[179]

Os estudos de psicologia evolucionista explicam a violência doméstica como consequência de mecanismos psicológicos destinados a manter a hierarquia. A agressividade nos homens é desencadeada por contextos em que o agressor sente o seu estatuto ameaçado, como quando descobre uma relação extra-conjugal ou nos casos em que o cônjuge é mais bem-sucedido em termos financeiros. A violência doméstica corresponde à tentativa, por parte do homem, de controlar a reprodução feminina e de garantir exclusividade sexual. [180]

Sociais[editar | editar código-fonte]

As teorias sociais analisam fatores externos no ambiente do agressor, como a estrutura familiar, stresse e apendizagem social.[181] A teoria da aprendizagem social estuda o processo de aquisição de novos comportamentos a partir da observação e imitação de outras pessoas. Quando uma pessoa testemunha comportamento violento, está mais suscetível a imitá-lo. A probabilidade de o agressor manter esse comportamento é maior quando existe reforço positivo ou quando não existem consequências negativas e a vítima aceita submissivamente a violência.[182][183][184]

A dependência económica do agressor faz com que a vítima tenha receio das consequências financeiras ao abandonar a relação tóxica. Os grupos mais vulneráveis são os não empregados, desempregados, inválidos e mulheres com filhos. A dependência faz com que tenham menos opções e recursos para enfrentar ou alterar o comprtamento do agressor.[185]

Existe uma correlação entre delinquência juvenil e violência doméstica em adulto.[175]

Nos casais em que há uma partilha igualitária de poder verifica-se uma menor incidência de conflitos e, quando surgem conflitos, existe uma menor probabilidade de se recorrer à violência. As situações de abuso e violência doméstica têm origem nos casos em que um dos cônjuges ambiciona ter controlo e poder na relação.[186] O abuso doméstico pode incluir coerção, ameaças, intimidação, abuso psicológico, abuso económico, isolamento, desvalorização e culpabilização do cônjuge, uso dos filhos para chantagem emocional e comportamento dominante.[187][188]

Stresses sociais[editar | editar código-fonte]

A incidência de violência doméstica é maior entre famílias e casais em situação de precaridade económica.[189] Os stresses sociais, como o desemprego, aumentam a tensão e os conflitos entre as famílias.[190] Embora a violência nem sempre seja causada por stresse, algumas pessoas respondem ao stress de forma violenta.[191][192] Alguma investigação sugere também que a precaridade e a incapacidade de sustentar a família diminui a noção de masculinidade de alguns homens, o que os faz recorrer a misoginia, abuso de substâncias ou crime como forma de exprimir essa masculinidade.[189] No caso das relações homossexuais, a homofobia generalizada é um stresse social adicional que contribui para diminuir a auto-estima e aumentar a ira, tanto no agressor como na vítima. [193]

Comportamento controlador[editar | editar código-fonte]

A Roda do Poder e Controlo de Duluth ilustra as estratégias abusivas de poder e controlo em situações de violência doméstica

Um relacionamento abusivo é aquele em que um dos membros recorre a estratégias abusivas de poder e controlo para dominar a relação, como abusos físicos, sexuais, psicológicos ou económicos.[194] O agressor tenta exercer controlo sobre todos os aspetos da vida da vítima, incluindo decisões sociais, pessoais, profissionais e financeiras.[29][195]

Consequências[editar | editar código-fonte]

Físicas[editar | editar código-fonte]

Entre as consequências físicas mais comuns de episódios agudos de violência doméstica que requerem cuidados médicos estão ferimentos, ossos partidos, lesões na cabeça, lacerações e hemorragias internas.[196] As mulheres grávidas vítimas de violência doméstica apresentam maior risco de aborto espontâneo, parto pré-termo e lesões ou morte do feto.[196]

A exposição a violência doméstica ou qualquer outra forma de abusos está fortemente associada a uma maior incidência de doenças crónicas, de comportamentos de risco e menor esperança de vida.[197][198][199] Entre as consequências físicas mais comuns a longo prazo de vítimas de abuso prolongado estão a artrite, síndrome do cólon irritável, dor crónica, dor pélvica, úlceras e dores de cabeça.[200]

Psicológicas[editar | editar código-fonte]

Em muitos casos de violência doméstica, os agressores induzem as vítimas a sentirem-se culpadas pela violência, sujeitam-nas a críticas constantes e faazem com que se sintam inúteis. Este padrão faz com que a depressão e o risco de suicídio sejam comuns entre as vítimas. Estima-se que cerca de 60% das vítimas de violência doméstica cumpram os critérios de diagnóstico de depressão nervosa. Em muitos casos, as sequelas psicológicas e o risco de suicídio persistem durante muito tempo, mesmo após a relação abusiva ter terminado, pelo que se recomenda à vítima recorrer a psicoterapia.[201]

Para além da depressão, as vítimas de violência doméstica manifestam a longo prazo ansiedade e pânico, sendo provável que cumpram os critérios de diagnóstico para perturbação de ansiedade e perturbação de pânico. A sequela psicológica mais comum da violência doméstica é a perturbação de stress pós-traumático. Esta condição é caracterizada por flashbacks, imagens intrusivas, reações de alarme, pesadelos e evasão dos estímulos associados ao abuso.[202]

Financeiras[editar | editar código-fonte]

Em muitas relações abusivas, o agressor limita o acesso da vítima a oportunidades de emprego com o intuito de a tornar economicamente dependente de si. Nos casos em que a vítima trabalha, a violência doméstica interere no desempenho laboral da vítima e na sua relação com os colegas de trabalho.[203][204]

Nos casos de abuso económico, quando a vítima se afasta da relação com o agressor, é comum sentir-se chocada com a dimensão da autonomia que perdeu durante o abuso. A vítima geralmente possui muito poucos recursos económicos próprios e poucas pessoas a quem pode pedir ajuda. Esta realidade é não só um dos pincipais obstáculos que enfrentam as vítimas, mas também o principal factor que as faz ter receio de ser afastar do agressor.[205] Em muitos casos, os sobreviventes de violência doméstica também não possuem a formação, competências ou experiência necessárias para encontrar emprego suficientemente remunerado. Este factor é ainda mais grave nos casos em que têm filhos a seu cargo e existe um risco significativo de se verem obrigadas a viver na rua.[206] Embora em muitos países existam abrigos e redes de apoio a vítimas de violência doméstica, em muitos casos a lista de espera é significativa e não têm capacidade de resposta para a procura.[205]

Familiares[editar | editar código-fonte]

As crianças expostas a abusos domésticos durante a infância apresentam um risco acrescido de vir a desenvolver problemas psicológicos e comportamentais.[207][208] Assistir a violência doméstica também tem geralmente impacto negativo no desenvolvimento emocional, social, comportamental e cognitivo da criança.[209] Em alguns casos, o agressor agride deliberadamente o cônjuge na presença dos filhos de modo a antingir duas vítimas em simultâneo.[210][210] As crianças que intervêm quando assistem a violência extrema contra um dos pais apresentam maior risco de lesões ou morte.[211] As crianças que testemunham agressões à mãe têm maior probabilidade de manifestar sintomas de stresse pós-traumático.[212] As consequências são ainda mais graves quando a mãe agredida manifesta ela própria stresse pós-traumático e não procura tratamento devido à dificuldade em lidar com a situação.[213]

Entre os problemas emocionais e comportamentais que resultam da exposição a violência doméstica durante a infância estão o aumento da agressividade, ansiedade e perturbações na forma como a criança socializa com os amigos, família e figuras de autoridade.[207] As experiências traumáticas durante a infância podem estar na origem de depressão, insegurança emocional e perturbações mentais.[214] Na escola, a criança pode começar a menifestar pronblemas de atitude e de cognição, a par de incapacidade em resolver problemas.[207] A exposição a abusos e negligência durante a infância está correlacionada com a prática de violência doméstica e abuso sexual em adulto.[215]

Combate e prevenção[editar | editar código-fonte]

O combate à violência doméstica é feito mediante a prestação de cuidados médicos, pela aplicação de leis que protejam a vítima,[216][217] aconselhamento psicológico e outras formas de prevenção e intervenção. É comum que os participantes em episódios de violência doméstica necessitem de tratamento médico, quer primário quer de urgência.[218][219]

Uma das principais formas de prevenção é a existência de legislação que assegure a proteção das vítimas. A Organização Mundial de Saúde salienta que em muitos países são necessárias reformas no sentido de revogar leis que discriminam as mulheres. Nos países em que a lei permite ao marido disciplinar a mulher, qualquer programa de sensibilização para a violência terá pouco impacto. A OMS salienta ainda que na prevenção de violência doméstica é essencial que as leis permitam à mulher entrar e sair livremente de um casamento, obter crédito financeiro e possuir e administrar bens.[220] A ONU Mulheres salienta a importância de abolir a prática de dote e de compra da esposa, de modo a que o agressor não possa usar o valor que pagou como defesa contra acusações de violência doméstica.[221]

