Simone

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a cantora. Para o filme com Al Pacino, veja Simone (filme).
Simone
Simone em 2007
Informação geral
Nome completo Simone Bittencourt de Oliveira
Também conhecido(a) como Cigarra
Nascimento 25 de dezembro de 1949 (70 anos)
Origem Salvador, Bahia
Nacionalidade brasileira
Gênero(s) música romântica
MPB
samba
Instrumento(s) voz
percussão
violão
Período em atividade 1973 - atualmente
Gravadora(s)
Página oficial www.Simone.art.br

Simone Bittencourt de Oliveira, conhecida simplesmente como Simone (Salvador, 25 de dezembro de 1949), é uma cantora brasileira.

Biografia

Primeiros anos e carreira no basquetebol

Simone foi a sétima, dos nove filhos de Otto Gentil de Oliveira, um cantor de ópera amador, e Letícia Bittencourt de Oliveira, que tocava piano e violão. Nasceu no bairro de Brotas, em Salvador, na Bahia em um dia de Natal, e por isso quase recebeu o nome de Natalina, mas a decisão final foi que seria batizada como Simone.[1][2] Aos dezesseis anos, mudou-se com a família para Santos, no estado de São Paulo, ingressando na Faculdade de Educação Física de Santos (FEFIS), passando a dedicar-se à carreira de jogadora de basquete e de professora de Educação Física. Passou por clubes de cidades paulistas, como o de São Caetano do Sul, jogando com Norminha, Rosália e Delci, vindas do time do basquetebol feminino do Flamengo, que era a base do time. Chegou a ser convocada duas vezes para a Seleção Brasileira de Basquetebol Feminino, mas devido a duas entorses, foi cortada antes do embarque. Na segunda convocação, durante o Campeonato Mundial de Basquetebol Feminino de 1971, ficou no banco de reservas, o que a fez desistir da carreira no esporte.[3]

Trajetória artística

Década de 1970

Depois de desistir do basquete, sua família e amigos a incentivaram a tentar a carreira artística.[3] A partir de contatos que sua amiga e professora de violão, Elodir Barontini, tinha, Simone participou de um jantar na casa do então gerente de marketing da gravadora Odeon, Moacir Machado, o Môa.[3][2] Ao final do encontro, Simone foi convidada para fazer um teste na Odeon, o resultado foi que a gravadora a contratou por quatro anos, com um disco por ano.[3] O primeiro álbum da cantora, que tem o título de Simone, foi gravado em outubro de 1972 e lançado em 20 de março de 1973.[4] Em São Paulo, Simone estreou no mesmo dia num programa da TV Bandeirantes.[5]

Antes de se tornar conhecida do público brasileiro, participou de uma turnê internacional em 1973, organizada por aquele que se tornaria um dos seus grandes incentivadores, Hermínio Bello de Carvalho.[2] A excursão, intitulada Panorama Brasileiro, incluía no roteiro o Olympia em Paris, entre outras cidades europeias. Em 1974, Festa Brasil percorre vinte cidades dos Estados Unidos, além do palco do teatro anexo do Madison Square Garden, em Nova York. A turnê foi um grande sucesso e originou os discos Brasil Export 73 e Festa Brasil (lançado nos Estados Unidos) - ambos produzidos por Hermínio Bello, que ainda produziria os dois álbuns subsequentes, Quatro Paredes e Gotas d´Água; neste último a produção foi realizada em parceria com Milton Nascimento.[6] Em 1976, ao lado de Vinícius de Moraes e Toquinho, participa do Circuito Universitário, uma série de apresentações, que além do Brasil, viajou à Argentina, Uruguai, Chile e México. Naquele ano, o filme Dona Flor e Seus Dois Maridos, apresentou em sua trilha sonora a versão interpretada por Simone da composição O Que Será, de Chico Buarque, fazendo com que cantora despontasse nacionalmente para o sucesso.[7]

No ano seguinte realizou a primeira apresentação solo, o show Face a Face, no (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, com direção de Antonio Bivar). O ano marcaria o primeiro grande momento de reconhecimento, com as canções Gota d'Água, Face a Face, Jura Secreta e O Que Será. No Projeto Seis e Meia, sua apresentação foi elogiada pelo jornalista Nelson Motta, que descreveu a grande aclamação do público à interpretação de Gota d'Água.[8] Sobre a aclamação que recebeu naquela apresentação, Simone declarou:

Foi uma loucura total. Aquela gente toda - a quem se atribuía inicialmente apenas a vontade de ver Belchior - mostrou, na hora, que queria me ver também. O público foi ouvir os dois e, para mim, isso esclareceu algumas críticas ao meu trabalho. Diziam que eu era cantora de elite, que só escolhia compositores de elite para cantar para uma elite. E embora não cante músicas de parada de sucesso, foi o povo mesmo que foi ao Seis e Meia daquela semana, independente de qualquer coisa.

Lançada no disco Face a Face (1977), a canção Jura Secreta, de (Sueli Costa e Abel Silva), fez parte da trilha sonora da novela de Ivani Ribeiro) O Profeta, exibida pela TV Tupi.[3]

De junho a setembro de 1978 participou do Projeto Pixinguinha e, ao lado de Sueli Costa, apresentou-se nas principais capitais do país.[10] Um excerto do projeto comenta o progresso na carreira da cantora.

