Simone

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Simone
Simone cantora Brasil.jpg
Informação geral
Nome completo Simone Bittencourt de Oliveira
Também conhecido(a) como Cigarra
Nascimento 25 de dezembro de 1949 (65 anos)
Origem Salvador, Bahia
País  Brasil
Gênero(s) Romântico, MPB, Samba
Instrumento(s) voz, percussão, violão
Período em atividade 1973 - atualmente
Gravadora(s) Odeon (EMI-Odeon, EMI, EMI Music); CBS (Epic, Columbia,Sony Music, Sony-BMG); Polygram (Mercury, Universal Music); Biscoito Fino.
Afiliação(ões) Cazuza
Página oficial www.Simone.art.br

Simone Bittencourt de Oliveira, conhecida simplesmente como Simone (Salvador, 25 de dezembro de 1949), é uma cantora brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filha de Otto Gentil de Oliveira e Letícia Bittencourt de Oliveira, Simone nasceu prematura de oito meses no bairro de Castro Neves, em Salvador, Bahia. É a sétima filha entre nove irmãos, sendo cinco homens e quatro mulheres.[1] Em 1966, aos dezessete anos, mudou-se com a família para São Caetano do Sul, na Região Metropolitana de São Paulo, onde terminou o colegial (atual ensino médio).

Poucos anos depois, sua família mudou-se para Santos, cidade em que Simone prestou vestibular, sendo aprovada em boa colocação, e cursado Educação Física, tendo sido colega de classe dos futebolistas como Pelé, Emerson e Leivinha. Após formada, foi morar sozinha na capital paulista, pagando o aluguel do apartamento em que morava dando aulas em uma escola no bairro de Santana.[2]

Aperfeiçoou-se nos estudos, e se tornou jogadora profissional de basquete, chegando a ser convocada duas vezes para a Seleção Brasileira de Basquetebol, mas devido a duas entorses[2] , foi cortada antes do embarque e na segunda, durante o campeonato mundial de 1971, ficou no banco de reservas[1] .

Trajetória Artística[editar | editar código-fonte]

Década de 1970[editar | editar código-fonte]

Apesar de formada em Educação Física, a paixão de sua vida sempre foi a música, tanto que fazia aula de violão desde criança com a professora, que ao longo dos anos se tornou amiga, Elodir Barontini. Simone participou de um jantar, organizado por Elodir, na casa do então gerente de marketing da gravadora Odeon, Moacir Machado, o Môa.[1] [3] Ao final do encontro, Simone foi convidada para fazer um teste na Odeon, cantando sucessos da época, e acabou ganhando a vaga em ótima colocação. O resultado foi um contrato de quatro anos, com um disco por ano.[1] O primeiro, "Simone", gravado em outubro de 1972 foi regido pelo maestro José Briamonte. A primeira tiragem foi distribuída apenas para amigos, parentes e para o meio artístico. O lançamento ocorreu em 20 de março de 1973[4] (considerada a data oficial do início da carreira) no Salão Coral do Hotel Hilton, em São Paulo. A participação no programa "Mixturação" (direção/produção de Walter Silva, TV Record, abril, 1973) também foi aguardada com expectativa e Simone apontada como um dos nomes mais promissores. O sucesso começava assim de forma gradual.

Antes de se tornar conhecida do público brasileiro, participou de uma turnê internacional (1973) [5] organizada por aquele que se tornaria um dos grandes incentivadores, Hermínio Bello de Carvalho. A excursão internacional, intitulada "Panorama Brasileiro", incluía no roteiro o Olympia (Paris) e o Hotel Intercontinental de Colonia (Alemanha), além de Bruxelas (Bélgica), na "Brasil Export 73". Em 1974, "Festa Brasil" percorreu 20 cidades dos Estados Unidos, além do palco do teatro anexo do Madison Square Garden (Nova York), o Felt Forum. A turnê foi um grande sucesso e os discos "Agô-Kelofé- Brasil Export 73" e "Festa Brasil" foram distribuídos no mercado europeu e americano (tinham sido gravados antes das viagens), ambos produzidos por Hermínio Bello de Carvalho, que ainda produziria os dois álbuns subsequentes, "Quatro paredes" (1974) e "Gotas d´água" (1975), neste último a produção foi realizada em parceria com Milton Nascimento.

[6] Em 1976, ao lado de Vinícius de Moraes e Toquinho, participou do "Circuito Universitário", uma série de apresentações que, além do Brasil, viajou pela Argentina, Uruguai, Chile e México.[7] No mesmo ano o filme "Dona Flor e seus dois maridos", de Bruno Barreto, trouxe Simone cantando três versões de "O que será", de Chico Buarque, na trilha sonora, levando pela primeira vez o nome da cantora aos quatro cantos do país.

Em 1977 a canção "Jura secreta", de Sueli Costa e Abel Silva, lançada no álbum "Face a face" [8] , foi a primeira interpretação de Simone incluída em uma novela, "O profeta", de Ivani Ribeiro (TV Tupi).

