Sambalanço

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O Sambalanço (samba de balanço) surgiu no início da década de 1960 em boates de São Paulo e do Rio de Janeiro.[nota 1][1] É considerado um sub-produto da bossa nova, um estilo intermediário entre o samba tradicional e a bossa nova, é caracterizado pelo deslocamento da acentuação rítmica e recebeu uma grande influência do Jazz[2]. Foi muito difundido nos bailes suburbanos nas décadas de 60 a 80. Um dos mais significativos representantes do sambalanço é Jorge Ben Jor.[1]

Paralelamente à ascensão da bossa, escalava as paradas o sambalanço.

Sem chegar a constituir-se num movimento, injetou mais teleco-teco (como se dizia na época) no velho ritmo gestado na casa das tias baianas no centro do Rio no começo do século.

Alguns fornecedores e expoentes do setor: Elza Soares, Miltinho (egresso do grupo vocal Os Namorados), Ed Lincoln (que tocava na boate Plaza, outro reduto da inaugural da bossa), Djalma Ferreira, Orlandivo, Silvio Cesar, Jorge Ben Jor, Luís Bandeira (autor de "Apito no samba"), Pedrinho Rodrigues, Luis Reis, Haroldo Barbosa, Luis Antonio, Jadir de Castro e João Roberto Kelly.

Também se destacaram Os Devaneios, Grupo Joni Mazza, Bebeto, Erasmo Carlos, Banda Black Rio, Copa 7, Luiz Wagner e Dhema.

O Sambalanço Trio foi um grupo formado em 1964 em São Paulo por César Camargo Mariano (piano), Humberto Claiber (baixo) e Airto Moreira (bateria), participou da inauguração do Juão Sebastião Bar, um dos redutos da bossa nova em São Paulo.


Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. De acordo com o sambista e pesquisador Nei Lopes, desde o final da Segunda Guerra Mundial, elementos de bebop e boogie-woogie já vinham sendo incorporados ao samba, texto está disponível no Internet Archive: O sambalanço saúda o dia do samba.

Referências

  1. a b Tárik de Souza. Editora 34, ed. Tem mais samba: das raízes à eletrônica. 2003. [S.l.: s.n.] 243 páginas. ISBN 9788573262872 
  2. Souza, Tárik de (2010). «A bossa dançante do sambalanço». Revista USP (87): 28-39. ISSN 0103-9989