Belaventura

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Belaventura
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero
Duração 60 minutos
Estado Em exibição
Criador(es) Gustavo Reiz
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Ivan Zettel
Diretor(es) de criação Armê Manente
Ivan Zettel
Leonardo Miranda
Roberto Bomtempo
Rogério Passos
Câmera Multicâmera
Roteirista(s) Aline Garbati
Jussara Fazolo
Marcos Borges
Mariana Vielmond
Elenco
Tema de abertura Instrumental
Empresa(s) de produção RecordTV
Casablanca
Localização Casablanca Estúdios, Rio de Janeiro
Exibição
Emissora de televisão original Brasil RecordTV
Formato de exibição 3840i (4K)
Transmissão original 25 de julho de 2017 – presente
N.º de episódios 150 (previsão)[1]

Belaventura é uma telenovela brasileira produzida pela RecordTV em parceria com a produtora Casablanca e exibida pela emissora a partir de 25 de julho de 2017 com previsão de 150 capítulos, substituindo a reprise de A Escrava Isaura.[2][1] A trama é a terceira exibida no horário como "novela das sete" desde a reabertura da faixa para telenovelas, ocupada com telejornais até a estreia de Escrava Mãe, em 2016.[3] Foi a 28ª novela exibida pela emissora desde a retomada da dramaturgia em 2004. Escrita por Gustavo Reiz com colaboração de Aline Garbati, Jussara Fazolo, Mariana Vielmond e Marco Borges, tendo direção geral de Ivan Zettel e direção artística realizada por Zettel em parceria com Roberto Bomtempo, Leonardo Miranda, Armê Manente e Rogério Passos.[4][5] Belaventura foi a terceira telenovela brasileira gravada em resolução 4K (UHDTV), formato superior ao HD usada nas produções até então, utilizando-se da mesma tecnologia dos filmes estadunidenses, sendo as duas anteriores também da RecordTV.[6]

Bernardo Velasco e Rayanne Morais interpretam o Príncipe Enrico e a camponesa Pietra, que se encantaram ainda na infância e vivem um romance proibido por ele ser o herdeiro do trono e ela apenas uma plebeia, decidindo lutar pelo amor proibido. Gisele Itié, Larissa Maciel, Kadu Moliterno, Juliana Didone, Alexandre Slaviero, Camila Rodrigues, Helena Fernandes, Floriano Peixoto e Giuseppe Oristânio completam o elenco nos papéis centrais.[7]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Novela das sete[editar | editar código-fonte]

Em 10 de maio de 2004 Herval Rossano foi contratado como diretor geral de teledramaturgia e passou a orientar a emissora na reestruturação, promovendo o investimento na compra de equipamentos de última geração, novos estúdios e expansão da equipe, além da aquisição de um casting de autores em ascensão e novos atores qualificados.[8][9][10] O diretor apresentou a proposta de sete tramas de autores diferentes antes que fosse escolhida qual reestrearia a dramaturgia na emissora.[11][12] Em 18 de outubro de 2004 A Escrava Isaura estreia, inicialmente às 18h30 e logo após mudada para as 19h, promovida como a primeira novela das sete da nova fase.[13] A novela marcou 15 pontos de média, o que levou a emissora a continuar investindo no horário.[14] Essas Mulheres estreia em 2 de maio de 2005, baseada em três livros de José de Alencar, Senhora, Diva e Lucíola, recebendo boa crítica da imprensa, que a descreveu como uma "novela de qualidade" e que "comprova investimento da Record".[15] Na mesma época a emissora compra os estúdios de Renato Aragão, inaugurando a RecNov, um complexo de estúdios estruturado para a teledramaturgia, servindo de cenário para as filmagens de Prova de Amor, novela que viria a solidificar a faixa da novela das sete.[16]

