Haroldo Barbosa

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Haroldo Barbosa
Haroldo Barbosa, de pé, Jomeri Pozzoli e Armando Nascimento, em 1960
Nascimento 21 de março de 1915
Morte 6 de setembro de 1979 (64 anos)
Ocupação radialista, compositor
Haroldo Barbosa, em 1957.

Haroldo Barbosa (Rio de Janeiro, 21 de março de 1915 — Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1979) foi um humorista, jornalista e compositor brasileiro.[1]

Foi amigo de infância de Noel Rosa, Almirante, Braguinha e Araci de Almeida. Durante seus mais de quarenta anos de carreira artística ele realizou mais de trezentas versões para o português de músicas estrangeiras. Foi parceiro de vários compositores e escreveu peças e roteiros de programas humorísticos. Ainda no rádio foi o criador da Escolinha do Professor Raimundo.

Na década de 1940, enquanto trabalhava na Rádio Nacional e apresentava o programa Um Milhão de Melodias, escrevia também para o jornal A Noite. Seus primeiros textos humorísticos também apareceram nessa época em programas de rádio como Cavalgada da Alegria, Rádio Tambarra e Hora dos Amigos do Jazz.

Foi um compositor de grandes sucessos como Mesa de Bar, Isso não se Aprende na Escola e De Conversa em Conversa. Além da Rádio Nacional, passou também pela Rádio Tupi, onde escreveu várias rádionovelas, e pela Rádio Mayrink Veiga onde criou a Escolinha do Professor Raymundo, com Chico Anysio.

Em televisão, Haroldo Barbosa estreou em 1957 na TV Rio, passando depois pela TV Excelsior e finalmente pela Rede Globo. Participou das equipes de criação dos programas Chico Anísio Show, Noites Cariocas, O Riso É o Limite, A Cidade se Diverte, Times Square, Faça Humor, Não Faça Guerra, Satiricom e O Planeta dos Homens. Em quase todos os programas formou uma parceria muito premiada com Max Nunes.

Por muitos anos escreveu uma coluna de turfe em O Globo.

Era pai da escritora e roteirista Maria Carmem Barbosa,

Barnabé – letra da marchinha composta por Haroldo Barbosa e Antonio Almeida (gravada por Emilinha Borba, carnaval de 1948):

Barnabé o funcionário

Quadro extra numerário
Ganha só o necessário
Pro cigarro e pro café
Quando acaba seu dinheiro
Sempre apela pro bicheiro
Pega o grupo do carneiro
Já desfaz do jacaré
O dinheiro adiantado
Todo mês é descontado
Vive sempre pendurado
Não sai desse terere
Todo mundo fala fala
Do salário do operário
Ninguém lembra o solitário
Funcionário Barnabé
Ai Ai Barnabé
Ai Ai funcionário letra E
Ai Ai Barnabé
Todo mundo anda de bonde

Só você é que anda a pé...

Referências