Semba

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Semba
Origens estilísticas Masemba, Umbigada, batucada
Contexto cultural Década de 1950
Popularidade Muito popular em Angola, desde a sua criação
Formas regionais
Angola

Semba é um género de música e de dança tradicional de Angola que se tornou muito popular nos anos 50. A palavra semba significa umbigada em kimbundo. Numa tradução livre, a palavra Semba representa “o corpo do homem que entra em contato com o corpo da mulher ao nível do barriga”[1].

O cantor Carlos Burity defende que a estrutura mais antiga do semba situa-se na masemba (umbigada), uma dança angolana do interior caracterizada por movimentos que implicam o encontro do corpo do homem com o da mulher: o cavalheiro segura a senhora pela cintura e puxa-a para si provocando um choque entre os dois (semba).

Como explica que o semba (género musical), actual é resultado de um processo complexo de fusão e transposição, sobretudo da guitarra, de segmentos rítmicos diversos, assentes fundamentalmente na percussão, o elemento base das culturas africanas.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Carlos Fernandes Burity Gaspar nasceu em Luanda, no dia 14 de Novembro de 1952, e viveu parte da adolescência no Moxico onde integra, em 1968, a formação pop–rock “Cinco mais um”, com Catarino Bárber e José Agostinho, o último do Duo “Missosso, com Filipe Mukenga.

Próximo das turmas e da movimentação dos grupos de Carnaval luandenses, Carlos Burity já era, no princípio dos anos 70, figura de cartaz na Sede Social de S. Paulo, importante centro cultural e de recreação da cidade de Luanda, alinhando, como vocal, em agrupamentos musicais consagrados: Kiezos, Negoleiros do Ritmo, África Show e Águias-reais.

Discografia

Em 1974 grava, com o Grupo Semba, uma selecção de músicos angolanos que ficou na história da Música Popular Angolana, o seu primeiro single, que inclui os temas “Ixi Iami” e “Recado”. Neste mesmo ano divide o palco com David Zé e Artur Nunes, num grande espectáculo realizado na Cidadela Desportiva de Luanda, promovido pelo empresário Palma Fernandes e Ambrósio de Lemos (ALPEGA).

O single “Inveja” e “Memória de Nelito” surge no mercado em 1975, enquanto o disco “Especulador”, um tema de pendor satírico que marca a entrada de Carlos Burity no universo da música de intervenção, e a canção “Desaparecimento de Moreno”, gravada com o agrupamento os Kiezos, surgem em 1976.

Em 1983, Burity junta-se ao “Canto Livre de Angola”, um projecto do cantor brasileiro Martinho da Vila e do empresário Fernando Faro, que levou ao Brasil nomes como Filipe Mukenga, André Mingas, Dina Santos, Pedrito, Elias dia Kimuezo, Rebita do Mestre Geraldo, Mamukueno e Joy Artur, acompanhados pelo agrupamento Semba Tropical, e participa, integrado no mesmo projecto, na gravação do LP “Semba Tropical in London”, interpretando, com assinalável, sucesso, os temas “Mon’ami” e “Tona kaxi”.

O álbum “Carolina” surge em 1991, com os temas “Uabite Boba”, Maria “Alukaze”, “Narciso” (de Mamukueno), “Carolina”, “Monami”, “Adeus” (Filipe Zau) e Kilundo (Filipe Mukenga).

Em 1994 surge com “Angolaritmo “, que aparece sob a forma de CD em 1994, pela editora VIDISCO, com o título “Ilha de Luanda”.

Carlos Burity tem ainda publicados os álbuns "Wanga", "Ginginda", "Massemba", "Zuela o Kidi" e "Paxi Iami".

  1. «Semba | Tudo sobre dança». danca.wiki. Consultado em 28 de agosto de 2018