Em 77, além do lançamento do LP Face a Face e da trilha sonora do filme Dona Flor e seus Dois Maridos fez muito sucesso num espetáculo no MAM. No Teatro Clara Nunes, com direção geral de Hermínio Bello, apresentou-se em Face a Face. Em cada espetáculo vem se projetando e se coloca, no momento, entre as melhores cantoras brasileiras. Acabou de gravar Cigarra, com músicas de Gonzaguinha (Petúnia Resedá), Fagner e Abel Silva (Sangue e Pudins), Milton Nascimento e Ronaldo Bastos (Cigarra).
— Excerto da Funarte[carece de fontes?]
Década de 1980 – Maior vendedora de discos da década

O grande sucesso da canção Começar de Novo, tema de abertura do seriado Malu Mulher e uma das primeiras músicas brasileiras que abordavam a independência feminina,[11] foi registrado pela primeira vez no disco Pedaços, em 1979. Considerado um divisor de águas na carreira, o espetáculo homônimo [12], foi gravado ao vivo Canecão em 30 de dezembro de 1979 e lançado em disco em 1980, sob o título Simone ao Vivo,[13] primeiro álbum da cantora gravado ao vivo. Sucesso de público e crítica, Pedaços teve a primeira apresentação em outubro e foi considerado o melhor do ano; em termos de público, mais de 120 000 pessoas em todo o país, só superado pelo espetáculo anual de Roberto Carlos.[carece de fontes?] Dirigido por Flávio Rangel, que incluiu no repertório a canção Pra não Dizer que não Falei das Flores (que ficou conhecida como Caminhando), celebrando a primeira audição da canção antológica na voz de Simone e a primeira interpretação engajada da sua carreira, ficando tão ou mais conhecida do que a do próprio compositor Geraldo Vandré. Simone foi a primeira artista a cantar Para não dizer que não falei das flores depois da liberação da música pela censura. O sucesso lhe rendeu o primeiro disco de ouro e um especial da Rede Globo, gravado ao vivo no Teatro Globo em 2 de março de 1980. O programa, chamado Simone Bittencourt de Oliveira, foi o primeiro da série Grandes Nomes.[14]

Caminhando seria interpretada ainda em 1982, no Estádio do Morumbi, no espetáculo Canta Brasil.[15]

Simone foi a responsável pelo momento de maior participação popular e entrou no palco com a certeza de que isto aconteceria, mas não conseguiu conter a emoção, aliás, como dezenas de pessoas, diante de um coro de cem mil vozes.
Simone Bittencourt de Oliveira nasceu duas vezes. A primeira, em 1949, num bairro de classe média de Salvador, na Bahia. A segunda, na noite de 7 de fevereiro passado, no estádio do Morumbi, em São Paulo, quando ergueu um coro de 90 mil vozes na apoteose do espetáculo Canta Brasil, com a canção Caminhando nos lábios e lágrimas nos olhos. Quando terminou de cantar, era mais uma estrela no céu.
Revista Veja, março de 1982

Uma cantora cujos espetáculos se encerravam com flores distribuídas ao público, tornava-se não só uma grande voz para os versos de Vandré, mas também, ao lado de outros artistas, nos versos da música: Ainda fazem da flor seu mais forte refrão, E acreditam nas flores vencendo o canhão. Ao final do espetáculo Delírios, Delícias (1983),[16] clamou pelas Diretas Já. Em 1989, ao lado de Marília Pêra e Cláudia Raia, declarou e apoiou o então candidato Fernando Collor de Mello.[17] O despertar de uma postura artística engajada acompanharia toda a carreira, sendo enfatizada por interpretações de sambas como Disputa de Poder e Louvor a Chico Mendes, além de Maria, Maria, Uma Nova Mulher, O Sal da Terra, Será, e outras. Outro grande sucesso, Tô Voltando, um samba que canta a volta para a casa de um casal apaixonado, foi associado à ditadura militar e aos que retornavam ao Brasil depois do asilo político dos anos 1970.[12]

O ano de 1982 foi marcado por grandes recordes de público, como na temporada de nove apresentações no Ginásio do Ibirapuera, em três semanas seguidas, com cerca de quinze mil pessoas por noite, contabilizando um total aproximado de 135 mil pessoas.[carece de fontes?]

No último fim de semana, quando lotou o ginásio do Ibirapuera, também em São Paulo, com 45 000 ingressos vendidos em apenas 48 horas para três apresentações, ela mostrou que a nova estrela gosta de brilho, e muito. Com a programação de mais três espetáculos extras no próximo fim de semana, ela passa a recolher recordes; ao final do último show, será a artista brasileira que mais vezes se apresentou num ginásio de 15 000 lugares num espaço de tempo tão curto.
— Revista Veja, da qual Simone foi capa em março de 1982.[18]

Foi em 1982 também que recebeu a primeira indicação para o Troféu Imprensa de Melhor Cantora, seguindo-se mais dez indicações para o prêmio e a conquista do troféu no ano de 1987, ao lado de Marina Lima.[carece de fontes?]

Depois da interpretação de Caminhando, com o fim da censura à música, seria também, aos 32 anos, a primeira cantora a lotar sozinha um estádio, o Maracanãzinho, em 1981, com o espetáculo Amar, apresentando o álbum homônimo.[19] Superlotou também o Mineirinho e o ginásio da Pampulha,[20] e no mesmo ano[quando?] lançou Encontros e Despedidas. Pioneirismo evidenciado em outras ocasiões como quando gravou, muito antes de Paul Simon ou Michael Jackson, com o Grupo Olodum da Bahia,[necessário esclarecer] ou quando, num dos espetáculos, surpreendeu a plateia levando para o palco uma cama, um ano antes da popstar Madonna chocar o mundo com a mesma ideia.[carece de fontes?] Quatorze anos mais tarde, em 1995, foi a primeira cantora de renome a gravar um disco inteiro exclusivamente com canções natalinas.[21] Em dezembro de 1983 parou o parque carioca da Quinta da Boa Vista, onde uma multidão de 220 mil pessoas foram assisti-la na primeira transmissão ao vivo da história da 'Rede Globo' para um espetáculo de final de ano.[22]

