Poder Paralelo

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Poder Paralelo
Another Power (Título Internacional)[1]
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Aventura
Comédia
Drama
Duração 1 hora aprox.
Criador(es) Lauro César Muniz
País de origem  Brasil
Idioma original (em português)
Produção
Diretor(es) Ignácio Coqueiro[2]
Elenco Gabriel Braga Nunes
Paloma Duarte
Miriam Freeland
Tuca Andrada
Marcelo Serrado
Patrícia França
ver mais.
Tema de abertura "Bellissimo Così", Laura Pausini
Exibição
Emissora de televisão original Brasil Rede Record
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 14 de abril de 2009[3] - 2 de março de 2010
N.º de episódios 239
Cronologia
Programas relacionados Máscaras
Cidadão Brasileiro

Poder Paralelo é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Record entre 14 de abril de 2009[3] e 2 de março de 2010. Escrita por Lauro César Muniz, com co-autoria de Aimar Labaki e Dora Castellar e colaboração de Mário Viana, Newton Cannito e Rosane Lima e dirigida por Ignácio Coqueiro[2]. Lauro César Muniz inspirou-se no livro Honra ou Vendetta, do jornalista Silvio Lancelotti, como sinopse original da trama principal da novela. Porém, Lauro criou mais personagens, por achar que só os personagens do livro não seriam suficientes para uma trama larga.

Contou com Gabriel Braga Nunes, Miriam Freeland, Paloma Duarte, Petrônio Gontijo, Adriana Garambone, Patrícia França, Guilherme Boury, André Bankoff, Fernanda Nobre, Lu Grimaldi, Gracindo Júnior, Nicola Siri, Maria Carolina Ribeiro, Tuca Andrada, Maria Ribeiro, Karen Junqueira e Marcelo Serrado nos papéis principais.

Foi a última novela de sua faixa que antecedeu Chamas Da Vida, Amor e Intrigas, Luz do Sol, Bicho do Mato, Prova de Amor, Essas Mulheres, Escrava Isaura.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Tony, acompanhado do filho Eduardo, se muda para o Brasil, se hospedando na casa de seus pais, os italianos "Don Caló" e "Mamma Freda". A falta de definição quanto ao envolvimento de Tony com a máfia intriga Téo, delegado que investiga uma suposta rede de narcotráfico que ligaria criminosos no Brasil e na Itália e seria liderada por um misterioso comandante conhecido apenas como "Capo".[4]

No final da trama Bruno morre numa explosão de carro armada por Don Caló e Tucci, Don Caló morre também na explosão. Maura e Rafael terminam juntos e Nina é condenada a pena de serviços comunitários vivendo assim ao lado de Pedro. Nasce o filho de Tony com Fernanda Lira. Tony e Lígia terminam juntos. E Fernanda vai viver na Espanha com seu filho.

Romances[editar | editar código-fonte]

Tony conhece, pouco antes do atentado contra sua família, a jornalista brasileira Lígia Brandão(Miriam Freeland) , encarregada de investigar sua vida e obter uma matéria para a revista em que trabalha. Ela se sensibiliza com o sofrimento de Tony ao perder a esposa e as filhas e, com o desenvolver da trama, se vê envolvida com ele.[4]

O personagem Bruno Villar, inicialmente visto como um personagem ambíguo tal qual Tony[5], é um empresário casado com Maura e é pai de Luísa, Pedro e Junior. Bruno tem na atriz Fernanda Lira, uma amante. Mas a presença de Tony atrapalha esse relacionamento. Pedro, filho de Bruno, se recusa a seguir os passos do pai assumindo as empresas da família e apaixona-se por Nina, funcionária da empresa e muito mais velha que ele. A irmã de Pedro, Luísa, se vê como parte de um triângulo amoroso entre seu noivo, André, e o fotógrafo "Dog".[4]

Quem é o Guri?[editar | editar código-fonte]

A partir do capítulo exibido a 3 de novembro de 2009, alguns personagens da novela foram misteriosamente assassinados, sempre mantendo um clima de suspense com o anonimato do responsável, de forma que as suspeitas recaiam sempre sobre Bruno Vilar ou Tony Castellamare. Há dois detalhes comuns a todos os crimes: o primeiro é que as vítimas foram todas mortas com um único tiro na cabeça de uma pistola com silenciador, de modo a não atrair atenções de terceiros; o outro é o fato de sempre aparecer uma fotografia do criminoso mirim conhecido por "Guri" afixada aos cadáveres como assinatura das mortes. Todas as mortes foram provocadas por Paulo Garzia (Nicola Siri) com a ajuda de Neide. Paulo arquitetou tudo, a começar pelas mortes da esposa e filhas gêmeas de Tony em Palermo, na intenção de colocar os Castellamare e os Vilar em guerra entre si, a fim de destruir os dois lados e então tomar para si mesmo os postos de líder das máfias sem jamais levantar suspeitas, um serial killer que assassinara vários personagens da trama, misteriosamente. O "Quem Matou?" é um artifício muito comum na TV brasileira que sempre chama grande atenção da mídia e do público.