Quatro anos depois de sua estreia, realizou a primeira apresentação solo, "Face a face", no Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro. O ano marcaria o primeiro grande momento de reconhecimento, com as canções "Gota d'água", de Chico Buarque; "Face a face", de Sueli Costa e Cacaso; "Jura secreta", de Sueli Costa e Abel Silva; e "O que será", de Chico Buarque.

No "Projeto Seis e Meia" (1977) foi ovacionada por crítica e público quando interpretou "Gota d' água", de Chico Buarque, até hoje considerada uma das melhores apresentações da carreira: "Foi uma loucura total. Aquela gente toda - a quem se atribuía inicialmente apenas a vontade de ver Belchior - mostrou, na hora, que queria me ver também. O público foi ouvir os dois e, para mim, isso esclareceu algumas críticas ao meu trabalho. Diziam que eu era cantora de elite, que só escolhia compositores de elite para cantar para uma elite. E embora não cante músicas de parada de sucesso, foi o povo mesmo que foi ao Seis e Meia daquela semana, independente de qualquer coisa.".[9]

Em 1978 lançou o álbum "Cigarra", que trouxe os sucessos "Medo de amar nº 2", de Sueli Costa e Tite de Lemos; "Diga lá, coração", de Gonzaguinha; "Ela disse-me assim" (Vá embora), de Lupicínio Rodrigues; além da faixa-título de autoria de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos.

De 16 de junho a 15 de setembro de 1978, estava entre os artistas do ambicioso "Projeto Pixinguinha",[10] e, ao lado de Sueli Costa, apresentou-se nas principais capitais do país.[11] Um excerto do Projeto comenta o progresso da carreira: "Em 77, além do lançamento do LP 'Face a face' e da trilha sonora do filme 'Dona Flor e seus dois maridos' fez muito sucesso num espetáculo no MAM[desambiguação necessária]. No Teatro Clara Nunes, com direção geral de Hermínio Bello de Carvalho, apresentou-se em 'Face à faca'. Em cada espetáculo vem se projetando e se coloca, no momento, entre as melhores cantoras brasileiras. Acabou de gravar 'Cigarra', com músicas de Gonzaguinha ('Petúnia resedá'), Fagner e Abel Silva ('Sangue e pudins'), Milton Nascimento e Ronaldo Bastos ('Cigarra'). (Excerto: Funarte.)

Em 1979 lançou "Pedaços", álbum que trouxe as canções "Sob medida", de Chico Buarque; "Povo da raça Brasil" e "Itamarandiba", ambas de Milton Nascimento e Fernando Brant; "Condenados", de Fátima Guedes; "Cordilheira", de Sueli Costa e Paulo César Pinheiro; "Vento nordeste", de Sueli Costa e Abel Silva; "Saindo de mim" (Dois gumes), de Ivan Lins e Vitor Martins; e "Pedaços de mim", de Chico Buarque. Os maiores sucessos ficaram por conta das canções "Começar de novo", de Ivan Lins e Vitor Martins, gravada para o seriado "Malu mulher" e uma das primeiras canções feministas da música brasileira; e "Tô voltando", de Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro, um samba que canta a volta para a casa de um casal apaixonado, que acabou sendo associado à ditadura militar e aos que retornavam ao Brasil depois do asilo político dos anos 1970.[12]

Considerado um divisor de aguás na carreira, o espetáculo homônimo [12] [13] (30 de dezembro de 1979, Canecão) teve a primeira apresentação em outubro e foi considerado o melhor do ano em termos de público, mais de 120.000 pessoas em todo o país. [14] Só foi superado pelo espetáculo anual de Roberto Carlos. Dirigido por Flávio Rangel, que incluiu a canção "Pra não dizer que não falei das flores" (Caminhando), de Geraldo Vandré, no repertório. Simone foi a primeira artista a cantar "Pra não dizer que não falei das flores" após a liberação pela censura.

Ainda em 1979, participou do especial Mulher 80, da TV Globo. O programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então. Além de Simone, participaram também Elis Regina, Maria Bethânia, Fafá de Belém, Marina Lima, Rita Lee, Joanna, Zezé Motta, Gal Costa e as atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado "Malu mulher".

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

Gravado em dezembro de 1979, "Simone ao vivo" foi lançado no primeiro semestre de 1980, e rendeu à artista o segundo Disco de Ouro.

Em 02 de março de 1980 gravou no Teatro Fênix, Rio de Janeiro, o primeiro programa da série "Grandes nomes", o "Simone Bittencourt de Oliveira", da TV Globo.

No segundo semestre do mesmo ano lançou o último trabalho pela gravadora EMI Odeon, "Simone", o primeiro a ter uma estrela no "i" de seu nome.