A partir da segunda metade da década de 1960, em plena efervescência da contracultura e no rescaldo do pós-bossa-nova, estrearam na televisão brasileira os especiais do Festival de Música Popular Brasileira, na TV Record. Contemporâneos do movimentos Jovem Guarda e Tropicalismo, os festivais açambarcavam todos esses estilos, a bossa nova, o rock vanguardista da jovem guarda e o ecletismo do tropicalismo - e ainda seria o palco de estreia de um novo e definitivo estilo, a MPB, inaugurado com a interpretação antológica da novata Elis Regina, então com apenas vinte anos de idade, cantando Arrastão. Durante duas décadas a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso da transmissão desses espetáculos que apresentavam os novos talentos, registrando índices recordes de audiência. O especial Mulher 80, da Rede Globo, foi um destes marcantes momentos da televisão.[23] O programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então, abordando esta temática no contexto da música nacional e da ampla preponderância das vozes femininas,[24] com Elis Regina, Maria Bethânia, Fafá de Belém, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna, Zezé Motta, Gal Costa e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher. Naquele encontro das várias vozes femininas, Elis Regina elogiou Simone: "Gosto muito da Simone. Potencialmente, vê-se nela a possibilidade de um desabrochar grande. É uma mulher bonita, seu repertório é muito bom e está muito bem assessorada pelo Flávio Rangel e pelo Nelson Ayres".[25]

Nos anos oitenta, que foram marcados pelo reconhecimento de grandes cantoras na MPB, Simone firmava-se como uma recordista de público e de vendagem e despontava como um dos grandes nomes da indústria fonográfica nacional. A maior temporada ocorreu na tradicional casa carioca, Scala II, em 1986, durante oito meses seguidos. Teve o maior público ao ar livre até então registrado, de 220 mil pessoas em uma única apresentação.[carece de fontes?] O sucesso de público, vendagem e o repertório refinado situaram-na como um dos nomes mais respeitados da da "MPB"; de cantora elitista, passaria, a partir de meados da década de 1980, com a seleção de um repertório excessivamente popular, pela fase mais obscura da carreira, enfrentando o estigma da crítica especializada que desmerecia a interpretação, arranjos e compositores escolhidos—foi a chamada fase brega, que de uma maneira geral marcou todas as intérpretes dos anos 1980 pela exacerbação aos apelos do romantismo.[carece de fontes?]

Originalmente idealizado para a montagem do ballet teatro do Balé Teatro Guaíra de Curitiba em 1982, o espetáculo O Grande Circo Místico foi lançado em 1983. Simone integrou o grupo seleto de intérpretes que viajou o país durante dois anos com o projeto, um dos maiores e mais completos espetáculos teatrais já apresentados, para uma plateia de mais de 200 mil pessoas. Simone interpretou a canção Meu Namorado, composta pela dupla Chico Buarque e Edu Lobo. O espetáculo contava a história do grande amor entre um aristocrata e uma acrobata e a saga da família austríaca proprietária do Grande Circo Knie, que vagava pelo mundo nas primeiras décadas do século. Um dos maiores sucessos da carreira seria lançado no ano seguinte: O Amanhã foi o enredo da escola de samba União da Ilha em 1978 e neste mesmo ano gravada por Elizeth Cardoso, mas foi com a primeira gravação de Simone, em 1983 (CD Delírios, Delícias e regravada no CD Simone ao Vivo), que a canção se popularizou.[26]

Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura e do feminismo, cantou, ainda que com uma participação individual diminuta, no coro da versão brasileira de We Are the World, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. Com o projeto Nordeste Já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto de criação coletiva, com as canções Chega de Mágoa e Seca d'Água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro. Também em 1985 cantou no coro de vozes latinas Cantarei, Cantarás.

Em 1989, dez anos depois de conquistar o primeiro disco de ouro, a artista figurava entre os poucos a ainda protagonizar especiais televisivos: Simone - Especial, da Rede Globo, apresentou trechos do espetáculo Sedução, do álbum Sedução, em cartaz no Palace (São Paulo). Dividiu o palco na tradicional apresentação de final de ano cantando ao lado de Roberto Carlos e participou também do especial da Rede Globo Cazuza – Uma Prova de Amor, interpretando ao lado de Cazuza a canção Codinome Beija-flor,. No LP Vício grava Louvor a Chico Mendes ao vivo com a escola de samba Caprichosos de Pilares.[27] Encerrou os anos 80 como a maior vendedora de discos da década.[28]

Década de 1990 – Primeiro CD de Natal do país

Em 1991 gravou um clipe para o programa Fantástico, idealizado pelo sociólogo Betinho, intitulado "Luz do Mundo", para arrecadar fundos para a reabilitação de menores. Dos álbuns gravados depois da década de 1980, uma época considerada de apelo mais popularesco, destacam-se Simone Bittencourt de Oliveira (1995), que trouxe baladas entre outros clássicos e sambas e Café com Leite (1996, um tributo a Martinho da Vila) -- trabalhos referidos como um reencontro com um repertório mais seletivo e arranjos mais apurados; Café vendeu mais de seiscentas mil cópias e um Disco Duplo de Platina à cantora;[29] segundo Caetano Veloso: O disco da Simone com músicas do Martinho da Vila eu acho divino, divino e ninguém disse nada... Ficou, finge que não é nada. Aquilo é divino. O repertório dele fez bem a ela -- aquele disco é de eu botar em casa, sozinho de tanto que eu gostei. Ela deu clareza àquelas composições, é lindo. E foi um projeto pensado pela gravadora de uma cantora que cantaria um autor, combinado, não sei como foi, mas é lindo, é maravilhoso o resultado. E ela é uma grande cantora, muito boa, eu adoro. Uma voz muito bonita e que faz muito bem.[30].

Em 1995 lançou o CD 25 de Dezembro, o primeiro CD do país com canções exclusivamente natalinas, e obteve a maior vendagem da carreira, mais de um milhão e meio de cópias vendidas em apenas um mês e meio:[31] Ao lançar, no ano passado, o disco natalino 25 de Dezembro, a cantora Simone quebrou um tabu. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos e na Europa, os cantores brasileiros não têm o costume de lançar, no mês de dezembro, discos com músicas de Natal.[21]

Flávio Rangel, Jorge Fernando, José Possi Neto, Nelson Motta, Ney Matogrosso e Sandra Pêra são alguns dos nomes que assinam a direção dos espetáculos. O show Sou Eu ganhou o prêmio de melhor do ano em 1992 e originou o álbum homônimo — comemorativo dos vinte anos de carreira, que trazia regravações dos antigos sucessos entre outras canções consagradas. Em 1997 apresentou-se na casa de espetáculos carioca Metropolitan, com Brasil, O Show, dirigido por José Possi Neto apresentando clássicos do samba (Paulinho da Viola, Adoniran Barbosa, Dorival Caymmi, Ary Barroso, Gonzaguinha, Mário Lago) entre outras gravações do álbum de estúdio do ano anterior, Café com Leite.