Produção[editar | editar código-fonte]

Na apresentação da sinopse, o autor Tiago Santiago se posicionou contra o fato da trama ter um protagonista ambíguo. Esse impasse causou mal estar dentro da emissora, e o Lauro César Muniz até ameaçou sair da Record.[6].

As gravações da trama iniciaram-se em 19 de novembro de 2008, em Palermo, na Itália.[7].

Os atores que viajaram para o país foram: Gabriel Braga Nunes, Bruno Padilha, Tuca Andrada, Mirian Freeland e Daniela Galli.[8]

A Record precisou pedir autorização ao governo italiano para que as cenas da novela fossem gravadas no país. De inicio, as autoridades ficaram receosas, pelo fato da trama abordar à máfia italiana. Porém, depois de um acordo, o governo italiano liberou as gravações.[9]

O personagem Teolônio foi inspirado no delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz.[10].

A pedido do ministro do STF Gilmar Mendes, um personagem egresso do sistema penitenciário foi incluído[11].

O ator Gabriel Braga Nunes afirmou que se inspirou em Robert de Niro para dar vida ao seu personagem.[12].

A emissora andou cortando cenas de sexo na trama, sem o consentimento do diretor Ignacio Coqueiro. De acordo com informações, os cortes estavam sendo feitos por pessoas ligadas à Igreja Universal.[2]

Elenco[editar | editar código-fonte]

O protagonista, Tony Castellamare, é interpretado pelo ator Gabriel Braga Nunes, que em 2006 havia protagonizado Cidadão Brasileiro, também escrita por Muniz. Tony é, na visão do autor, um personagem ambíguo, podendo ser "tanto um chefe mafioso quanto um policial infiltrado no crime organizado"[13].

Miriam Freeland interpreta Lígia Brandão, uma jornalista que se envolve com Tony após começar a investigá-lo para uma reportagem, logo no início da trama.[4][13] Gracindo Júnior interpreta o pai de Tony, Don Caló, um italiano que veio morar em São Paulo ainda jovem, fugindo de um conflito entre famílias mafiosas. Sua esposa, "Mamma Freda", é interpretada por Lu Grimaldi. Petrônio Gontijo interpreta Rodolfo "Rudy" Castellamare e Karen Junqueira, a caçula da família, Regina "Gigi" Castellamare. Paloma Duarte interpreta Fernanda Lira, uma renomada atriz brasileira.

Tuca Andrada e Maria Ribeiro protagonizam o núcleo de membros da Polícia Federal Brasileira. Ele interpreta Telônio "Téo" Meira, delegado responsável pela investigação do caso de Tony ela, Marília de Castro, uma investigadora perita em computadores[14][15]. O ator Bruno Padilha interpreta Renato, membro da equipe[4].

Marcelo Serrado interpreta Bruno Villar[5][14] e Nicola Siri, Paulo Garzia.

A atriz Paloma Duarte teria cogitado sair da produção após se desentender com o ator Marcelo Serrado, mas a Direção de Teledramaturgia da Rede Record teria declarado que a atriz nunca havia sequer cogitado deixar a produção[16].

Audiência[editar | editar código-fonte]

O primeiro capítulo da trama teve média de 13 pontos, e picos de 15.[17] Durante as primeiras semanas, manteve uma audiência estável, pois dividia o horário com os últimos capítulo de Chamas da Vida. Após o fim desta, a audiência da novela despencou.[18]

Mesmo mantendo a vice-liderança para a Record, em três meses a trama perdeu cerca de 40% dos telespectadores da trama anterior. Além disso, a audiência não ameaçava mais a Rede Globo [19]

O último capítulo teve 16 pontos de média e 20 de pico. A trama encerrou com 11 pontos de média.[20]

Exibição Internacional[editar | editar código-fonte]