Assinou contrato com a gravadora CBS em 1981 e gravou o álbum "Amar", que rendeu à artista um Disco de Platina. O espetáculo homônimo foi marcado por recorde de público. Foram nove apresentações no Ginásido Ibirapuera, em 3 semanas seguidas, com cerca de 15 mil pessoas, por noite, dando um total aproximado de 135 mil pessoas: "No último fim de semana, quando lotou o Ginásio do Ibirapuera, também em São Paulo, com 45 000 ingressos vendidos em apenas 48 horas para três apresentações, ela mostrou que a nova estrela gosta de brilho, e muito. Com a programação de mais três espetáculos extras no próximo fim de semana, ela passa a recolher recordes; ao final do último show, será a artista brasileira que mais vezes se apresentou num ginásio de 15 000 lugares num espaço de tempo tão curto".[15]

Em fevereiro de 1982 cantou "Pra não dizer que não falei das flores" (Caminhando), de Geraldo Vandré, na primeira edição do espetáculo Canta Brasil [16] , no Estádio do Morumbi, São Paulo. A interpretação histórica de Simone foi aclamada pela crítica: "Simone foi a responsável pelo momento de maior participação popular e entrou no palco com a certeza de que isto aconteceria, mas não conseguiu conter a emoção, aliás, como dezenas de pessoas, diante de um coro de cem mil vozes." (Jornal da Tarde, 1982) e "Simone Bittencourt de Oliveira nasceu duas vezes. A primeira, em 1949, num bairro de classe média de Salvador, na Bahia. A segunda, na noite de 7 de fevereiro passado, no estádio do Morumbi, em São Paulo, quando ergueu um coro de 90.000 vozes na apoteose do espetáculo Canta Brasil, com a canção "Caminhando" nos lábios e lágrimas nos olhos. Quando terminou de cantar, era mais uma estrela no céu." (Revista Veja, março de 1982)

O álbum "Corpo e Alma" foi lançado em outubro de 1982 e trouxe os sucessos "Corpo", "Alma", ambas de Sueli Costa e Abel Silva; e "Tô que tô", de Kleiton e Kledir, esta última sendo a primeira canção sensual usada em uma abertura de novela, "Sol de verão", da TV Globo. O álbum proporcionou à artista um Disco de Platina, entregue por seus pais, Letícia e Otto, durante a festa de lançamento realizada no barco Bateau Mouche, ancorado na Baía de Guanabara.

Em dezembro de 1982 parou a Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, onde uma multidão de 60 mil pessoas [17] foram assisti-la na primeira transmissão ao vivo da história da "Rede Globo" para um espetáculo de final de ano.[18] [19]

Em 1983 lançou o álbum "Delírios, Delícias". Os destaques ficaram por conta das canções "Depois da dez", de Tunai e Sérgio Natureza; "Liberdade", de Djavan; "Coração aprendiz", de Sueli Costa e Abel Silva; e "O amanhã", de João Sérgio. O show homônimo surpreendeu a plateia ao levar uma cama para o palco, oito anos antes da popstar Madonna fazer o mesmo na sua terceira turnê musical, "Blond Ambition Tour".

Em 1984 lançou o álbum "Desejos", que trouxe os sucessos "Um desejo só não basta", de Fausto Nilo e Fernando Casagrande; "Nenhum mistério", de Lô Borges, Ronaldo Bastos e Murilo Antunes; "Iolanda", versão em português de Chico Buarque para "Yolanda", de Pablo Milanés (com participação do próprio Chico); e "Por um dia de graça", de Luiz Carlos da Vila, um dos hinos do movimento "Diretas Já". O show homônimo foi apresentado um ano depois em catorze cidades do Japão: Tóquio (dois shows), Saporo, Tsukuba, Nagoya, Osaka, Kobi, Kokura, Fukuoka, Matsuyama, Fukuyama, Kawasaki, Uruwa, Kanazawa e Sendai.

Em abril de 1985, ao lado de artistas latino-americanos, gravou a música "Cantaré, cantarás", de Albert Hammon, Juan Carlos Calderon e Anahi, para o projeto "Hermanos", cuja renda foi destinada à população necessitada da América Latina, Caribe e África. Em seguida, ao lado de vários artistas brasileiros, gravou "Chega de mágoa", criação coletiva, para o projeto "Nordeste já", em benefício da população carente daquela região do país.

Em março de 1986 embarcou para Portugal e apresentou uma temporada de seis espetáculos no Coliseu dos Recreios (Lisboa) e dois no Coliseu do Porto (Porto).

O show "Simone", que teve o nome trocado para "Amor e paixão" a partir de novembro, estreou em 15 de junho de 1986 no Scala II, Rio de Janeiro, e ficou em cartaz durante sete meses seguidos na famosa casa de espetáculos carioca.

Em 1987 lançou "Vício", álbum que resgatou dez clássicos da música brasileira, tais como "Eu sei que vou te amar", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes (com a participação do próprio Tom Jobim); "Simples carinho", de João Donato e Abel Silva; "Seu corpo", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos; "Doce presença", de Ivan Lins e Vitor Martins (com a participação de Oscar Castro Neves); e "Trocando em miúdos", de Francis Hime e Chico Buarque.

