Paixões Proibidas

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Paixões Proibidas
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 40 minutos
Criador(es) Aimar Labaki
País de origem  Brasil
 Portugal
Idioma original Português
Produção
Elenco Felipe Camargo
Virgílio Castelo
São José Correia
Flávio Galvão
Antônio Grassi
Erom Cordeiro
Julianne Trevisol
Marcos Breda
Anna Sophia Folch(ver mais)
Tema de abertura "Romance da Moreninha" - Alceu Valença
Exibição
Emissora de televisão original Brasil Rede Bandeirantes
Portugal RTP1
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original Brasil 14 de novembro de 2006 - 8 de junho de 2007
Portugal9 de janeiro de 2007 - 17 de setembro de 2007
N.º de episódios 139

Paixões Proibidas é uma telenovela luso - brasileira co-produzida pela RTP e pela Rede Bandeirantes[1].

De autoria de Aimar Labaki, com colaboração de Fabio Torres e Mário Viana, foi baseada em três obras de Camilo Castelo Branco: Amor de Perdição, Mistérios de Lisboa e Livro Negro do Padre Dinis. Teve direção de Virgílio Castelo, Marcus Coqueiro, Sacha e Del Rangel e direção geral de teledramaturgia de Ignácio Coqueiro.

Contou com Anna Sophia Folch, Miguel Thiré, Julianne Trevisol, Felipe Camargo, Maria Carolina Ribeiro, São José Correia, Flávio Galvão, Erom Cordeiro, Antônio Grassi, Graziella Moretto, Virgílio Castelo e Suzy Rêgo nos papéis principais

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Três histórias de amor têm como cenário os conturbados anos iniciais do século XIX na cidade do Rio de Janeiro, na pequena Vila de Resende, em Coimbra e Lisboa.

Simão e Teresa, filhos de famílias divididas por ódios que atravessam os anos, se apaixonam perdidamente. Mas é uma paixão proibida, que não tem a bênção dos pais e dos irmãos, nem o apoio da sociedade. É entre os rebeldes, os escravos e os marginalizados que Teresa e Simão vão encontrar apoio para lutar por esse amor, vivendo tragédias e aventuras.

Padre Dinis, um homem misterioso que tem mais três identidades - um fidalgo, um vingador encapuzado e um duque francês - devota a vida a ajudar jovens amantes e injustiçados. Tenta assim purgar a culpa por erros de um passado que ele mantém em segredo. Luta também contra o amor que sente por Antônia Valente, mulher que vive em busca da filha, roubada ainda criança há mais de 20 anos.

Alberto de Miranda é um ex-corsário que fez riqueza com a pirataria, mas que agora sonha com uma nova vida, como um respeitado empresário. Em Portugal, se envolve com Elisa de Mandeville, a Duquesa de Ponthieu, e ao chegar ao Brasil, tenta se regenerar por amor à Eugênia Valente. No entanto, seus segredos serão ameaçados pela duquesa, que quer vingança por ter sido trocada.

Todos vivem paixões proibidas e não imaginam que seus destinos estão prestes a se cruzar…

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Anna Sophia Folch Teresa Dias
Miguel Thiré Simão de Azevedo
Felipe Camargo Alberto de Miranda (Leopoldo de Saavedra)
Maria Carolina Ribeiro Eugénia Valente
São José Correia Elisa de Mandeville
Julianne Trevisol Mariana Araújo
Suzy Rêgo Antônia Valente
Virgílio Castelo Padre Dinis (Sebastião Menezes)
Flávio Galvão Domingos de Azevedo
Antônio Grassi Tadeu Dias
Erom Cordeiro Joaquim Dias
Marcos Breda Baltazar Guimarães
Celso Frateschi Álvaro de Sousa
Graziella Moretto Ângela de Sousa
Dani Ornellas Rosália
Edgar Amorim Aníbal Setúbal
Ana Bustorff Rita de Azevedo
Henrique Viana Barão de Saraiva
Igor Kovalewsky Carlos Salgado
Iracema Starling Índia Jacira
Carlos Vieira Arthur de Mandeville
Júlio Levy Jacinto
Lafayette Galvão Frei Adriano
Domingos Montagner Eduardo
Leonardo Carvalho Manuel de Azevedo
Leonor Seixas Adelaide
Michel Bercovitch Samuel Goldberg
Bruna Brignol Ana de Azevedo
Natália Luiza Maria (Júlia Queirós)
Nuno Pardal Estevão
Pedro Lamares Mateus Correia
Reynaldo Gonzaga João Araújo
Renato Rocha Theobaldo
Ronnie Marruda José
Ana Kunter Emília Salgado
Caio Vydal Índio Tabara
Vanessa Pascale Luzia
Bruno Gradim Pedro Almeida
Gabriel Austin  ?