Anos 2000

Os álbuns Seda Pura (2001) e Feminino (2002) marcaram as mais baixas vendagens da carreira e repertórios de estilo pouco explorado até então, o pop. Baiana da Gema (2004, 2005), um tributo a Ivan Lins, de repertório inédito do compositor, foi apresentado no eixo Rio-São Paulo. Em maio de 2006, num pocket show, no cenário intimista de uma casa noturna paulistana, exibiu um repertório romântico ao público, que se encantou com arranjos originais, em tom jazzístico, para o Projeto Credicard Vozes. Em apresentações no Peru, foi aplaudida de pé por mais de cinco minutos. Em Miami, ao lado de Ivan Lins, foi elogiada pela crítica, que considerou a apresentação uma das melhores dos últimos anos na Flórida. Em 2007 a parceria com Zélia Duncan foi registrada no CD e DVD Amigo é Casa, lançados no ano seguinte pela gravadora Biscoito Fino, que exibiu, além de regravações, canções inéditas na voz das artistas e apresentações pelas capitais do país.[32][33]

Uma edição da década de 1970 foi organizada pelo jornalista e pesquisador Rodrigo Faour e lançada em 2009 pela EMI. Considerada a fase de maior qualidade vocal e musical, o box com onze CDs reúne a obra completa deste período no qual a artista impôs-se à crítica, com interpretações definitivas e sucesso crescente junto ao público.[34]

O álbum Na Veia foi lançado em agosto de 2009 também pela gravadora Biscoito Fino, sem estilo musical definido, exibindo um repertório eclético, que mescla o samba, o pop e o romântico para, segundo a cantora, "passar alegria e esperança". Simone assina a composição de Vale a Pena Tentar, parceria com Hermínio Bello de Carvalho, segunda canção composta pela cantora que já havia estreado com a composição Merecimento, ao lado de Abel Silva (1982). Em 1976, depois de pronta, a música chegou a ser enviada para Roberto Carlos mas, segundo Simone, Roberto gravou mas não se interessou em lançá-la.[35]

Minhas composições eu não mostro pra ninguém, nem pra mim (risos). No caso desta com Hermínio, de 76, fiz a melodia e um esboço da ideia da letra, que era uma resposta à [sic] Proposta, do Roberto [música de Roberto Carlos]. Depois a entreguei pro Hermínio resolver algumas passagens da letra e só agora me liberei pra gravar. Como estou me reaproximando do violão, pode ser que venham algumas coisas por aí.[...] Eu sempre tive muito pudor em colocar qualquer música minha. Mas um dia eu peguei o violão e cantei para o Rodolfo [Stroeter, do grupo Pau Brasil, produtor do CD] e a Kati [diretora da Biscoito Fino] e eles disseram: Você tá maluca de não gravar isso!?
— Simone[35]

Vida pessoal

Simone nunca se casou nem teve filhos. Assumiu publicamente ser lésbica, tendo convivido durante sete anos com a atriz Ísis de Oliveira, e revelou que na infância sofreu bullying por ser muito magra e alta, com 1,80m aos doze anos.[3][36] Em 2000 declarou que namorou o cantor Ney Matogrosso nos anos 80 e que já havia tentado ter filhos, mas nunca conseguiu. Revelou também que não tem opção sexual.[37]

Se eu amar, não tem o menor problema. Pode ser branco, preto, homem ou mulher... O que importa é o amor.
— Simone[37]

Estilo musical

Repertório

Na história da MPB a tradição romântica foi intensificada nos anos 1980 e os temas de amor romântico e paixão, foram amplamente explorados por diversos cantores e compositores. Simone, que desde o início da carreira interpretou predominantemente canções românticas, figura dentre elas e é por isso elencada na categoria de cantora romântica.[38] O repertório abrange mais de 380 interpretações,[39] um dos mais vastos e diversificados dentre as vozes femininas,[40] compondo um verdadeiro mosaico de estilos. O amor romântico ou idealizado, a paixão, (Começar de Novo, Jura Secreta, Corpo, Medo de Amar nº 2, Raios de Luz, Lenha), o samba (O Amanhã, Disputa de Poder, Ex-amor) e a religiosidade (Cantos de Maculelê, Reis e Rainhas do Maracatu, Então é Natal, Ave Maria, Jesus Cristo) são os mais recorrentes na obra.

Ao longo da infância e juventude as principais referências deste repertório romântico foram Roberto Carlos, Milton Nascimento e Maysa Matarazzo (de quem é grande fã e que exerceu grande influência na sua carreira), Dolores Duran, Ângela Maria, Nora Ney e Elizeth Cardoso – as maiores expoentes do gênero samba-canção ou fossa, gênero, comparado ao bolero, pela exploração e exaltação do tema amor-romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado, também chamado de dor-de-cotovelo. O samba canção, com o qual Maysa já foi identificada, surgido na década de 1930, antecedeu o movimento da bossa nova, surgido ao final da década de 1950, com João Gilberto. Mas este último, herdeiro do jazz norte-americano representou um refinamento e uma maior leveza nas melodias e interpretações em detrimento do drama e das melodias ressentidas, da dor-de-cotovelo e da melancolia. O legado de Maysa, ainda que aponte para dívidas com a bossa, é o de uma cantora mais dramática e a voz é mais arrastada do que as intérpretes da bossa e por isso aproxima-se antes do samba-canção e do bolero. O declarado gosto pessoal da cantora por boleros advém desta herança musical.[38] Ao lançar o CD Fica Comigo Esta Noite, comentou

Bolero é bolero. Quando você tem um cara como o Luiz Conte que tem uma pegada de bolero especial, fica mais fácil. É o métier dele. Por exemplo, no show, o Caneca (Fernando Caneca, músico pernambucano) tocava guitarra, violão, viola, tudo junto. No disco, a gente tem mais tempo e pode variar mais de músicos e testar o que for melhor. No mais, eu sou a rainha do bolero. Adoro!
— Simone[38]

Entre os compositores com interpretações na voz de Simone, estão Ivan Lins, Vitor Martins, Milton Nascimento, Fernando Brant, Paulo César Pinheiro, Gonzaguinha, Chico Buarque, Martinho da Vila, Zélia Duncan e Paulinho da Viola.[carece de fontes?]