O álbum "Sedução" foi lançado em 1988, ano em que a cantora estava em ritmo de comemoração dos 15 anos de carreira, e trouxe os hits "Codinome beija-flor", de Reinaldo Arias, Cazuza e Ezequiel Neves; "Olhos negros", de Tunai; "Kalú", de Humberto Teixeira; "O tempo não pára", de Arnando Brandão e Cazuza; "Carta Marcada", de César Camargo Mariano e Ronaldo Bastos; e "Falou amizade", de Caetano Veloso. O show homônimo estreou um ano depois na casa de shows Palace, São Paulo. "Sedução", o show, rendeu à artista um especial para TV Globo, o "Simone - Especial" (1989).

Encerrou a década de 1980 com o lançamento do álbum "Simone" (1989), que trouxe os sucessos "Uma nova mulher", de Paulo Debétio e Paulinho Rezende; "Luíza" e "Lígia", ambas de Tom Jobim (com a participação do próprio compositor); "Me ama mô", de Martinho da Vila e Zé Catimba; "Louvor a Chico Mendes", de Almir Araújo e Marquinho Lessa; e "Espelho de nós", de Milton Nascimento e Fernando Brant.

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

A década de 1990 iniciou com o lançamento de "Liberdade" (1990), coletânea que trouxe alguns dos sucessos gravados durante os nove anos na gravadora CBS com nova remixagem. Os destaques ficaram por conta de uma releitura de "O sal da terra", de Beto Guedes e Ronaldo Bastos; e da gravação ao vivo e inédita que uniu os sambas-enredo "Liberdade, liberdade", de Niltinho Tristeza, Preto Jóia, Vicentinho eJurandir, e "O amanhã", de João Sérgio.

O primeiro álbum em espanhol, "Simone", foi lançado em maio de 1991 durante um show realizado no Teatro Calderon, em Madrid (ES).

Em julho foi convidada por Quincy Jones para participar pela primeira vez do "Montreux Jazz Festival - 1991", realizado no Casino Montreux, em Montreux (CH).

"Raio de luz" foi lançado em novembro de 1991. No repertório, "Raios de luz", de Cristóvão Bastos e Abel Silva; "Será", de Dado Villa-Lobos, Renato Russo e Marcelo Bonfá; e "Têmpera", de Gonzaguinha.

Ainda em 1991 gravou um videoclipe para o programa Fantástico, idealizado pelo sociólogo Betinho, intitulado "A luz do mundo", de Chico Buarque, Djavan, Caetano Veloso e Arnaldo Antunes, para arrecadar fundos para a reabilitação de menores.

O show "Sou eu ", dirigido por Ney Matogrosso, ganhou o prêmio de melhor do ano em 1992 e originou, no ano seguinte, o álbum homônimo, comemorativo dos vinte anos de carreira.

Em 1995 lançou o primeiro CD via Polygram, "25 de Dezembro", exclusivamente com canções natalinas, e obteve a maior vendagem da carreira, mais de um milhão e meio de cópias vendidas em apenas um mês e meio: "Ao lançar, no ano passado, o disco natalino 25 de Dezembro, a cantora Simone quebrou um tabu. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos e na Europa, os cantores brasileiros não têm o costume de lançar, no mês de dezembro, discos com músicas de Natal (Revista Veja).[20] . Foi a partir do sucesso de Simone que vários outros artistas também gravaram versões de músicas natalinas, tal como Ivan Lins, Chitãozinho e Xororó, entre outros." [21]

Em 1996 lançou o álbum "Café com leite", uma releitura da obra de Martinho da Vila. No ano seguinte gravou na casa de espetáculos Palace, São Paulo, o segundo álbum ao vivo, "Brasil, o show", apresentando sambas de compositores clássicos, tais como Paulinho da Viola, Adoniran Barbosa, Ataulfo Alves, Dorival Caymmi, Ary Barroso, Mário Lago, Martinho da Vila, entre outros.

Anos 2000[editar | editar código-fonte]

Iniciou a década de 2000 com o show "Fica comigo esta noite", comemorativo dos 50 anos de idade.

Convidada especial do tenor espanhol José Carreras, participou em julho de 2001 do "25º Festival Internacional de Música do Algarve", em concerto realizado no Pontal, em Farol, Portugal.

De volta à EMI, gravou em 2004 o álbum "Baiana da gema", com repertório dedicado a obra de Ivan Lins e parceiros. Na apresentação do show homônimo no Peru, em 2005, a artista foi aplaudida de pé por mais de cinco minutos.

Nos dias 10 e 11 de agosto de 2005 gravou no Teatro João Caetano, Rio de Janeiro, com as participações de Ivan Lins, Milton Nascimento e Zélia Duncan, o CD e DVD "Simone ao vivo". O projeto deu origem ao show "Simone", que foi apresentado em agosto de 2006 em Miami, ao lado de Ivan Lins, compositor presente na carreira da artista desde o primeiro disco. A apresentação obteve reconhecimento da crítica que considerou o espetáculo um dos melhores nos últimos anos na Flórida.

Em outubro de 2007, Simone e Zélia Duncan gravaram no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, o CD e DVD "Amigo é casa". O projeto foi lançado em 2008 e marcou a estreia de Simone na gravadora Biscoito Fino.