Outra das principais estratégias de prevenção de violência doméstica é a promoção de relacionamentos não violentos e com base no respeito mútuo.[222] As normas sociais que promovem a inferioridade as mulheres podem levar ao abuso das mulheres pelo cônjuge. A OMS salienta que a abolição de normas sociais de género baseadas na desigualdade e no controlo do homem sobre a mulher é um contributo essencial para prevenir violência sexual e íntima.[220] As crianças que crescem em lares violentos tendem a acreditar que a violência doméstica é uma situação normal na vida, pelo que se recomenda desde muito cedo contrariar este quadro de pensamento.[223] Uma medida de prevenção eficaz são os programas de intervenção precoce, como os que são implementados nas escolas para prevenir a violência no namoro.[220]

Muitas vítimas de violência doméstica desvalorizam ou não têm consciência da gravidade da situação em que se encontram.[224] O aconselhamento psicológico das vítimas permite avaliar a presença, dimensão e tipos de abuso.[225] A avaliação da perceção de letalidade pode ajudar a determinar o melhor tratamento e ajudar a vítima a reconhecer comportamentos perigosos e formas mais subtis de abuso na sua relação.[226] O aconselhamento permite ainda elaborar um plano de segurança, que permite à vítima antever e lidar com situações potencialmente perigosas.[31] O aconselhamento psicológico pode ainda ajudar os agressores a diminuir o risco de incorrerem novamente em violência doméstica.[227][228] Em vários países, os condenados por crimes de violência doméstica frequentam programas de terapia comportamental e educação psicológica, embora exista um debate sobre a eficácia destes programas.[229]

História[editar | editar código-fonte]

Homem a bater numa mulher, c. 1400.

Até meados do século XIX, a maior parte dos códigos jurídicos consideravam que a violência contra a mulher era um exercício de autoridade legítimo por parte do marido.[230][231]

As convulsões políticas e sociais na segunda metade do século, e principalmente o aparecimento de movimentos feministas, estiveram na origem de alterações significativas na opinião popular e na legislação sobre violência doméstica, principalmente no Reino Unido e nos Estados Unidos.[232][233] Em 1878, a lei no Reino Unido passou a permitir às mulheres separarem-se de um maridos abusivo.[234]

No entanto, até ao fim do século XX, na maior parte dos países continuou a existir muito pouca proteção contra a violência doméstica e o tema só começou a ser combatido por legislação a partir da década de 1990.[235] Em 1993, uma publicação da ONU apelava aos países para considerar a violência doméstica um crime, reafirmando que o direito à vida em família não incluía o direito de abusar dos membros da família, salientando que a legisação de muitos países continuava a permitir o recurso a violência moderada.[236]

Em décadas recentes têm sido conduzidos esforços no sentido de acabar com a impunidade legal da violência doméstica. A impunidade geralmente baseia-se na ideia que tais atos são da esfera.[237][238]

A Convenção do Conselho da Europa para a Prevenção e o Combate à Violência Contra as Mulheres e a Violência Doméstica foi o primeiro documento vinculativo na Europa para combater a violência doméstica e a violência contra a mulher.[89] A convenção tem como objetivo acabar com a tolerância, na lei ou na prática, da violência doméstica e da violência contra as mulheres, reconhecendo a longa tradição de se ignorar estas formas de violência.[239]

A partir da década de 2000, tem havido uma atenção acrescida para formas de violência específicas, como homicídios de honra, mortes por dote e casamentos forçados. A ìndia tem realizado esforços no sentido de acabar com a violência relacionada com o dote.[240] A atenção internacional tem-se também debruçado sobre a América Latina, uma região com uma elevada incidência de crimes passionais. Estes crimes têm uma dinâmica similar aos crimes de honra, em que a violência sobre a mulher e filhos é vista como compreensível ou desculpável.[241]

Ao longo da História, existiram muito poucas proteções das crianças contra abusos por parte dos pais.[242] Os maus-tratos infantis começaram a receber maior atenção da sociedade em 1961 com a publicação do artigo "Síndrome da Criança Maltratada" pelo pediatra Henry Kempe. Até então, raramente se punha a hipótese de lesões em crianças serem o resultado de trauma intencional, sendo comum aceitar sem questionar os relatos de quedas ou violência entre outras crianças.[243]:100–103 No entanto, os maus tratos infantis continuam a ser uma realidade em muitos países. Em várias culturas é aceitável ou permitido aos pais vender os filhos para escravatura.[242]

Sociedade e cultura[editar | editar código-fonte]

Perspetivas sociais[editar | editar código-fonte]

Aceitação do direito do marido a bater na mulher entre alguns países de maioria muçulmana. Inquérito realizado pela UNICEF a mulheres entre os 15 e 49 anos em 2013.[244]


Embora as perspetivas sociais sobre a violência doméstica variem de pessoa para pessoa e de região para região, na generalidade o conceito é de difícil assimilação fora do mundo Ocidental. Isto deve-se ao facto de nestes países a relação entre marido e mulher não ser considerada igualitária, mas sim uma em que a mulher se deve submeter ao marido. Em muitos países, esta submissão está explícita na própria lei, que determina situações em que a mulher necessita de autorização do marido.[245] Grande parte da população de vários países vê a violência contra a mulher como aceitável ou justificada, principalmente quando existe suspeita de adultério ou quando a mulher se recusa a ser subserviente.[246]

A culpabilização da vítima é o ato de considerar a vítima a responsável pelo crime. É um fenómeno prevalente em muitas sociedades, incluindo nos países ocidentais.[247] Nestas culturas, a violência contra a mulher não é vista pela sociedade como uma forma de abuso, mas sim como uma resposta aceitável a comportamentos da vítima que alegam ser inapropriados. Em algumas regiões, os homicídios por honra são aprovados por uma elevada percentagem da sociedade.[248][249] Em culturas conservadoras, uma mulher que não se vista de acordo com o que a sociedade considera discreto pode ser vítima de violência grave por parte do marido ou de familiares, ao mesmo tempo que essa violência é vista pela mesma sociedade como aceitável ou justificável.[244] Outra causa de impunidade do agressor é a perspetiva, existente em algumas sociedades, de que os casos de violência doméstica devem ser resolvidos com reconcliação e não com a aplicação da lei.[250]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Note-se que é possível que a mulher não sangre durante a primeira relação sexual