Voz

Desde o primeiro LP gravado em 1973, que teve o título de Simone, e durante toda a sua carreira, seu talento é considerado como expressado pela espontaneidade, dom natural sem qualquer registro de passagem por escolas de música ou aulas de canto,[41] tampouco utiliza a leitura de cifras como recurso de intelecção dos acordes. Marcada por um acentuado sotaque baiano e um timbre único e inconfundível,[42][43] "claro e penetrante e às vezes quente e suave".[44]

No início dos anos 70, creio que em 1973, vi uma matéria jornalística na Globo sobre uma jogadora de basquete que acabara de virar cantora. Era a nossa estrela Simone. Fiquei sabendo que seu pai fora cantor de ópera e que sua mãe era pianista. O que mais me impressionou, no entanto, foi o timbre claro e penetrante de sua voz, ao mesmo tempo, quente e suave.
Palco

A presença no palco é caracterizada entre outras pelo traje branco, altura incomum e porte atlético, e o gesto de abrir os braços no formato de uma cruz,[45] contemplando gestualmente algumas canções. É característica também a maneira como Simone encerra os espetáculos, distribuindo rosas brancas para o público.[46]

As rosas são uma forma de agradecimento, é uma lembrança minha ao público. E a roupa branca já vem de muito tempo. O branco é a unificação de todas as cores e simboliza o meu mestre espiritual, que me acompanha sempre.
— Simone[41]

O hábito de vestir branco

Simone foi capa da Revista 'Veja' em março de 1982.[18] Ao longo da matéria de capa o jornalista fala do início da carreira, que foi marcado por um encontro com o esoterismo e com aquele que durante alguns anos foi o seu guru, o esoterista Mário Troncoso, morto em fevereiro de 2005.[47] Desde jovem Simone enxergava à sua volta um foco de luz, que aleatoriamente aparecia e sumia, fato ao qual ela atribuía à avançada miopia no olho direito (onze graus). Durante uma viagem de barco para Paquetá, em que também estava Troncoso, este sentou-se ao lado de Simone, que na época não era uma artista conhecida, e começou a falar com ela, inclusive sobre aquela luz que ela enxergava. Explicou a ocorrência do fenômeno, que até então era um segredo nunca compartilhado, transmitindo-lhe conhecimentos na área da teosofia e da Grande Fraternidade Branca.[48]

Ninguém sabe...era uma coisa só minha, como é que esse cara sabe que eu vejo essa luz?
— Simone, aos dois minutos da entrevista.[48]

Além da iniciação nos preceitos da teosofia, dentre os muitos conhecimentos transmitidos, destaca-se a associação deste foco de luz à descoberta de um mestre espiritual, representado pela luz branca, cósmica ou incolor: Seraphis Bey é o mestre ascencionado do quarto raio chacra (na tradição católica, este chacra é simbolizado pelo coração luminoso de Cristo), guia espiritual de artistas e músicos e é por meio dele manifestado, pelo plexo solar ou diafragma. Na vida pública esta descoberta teve como consequência a prática de algumas idiossincrasias, orientadas pelo esoterista e hoje conhecidas do público, como a adoção desde então do inseparável traje branco, que simboliza a Pureza espiritual, a Paz e a ascensão à Luz e visa a homenagear o mestre,[49] além do hábito de acender incensos e rezar antes de entrar no palco. Assim, é por este motivo que a cantora Simone está sempre vestida de branco; também em homenagem ao mestre foi gravado o disco Raios de Luz (1991),[48] o qual foi também dedicado à cantora Clara Nunes.[50]

Em entrevista ao programa Cara a Cara (TV Bandeirantes, 1993) comentou: Eu nunca fiz um show que eu não pedisse que aquela energia fosse para aquelas pessoas que estão ali, pros músicos, pros técnicos, pros familiares, se é através de uma televisão, que a vibração de amor e de paz, ela voe junto com as pessoas... Então, o meu trabalho é também um trabalho espiritual, ele é todo ligado a um trabalho espiritual.[48]

Sucessos

A pedido, ganhou em 1978, do amigo Bituca, Milton Nascimento, uma composição cujo título seria o seu apelido, Cigarra, do disco homônimo lançado no mesmo ano.[51] O pedido por uma canção com o tema de cigarra partiu da própria cantora por ocasião de um evento ocorrido em Salvador, quando Simone afirma ter sido surpreendida por uma voz que repetiu três vezes a palavra cigarra dirigindo-se a ela, e de maneira inusitada. A letra faz alusão à famosa fábula de Esopo, A Cigarra e a Formiga.

Além de Cigarra, foram consagradas na sua voz, canções como Começar de Novo, Jura Secreta, Cordilheiras, Quem é Você, De Frente pro Crime, A Distância, Disritmia, Você é Real, Samba de Orly (com Toquinho), Iolanda (com Chico Buarque), Então é Natal, Jesus Cristo, Pedaço de Mim e outras. Começar de Novo, do disco Pedaços (1979),[52] foi a canção-tema do seriado Malu Mulher (Rede Globo, 1979), que abordava assuntos polêmicos na época como a emancipação feminina, divórcio, aborto e violência doméstica. Simone foi escolhida para interpretá-la no lugar de Maria Bethânia, cogitada também para a interpretação, mas que recusou. Na voz de Simone, a composição, que foi escrita especialmente para o seriado, por Ivan Lins e Vítor Martins, tornou-se um grande sucesso da época e um marco na história da MPB.[53] Foi gravada também por Barbara Streisand e Sarah Vaughan.[54] Dentre seus admiradores, estão o jornalista norte-americano Gay Talese,[55] o jazzista Brad Mehldau,[56] e o maestro norte-americano Quincy Jones, que a considera uma das maiores cantoras do mundo.[57]

Fui correndo atrás de suas gravações e incorporei Simone à minha restrita lista de preferências incondicionais. Mais tarde, eu e Daniel Filho decidimos que Começar de Novo seria o tema musical de Malu Mulher. A interpretação de Simone consolidou, de vez, a minha admiração por ela. Foi, com certeza, a mais perfeita abertura musical que tivemos.