Em 2009, com produção do jornalista e pesquisador Rodrigo Faour, foi lançado via EMI o box "O Canto da Cigarra nos anos 70", que trouxe os 11 primeiros álbuns da artista: "Tá aí toda a minha formação musical, foi quando eu aprendi a mexer com estúdio, mixagem, tudo. Acho também que foi uma grande década da música brasileira, muito importante para as pessoas da minha geração. Claro que hoje eu faria algumas coisas diferentes. Mas a vida não tem ensaio..."[22]

"Na veia" foi lançado em agosto de 2009 via Biscoito Fino, sem estilo musical definido, exibindo um repertório eclético que mescla o samba, o pop e o romântico para, segundo a cantora, "passar alegria e esperança".[23] Simone assina a composição de "Vale a pena tentar", parceria com Hermínio Bello de Carvalho, segunda canção composta pela cantora que já havia estreado com "Merecimento", ao lado de Abel Silva em 1982: "Minhas composições eu não mostro pra ninguém, nem pra mim (risos). No caso desta com Hermínio, de 76, fiz a melodia e um esboço da ideia da letra, que era uma resposta à 'Proposta', do Roberto. Depois a entreguei pro Hermínio resolver algumas passagens da letra e só agora me liberei pra gravar. Como estou me reaproximando do violão, pode ser que venham algumas coisas por aí. Eu sempre tive muito pudor em colocar qualquer música minha. Mas um dia eu peguei o violão e cantei para o Rodolfo (Stroeter, do grupo Pau Brasil, produtor do CD) e a Kati (diretora da Biscoito Fino) e eles disseram: Você tá maluca de não gravar isso!? Em 76, depois de pronta, a música chegou a ser mandada para Roberto Carlos - disseram que ele gravou, mas não saiu".[23]

"Na veia" deu origem no mesmo ano ao show "Em boa companhia", com direção de José Possi Neto. Em abril de 2010, o novo espetáculo foi registrado em CD duplo e DVD durante duas apresentações no Teatro Guararapes, em Recife (PE).

Em 2013, para comemorar 40 anos de carreira, lançou em outubro, via Biscoito Fino, o álbum "É melhor ser", com repertório escolhido por Simone e Zélia Duncan. O projeto trouxe uma homenagem da artista às compositoras que marcaram sua carreira, como Sueli Costa, Fátima Guedes, Joyce, Marina Lima, Rita Lee, Angela Ro Ro, Joanna e Dona Ivone Lara. Ao lado dessas compositoras, outras que chegaram em seu universo musical posteriormente, como Alzira Espíndola, Adriana Calcanhotto e Teresa Cristina.

Sua veia de compositora foi apresentada em duas faixas: "A propósito", parceria com Fernanda Montenegro; e no bolero "Só se for", parceria com Zélia Duncan.

No mesmo mês do lançamento do álbum, Simone estreou o show homônimo no Teatro Oi Casagrande, Rio de Janeiro, com direção da atriz Christiane Torloni. Entre canções do álbum e músicas inéditas em sua voz, destaque para "Candeeiro" (Teresa Cristina), "O Tom do amor" (Moska e Zélia Duncan), "Canteiros" (Fagner, baseado no poema "Marcha", de Cecília Meireles, com citação musical de "Na hora do almoço", de Belchior) e "A noite do meu bem" (Dolores Duran).

Estilo Musical[editar | editar código-fonte]

Repertório[editar | editar código-fonte]

Na história da MPB a tradição romântica foi intensificada nos anos 1980 e os temas de amor romântico e paixão, foram amplamente explorados por diversos cantores e compositores. Simone, que desde o início da carreira interpretou predominantemente canções românticas, figura dentre elas e é por isso elencada na categoria de cantora romântica.[24] O repertório abrange mais de 380 interpretações,[25] [26] um dos mais vastos e diversificados dentre as vozes femininas,[27] compondo um verdadeiro mosaico de estilos. O amor romântico ou idealizado, a paixão ("Começar de novo", "Jura secreta", "Corpo", "Medo de amar nº 2", "Raios de luz", "Lenha"), o samba ("Rainha morena", "O amanhã", "Por um dia de graça", "Amor no coração", "Rei por um dia", "Disputa de poder", "Ex-amor") e a religiosidade ("Cantos de Maculelê", "Reis e rainhas do Maracatu", "Conto de areia", "Então é Natal", "Ave Maria", "Jesus Cristo") são os mais recorrentes na obra.

Ao longo da infância e juventude as principais referências deste repertório romântico foram Roberto Carlos, Milton Nascimento e Maysa Matarazzo - de quem é grande fã e que grande influência exerceu na carreira -, Dolores Duran, Ângela Maria, Nora Ney e Elizeth Cardoso - as maiores expoentes do gênero samba-canção ou fossa. O gênero, comparado ao bolero, pela exploração e exaltação do tema amor-romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado, foi chamado também de dor-de-cotovelo. O samba canção (surgido na década de 1930) antecedeu o movimento da bossa nova (surgido ao final da década de 1950, em 1957), com o qual Maysa já foi identificada. Mas este último, herdeiro do jazz norte-americano, representou um refinamento e uma maior leveza nas melodias e interpretações em detrimento do drama e das melodias ressentidas, da dor-de-cotovelo e da melancolia. O legado de Maysa, ainda que aponte para dívidas com a bossa, é o de uma cantora mais dramática e a voz é mais arrastada do que as intérpretes da bossa e por isso aproxima-se antes do samba-canção e do bolero. O declarado gosto pessoal da cantora por boleros advém desta herança musical.[24] Ao lançar o CD Fica Comigo Esta Noite, comentou: Bolero é bolero. Quando você tem um cara como o Luiz Conte que tem uma pegada de bolero especial, fica mais fácil. É o métier dele. Por exemplo, no show, o (Fernando) Caneca tocava guitarra, violão, viola, tudo junto. No disco, a gente tem mais tempo e pode variar mais de músicos e testar o que for melhor. No mais, eu sou a rainha do bolero. Adoro!.[24]