Referências

  1. a b McQuigg, Ronagh J.A. (2011), «Potential problems for the effectiveness of international human rights law as regards domestic violence», in: McQuigg, Ronagh J.A., International human rights law and domestic violence: the effectiveness of international human rights law, ISBN 9781136742088, Oxford New York: Taylor & Francis, p. 13, This is an issue that affects vast numbers of women throughout all nations of the world. [...] Although there are cases in which men are the victims of domestic violence, nevertheless 'the available research suggests that domestic violence is overwhelmingly directed by men against women [...] In addition, violence used by men against female partners tends to be much more severe than that used by women against men. Mullender and Morley state that 'Domestic violence against women is the most common form of family violence worldwide.' 
  2. a b García-Moreno, Claudia; Stöckl, Heidi (2013), «Protection of sexual and reproductive health rights: addressing violence against women», in: Grodin, Michael A.; Tarantola, Daniel; Annas, George J.; et al., Health and human rights in a changing world, ISBN 9781136688638, Routledge, pp. 780–781, Intimate male partners are most often the main perpetrators of violence against women, a form of violence known as intimate partner violence, 'domestic' violence or 'spousal (or wife) abuse.' Intimate partner violence and sexual violence, whether by partners, acquaintances or strangers, are common worldwide and disproportionately affect women, although are not exclusive to them. 
  3. Esquivel-Santoveña, Esteban Eugenio; Lambert, Teri L.; Hamel, John (janeiro de 2013). «Partner abuse worldwide» (PDF). Partner Abuse. 4 (1): 6–75. doi:10.1891/1946-6560.4.1.6 
  4. a b Strong, Bryan; DeVault, Christine; Cohen, Theodore (16 de fevereiro de 2010). The Marriage and Family Experience: Intimate Relationships in a Changing Society. [S.l.]: Cengage Learning. p. 447. ISBN 978-1133597469 
  5. a b Concannon, Diana (11 de julho de 2013). Kidnapping: An Investigator’s Guide. [S.l.]: Newnes. p. 30. ISBN 978-0123740311 
  6. a b Riviello, Ralph (1 de julho de 2009). Manual of Forensic Emergency Medicine. [S.l.]: Jones & Bartlett Learning. p. 129. ISBN 978-0763744625 
  7. a b Finley, Laura (16 de julho de 2013). Encyclopedia of Domestic Violence and Abuse. [S.l.]: ABC-CLIO. p. 163. ISBN 978-1610690010 
  8. a b Hess, Kären; Orthmann, Christine; Cho, Henry (1 de janeiro de 2016). Criminal Investigation. [S.l.]: Cengage Learning. p. 323. ISBN 978-1435469938 
  9. a b Lupri, Eugene; Grandin, Elaine (2004), «Consequences of male abuse - direct and indirect», in: Lupri, Eugene; Grandin, Elaine, Intimate partner abuse against men (PDF), ISBN 9780662379751, Ottawa: National Clearinghouse on Family Violence, p. 6, consultado em 21 de junho de 2014, cópia arquivada (PDF) em 4 de janeiro de 2009 
  10. Halket, Megan Mcpherson; Gormley, Katelyn; Mello, Nicole; Rosenthal, Lori; Mirkin, Marsha Pravder (2013). «Stay with or Leave the Abuser? The Effects of Domestic Violence Victim's Decision on Attributions Made by Young Adults». Journal of Family Violence. 29. 35 páginas. doi:10.1007/s10896-013-9555-4 
  11. WHO (7 de março de 2013). «Child marriages: 39,000 every day». who.int. World Health Organization. Consultado em 11 de abril de 2014  Joint news release Every Woman Every Child/Girls Not Brides/PMNCH/United Nations Foundation/UNFPA/UNICEF/UN Women/WHO/World Vision/World YWCA/
  12. Schechter, Daniel S.; Zygmunt, Annette; Coates, Susan W.; Davies, Mark; Trabka, Kimberly A.; McCaw, Jamie; Kolodji, Ann; Robinson, Joann L. (2007). «Caregiver traumatization adversely impacts young children's mental representations on the MacArthur Story Stem Battery». Attachment & Human Development. 9 (3): 187–205. PMC 2078523Acessível livremente. PMID 18007959. doi:10.1080/14616730701453762 
  13. «Convention on preventing and combating violence against women and domestic violence (CETS No. 210)». conventions.coe.int. Conselho da Europa. Consultado em 8 de setembro de 2013 
  14. a b {{{JURISDIÇÃO}}}, {{{título}}} nº {{{número}}}, de {{{data}}}.
  15. a b Waits, Kathleen (abril de 1985). «The criminal justice system's response to battering: understanding the problem, forging the solutions». Washington University School of Law. Washington Law Review. 60 (2): 267–329  Lexis Nexis. Predefinição:NCJ
  16. Shipway, Lyn (2004), «Domestic violence – a healthcare issue», in: Shipway, Lyn, Domestic violence: a handbook for health professionals, ISBN 9780415282208, London New York: Routledge, p. 3 
  17. Mirlees-Black, Catriona; Mayhew, Pat; Percy, Andrew (24 de setembro de 1996). «The 1996 British Crime Survey England & Wales» (PDF). Home Office. Home Office Statistical Bulletin. 19/96. Arquivado do original (PDF) em 8 de dezembro de 2010 
  18. Wallace, Harvey (2005), «Characteristics of family violence», in: Wallace, Harvey, Family violence: legal, medical, and social perspectives, ISBN 9780205418220, Boston, Massachusetts: Pearson, p. 2 
  19. Krug, Etienne G.; Dahlberg, Linda L.; Mercy, James A.; Zwi, Anthony B.; Lozano, Rafael (2002). World report on violence and health (PDF). Genebra: Organização Mundial de Saúde. ISBN 9789240681804 
  20. a b WHO. Understanding and addressing intimate partner violence (PDF). Geneva, Switzerland: World Health Organization. WHO/RHR/12.36 
  21. Renzetti, Claire M.; Miley, Charles Harvey, eds. (1996). Violence in gay and lesbian domestic partnerships. New York: Harrington Park Press. ISBN 9781560230748 
  22. Johnson, Michael P.; Ferraro, Kathleen J. (novembro de 2000). «Research on domestic violence in the 1990s: making distinctions». Journal of Marriage and Family. 62 (4): 948–963. JSTOR 1566718. doi:10.1111/j.1741-3737.2000.00948.x 
  23. WHO (2015). «Child maltreatment» (PDF). Geneva, Switzerland: World Health Organization. Consultado em 22 de agosto de 2015 
  24. WHO (2015). «Elder abuse». Genebra: Organização Mundial de Saúde. Consultado em 22 de agosto de 2015 
  25. Shipway, Lyn (2004). Domestic violence: a handbook for health professionals. London New York: Routledge. ISBN 9780415282208 
  26. a b Siemieniuk, Reed A.C.; Krentz, Hartmut B.; Gish, Jessica A.; Gill, M. John (dezembro de 2010). «Domestic violence screening: prevalence and outcomes in a Canadian HIV population». Mary Ann Liebert, Inc. AIDS Patient Care and STDs. 24 (12): 763–770. PMID 21138382. doi:10.1089/apc.2010.0235 
  27. «Crimes». womenslaw.org. National Network to End Domestic Violence, Inc. 2008. Consultado em 2 de dezembro de 2011 
  28. a b U.S Department of Justice (2007). «About domestic violence». usdoj.gov. U.S. Department of Justice 
  29. a b c Department of Justice (Canada). «About family violence». justice.gc.ca. Canadian Department of Justice. Consultado em 22 de agosto de 2015 
  30. Council of Europe. «Council of Europe Domestic Violence Campaign». coe.int. Council of Europe. Consultado em 22 de agosto de 2015 
  31. a b c «Home page». azcadv.org. Arizona Coalition Against Domestic Violence. 2010 
  32. Sorenson, Susan B.; Joshi, Manisha; Sivitz, Elizabeth (novembro de 2014). «A systematic review of the epidemiology of nonfatal strangulation, a human rights and health concern». American Journal of Public Health. 104 (11): e54–e61. PMID 25211747. doi:10.2105/AJPH.2014.302191 
  33. «The impact of strangulation crimes». strangulationtraininginstitute.com. Training institute on strangulation prevention. Cópia arquivada em 23 de abril de 2015 
  34. WHO (outubro de 2013). Violence against women: fact sheet no. 239. [S.l.]: World Health Organization. Consultado em 10 de abril de 2014 
  35. van Wormer, Katherine; Shim, Woochan S. (2009), «Domestic homicide worldwide», in: van Wormer, Katherine; Roberts, Albert R., Death by domestic violence: preventing the murders and murder-suicides, ISBN 9780313354892, Westport, Connecticut London: Greenwood Publishing Group, pp. 103–104 
  36. Johnson, J.K.; Haider, F.; Ellis, K.; Hay, D.M.; Lindow, S.W. (março de 2003). «The prevalence of domestic violence in pregnant women». BJOG: an International Journal of Obstetrics and Gynaecology. 110 (3): 272–275. PMID 12628266. doi:10.1046/j.1471-0528.2003.02216.x 
  37. Mezey, Gillian C.; Bewley, Susan (3 de maio de 1997). «Domestic violence and pregnancy». The BMJ. 314 (7090): 1295. PMC 2126542Acessível livremente. PMID 9158458. doi:10.1136/bmj.314.7090.1295 
  38. Herring, Jonathan (2014). «Marriage, civil partnership, and cohabitation». In: Herring, Jonathan. Family law: a very short introduction. Oxford, United Kingdom: Oxford University Press. p. 5. ISBN 9780199668526 
  39. Swanson, Jordan (primavera de 2002). «Acid attacks: Bangladesh's efforts to stop the violence». Harvard Interfaculty Initiative in Health Policy. Harvard Health Policy Review. 3 (1): 82–88 