Depois do sucesso da música O que Será em 1976, Simone lançou um álbum por ano, atingindo a marca de vinte milhões de discos vendidos até 2016.[58] Ao longo da carreira, a cantora conquistou vinte discos de ouro, dezesseis de platina e um de diamante. Foi também indicada três vezes para o Grammy Latino.[59] O CD 25 de Dezembro, lançado em 1995 somente com canções natalinas, ultrapassou 1,2 milhão de cópias.[carece de fontes?] A reedição deste CD contou com a participação especial das Meninas Cantoras de Petrópolis na canção Ave Maria, de Jaime Redondo e Vicente Paiva,[60] que não constou da versão original. A versão em espanhol vendeu dois milhões de cópias.[carece de fontes?]

Já me adaptei há muito tempo, nunca fui uma pessoa que respirei o sucesso. Tenho feito tudo o que quero: não importa se levo dois, três anos para isso.
— Simone, em 2016[58]

Parcerias

Dentre as parcerias de Simone estão nomes como Milton Nascimento, Chico Buarque, Roberto Carlos, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, João Bosco, Ivan Lins, Gal Costa, Toquinho, Cazuza, Erasmo Carlos, Gonzaguinha, Ney Matogrosso, José Carreras, Plácido Domingo, Pablo Milanes, Julio Iglesias, Luís Represas, Fátima Guedes, Grupo Olodum da Bahia, Meninas Cantoras de Petrópolis, Daniela Romo, Eugênia Melo e Castro, Dulce Pontes, Hebe Camargo, Marília Gabriela, Ângela Maria, Zélia Duncan e outros.[carece de fontes?]

Em 2007, Dionne Warwick dividiu o palco com Simone, Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Milton Nascimento e Ivan Lins, em uma apresentação em São Paulo.[61]

Canções temas de telenovelas

Principais espetáculos

  • 1973: Panorama brasileiro Feira Brasil Export de Bruxelas (Bélgica) e Olympia de Paris (França)
  • 1973: Simone, Turnê nos Estados Unidos e no Canadá
  • 1973: Expo 73, Esporte Clube Pinheiros, São Paulo
  • 1977: Projeto Pixinguinha, Teatro Dulcina, Rio de Janeiro e turnê nacional
  • 1978: Cigarra, Canecão, Rio de Janeiro
  • 1979: Pedaços, Canecão (RJ) e turnê nacional
  • 1981: Simone, Maracanãzinho, Rio de Janeiro
  • 1982: Canta Brasil, Estádio do Morumbi, São Paulo
  • 1982: Corpo e alma, Canecão, Rio de Janeiro
  • 1992: Sou eu, Estádio do Morumbi, São Paulo
  • 1997: Brasil, o Show, Metropolitan, Rio de Janeiro
  • 2000: Fica comigo esta noite, Canecão, Rio de Janeiro
  • 2004: Baiana da Gema, Tom Brasil, São Paulo
  • 2004: Baiana da Gema, Canecão, Rio de Janeiro
  • 2004: Baiana da Gema, Scala, Rio de Janeiro
  • 2005: Baiana da gema, Claro Hall, Rio de Janeiro
  • 2006: Projeto Credicard Vozes, Bourbon Street, São Paulo
  • 2006: Simone Canecão, Rio de Janeiro
  • 2006: Simone e Ivan Lins, Au-Rene Theater, Broward Center, Miami
  • 2006: Tom Acústico com Zélia Duncan, Tom Brasil, São Paulo
  • 2008: Tour nacional de Amigo é casa
  • 2009: Turnê de Amigo é Casa em Portugal
  • 2009: Em boa companhia, Canecão, Rio de Janeiro
  • 2009: Em boa companhia, Teatro Bourbon, São Paulo
  • 2010: Em boa companhia, DVD, Teatro Guararapes, Recife
  • 2010: Festival da América do Sul, Corumbá
  • 2010: Inauguração da Árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas

Discografia

Álbuns de estúdio

Lista de álbuns, com posições nas paradas selecionadas e certificações
Ano Álbum Posições Certificados Vendas
Latin Pop
[62]
POR
[63]
1973 Simone
  • Lançamento: 20 de março de 1973
  • Gravadora: Odeon
  • Formatos: LP, K7
1974 Quatro Paredes
  • Lançamento: 1974
  • Gravadora: Odeon
  • Formatos: LP, K7
1975 Gotas d'Água
  • Lançamento: 1975
  • Gravadora: Odeon
  • Formatos: LP, K7
1977 Face a Face
  • Lançamento: 1977
  • Gravadora: Odeon
  • Formatos: LP, K7
1978 Cigarra
  • Lançamento: 1978
  • Gravadora: Odeon
  • Formatos: LP, K7
1979 Pedaços
  • Lançamento: 1979
  • Gravadora: Odeon
  • Formatos: LP, K7
1980 Simone
  • Lançamento: 1980
  • Gravadora: Odeon
  • Formatos: LP, K7
1981 Amar
  • Lançamento: 1981
  • Gravadora: CBS,
  • Formatos: LP. K7, CD
1982 Corpo e Alma
  • Lançamento: 1982
  • Gravadora: CBS
  • Formatos: LP. K7, CD
1983 Delírios, Delícias
  • Lançamento: 1983
  • Gravadora: CBS
  • Formatos: LP. K7, CD
1984 Desejos
  • Lançamento: 1984
  • Gravadora: CBS
  • Formatos: LP. K7, CD
1985 Cristal
  • Lançamento: 1985
  • Gravadora: CBS
  • Formatos: LP. K7, CD
1986 Amor e Paixão
  • Lançamento: 1986
  • Gravadora: CBS
  • Formatos: LP, K7, CD
1987 Vício
  • Lançamento: 1987
  • Gravadora: CBS
  • Formatos: LP. K7, CD
1988 Sedução
  • Lançamento: 1988
  • Gravadora: CBS
  • Formatos: LP. K7, CD
1989 Simone
  • Lançamento: 1989
  • Gravadora: CBS
  • Formatos: LP, K7, CD
1991 Simone
  • Lançamento: 1991
  • Gravadora: Odeon
  • Formatos: LP, K7
12
1991 Raio de Luz
  • Lançamento: 1991
  • Gravadora: Sony/Columbia
  • Formatos: LP, K7, CD
1993 Sou Eu
  • Lançamento: 1993
  • Gravadora: Sony/Columbia
  • Formatos: LP, K7, CD
1993 La Distância
  • Lançamento: 1993
  • Gravadora: CBS
  • Formatos: LP, K7, CD
1995 Simone Bittencourt de Oliveira
  • Lançamento: 1995
  • Gravadora: Sony/Columbia
  • Formatos: LP, K7, CD
1995 25 de Dezembro
  • Lançamento: 1995
  • Gravadora: PolyGram
  • Formatos: LP, K7, CD
1996 Dos Enamoradas
  • Lançamento: 1996
  • Gravadora: CBS
  • Formatos: CD
1996 Café com Leite
  • Lançamento: 1996
  • Gravadora: Polygram
  • Formatos: LP, K7, CD
1997 Loca
  • Lançamento: 1997
  • Gravadora: Polygram
  • Formatos: CD
2000 Fica Comigo Esta Noite
2001 Seda Pura
  • Lançamento: 2001
  • Gravadora: Universal Music
  • Formatos: CD
2004 Baiana da Gema
  • Lançamento: 2004
  • Gravadora: Universal Music
  • Formatos: CD
11
2009 Na Veia
2013 É Melhor Ser

Álbuns ao vivo

Lista de álbuns, com posições nas paradas selecionadas e certificações
Ano Álbum Posições Certificados Vendas
Latin Pop
[62]
1980 Ao Vivo"
  • Lançamento: 1980
  • Gravadora: EMI Music
  • Formatos: LP, K7, CD
1997 Brasil "O Show"
  • Lançamento: 1997
  • Gravadora: PolyGram
  • Formatos: CD
2002 Feminino
  • Lançamento: 2002
  • Gravadora: Universal Music
  • Formatos: CD
2005 Simone ao Vivo
  • Lançamento: 2005
  • Gravadora: EMI Music
  • Formatos: CD
2008 Amigo é Casa
(com Zélia Duncan)
  • Lançamento: 2008
  • Gravadora: Bicoito Fino
  • Formatos: CD
2010 Em Boa Companhia
  • Lançamento: 2010
  • Gravadora: Bicoito Fino
  • Formatos: CD