como intérprete, Ivan Lins, Vitor Martins, Milton Nascimento, Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Paulo César Pinheiro, Gonzaguinha, Chico Buarque, Francis Hime, Martinho da Vila, Fátima Guedes, João Bosco, Aldir Blanc, Isolda, Roberto Carlos, Hermínio Bello de Carvalho, Paulinho da Viola, Sueli Costa, Cacaso e Abel Silva são os compositores com maior número de interpretações na voz. O repertório atual inclui ainda Zélia Duncan, Adriana Calcanhotto, Lenine, Zeca Baleiro e Teresa Cristina.

Voz[editar | editar código-fonte]

Desde o primeiro LP gravado até os dias atuais o talento então descoberto é expressado pela espontaneidade, o dom natural, sem qualquer registro de passagem por escolas de música ou aulas de canto,[28] tampouco utiliza a leitura de cifras como recurso de intelecção aos acordes. Marcada por um acentuado sotaque baiano, que o tempo nunca apagou, e um exclusivíssimo timbre [29] [30] [31] metálico de mezzo-soprano, a voz revela-se também por uma leve rouquidão com viés romântico, entrementes exaltada por um travo de emoção contida, como nos dramas românticos de "Começar de novo", "Jura secreta" e "Gota d'água". Na nomenclatura do canto o registro vocálico é de tessitura vertical mediana, contrabalançado por uma ampla horizontalidade ou versatilidade; atualmente, na maturidade, pode ser definido com o de um contralto, mais grave, que o de mezzo-soprano; observa-se na obra o uso do recurso do falsete, como em alguns versos do refrão de "Jesus Cristo", no qual o timbre alcança um agudo para além do registro convencional. Trajetória profissional que se consolidou com um repertório eclético [32] ensejado por um alto grau de versatilidade vocal, abrangendo interpretações solo em castelhano e ao lado de nomes como Pablo Milanés, Plácido Domingo, José Carreras e Julio Iglesias. Foi por três vezes nomeada para concorrer ao Grammy Latino (em 2006, na categoria Melhor álbum de música brasileira com o Cd Baiana da gema[33] ).

Palco[editar | editar código-fonte]

A presença no palco é caracterizada entre outras pelo traje branco, altura incomum e porte atlético e o gesto de abrir os braços no formato de uma cruz,[34] contemplando gestualmente algumas canções. É característica também a maneira como Simone encerra os espetáculos, distribuindo flores, rosas brancas, para o público: As rosas são uma forma de agradecimento, é uma lembrança minha ao público. E a roupa branca já vem de muito tempo. O branco é a unificação de todas as cores e simboliza o meu mestre espiritual, que me acompanha sempre.[35]

Parcerias[editar | editar código-fonte]

Dentre as parcerias estão nomes como Hermínio Bello de Carvalho, Roberto Ribeiro, João de Aquino, Milton Nascimento, Toquinho, Vinícius de Moraes, Belchior, Sueli Costa, Gilberto Gil, George Duke, Elis Regina, Angela Maria, Chico Buarque, MPB-4, Fátima Guedes, Gal Costa, Gonzaguinha, Paulinho da Viola, Francis Hime, Ivan Lins, José Luis Rodrigues, João Bosco, Neguinho da Beija-Flor, Roupa Nova, Tom Jobim, Oscar Castro Neves, Plácido Domingo, Cazuza, Roberto Carlos, Grupo Olodum da Bahia, Eugênia Melo e Castro, Pablo Milanés, Julio Iglesias, Rita Lee, Ney Matogrosso, Nana Caymmi, Emílio Santiago, Marília Gabriela, Martinho da Vila, Meninas Cantoras de Petrópolis, Timbalada, Daniela Romo, Dulce Pontes, Hebe Camargo, José Carreras, Zeca Pagodinho, Ara-Ketu, Erasmo Carlos, Dionne Warwick,[36] Luís Represas, Zélia Duncan e outros.