  40. Bandyopadhyay, Mridula; Khan, Mahmuda Rahman (2003), «Loss of face: violence against women in South Asia», in: Manderson, Lenore; Bennett, Linda Rae, Violence against women in Asian societies, ISBN 9780700717415, London New York: Routledge Curzon 
  41. Associated Press (11 de novembro de 2000). «Bangladesh combats an acid onslaught against women». CNN. Consultado em 13 de março de 2008. Cópia arquivada em 22 de setembro de 2007 
  42. Bahl, Taru; Syed, M.H. (2003). Encyclopaedia of Muslim world. New Delhi: Anmol Publications. ISBN 9788126114191 
  43. Mannan, A.; S. Ghani; A. Clarke; P. White; S. Salmanta; P.E.M. Butler (agosto de 2005). «Psychosocial outcomes derived from an acid burned population in Bangladesh, and comparison with Western norms». Burns. 32 (2): 235–241. PMID 16448773. doi:10.1016/j.burns.2005.08.027 
  44. Combating Acid Violence in Bangladesh, India and Cambodia. Avon Global Center for Women and Justice at Cornell Law School and the New York City Bar Association, 2011.
  45. WHO; Pan American Health Organization (PAHO) (2012). Understanding and addressing violence against women: femicide (PDF). [S.l.]: World Health Organization 
  46. Sanctuary for Families (15 de outubro de 2008). «International domestic violence issues». sanctuaryforfamilies.org. Sanctuary for Families. Consultado em 8 de setembro de 2013. Cópia arquivada em 16 de outubro de 2014 
  47. «Item 12 - Integration of the human rights of women and the gender perspective: violence against women and "honor" crimes». hrw.org. Human Rights Watch. 6 de abril de 2001. Consultado em 6 de abril de 2001 
  48. Pope, Nicole (2012), «Born unequal · Old Traditions, modern context», in: Pope, Nicole, Honor killings in the twenty-first century, ISBN 9781137012661, New York: Palgrave Macmillan, pp. 41–43, 140 
  49. NHS Choices. «Health questions: does a woman always bleed when she has sex for the first time?». nhs.uk. NHS. Consultado em 1 de janeiro de 2014 
  50. Jordan, Mary (20 de agosto de 2008). «Searching for freedom, chained by the law». The Washington Post. Nash Holdings. Consultado em 3 de agosto de 2013 
  51. Londoño, Ernesto (9 de setembro de 2012). «Afghanistan sees rise in 'dancing boys' exploitation». The Washington Post. Dehrazi, Afghanistan: Nash Holdings 
  52. «Afghanistan». aidsportal.org. AIDSPortal. Consultado em 2 de agosto de 2013 
  53. a b «Iran: country specific information». travel.state.gov. United States Department of State. Consultado em 3 de agosto de 2013. Cópia arquivada em 6 de dezembro de 2013 
  54. Convention on the Rights of the Child (14 de abril de 1999). United Nations Human Rights Website – Treaty Bodies Database – Document – Summary Record – Kuwait. unhchr.ch. [S.l.]: United Nations. Consultado em 2 de agosto de 2013 
  55. «Culture of Maldives». everyculture.com. Every Culture. Consultado em 3 de agosto de 2013 
  56. Nakim, Nora (9 de agosto de 2012). «Morocco: Should pre-marital sex be legal?». BBC news. BBC. Consultado em 3 de agosto de 2013 
  57. «Legislation of Interpol member states on sexual offences against children: Oman, Muscat» (PDF). Interpol. Primavera de 2006. Cópia arquivada (PDF) em 15 de dezembro de 2007 
  58. «2010 Human Rights Report: Mauritania». state.gov. United States Department of State. 8 de abril de 2011. Consultado em 2 de agosto de 2013 
  59. «Education in Dubai». Dubaifaqs.com. Consultado em 2 de agosto de 2013 
  60. Judd, Terri; Sajn, Nikolina (10 de julho de 2008). «Briton faces jail for sex on Dubai beach». The Independent. London: Independent Print Limited. Consultado em 3 de agosto de 2013 
  61. Staff writer (12 de setembro de 2011). «"Sex outside of marriage is a criminal offense here," PH ambassador to Qatar warns Pinoys». SPOT.ph. Consultado em 3 de agosto de 2013 
  62. Staff writer (28 de junho de 2007). «Sudan must rewrite rape laws to protect victims». Reuters. Consultado em 2 de agosto de 2013 
  63. Basha, Amal; Ghanem, Rana; Abdulhafid, Nabil (14 de outubro de 2005). «Women's rights in the Middle East and North Africa – Yemen». refworld.org. Freedom House. Consultado em 2 de agosto de 2013 
  64. Lakhani, Avnita (2005). «Bride-burning: the "elephant in the room" is out of control». Pepperdine University School of Law. Pepperdine Dispute Resolution Law Journal. 5 (2): 249–298 
  65. UN Women (24 de dezembro de 2012). «Confronting dowry-related violence in India: women at the center of justice». UN Women. Consultado em 22 de agosto de 2015 
  66. UNICEF. «Prevalence of FGM/C». UNICEF. Consultado em 18 de agosto de 2014. Cópia arquivada em 15 de julho de 2015 
  67. a b WHO (2002), «The forms and contexts of violence», in: WHO, World report on violence and health: summary, Geneva, Switzerland: World Health Organization, pp. 17–18 
  68. a b WHO, «Sexual violence: prevalence, dynamics and consequences», in: WHO, Guidelines for medico-legal care for victims of sexual violence, ISBN 9789241546287, Geneva, Switzerland: World Health Organization, pp. 6–16 
  69. Kappler, Karolin Eva (2012), «Theoreteical framework: sexual violence in the frame of everyday life», in: Kappler, Karolin Eva, Living with paradoxes victims of sexual violence and their conduct of everyday life, ISBN 9783531940038, Wiesbaden: VS Verlag für Sozialwissenschaften / Springer Fachmedien Wiesbaden GmbH, pp. 37–38 
  70. «Ethics guide: honour crimes». BBC Religion and ethics. BBC. Consultado em 8 de setembro de 2013 
  71. Harter, Pascale (14 de junho de 2011). «Libya rape victims 'face honour killings'». BBC News. BBC. Consultado em 8 de setembro de 2013 
  72. «Female genital mutilation». World Health Organization. Consultado em 22 de agosto de 2015 
  73. Fridell, Lorie A. (outubro de 1990). «Decision-making of the District Attorney: diverting or prosecuting intrafamilial child sexual abuse offenders». Criminal Justice Policy Review. 4 (3): 249–267. doi:10.1177/088740349000400304 
  74. «Malawians take steps to end sexual initiation of girls». Toronto Star. Star Media Group. 20 de janeiro de 2014. Consultado em 22 de agosto de 2015 
  75. ECPAT International: Confronting the commercial sexual exploitation of children in Africa (PDF). [S.l.]: End child prostitution, child pornography & trafficking of children for sexual purposes (ECPAT). Setembro de 2007 
  76. «Council of Europe Convention on the Protection of Children against Sexual Exploitation and Sexual Abuse (CETS No. 201)». conventions.coe.int. Council of Europe. Consultado em 22 de agosto de 2015 
  77. «Ministry of Foreign Affairs of the Czech Republic». Permanent representation of the Czech Republic to the Council of Europe in Strasbourg. 17 de julho de 2014 
  78. HotlineAdvocate_SA (15 de fevereiro de 2011). «1 in 4 callers to the National Domestic Violence Hotline report birth control sabotage and pregnancy coercion». National Domestic Violence Hotline 
  79. «Medscape: Medscape Access». Medscape. Consultado em 22 de agosto de 2015 
  80. Miller, Elizabeth; Jordan, Beth; Levenson, Rebecca; Silverman, Jay G. (junho de 2010). «Reproductive coercion: connecting the dots between partner violence and unintended pregnancy». Contraception. 81 (6): 457–459. PMC 2872678Acessível livremente. PMID 20472110. doi:10.1016/j.contraception.2010.02.023 
  81. Bawah, Ayaga Agula; Akweongo, Patricia; Simmons, Ruth; Phillips, James F. (março de 1999). «Women's fears and men's anxieties: the impact of family planning on gender relations in northern Ghana» (PDF). Studies in Family Planning. 30 (1): 54–66. PMID 10216896. doi:10.1111/j.1728-4465.1999.00054.x 
  82. Garcia-Moreno, Claudia; Guedes, Alessandra; Knerr, Wendy. Sexual violence. Col: Understanding and Addressing Violence Against Women Series. Geneva, Switzerland: World Health Organisation 
  83. «Bioline International Official Site (site up-dated regularly)». Bioline.org.br. Consultado em 8 de setembro de 2013 
  84. «Forced sexual relations among married young women in developing countries» (PDF). Population Council. Junho de 2004. Consultado em 11 de abril de 2014 
  85. Rafferty, Yvonne (2013), «Ending child trafficking as a human rights priority: applying the spectrum of prevention as a conceptual framework», in: Sigal, Janet A.; Denmark, Florence L., Violence against girls and women: international perspectives, ISBN 9781440803352, Santa Barbara, California: Praeger, An Imprint of ABC-CLIO, LLC, pp. 137–143 
  86. Rafferty, Yvonne (2013), «Ending child trafficking as a human rights priority: applying the spectrum of prevention as a conceptual framework», in: Sigal, Janet A.; Denmark, Florence L., Violence against girls and women: international perspectives, ISBN 9781440803352, Santa Barbara, California: Praeger, An Imprint of ABC-CLIO, LLC, p. 136 
  87. Herring, Jonathan (2014), «Domestic violence», in: Herring, Jonathan, Family law: a very short introduction, ISBN 9780199668526, Oxford, United Kingdom: Oxford University Press, p. 35 