Audiência[editar | editar código-fonte]

A história chegou ao fim no Brasil passando despercebida, a média da novela chegava de 3 a 4 pontos.

Numa tentativa de salvar a audiência, a Band contratou o diretor Del Rangel[2].

Como a nova direção não surtiu efeito, a novela foi transferida para às 17:30 a partir de 21 de fevereiro de 2007[3]. A audiência, por sua vez, piorou[4].

No dia em que foi ao ar o último capítulo, a Folha de S.Paulo noticiou que a emissora estava leiloando todos os pertences da telenovela (figurinos, cenários, etc), com renda revertida a um hospital[5].

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Após a bem-sucedida reprise de Mandacaru, originalmente exibida na Rede Manchete, a Band investia numa telenovela de época contando com os mesmo artifícios da produção da finada Manchete: nudez, violência e uma requintada produção de época. Todavia, a história não obteve o sucesso esperado.
  • Os bastidores da preparação da novela foram uma história à parte. Desde a contratação do diretor Herval Rossano pela emissora, em junho de 2005, comenta-se sobre a produção dessa telenovela. Autor do argumento inicial, Herval encomendou o texto para Ana Maria Moretzsohn. Entretanto, autora e diretor entraram em conflito, resultando na rescisão do contrato de Ana Maria em dezembro de 2005. O dramaturgo Aimar Labaki assumiu a responsabilidade de adaptar o texto a partir das obras de Camilo Castelo Branco. A situação seguiu normalizada, até que, em fevereiro de 2006, aconteceria outra mudança nos bastidores: insatisfeito com as condições de trabalho na Band e com os constantes adiamentos na produção, Herval Rossano desligou-se da Bandeirantes e assumiu o departamento de teledramaturgia do SBT. Em seu lugar, a Band contratou Ignácio Coqueiro, ex-Globo, e aí sim iniciou a pré-produção.
  • A emissora portuguesa RTP tornou-se parceira da Band em sua empreitada. Além da presença de atores e do financiamento das gravações, a RTP delegou ao ator e diretor Virgílio Castelo, que interpretou o protagonista Padre Dinis, a co-direção da obra.
  • Foram gravados stock shots no Pão de Açúcar, na Baía da Guanabara, em locais históricos como os Arcos da Lapa, no Paço Imperial, no Museu Histórico Nacional, na Igreja da Glória e em um convento no Centro do Rio de Janeiro. A história ainda contou com gravações em Portugal.
  • Primeira novela da atriz Anna Sophia Folch, 21 anos. Antes, ela havia participado do filme O Maior Amor do Mundo e fazia teatro desde os 14 anos.
  • O primeiro título pensado para a novela foi "Amor de Perdição", depois "Amores Proibidos", até chegar no definitivo "Paixões Proibidas".
  • A telenovela retrata a sociedade brasileira nos anos anteriores a vinda da família real portuguesa para o Brasil, em 1808. Em paralelo, mostrou a resistência portuguesa à invasão das tropas de Napoleão Bonaparte. Nunca, até então, uma telenovela havia retratado essa época tão importante para a história brasileira.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Troféu Leão Lobo (2006):

  • Melhor Ator: Felipe Camargo
  • Melhor Ator Coadjuvante: Marcos Breda
  • Melhor Atriz Coadjuvante: Suzy Rego
  • Atriz Revelação: Juliane Trevisol
  • Ator revelação: Miguel Thiré

Referências

  1. «Band estréia hoje às 22 horas Paixões proibidas». Folha.com. 14 de novembro de 2006. Consultado em 5 de maio de 2006 
  2. «Baixa audiência». Folha. 3 de dezembro de 2006. Consultado em 5 de maio de 2016 
  3. «Paixões Proibidas será exibida em novo horário!». Cassilandia Noticias. 15 de fevereiro de 2007. Consultado em 5 de maio de 2016 
  4. «Piora ibope de novela da Band com mudança de horário». UOL. 24 de fevereiro de 2007. Consultado em 5 de maio de 2016 
  5. «Band leiloa roupas e cenários de novela». Folha. 8 de junho de 2007. Consultado em 5 de maio de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]