Televisão e Afins[editar | editar código-fonte]

Filme[editar | editar código-fonte]

Novelas[editar | editar código-fonte]

Minissérie[editar | editar código-fonte]

Séries[editar | editar código-fonte]

Balé[editar | editar código-fonte]

Videoclipes[editar | editar código-fonte]

  • "Rosa de Hiroshima" (1975)
  • "Morcegos" (1975)
  • "Gota d' água" (1976)
  • "Sistema nervoso" (1976)
  • "O que será" (À flor da terra) (1976)
  • "Face a face" (1977)
  • "Jura secreta" (1977)
  • "Cigarra" (1978)
  • "Diga lá, coração" (1979)
  • "Medo de amar nº 2" (1979)
  • "Começar de novo" (1979)
  • "Atrevida" (1980)
  • "Mulher, e daí" (Apenas mulher) (1980)
  • "Novo tempo" (1980)
  • "Pequenino cão" (1981)
  • "Pão e poesia" (1981)
  • "Corpo" (1982)
  • "Alma" (1982)
  • "Comunhão" - Milton Nascimento, Tadeu Franco e Simone (1982)
  • "O amanhã" (1983)
  • "O sinal" - Francis Hime e Simone (1984)
  • "Um desejo só não basta" (1984)
  • "Por um dia de graça" - com Neguinho da Beija-Flor (1984)
  • "Nenhum mistério" (1984)
  • "Bandeira do divino" - Ivan Lins e Simone (1984)
  • "Chega de mágoa" - com diversos artistas (1985)
  • "Cantaré, cantarás" - com diversos artistas (1985)
  • "Água na boca" (1985)
  • "Amor no coração" - com Carlinhos de Pilares (1985)
  • "Princesa" (1985)
  • "Olhar 43" (1986)
  • "Iolanda" (1986)
  • "Em flor" (1986)
  • "Amor explícito" (1986)
  • "Rei por um dia" (1986)
  • "Esquinas" (1987)
  • "Me chama" (1987)
  • "Seu corpo" (1987)
  • "Você é linda" - com Milton Nascimento (1987)
  • "Cais" - com Milton Nascimento (1988)
  • "Separação" (1988)
  • "Uma nova mulher" (1989)
  • "Tudo por amor" (1989)
  • "Louvor a Chico Mendes" (1989)
  • "A luz do mundo" - com vários artistas (1991)
  • "Procuro olvidarte" (1991)
  • "Será" (1991)
  • "Brigas" - com Julio Iglesias (1991)
  • "Quiero amanecer con alguien" (1993)
  • "Se fué" - com Raul Torres (1993)
  • "Então é Natal" (1995)
  • "Anjo de mim" - Sérgio Mendes e Simone (1996)
  • "Canta, canta minha gente" (1996)
  • "Beija, me beija, me beija" (1996)
  • "Llegó Navidad" (1996)
  • "Aquele abraço" - com vários artistas (1996)
  • "Loca" (1998)
  • "Mi amor" (1988)
  • "Lenha" (2000)
  • "Pai Nosso" - com vários artistas (2007)

Musicais Solos[editar | editar código-fonte]

  • Série "Grandes nomes: Simone Bittencourt de Oliveira" (1980) - Gravado no Teatro Fênix (Rio de Janeiro - RJ) - TV Globo
  • "Corpo e alma" (1982) - Gravado na Quinta da Boa Vista (Rio de Janeiro - RJ), São Conrado (Rio de Janeiro - RJ) e Teatro Fênix (Rio de Janeiro - RJ) - TV Globo
  • "Delírios, delícias" (1983) - Gravado no Ginásio do Ibirapuera (São Paulo - SP) - TV Globo
  • "Simone" (1984) - Gravado no Estádio Obras e Sanitarias (Buenos Aires - AR) - TV ATC Canal 7, atual TV Pública
  • "Simone" (1985) - Gravado no Japão - TV NHK
  • "Simone no Coliseu" (1986) - Gravado em Portugal - TV RTP
  • "Simone especial" (1989) - Gravado na casa de espetáculos Palace (São Paulo - SP) e Teatro Fênix (Rio de Janeiro - RJ) - TV Globo
  • Som Brasil "Simone - 20 anos de carreira" (1993) - Gravado na Pedreira Paulo Leminski (Curitiba - PR), Estúdio da Produtora Tycoon (Rio de Janeiro - RJ) e Havana (Cuba) - TV Globo
  • "Simone" (2000) - Gravado na Concha Acústica (Salvador - BA) durante a participação da artista no projeto "Sua nota é um show" - TV Educativa
  • Programa "Bem Brasil" (2002) - Gravado no SESC Interlagos (São Paulo - SP) - TV Cultura
  • Especiais de fim de ano: "Baiana da gema no estúdio" (2004) - Gravado no AR Studios (Rio de Janeiro - RJ) - TV Bandeirantes
  • "Em boa companhia" (2010) - Gravado no Teatro Guararapes (Olinda - PE) - TV Globo Nordeste

Musicais Coletivos[editar | editar código-fonte]