  88. «Promising practices and challenges for implementation», Ending violence against women: from words to action: study of the Secretary-General (PDF), ISBN 9789211127034, United Nations, p. 113 
  89. a b The Convention of Belém do Pará and the Istanbul convention: a response to violence against women worldwide (PDF). [S.l.: s.n.]  (Flyer for side-event at the 58th session of the Commission on the Status of Women.)
  90. See Article 36 – Sexual violence, including rape para 3; and Article 43 – Application of criminal offences Also see the Explanatory Report, para 194, para 219 and para 220.
  91. «Chart of signatures and ratifications of Treaty 210». Council of Europe. Consultado em 27 de outubro de 2015 
  92. Follingstad, Diane R.; DeHart, Dana D. (Setembro de 2000). «Defining psychological abuse of husbands toward wives: contexts, behaviors, and typologies». Journal of Interpersonal Violence. 15 (9): 891–920. doi:10.1177/088626000015009001 
  93. «Convention on preventing and combating violence against women and domestic violence (CETS No. 210)». conventions.coe.int. Council of Europe. Consultado em 22 de agosto de 2015 
  94. «Convenção de Istambul». Procuradoria Geral de Lisboa 
  95. NHS Barking and Dagenham, «Stalking», in: NHS Barking and Dagenham, What is domestic violence?, England: National Health Service, consultado em 22 de agosto de 2015 
  96. a b Buttery, Vicki W. (biology instructor). «The physical and psychological effects of domestic violence on women». faculty.inverhills.edu. Inver Hills Community College. Consultado em 25 de junho de 2012. Cópia arquivada em 7 de setembro de 2006 
  97. Chamberlain, Linda (janeiro–fevereiro de 2002). «Domestic violence: a primary care issue for rural women». National Women's Health Network. The Network News. 27 (1): 1–4. Article 113. Arquivado do original em 21 de setembro de 2015 
  98. Jones, Ann (2000). Next time, she'll be dead: battering & how to stop it. Boston, Massachusetts: Beacon Press. ISBN 9780807067895 
  99. Hilberman, Elaine (novembro de 1980). «Overview: the "wife-beater's wife" reconsidered». American Journal of Psychiatry. 137 (11): 1336–1347. doi:10.1176/ajp.137.11.1336 
  100. Hilberman, Elaine (1984), «Overview: the "wife-beater's wife" reconsidered», in: Rieker, Patricia P.; (Hilberman) Carmen, Elaine, The gender gap in psychotherapy social realities and psychological processes, ISBN 9781468447545, Boston, Massachusetts: Springer, pp. 213–236 
  101. a b c d Adams, Adrienne E.; Sullivan, Cris M.; Bybee, Deborah; Greeson, Megan R. (Maio de 2008). «Development of the scale of economic abuse». Violence Against Women. 14 (5): 563–588. PMID 18408173. doi:10.1177/1077801208315529 
  102. a b c Brewster, Mary P. (agosto de 2003). «Power and control dynamics in prestalking and stalking situations». Journal of Family Violence. 18 (4): 207–217. doi:10.1023/A:1024064214054  Predefinição:NCJ
  103. a b Sanders, Cynthia K.; Schnabel, Meg (Junho de 2006). «Organizing for economic empowerment of battered women: women's savings accounts». Journal of Community Practice. 14 (3): 47–68. doi:10.1023/A:1024064214054 
  104. National Coalition Against Domestic Violence. «Economic abuse» (PDF). ncadv.org. en:National Coalition Against Domestic Violence. Consultado em 24 de novembro de 2014. Cópia arquivada (PDF) em 28 de fevereiro de 2013 
  105. Ackerson, Leland K.; Subramanian, S.V. (maio de 2008). «Domestic violence and chronic malnutrition among women and children in India». American Journal of Epidemiology. 167 (10): 1188–1196. doi:10.1093/aje/kwn049 
  106. Watts, Charlotte; Zimmerman, Cathy (6 de abril de 2002). «Violence against women: global scope and magnitude». The Lancet. 359 (9313): 1232–1237. PMID 11955557. doi:10.1016/S0140-6736(02)08221-1 
  107. MACHADO, Andreia; MATOS, Marlene (2012). «Homens de quem não se fala: as vítimas esquecidas da violência na intimidade» (PDF). Braga, Portugal: Universidade do Minho. Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Psicologia da Justiça (5): 5-29. Consultado em 4 de dezembro de 2014 
  108. Cláudia Casimiro. Violências na conjugalidade: a questão da simetría do género. Análise Social. Vol. 43, No. 188 (2008), pp. 579-601
  109. a b c d e Chan, Ko Ling (2011). «Gender differences in self-reports of intimate partner violence: a review» (PDF). Aggression and Violent Behavior. 16 (2): 167–175. doi:10.1016/j.avb.2011.02.008 
  110. Chan, Ko Ling (2012). «Gender symmetry in the self-reporting of intimate partner violence» (PDF). Journal of Interpersonal Violence. 27 (2): 263–286. PMID 21920874. doi:10.1177/0886260511416463 
  111. Rose, Susan D. (2014), «Gender violence: the problem», in: Rose, Susan D., Challenging global gender violence: the global clothesline project, ISBN 9781137388483, New York: Palgrave Macmillan, pp. 12–13 
  112. Boundless, «Spousal abuse», in: Boundless, Sociology, ISBN 9781940464374, Boston, Massachusetts: Boundless, pp. 898–899  Details.
  113. Hamby, S. (2009). «The gender debate about intimate partner violence: solutions and dead ends.». Psychological Trauma: Theory, Research, Practice and Policy. 1 
  114. Kernsmith, Poco (abril de 2005). «Exerting power or striking back: a gendered comparison of motivations for domestic violence perpetration». Violence and Victims. 20 (2): 173–185. ISSN 0886-6708. PMID 16075665 
  115. Bair-Merritt, Megan H; Crowne, Sarah Shea; Thompson, Darcy A; Sibinga, Erica; Trent, Maria; Campbell, Jacquelyn (outubro de 2010). «Why Do Women Use Intimate Partner Violence? A Systematic Review of Women's Motivations». Trauma, violence & abuse. 11 (4): 178–189. ISSN 1524-8380. PMC 2994556Acessível livremente. PMID 20823071. doi:10.1177/1524838010379003 
  116. a b c Caldwell, Jennifer E. (janeiro de 2012). «Gender differences in intimate partner violence outcomes» (PDF). Psychology of Violence. 2 (1): 42–45. doi:10.1037/a0026296 
  117. Esquivel-Santovena, Esteban Eugenio; Lambert, Teri; Hamel, John (janeiro de 2013). «Partner abuse worldwide». Partner Abuse. 4 (1): 1–8. doi:10.1891/1946-6560.4.1.e14 
  118. Wasco, Sharon M.; Bond, Meg A. (2010), «The treatmment of gender in community psychology research», in: Chrisler, Joan C.; McCreary, Donald R., Handbook of gender research in psychology, ISBN 9781441914675, Springer, p. 632 
  119. Childinfo. «Attitudes towards wife beating: percentage of women aged 15–49 who think that a husband/partner is justified in hitting or beating his wife/partner under certain circumstances». childinfo.org. Childinfo: monitoring the situation of children and women. Consultado em 8 de setembro de 2013. Cópia arquivada em 4 de julho de 2014 
  120. UNFPA. «Gender-based violence». unfpa.org. United Nations Population Fund. Consultado em 22 de agosto de 2015 
  121. Felson, Richard (2002). Violence and gender reexamined. [S.l.]: American Psychological Association. p. abstract. ISBN 1557988951 
  122. a b Rogers, Kenneth; Baumgardner, Barbara; Connors, Kathleen; Martens, Patricia; Kiser, Laurel (2010), «Prevention of family violence», in: Compton, Michael T., Clinical manual of prevention in mental health, ISBN 9781585623471 1st ed. , Washington, DC: American Psychiatric Publishing, p. 245, Women are more often the victims of domestic violence than men and are more likely to suffer injuries and health consequences... 
  123. a b Brinkerhoff, David; Weitz, Rose; Ortega, Suzanne T. (2013), «The study of society», in: Brinkerhoff, David; Weitz, Rose; Ortega, Suzanne T., Essentials of sociology, ISBN 9781285545899 9th ed. , Belmont, California: Wadsworth Cengage Learning, p. 11, A conflict analysis of domestic violence, for example, would begin by noting that women are battered far more often and far more severely than are men... 
  124. a b Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome UN_GA_Res
  125. UNFPA (2008). UNFPA strategy and framework for action to addressing gender-based violence 2008-2011 (PDF). New York: United Nations Population Fund. ISBN 9780897149518 
  126. ACHPR (11 de julho de 2003). «Protocol to the African charter on human and peoples' rights on the rights of women in Africa». African Commission on Human and Peoples' Rights 
  127. Heise, Lori; Ellsberg, Mary; Gottemoeller, Megan (1999). «Ending violence against women» (PDF). Johns Hopkins University, Population Information Program, Baltimore. Population Reports. Series L. XXVII (4): 11 
  128. Gedulin, George. «San Diego Domestic Violence Attorney». gedulinlaw.com. George Gedulin. Consultado em 25 de agosto de 2016 
  129. Petrosky, Emiko; Blair, Janet M.; Betz, Carter J.; Fowler, Katherine A.; Jack, Shane P.D.; Lyons, Bridget H. (2017). «Racial and Ethnic Differences in Homicides of Adult Women and the Role of Intimate Partner Violence — United States, 2003–2014». MMWR. Morbidity and Mortality Weekly Report (em inglês). 66 (28): 741–746. ISSN 0149-2195. doi:10.15585/mmwr.mm6628a1 
  130. a b Small Arms Survey (fevereiro de 2012). «Femicide: a global problem — research note 14». Graduate Institute of International and Development Studies. Small Arms Survey Research Notes 