Prova de Amor consolidou a audiência no horário, chegando a conquistar a liderança em 18 de janeiro de 2006 com 20 pontos e picos de 25.[17] No último capítulo, exibido em 17 de julho de 2006, registrou uma média de 23 pontos de média e pico de 29.[18] Bicho do Mato, estreada em 18 de julho de 2006, foi a última novela a ocupar aquela faixa de horário, embora viesse a mudar para as 20h logo nos primeiros meses de exibição devido à boa repercussão de Cidadão Brasileiro neste horário.[19] Durante cinco anos o horário da novela das sete ficou vago, ocupado por telejornais, uma vez que a emissora passou a investir em outros dois segmentos: de novela das oito e de novela das dez.[20] Em 2011 a produção de Rebelde foi escolhida para reinaugurar a faixa das 19h, estreando em 21 de março.[21] Três meses depois, porém, a novela foi transferida para as 20h30, repetindo a mesma estratégia de Bicho do Mato em busca de uma melhor audiência, recolocando telejornais no horário das sete por mais cinco anos.[22] Em 2016 a emissora anunciou que reativaria o horário, estreando Escrava Mãe às 19h30, revelando que nesta faixa seria dado sequência para outras produções da casa.[23]

Obras de Gustavo Reiz[editar | editar código-fonte]

Após uma solidificada carreira como autor de peças teatrais desde 1995, Gustavo Reiz chegou a RecordTV em 2006 para ser colaborador em Luz do Sol, de autoria de Ana Maria Moretzsohn.[24] Em 2011 foi aprovado seu primeiro projeto como autor principal, a minissérie Sansão e Dalila, o qual abordava o clássico conto épico e teve um investimento da emissora de R$ 12 milhões.[25] A minissérie conquistou altos índices de audiência, marcando uma média de 15 pontos e chegando a liderar em alguns capítulos com picos de 20 pontos.[26] [27] Em 2012 escreveu o seriado policial Fora de Controle, inspirado em séries estanqueidades investigativas, sendo premiado no Festival Internacional de TV.[28][29] Em 2013 a emissora adquiriu os direitos autorais da peça teatral Dona Xepa, de Pedro Bloch, e Gustavo foi escolhido para adaptar a nova versão da obra de mesmo nome para a televisão, trazendo Ângela Leal como personagem principal.[30] Apesar de ter sido adaptada outras duas vezes para a televisão, em 1977 e 1990, a trama trouxe diferenciais e outros núcleos, se tratando de um reboot.[31] Em 2016 foi ao ar sua primeira telenovela inédita e totalmente autoral, Escrava Mãe, uma prequela que contava a história dos pais da personagem Isaura, imortalizada no livro A Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães.[32] A trama reabriu a faixa de horário das 19h30 para telenovelas, ocupado com telejornais desde o fim de Rebelde, em 2011, e com o intuito de consolidar um segundo horário para essas produções.[33]

Produção[editar | editar código-fonte]

"Sou formado em História e minha escolha se deu justamente por causa da História Medieval. Os romances de capa e espada, a cavalaria, as lendas medievais, os contos de fadas, todo esse material serviu como base."

Gustavo Reiz sobre as inspirações que buscou para Belaventura.[34]

Em maio de 2016 Gustavo Reiz apresentou para a emissora a sinopse de uma novela ambientada na Idade Média, popularmente conhecida como Era Medieval, o qual abordaria um romance ao clássico estilo "realeza e plebeu" em um reino fictício.[35] Apesar de ter apresentado um novo projeto, na época Gustavo era autor de Escrava Mãe, que ainda estrearia em 31 de maio, sendo que esta já estava totalmente gravada.[36] Ainda aquele mês o projeto foi aprovado e o autor teve aval positivo para começar escrever.[37] Em 24 de maio é anunciado que o título provisório seria Belaventura, embora este não tivesse sido alterado.[38] Logo após, Ivan Zettel foi anunciado como diretor, repetindo a parceria com Gustavo de Luz do Sol, Dona Xepa e Escrava Mãe.[39] Em julho o autor entregou o roteiro dos primeiros dez capítulos, os quais tiveram avaliação positiva pela supervisão de teledramaturgia da emissora, podendo continuar o trabalho.[40] Na mesma época a trama entrou em fase de orçamento, no qual o departamento financeiro avaliou os custos e a probabilidade da história ser gravada, aprovando-a logo após.[41] A primeira reunião com o elenco aconteceu em 3 de dezembro.[42]