  • "Show Primeiro de Maio" (1979) - Gravado no Riocentro (Rio de Janeiro - RJ) - TV Tupi
  • "Mulher 80" (1979) - TV Globo
  • "Show Primeiro de Maio" (1981) - Gravado no Riocentro (Rio de Janeiro - RJ) - TV Bandeirantes
  • Série "Grandes nomes: Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior" (1981) - Gravado no Teatro Fênix (Rio de Janeiro - RJ) - TV Globo
  • "Canta Brasil" (1982) - Gravado no Estádio do Morumbi (São Paulo - SP) - TV Globo
  • "Canta Brasil - Segunda Edição" (1982) - Gravado no Estádio Beira-Rio (Porto Alegre - RS) - TV Globo
  • "Canta Brasil - Terceiro Edição" (1983) - Gravado  no Pavilhão de Exposições do Anhembi (São Paulo - SP) - TV Globo
  • "Casa de brinquedos" (1983) - Vídeo de Simone gravado no Jardim Botânico (Rio de Janeiro - RJ) - TV Globo
  • "Ivan Lins - Juntos" (1984) - Vídeo de Simone gravado em Parati (Rio de Janeiro - RJ) - TV Globo
  • "Cazuza - Uma prova de amor" (1989) - Gravado no Teatro Fênix (Rio de Janeiro - RJ) - TV Globo
  • "Roberto Carlos especial" (1989) - TV Globo
  • "Free Jazz In Concert" (1992) - Gravado no Montreux Jazz Festival em 1991 (Montreux - CH) - TV Manchete
  • "Free Jazz In Concert" (1992) - Gravado no Montreux Jazz Festival em 1992 (Montreux - CH) - TV Bandeirantes
  • "‘Rio Show Festival" (1992) - Gravado no Riocentro (Rio de Janeiro - RJ) - TV Manchete
  • "Show pela vida" (1993) - Gravado no Sambódromo (Rio de Janeiro - RJ) - TV Bandeirantes
  • "Natal sem fome" (1993) - Gravado no no Palácio das Artes (Belo Horizonte - MG) - TV Bandeirantes
  • "Coração brasileiro" (1998) - Gravado no Estádio Parc dês Princes (Paris - FR) - TV Globo
  • "Projeto Atlântico: Simone e Dulce Pontes" (1999) - Gravado em Lisboa (Portugal - PT) - TV RTP
  • "100 anos de música" (1999) - Gravado no Teatro Fênix (Rio de Janeiro - RJ) - TV Globo
  • "Festa brasileira" (2000) - Gravado na Esplanada dos Ministérios (Brasília - DF) - TV Globo

Espetáculos[editar | editar código-fonte]

Individuais[editar | editar código-fonte]

Coletivos[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de Estúdio em Português[editar | editar código-fonte]

Álbuns de Estúdio em Espanhol[editar | editar código-fonte]

  • "Simone" - Sony (1991)
  • "La distância" - Sony (1993)
  • "Dos enamoradas" - Sony (1996)
  • "25 de Deciembre" - Polygram (1996)
  • "Loca" - Polygram (1998)

Álbuns Ao Vivo[editar | editar código-fonte]

  • "Ao vivo no Canecão" - EMI Odeon (1980)
  • "Brasil, o show" - Polygram (1997)
  • "Feminino" - Universal Music (2002)
  • "Simone ao vivo" - EMI (2005)
  • "Em boa companhia" - Biscoito Fino (2010)

Álbuns Coletivos[editar | editar código-fonte]

DVDs[editar | editar código-fonte]

  • "Baiana da gema no estúdio" - EMI (2004)
  • "Simone ao vivo" - EMI (2005)
  • "Amigo é casa" (com Zélia Duncan) - Biscoito Fino (2008)
  • "Em boa companhia" - Biscoito Fino (2010)

Referência Bibliográfica[editar | editar código-fonte]

  • Travessia: A vida de Milton Nascimento. Maria Dolores. 2006. Ed. Rcb.
  • 1985, O ano em que o Brasil recomeçou. Edmundo Barreiros e Pedro Só. 2006. Ediouro.
  • História sexual da MPB. Rodrigo Faour. 2006. Editora Rcb.
  • Nada será como antes, a MPB nos anos 1970. Ana Maria Baiana. 2006. Ed. Senac.
  • Timoneiro - Perfil Biográfico de Hermínio Bello de Carvalho. Alexandre Pavan. 2006. Ed. Casa da Palavra.
  • Toquinho: 40 anos de música. João Carlos Pecci. 2005. RCS Editora.
  • Viver de Teatro - Uma biografia de Flávio Rangel. José Rubens Siqueira. Ed. Nova Alexandria.
  • Meus Discos e Nada Mais - Memórias de um DJ na Música Brasileira. Zé Pedro. 2007. Editora Jaboticaba.
  • Ouvindo Estrelas - A Luta, a Ousadia e a Glória de um dos Maiores Produtores Musicais do Brasil. Marco Mazzola. 2007. Editora Planeta.
  • Todos Entoam - Ensaios, Conversas e Canções. Luiz Tatit. 2008. Editora Publifolha.
  • Vou te contar, Histórias de Música Popular Brasileira. Walter Silva. 2002. Ed. Conex.
  • Mulheres à cesta. História do Basquete Feminino no Brasil (1892-1971). Cláudia Guedes. São Paulo: Miss Luly, 2009.
  • Bibliografia não crítica. Apenas citações.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Simone Bittencourt de Oliveira