  131. Mayo Clinic Staff (13 de abril de 2014). «Domestic violence against men: know the signs». mayoclinic.org. Mayo Clinic. Consultado em 11 de abril de 2014 
  132. Sullivan, Vince. «Help domestic abuse victims for 35 years». The Delco Times. 21st Century Media. Consultado em 11 de abril de 2014 
  133. Kumar, Anant (março de 2012). «Domestic violence against men in India: a perspective». Journal of Human Behavior in the Social Environment. 22 (3): 290–296. doi:10.1080/10911359.2012.655988 
  134. Felson, Richard B.; Pare, Paul‐Philippe (Setembro de 2007). «Does the criminal justice system treat domestic violence and sexual assault offenders leniently?» (PDF). Justice Quarterly. 24 (3): 455. doi:10.1080/07418820701485601 
  135. Kingsnorth, Rodney F.; MacIntosh, Randall C. (setembro de 2007). «Intimate partner violence: the role of suspect gender in prosecutorial decision‐making» (PDF). Justice Quarterly. 24 (3): 460–495. doi:10.1080/07418820701485395 
  136. Lisa, Holland-Davis,; Jason, Davis, (2014). «Victim Arrest in Intimate Partner Violence Incidents: A Multilevel Test of Black's Theory of Law». The Journal of Public and Professional Sociology (em inglês). 6 (1). ISSN 2154-8935 
  137. a b Muftić, Lisa R.; Bouffard, Jeffrey A.; Bouffard, Leana Allen (1 de junho de 2007). «An Exploratory Study of Women Arrested for Intimate Partner Violence: Violent Women or Violent Resistance?». Journal of Interpersonal Violence (em inglês). 22 (6): 753–774. ISSN 0886-2605. doi:10.1177/0886260507300756 
  138. a b c d Chu, Ann T.; Sundermann, Jane M.; DePrince, Anne P. (2013), «Intimate partner violence in adolescent romantic relationships», in: Donohue, William T.; Benuto, Lorraine T.; Woodward Tolle, Lauren, Handbook of adolescent health psychology, ISBN 9781461466338, New York, New York: Springer, p. 193 
  139. a b c d Knox, Lyndee; Lomonaco, Carmela; Alpert, Elaine (2009), «Adolescent relationship violence», in: Mitchell, Connie; Anglin, Deirdre, Intimate partner violence: a health-based perspective, ISBN 9780199720729, Oxford New York: Oxford University Press, pp. 514, 516 
  140. Williams, Jessica R.; Ghandour, Reem M.; Kub, Joan E. (outubro de 2008). «Female perpetration of violence in heterosexual intimate relationships: adolescence through adulthood». Trauma, Violence, & Abuse. 9 (4): 227–249. PMC 2663360Acessível livremente. PMID 18936281. doi:10.1177/1524838008324418 
  141. a b Ely, Gretchen; Dulmus, Catherine N.; Wodarski, John S. (2002), «Adolescent dating violence», in: Rapp-Paglicci, Lisa A.; Roberts, Albert R.; Wodarski, John S., Handbook of violence, ISBN 9780471214441, New York: John Wiley & Sons, p. 36 
  142. Poet, Andrea; Swiderski, Catherine R.; McHugh, Maureen C. (2011), «Developing teen relationships: the role of violence», in: Paludi, Michele A., The psychology of teen violence and victimization, volume 1, Part III. Teen violence by family and mates, ISBN 9780313393761, Santa Barbara, California: Praeger, pp. 221–241 
  143. Edwards, Katie M.; Dardis, Christina M.; Gidycz, Christine A. (2011), «The role of victimization experiences in adolescent girls and young women's aggression in dating relationships», in: Paludi, Michele A., The psychology of teen violence and victimization, volume 2, Part I. Impact of teen violence on adolescents, family, and peers, ISBN 9780313393761, Santa Barbara, California: Praeger, pp. 71–82 
  144. «The Relationship Between Domestic Violence and Child Abuse» (PDF). Prevent Child Abuse America. Setembro de 1996. Consultado em 16 de abril de 2016 
  145. Staff writer (março de 2015). «States with full abolition». endcorporalpunishment.org. Global Initiative to End All Corporal Punishment of Children. Cópia arquivada em 24 de maio de 2015 
  146. «States which have prohibited all corporal punishment». Global Initiative to End All Corporal Punishment of Children. Consultado em 8 de outubro de 2017 
  147. a b Fisher, Bonnie S.; Lab, Steven P., eds. (2010), «Same-sex relationships», Encyclopedia of gender and society, Volume 1, ISBN 9781412960472, Thousand Oaks, California: Sage, p. 312 
  148. Burke, Leslie K.; Follingstad, Diane R. (Agosto de 1999). «Violence in lesbian and gay relationships: theory, prevalence, and correlational factors». Clinical Psychology Review. 19 (5): 487–512. PMID 10467488. doi:10.1016/S0272-7358(98)00054-3 
  149. Karmen, Andrew (2010), «Victims of rapes and other sexual assaults», in: Karmen, Andrew, Crime victims: an introduction to victimology, ISBN 9780495599296 7th ed. , Belmont, California: Cengage Learning, p. 255 
  150. Kaslow, Nadine J.; Thorn, Sheridan L.; Paranjape, Anuradha (2006), «Interventions for abused African-American women and their children», in: Hampton, Robert L.; Gullotta, Thomas P., Interpersonal violence in the African-American community evidence-based prevention and treatment practices, ISBN 9780387295985, Dordrecht, Netherlands: Springer, p. 49 
  151. Rodgers, Lucy; Gutierrez Martin, Pablo Gutierrez Martin; Rees, Martyn; Connor, Steven (10 de fevereiro de 2014). «Where is it illegal to be gay?». BBC News. BBC. Consultado em 22 de agosto de 2015 
  152. Serra, Natalie E. (2013). «Queering international human rights: LGBT access to domestic violence remedies». American University. Journal of Gender, Social Policy & the Law. 21 (3): 583–607 
  153. a b Lehman, Mark Warren (1997). At the end of the rainbow: a report on gay male domestic violence and abuse (PDF). St. Paul, Minnesota: Minnesota Center Against Violence and Abuse. Consultado em 30 de dezembro de 2007 
  154. a b Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome Finneran_2014
  155. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome Chen_2013
  156. «Same-sex abuse». womenslaw.org. National Network to End Domestic Violence, Inc. Consultado em 24 de novembro de 2014 
  157. Chan, Ko Ling (janeiro de 2012). «Gender symmetry in the self-reporting of intimate partner violence» (PDF). Journal of Interpersonal Violence. 27 (2): 263–286. PMID 21920874. doi:10.1177/0886260511416463 
  158. UN Women. «Facts and figures: ending violence against women». unwomen.org. UN Women. Consultado em 22 de agosto de 2015 
  159. «Violência doméstica e familiar contra a mulher- 2015 — Portal Institucional do Senado Federal». www12.senado.gov.br. Consultado em 7 de dezembro de 2015 
  160. «WHO | Violence against women». www.who.int. Consultado em 7 de dezembro de 2015 
  161. DOSSI, A.P.; SALIBA O.; GARBIN, C.A. S.; GARBIN, A. J.I. Perfi l epidemiológico da violência física intrafamiliar: agressões denunciadas em um município do Estado de São Paulo, Brasil, entre 2001 e 2005. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 24(8):1939-1952, ago, 2008 disponível em pdf
  162. Dias, Isabel. Exclusão social e violência doméstica, que relação? Comunicação apresentada no I Congresso português de sociologia econômica realizado na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1998 disponível em pdf
  163. NORONHA, C.V.; DALTRO M.E. A Violência Masculina é Dirigida para Eva ou Maria. Cad. Saúde Pública vol.7 no.2 Rio de Janeiro Apr./June 1991 disponível em pdf
  164. Newman, Willis C.; Newman, Esmeralda (2008), «What is domestic violence? (What causes domestic violence?)», in: Newman, Willis C.; Newman, Esmeralda, Domestic violence: causes and cures and anger management, ISBN 9781452843230, Tacoma, Washington: Newman International LLC, p. 11 
  165. a b Simons, Ronald L.; Johnson, Christine (1998), «An examination of competing explanations for the intergenerational transmission of domestic violence», in: Danieli, Yael, International handbook of multigenerational legacies of trauma, ISBN 9780306457388, New York London: Plenum Press, pp. 553–570 
  166. Kalmuss, Debra; Seltzer, Judith A. (1984). The effect of family structure on family violence: the case of remarriage. Durham, New Hampshire: [s.n.]  Paper presented at the Second National Conference for Family Violence Researchers.
  167. Kalmuss, Debra (fevereiro de 1984). «The intergenerational transmission of marital aggression». Journal of Marriage and Family. 46 (1): 11–19. JSTOR 351858. doi:10.2307/351858 
  168. Kalmuss, Debra; Seltzer, Judith A. (fevereiro de 1986). «Continuity of marital behavior in remarriage: the case of spouse abuse». Journal of Marriage and Family. 48 (1): 113–120. JSTOR 352234. doi:10.2307/352234 
  169. Gershoff, E.T. (2008). Report on Physical Punishment in the United States: What Research Tells Us About Its Effects on Children (PDF). Columbus, OH: Center for Effective Discipline. p. 16 
  170. Committee on Psychosocial Aspects of Child and Family Health (abril de 1998). «Guidance for effective discipline». Pediatrics. 101 (4 Pt 1): 723–8. PMID 9521967 