Outros projetos

Referências

  1. Notas Contemporâneas com Simone
  2. a b c «Biografia "Simone"». Canal Pop. Arquivado do original em 18 de janeiro de 2007 
  3. a b c d e f «Galeria da Fama: Simone». Arquivado do original em 16 de dezembro de 2013 
  4. Simone lança álbum e volta a se apresentar, após 20 anos, no TCA
  5. Simone no Coliseu
  6. Programa Raul Gil[ligação inativa]
  7. [http://www.cafm.com.br/easy99-1fm/biografia/exibir.asp?id=86&artista=simone Biografia de Simone |publicado= Centro América FM}}
  8. art de Simone (13 de dezembro de 2011). Simone - Gota d'Água - Show Seis e Meia 1977. YouTube. Em cena em duração: 01:11 
  9. Revista Manchete, 1980
  10. «Projeto Pixinguinha: Rita Ribeiro e Tantinho da Mangueira». Arquivado do original em 3 de dezembro de 2012 
  11. Uma homenagem entre melodias e histórias
  12. a b «Simone: Pedaços». musicabrasileira.org. Arquivado do original em 20 de agosto de 2004 
  13. «Simone» 
  14. «Série Grandes Nomes». Arquivado do original em 12 de junho de 2008 ]
  15. «Canta Brasil». Arquivado do original em 12 de junho de 2008 
  16. «Memória Globo». Consultado em 14 de agosto de 2009. Arquivado do original em 10 de fevereiro de 2009 
  17. «Simone lança novo CD e viaja para Angola em Fevereiro». Jornal Digital Portugal. Arquivado do original em 27 de julho de 2003 
  18. a b Revista 'Veja' em março de 1982 [ligação inativa]
  19. «Dicionariompb». Consultado em 22 de setembro de 2009. Arquivado do original em 4 de julho de 2007 
  20. Milton Luís - O Tempo, 5 de fevereiro de 2006
  21. a b «25 de Dezembro». Revista Veja. 4 de dezembro de 1996 
  22. «Corpo e Alma». Consultado em 14 de agosto de 2009. Arquivado do original em 9 de fevereiro de 2009 
  23. «Mulher 80». Arquivado do original em 14 de junho de 2008 
  24. Entenda por que as cantoras são as grandes estrelas da música brasileira hoje
  25. Elis Regina, O Pasquim, 1980
  26. «Sete sambas-enredo que viraram clássicos da MPB». Arquivado do original em 13 de setembro de 2012 
  27. «Simone». Arquivado do original em 11 de janeiro de 2004 
  28. Entrevista do jornalista e pesquisador Rodrigo Faour, Folha Online, 27/02/2009
  29. Café com Leite
  30. Caetano Veloso, ao comentar o CD Café com Leite. «Café com Leite». Jornal da Tarde. 2006 
  31. Então é Natal: A verdadeira história da música de Simone
  32. «Simone e Zélia Duncan dão prioridade a lado B de carreiras». 2 de maio de 2008 
  33. «Passado e Futuro». Arquivado do original em 2 de fevereiro de 2006 
  34. «Caixa reúne fase de maior prestígio artístico da cantora Simone». Folha de S. Paulo. 1 de abril de 2009 
  35. a b «Nordeste web». Consultado em 12 de setembro de 2009. Arquivado do original em 14 de outubro de 2009 
  36. Simone revela bullying na infância e desabafa: "Mundo sempre foi masculino"
  37. a b Amo branco, preto, homem ou mulher
  38. a b c «Simone reúne novos e velhos destaques da MPB». UOL CliqueMusic. Arquivado do original em 15 de junho de 2002 
  39. http://letras.terra.com.br/simone/ Letras, Terra
  40. «'Programa Raul Gil». Consultado em 24 de junho de 2009. Arquivado do original em 20 de novembro de 2008 
  41. a b Carismática Simone canta hoje no Guaíra[ligação inativa]
  42. «Simone faz show em comemoração ao acionamento da decoração natalina da Capital». 2 de dezembro de 2008. Arquivado do original em 4 de dezembro de 2008 
  43. Simone e Zélia Duncan apostam em bom repertório para DVD
  44. a b c «Release - Simone - Feminino». tvcultura.com.br. 29 de dezembro de 2002. Arquivado do original em 27 de dezembro de 2002 
  45. Braços abertos no palco, Flickr
  46. Biscoito Fino (16 de agosto de 2016). Simone - "Ex Amor" (Ao Vivo) – Em Boa Companhia. YouTube. Em cena em duração: 07:19 
  47. Morre no Rio o guru das celebridades
  48. a b c d simonepedacos.multiply.com (8 de março de 1992). Cara a Cara com Simone. YouTube. Em cena em duração: 09:50 
  49. simonepedacos.multiply.com (17 de junho de 2010). Cantora Simone no programa Mais Você em 2003. YouTube. Em cena em duração: 05:47 
  50. Revista Veja, Edição 707, Matéria de capa, Bola de Luz, pg. 86 [ligação inativa]
  51. A cigarra e a formiga Pampulha Almanaque
  52. Pedaços UOL Clique Music
  53. Simone UOL Clique Music
  54. "The Island": condições da canção "Começar de Novo" no mercado estadunidense
  55. Gay Talese: 'Não gostaria de entrevistar nenhuma estrela de cinema atual'
  56. «Mehldau toca Chico e elogia Simone». Folha de S.Paulo. 5 de junho de 2006 
  57. Então é Natal... a festa de Simone
  58. a b «Simone retoma turnê com ingressos a R$ 1 e comenta bullying por "Então é Natal"». gauchazh.clicrbs.com.br. 11 de março de 2016 
  59. «Simone: A cantora brasileira dá concertos em Portugal de 7 a 15 de Abril». rtp.pt. 29 de fevereiro de 2012 
  60. «Ave Maria» 
  61. «Show de Dionne Warwick em SP terá participações de Gilberto Gil, Simone e Ivan Lins». UOL Música. 5 de julho de 2007. Arquivado do original em 9 de maio de 2015 
  62. a b «AllMusic Awards>> Simone». AllMusic. Consultado em 15 de junho de 2013. Arquivado do original em 13 de janeiro de 2016 .
  63. Posições de Simone nas charts portuguesas:
  64. a b c d e f Leme, Lúcia (14 de junho de 1980). «Simone». Manchete 1469 ed. Rio de Janeiro: Bloch Editores. p. 101 
  65. «Sou uma vencedora». Cofina. 13 de março de 2005. Consultado em 17 de fevereiro de 2020. Cópia arquivada em 17 de março de 2020 
  66. Mazzola, Marco (6 de novembro de 2019). Ouvindo estrelas - A Era dos Produtores. [S.l.]: Mza. pp. 170–. ISBN 978-85-948631-3-3 
  67. Souza, Tárik de (6 de janeiro de 1988). «Um bom ano para o disco». Jornal do Brasil. Rio de Janeiro. Consultado em 27 de março de 2020 
  68. a b c d e f g h i «Álbuns certificados de Simone». Pro-Música Brasil. Consultado em 17 de fevereiro de 2020 
  69. Zylberkan, Mariana (24 de dezembro de 2011). «A maldição dos discos natalinos». Veja. Grupo Abril. Consultado em 17 de fevereiro de 2020. Cópia arquivada em 17 de março de 2020 
  70. Ramos, Carlos (17 de maio de 2006). «Simone agradece aos consumidores honestos pela venda de seu CD». Rio de Janeiro: Terra Networks. Consultado em 17 de março de 2020. Cópia arquivada em 17 de março de 2020 

Referências bibliográficas

  • Travessia: A vida de Milton Nascimento. Maria Dolores. 2006. Ed. Rcb
  • 1985, O ano em que o Brasil recomeçou. Edmundo Barreiros e Pedro Só. 2006. Ediouro
  • História sexual da MPB. Rodrigo Faour. 2006. Editora Rcb
  • Nada será como antes, a MPB nos anos 1970. Ana Maria Baiana. 2006. Ed. Senac
  • Timoneiro - Perfil Biográfico de Hermínio Bello de Carvalho. Alexandre Pavan. 2006. Ed. Casa da Palavra
  • Toquinho: 40 anos de música. João Carlos Pecci. 2005. RCS Editora
  • Viver de Teatro - Uma biografia de Flávio Rangel. José Rubens Siqueira. Ed. Nova Alexandria
  • Meus Discos e Nada Mais - Memórias de um DJ na Música Brasileira. Zé Pedro. 2007. Editora Jaboticaba
  • Ouvindo Estrelas - A Luta, a Ousadia e a Glória de um dos Maiores Produtores Musicais do Brasil. Marco Mazzola. 2007. Editora Planeta
  • Todos Entoam - Ensaios, Conversas e Canções. Luiz Tatit. 2008. Editora Publifolha
  • Vou te contar, Histórias de Música Popular Brasileira. Walter Silva. 2002. Ed. Conex
  • Mulheres à cesta. História do Basquete Feminino no Brasil (1892-1971). Cláudia Guedes. São Paulo: Miss Luly, 2009

Ligações externas

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