Exibição pelo mundo
País Canal Título local
Brasil Rede Record Poder Paralelo
 Portugal RTP
SIC
 Moçambique TV Miramar
Cabo Verde Cabo Verde Record Cabo Verde
 Japão Record Japão
União Europeia Record Europa
República Dominicana Telemicro

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Capa: Logotipo da novela

  1. "Bellissimo Cosí" - Laura Pausini
  2. "L'Amore Che Viene" - Andrea Sisti e Paula Morelenbaum
  3. "Falando Sério" - Maurício Manieri
  4. "Luiza" - Gabriel Guerra
  5. "I Migliori Anni Della Nostra Vita" - Jim Porto e Coral das Princesas de Petrópolis
  6. "Estou Morrendo Aos Poucos" - KLB
  7. "Firmamento (Wrong Girl To Play With)" - Opinião Pública" - part. especial Tony Garrido
  8. "Ronda" - Mariana Belém
  9. "Lucevan Le Stelle" - Carlos Slivskin
  10. "Insensatez" - Fernanda Takai
  11. "Os Cegos Do Castelo" - Milena Monteiro
  12. "Chuva De Verão" - Mariana Bravo
  13. "Saindo De Mim" - Aline Muniz
  14. "Fim De Tarde (Perdi Você)" - Soraia Bauer
  15. "Amar Assim" - Mauricio Gasperini
  16. "Vou Ganhar Você" - Franco Levine

Referências

  1. «Another Power». Record TV Network. Consultado em 6 de julho de 2014. 
  2. a b c «Record corta cenas de sexo em "Poder Paralelo", diz Outro Canal». Folha Ilustrada. 6 de maio de 2009. Consultado em 2 de outubro de 2015. 
  3. a b «Exclusivo: Poder Paralelo estreia com audiência abaixo de Chamas da Vida». NaTelinha. Consultado em 25 de junho de 2011. 
  4. a b c d e f R7.com. Rederecord.r7.com http://www.rederecord.com.br/programas/poderparalelo/historia.asp.  Falta o |titulo= (Ajuda)
  5. a b «Marcelo Serrado defende "humanidade" do vilão de "Poder Paralelo"». Folha.com. 
  6. «"VENDETTA": O ATRITO DA VINGANÇA!». O Planeta tv. 13 de março de 2008. Consultado em 2 de outubro de 2015. 
  7. Daniel Castro (21 de novembro de 2008). «Record grava cenas de novela na Italia». Folha de S.Paulo. Consultado em 2 de outubro de 2015. 
  8. «Elenco da próxima novela da Record rumo à Itália». O Planeta TV. 11 de novembro de 2008. Consultado em 2 de outubro de 2015. 
  9. «Governo italiano libera gravação de novela da Record». Estadão. 25 de setembro de 2008. Consultado em 2 de outubro de 2015. 
  10. «Novela da Record terá personagem inspirado em delegado Protógenes Queiroz». Folha Ilustrada. 21 de novembro de 2008. Consultado em 2 de outubro de 2015. 
  11. «Outro Canal: Record cria personagem em novela a pedido de ministro». Folha Ilustrada. 18 de dezembro de 2009. Consultado em 2 de outubro de 2015. 
  12. «Gabriel Braga Nunes diz que se inspirou em De Niro para viver mafioso». Folha Ilustrada. 6 de maio de 2009. Consultado em 2 de outubro de 2015. 
  13. a b «Mocinhas de novela são muito chatas, diz autor Lauro César Muniz». Folha.com. 
  14. a b «Novela "Poder Paralelo", da Record, tem máfia e amor». Folha.com. 
  15. «Atores globais se destacam em festa da Record». Folha.com. 
  16. «Record nega que Paloma Duarte vá deixar emissora». Folha.com. 10 de fevereiro de 2009. 
  17. «"Poder Paralelo" estreia com 13 pontos de audiência». O Planeta TV. 14 de abril de 2009. Consultado em 2 de outubro de 2015. 
  18. «Audiência de "Poder Paralelo" cai com fim de "Chamas da Vida"». Folha Ilustrada. 1 de maio de 2009. Consultado em 2 de outubro de 2015. 
  19. Ricardo Feltrin (6 de julho de 2009). «Novelas recuperam ibope da Globo; Record cai». UOL. Consultado em 2 de outubro de 2015. 
  20. «Exclusivo: Último capítulo de "Poder Paralelo" chega aos 20 pontos de audiência». O Planeta TV. 3 de março de 2010. Consultado em 2 de outubro de 2015. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]