  171. Durrant, Joan; Ensom, Ron (4 de setembro de 2012). «Physical punishment of children: lessons from 20 years of research». Canadian Medical Association Journal. 184 (12): 1373–1377. PMC 3447048Acessível livremente. PMID 22311946. doi:10.1503/cmaj.101314 
  172. Durrant, Joan (março de 2008). «Physical Punishment, Culture, and Rights: Current Issues for Professionals». Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics. 29 (1): 55–66. PMID 18300726. doi:10.1097/DBP.0b013e318135448a 
  173. Ruether, Rosemary Radford (2005), «The greening of world religions», in: Ruether, Rosemary Radford, Integrating ecofeminism, globalization, and world religions, ISBN 9780742535305, Lanham, Maryland: Rowman & Littlefield Publishers, p. 50 
  174. Amnesty International (24 de novembro de 2009). Violence is not just a family affair: women face abuse in Tajikistan (PDF). [S.l.]: Amnistia Internacional. Paper no. EUR 60/001/2009 
  175. a b Kalra, Michelle (1996). Juvenile delinquency and adult aggression against women (Tese de M.A.). Wilfrid Laurier University 
  176. Hamberger, L. Kevin; Hastings, James E. (dezembro de 1986). «Personality correlates of men who abuse their partners: a cross-validation study». Journal of Family Violence. 1 (4): 323–341. doi:10.1007/BF00978276 
  177. Hamberger, L. Kevin; Hastings, James E. (junho de 1991). «Personality correlates of men who batter and nonviolent men: some continuities and discontinuities». Journal of Family Violence. 6 (2): 131–147. doi:10.1007/BF00978715 
  178. Hart, Stephen D.; Dutton, Donald G.; Newlove, Theresa (dezembro de 1993). «The prevalence of personality disorder among wife assaulters». Journal of Personality Disorders. 7 (4): 329–341. doi:10.1521/pedi.1993.7.4.329 
  179. Dutton, Donald G. (verão de 1994). «Patriarchy and wife assault: the ecological fallacy» (PDF). Violence & Victims. 9 (2): 167–182. PMID 7696196. Arquivado do original (PDF) em 29 de dezembro de 2014 
  180. Goetz, Aaron T. (2010). «The evolutionary psychology of violence». Colegio Oficial de Psicólogos del Principado de Asturias. Psicothema. 22 (1): 15–21. PMID 20100422 
  181. Haugan, Grethemor Skagseth; Nøttestad, Jim Aage. «Norway: treatment program for men who batters». Trondheim, Norway: Violence in intimate relationships Norway: EuroPROFEM - The European Men Profeminist Network, Norwegian University of Science and Technology 
  182. Hotaling, Gerald T.; Sugarman, David B. (1986). «An analysis of risk markers in husband to wife violence: the current state of knowledge». Violence & Victims. 1 (2): 101–124. PMID 3154143 
  183. Murphy, Christopher M.; Meyer, Shannon-Lee; O'Leary, K. Daniel (1993). «Family of origin violence and MCMI-II psychopathology, among partner assaultive men». Violence & Victims. 8 (2): 165–176. PMID 8193057 
  184. Doumas, Diana; Margolin, Gayla; John, Richard S. (Junho de 1994). «The intergenerational transmission of aggression across three generations». Journal of Family Violence. 9 (2): 157–175. doi:10.1007/bf01531961 
  185. Kalmuss, Debra S.; Straus, Murray A. (1990), «Wife's marital dependency and wife abuse», in: Straus, Murray A.; Gelles, Richard J., Physical violence in American families: risk factors and adaptations to violence in 8,145 families, ISBN 9780887382635, New Brunswick, New Jersey: Transaction Publishers  Details.
  186. Kurz, Demie (1992), «Battering and the criminal justice system: a feminist view», in: Buzawa, Eva Schlesinger; Buzawa, Carl G., Domestic violence: the changing criminal justice response, ISBN 9780865690011, Westport, Connecticut: Auburn House, pp. 21–40 
  187. Wallace, Harvey (2005), «Spousal abuse», in: Wallace, Harvey, Family violence: legal, medical, and social perspectives, ISBN 9780205418220, Boston, Massachusetts: Pearson, pp. 184–185 
  188. «Power and control wheel» (PDF). Domestic Abuse Intervention Project. Consultado em 27 de novembro de 2007. Cópia arquivada (PDF) em 1 de junho de 2010 
  189. a b Jewkes, Rachel (20 de abril de 2002). «Intimate partner violence: causes and prevention». The Lancet. 359 (9315): 1423–1429. JSTOR 11978358. PMID 11978358. doi:10.1016/S0140-6736(02)08357-5 
  190. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome gelles
  191. Kalmuss, Debra; Seltzer, Judith A. (dezembro de 1988). «Socialization and stress explanations for spouse abuse». University of North Carolina Press via Oxford Journals. Social Forces. 67 (2): 473–491. JSTOR 2579191. doi:10.2307/2579191 
  192. Aneshensel, Carol S. (agosto de 1992). «Social stress: theory and research». Annual Reviews. Annual Review of Sociology. 18: 15–38. doi:10.1146/annurev.so.18.080192.000311 
  193. Murray, Christine E.; Mobley, A. Keith; Buford, Anne P.; Seaman-DeJohn, Megan M. (janeiro de 2007). «Same-sex Intimate partner violence: dynamics, social context, and counseling implications» (PDF). Journal of LGBT Issues in Counseling. 1 (4): 7–30. doi:10.1300/J462v01n04_03 
  194. Staff writer. «Violence wheel». Domestic Abuse Violence Project (aka Duluth Model). Consultado em 18 de abril de 2014 
  195. Bancroft, Lundy (2003). Why does he do that?: Inside the minds of angry and controlling men. New York, New York: Berkley Books. ISBN 9780425191651  Details.
  196. a b Jones III, Richard F.; Horan, Deborah L. (julho de 1997). «The American College of Obstetricians and Gynecologists: A decade of responding to violence against women». International Journal of Gynecology & Obstetrics. 58 (1): 43–50. PMID 9253665. doi:10.1016/S0020-7292(97)02863-4 
  197. Breiding, Matthew J.; Chen, Jieru; Black, Michele C. (2014). Intimate partner violence in the United States — 2010 (PDF). Atlanta, Georgia: National Center for Injury Prevention and Control of the Centers for Disease Control and Prevention. OCLC 890407586 
  198. Middlebrooks, Jennifer S.; Audage, Natalie C. (2008). The effects of childhood stress on health across the lifespan (PDF). Atlanta, Georgia: National Center for Injury Prevention and Control of the Centers for Disease Control and Prevention. OCLC 529281759 
  199. Koss, Mary P.; Heslet, Lynette (Setembro de 1992). «Somatic consequences of violence against women». American Medical Association. Archives of Family Medicine. 1 (1): 53–59. PMID 1341588. doi:10.1001/archfami.1.1.53 
  200. Berrios, Daniel C.; Grady, Deborah (agosto de 1991). «Domestic violence: risk factors and outcomes». The Western Journal of Medicine. 155 (2): 133–135. PMC 1002942Acessível livremente. PMID 1926841 
  201. Barnett, Ola W. (2001). «Why battered women do not leave, part 2: external inhibiting factors — social support and internal inhibiting factors». Trauma, Violence, & Abuse. 2 (1): 3–35. doi:10.1177/1524838001002001001 
  202. Vitanza, Stephanie; Vogel, Laura C.M.; Marshall, Linda L. (primavera de 1995). «Distress and symptoms of posttraumatic stress disorder in abused women». Violence & Victims. 10 (1): 23–34. PMID 8555116 
  203. Cage, Anthea (Maio de 2007). «Occupational therapy with women and children survivors of domestic violence: are we fulfilling our activist heritage? A review of the literature». British Journal of Occupational Therapy. 70 (5): 192–198. doi:10.1177/030802260707000503 
  204. Helfrich, Christine A.; Rivera, Yesenia (Abril de 2006). «Employment skills and domestic violence survivors: a shelter-based intervention». Occupational Therapy in Mental Health. 22 (1): 33–48. doi:10.1300/j004v22n01_03 
  205. a b «Domestic violence and housing». stopvaw.org. Stop Violence Against Women: a project of the Advocates for Human Rights. Agosto de 2013. Cópia arquivada em 2 de outubro de 2015 
  206. «Domestic violence and homelessness» (PDF). aclu.org. American Civil Liberties Union Women's Rights Project. 2007 
  207. a b c Dodd, Lynda Warren (março de 2009). «Therapeutic groupwork with young children and mothers who have experienced domestic abuse». Educational Psychology in Practice. 25 (1): 21–36. doi:10.1080/02667360802697571 
  208. Innovations Exchange Team (17 de abril de 2013). «Preventing and mitigating the effects of childhood violence and trauma (based on an interview with Carl C. Bell, MD)». Agency for Healthcare Research and Quality, U.S. Department of Health & Human Services. Consultado em 27 de agosto de 2013 
  209. Lazenbatt, Anne; Thompson-Cree, Margaret E.M. (julho de 2009). «Recognizing the co-occurrence of domestic and child abuse: a comparison of community- and hospital-based midwives». Health & Social Care in the Community. 17 (4): 358–370. PMID 19245424. doi:10.1111/j.1365-2524.2009.00833.x 
  210. a b Damant, Dominique; Lapierre, Simon; Lebossé, Catherine; Thibault, Sylvie; Lessard, Geneviève; Hamelin-Brabant, Louise; Lavergne, Chantal; Fortin, Andrée (fevereiro de 2010). «Women's abuse of their children in the context on domestic violence: reflection from women's accounts» (PDF). Child & Family Social Work. 15 (1): 12–21. doi:10.1111/j.1365-2206.2009.00632.x 
  211. Staff writer. «Domestic violence: statistics & facts». safehorizon.org. Safe Horizon. Consultado em 24 de novembro de 2014 
  212. Lehmann, Peter John (1995). Children who witness mother-assault: an expander post-traumatic stress disorder conceptualization (Tese de MA). Wilfrid Laurier University. ISBN 9780612018167 
  213. Schechter, Daniel S.; Willheim, Erica; McCaw, Jaime; Turner, J. Blake; Myers, Michael M.; Zeanah, Charles H. (dezembro de 2011). «The relationship of violent fathers, posttraumatically stressed mothers and symptomatic children in a preschool-age inner-city pediatrics clinic sample». Journal of Interpersonal Violence. 26 (18): 3699–3719. PMID 22170456. doi:10.1177/0886260511403747 
  214. Kelly, Dott; Manza, Jenny (24 de outubro de 2013). «Long-term expressive therapy and caregiver support improves emotional health of low-income children affected by trauma». Agency for Healthcare Research and Quality, U.S. Department of Health & Human Services. Consultado em 10 de julho de 2013 
  215. Sadeler, Christiane (1994). An ounce of prevention: the life stories and perceptions of men who sexually offended against children (Tese de MA). Wilfrid Laurier University. OCLC 827990779 
  216. Garner, Joel; Clemmer, Elizabeth (1986). Danger to police in domestic disturbances—a new look (PDF). [S.l.]: Bureau of Justice Statistics, U.S. Department of Justice 
  217. Stanford, R.M.; Mowry, B.L. (dezembro de 1990). «Domestic disturbance danger rate». International Association of Chiefs of Police. Journal of Police Science and Administration. 17 (4): 244–249  Predefinição:Ncj
  218. Gerbert, Barbara; Caspers, Nona; Bronstone, Amy; Moe, James; Abercrombie, Priscilla (1999). «A qualitative analysis of how physicians with expertise in domestic violence approach the identification of victims». Annals of Internal Medicine. 131 (8): 578–584. PMID 10523218. doi:10.7326/0003-4819-131-8-199910190-00005 
  219. Boyle, Adrian; Robinson, S.; Atkinson, P. (janeiro de 2004). «A qualitative analysis of how physicians with expertise in domestic violence approach the identification of victims». Emergency Medicine Journal. 21 (1): 9–13. PMC 1756378Acessível livremente. PMID 14734366. doi:10.1136/emj.2003.007591 
  220. a b c WHO. Preventing intimate partner and sexual violence against women: taking action and generating evidence (PDF). Geneva, Switzerland: World Health Organization 
  221. UN Women (2012). Supplement to the handbook for legislation on violence against women: "harmful practices" against women (PDF). New York: UN Women. Arquivado do original (PDF) em 10 de junho de 2015 
  222. Staff writer (2015). «Prevent domestic violence in your community». cdc.gov. Centers for Disease Control and Prevention. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2015 
  223. Dept. for Health (2005). Responding to domestic abuse: a handbook for health professionals. London, UK: Department of Health. OCLC 278343897. Arquivado do original em 23 de janeiro de 2006 
  224. Campbell, Jacquelyn C. (setembro de 2001). «Safety planning based on lethality assessment for partners of batterers in intervention programs». Journal of Aggression, Maltreatment & Trauma. 5 (2): 129–. doi:10.1300/J146v05n02_08 
  225. Lawson, David M. (inverno de 2003). «Incidence, explanations, and treatment of partner violence». Journal of Counseling & Development. 81 (1): 19–32. doi:10.1002/j.1556-6678.2003.tb00221.x 
  226. Campbell, Jacquelyn C. (setembro de 2005). «Commentary on Websdale: lethality assessment approaches: reflections on their use and ways forward». Violence Against Women. 11 (9): 1206–1213. PMID 16049107. doi:10.1177/1077801205278860 
  227. Andrews, Donald A.; Bonta, James (1994). The psychology of criminal conduct. Cincinnati, Ohio: Anderson Publishing. ISBN 9780870847110 
  228. Tharp, Andra Teten; Schumacher, Julie A.; Samper, Rita E.; McLeish, Alison C.; Coffey, Scott F. (março de 2013). «Relative importance of emotional dysregulation, hostility, and impulsiveness in predicting intimate partner violence perpetrated by men in alcohol treatment». Psychology of Women Quarterly. 37 (1): 51–60. doi:10.1177/0361684312461138 
  229. McGinn, Tony; Taylor, Brian; McColgan, Mary; Lagdon, Susan (maio de 2015). «Survivor perspectives on IPV perpetrator interventions: a systematic narrative review». Trauma, Violence, & Abuse. PMID 25964277. doi:10.1177/1524838015584358 
  230. The Editors of Encyclopædia Britannica. «Domestic violence». Encyclopædia Britannica Online. Consultado em 31 de outubro de 2011. In the early 1800s most legal systems implicitly accepted wife-beating as a husband’s right, part of his entitlement to control over the resources and services of his wife. 
  231. Felter, Elizabeth (1997), «A history of the state's response to domestic violence», in: Daniels, Cynthia R., Feminists negotiate the state: the politics of domestic violence, ISBN 9780761808848, Lanham, Maryland: University Press of America, pp. 5–10. 
  232. «Domestic violence». Encyclopædia Britannica Online. Consultado em 31 de outubro de 2011. Feminist agitation in the 1800s produced a sea change in public opinion... 
  233. Gordon, Linda (2002), «"The powers of the weak": wife-beating and battered women's resistance», in: Gordon, Linda, Heroes of their own lives: the politics and history of family violence (Boston, 1880-1960), ISBN 9780252070792, Urbana, Illinois: University of Illinois Press, pp. 253–255 
  234. Abrams, Lynn (1999), «Crime against marriage? Wife-beating, the law and divorce in nineteenth-century Hamburg», in: Arnot, Margaret L.; Usborne, Cornelie, Gender and crime in modern Europe, ISBN 9781857287455, London: Routledge, p. 123 
  235. Smith, Bonnie G. (2008), «Domestic violence: overview», in: Smith, Bonnie G., The Oxford encyclopedia of women in world history, ISBN 9780195148909, Oxford England New York: Oxford University Press, p. 94 
  236. UNODC. Strategies for confronting domestic violence: a resource manual (PDF). Nova Iorque: United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC). ISBN 9789211301588 
  237. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome who.intB
  238. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome ohchr.org
  239. Council of Europe. «Explanatory Report to the Council of Europe Convention on preventing and combating violence against women and domestic violence (CETS No. 210)». conventions.coe.int. Council of Europe. Consultado em 22 de agosto de 2015 
  240. UN Women (24 de dezembro de 2012). «Confronting dowry-related violence in India: women at the center of justice». unwomen.org. UN Women 
  241. National Geographic Society (28 de outubro de 2010). «Thousands of women killed for family "honor"». National Geographic News. Consultado em 22 de agosto de 2015 
  242. a b Szasz, Thomas (1998). Cruel compassion: psychiatric control of society's unwanted. Syracuse, New York: Syracuse University Press. ISBN 9780815605102 
  243. Young-Bruehl, Elisabeth (2012). Childism: Confronting Prejudice Against Children. New Haven, Connecticut: Yale University Press. ISBN 978-0-300-17311-6 
  244. a b UNICEF (Janeiro de 2013). Monitoring the situation of women & children: Afghanistan multiple indicator cluster survey 2010–2011. [S.l.]: Central Statistics Organisation, UNICEF 
  245. Amnesty International (Novembro de 2009). Yemen's dark side: discrimination and violence against women and girls. [S.l.]: Amnistia International. Consultado em 11 de abril de 2014  Pdf.
  246. Flood, Michael; Pease, Robert; Taylor, Natalie; Webster, Kim (2009), «Reshaping attitudes towards violence against women», in: Buzawa, Eve S.; Stark, Evan, Violence against women in families and relationships, Volume IV: the media and cultural attitudes, ISBN 9780275998547, Santa Barbara, California: Praeger/ABC-CLIO, p. 184 
  247. TNS (Septembro de 2010), «Annexes: Tables: QC4.11 Please tell me whether you consider each of the following to be a cause of domestic violence against women, or not?: The provocative behaviour of women.», in: TNS, Special Eurobarometer 344: Domestic violence against women, Bruxelas: Comissão Europeia  Verifique data em: |data= (ajuda)
  248. Maher, Ahmed (20 de junho de 2013). «Many Jordan teenagers 'support honour killings'». BBC news. Consultado em 9 de setembro de 2013 
  249. Khazan, Olga; Lakshmi, Rama (29 December 2012). «10 reasons why India has a sexual violence problem». The Washington Post. Consultado em 9 December 2015  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  250. Álvarez, Camilo Segura (5 March 2015). «Colombia sigue legitimando la violencia contra la mujer». El Espectador. Fidel Cano Correa  Verifique data em: |data= (ajuda)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Azevedo, Maria Amélia. (2004). Pesquisa Qualitativa e Violência Doméstica contra crianças e adolescentes (VDCA): por que, como e para que investigar testemunhos de sobreviventes. São Paulo: Laboratório de Estudos da Criança da Universidade de São Paulo

Ligações externas[editar | editar código-fonte]