Segundo Gustavo, a ideia de escrever uma novela medieval veio depois de uma viagem pela Europa, no qual ele visitou museus e castelos da época, rendendo-lhe diversas ideais para a trama.[43] Durante entrevista, o autor explicou que sua graduação em História foi decisiva tanto na escolha da temática, quanto no conhecimento que exercia sobre a época, citando os contos míticos medievais Rei Arthur, Robin Hood, Dom Quixote, Joana d’Arc como inspirações para a criação dos personagens e enredo central de Belaventura, salientando que teve liberdade poética para introduzir elementos atemporais também.[34] Gustavo também explicou que abordaria da trama mais que o romance entre um príncipe e uma plebeia, tendo também outras temáticas interessantes que ocorreram na época, como guerras, a peste negra – que dizimou um terço da população europeia –, a Inquisição, a caça às bruxas e o justas: "O período medieval é muito rico e repleto de histórias, lendas e tipos que já fazem parte do nosso imaginário. Mergulhei em pesquisas para trazer elementos atraentes para o público".[34] As gravações externas iniciaram-se em março e, em 29 de maio, com a cidade cenográfica ponta, começaram as gravações internas.[44] A previsão inicial da trama foi de 150 capítulos.[1]

Cenografia e figurinos[editar | editar código-fonte]

O Castelo de Guimarães, em Portugal, serviu de inspiração para castelo cenográfico da trama.

Em 26 de agosto de 2016 a emissora anunciou que pretendia gravar os primeiros capítulos, condizentes a primeira fase da telenovela, na Europa, utilizando como locação castelos reais da época.[45] Em setembro foi revelado que Portugal serviria de locação, tendo cenas registradas no Castelo de Santa Maria da Feira, na cidade de mesmo nome.[46] No início de 2017 a direção desistiu de gravar os primeiros capítulos fora do Brasil, avaliando que o valor alto do euro na ocasião, que estava inflacionado, superfaturaria o orçamento, sendo que apenas as cenas aéreas dos bosques e montanhas foram captadas na área campestre da cidade portuguesa de Guimarães, servindo de plano-geral para a reprodução digital do castelo da trama.[47] Originalmente pretendia-se montar a cidade cenográfica nos estúdios do Polo Cinematográfico de Paulínia, em São Paulo, onde já havia sido realizada Escrava Mãe.[48] Logo após, no entanto, a emissora decidiu manter as gravações no Rio de Janeiro, centradas nos Casablanca Estúdios – antigo RecNov – onde são gravadas as novelas da emissora desde 2005, evitando a perda de tempo com locomoção semanalmente.[48]

A cenógrafa Liane Uderman ficou responsável pela ambientação e pela criação artística do cenário, tendo apenas quatro meses para erguer toda a estrutura.[49] Ao todo, a cidade cenográfica foi construida em um espaço de 5.000m², no qual produziu não só o castelo principal, como também os castelos adjacentes do duque e do conde, além do vilarejo e as casas camponesas.[50] As cenas externas utilizaram como cenário a área campestre pertencente a emissora, localizada no bairro de Vargem Grande, tendo ainda um lago artificial construido para compor o ambiente.[51] O castelo cenográfico principal teve toda sua arquitetura e interior inspirado no Castelo de Guimarães, de Portugal.[52] O figurinista Severo Luzardo ficou responsável pela pesquisa e criação dos vestuários da produção, viajando para o Marrocos buscar novidades em tecidos, pedrarias e peças gerais que pudessem ser utilizadas nos termos medievais.[53] O figurinista montou uma equipe de alfaiates especialistas em chapelaria e adereços de metal e couro, sendo que parte do figurino foi produzido no país estrangeiro pelos mesmos profissionais que produzem as roupas do rei Maomé VI de Marrocos e toda família real marroquina.[54]

Escolha do elenco[editar | editar código-fonte]

Bernardo Velasco e Rayanne Morais caracterizados como os protagonistas Enrico e Pietra.

Em maio de 2016, logo após a aprovação da sinopse, Fernando Pavão, Sérgio Marone e Adriana Garambone foram cotados para o elenco, no entanto, pouco tempo depois, os três foram reservados para Apocalipse, que estrearia no final de 2017.[55] Ângela Leal foi o primeiro nome confirmado para o papel de Leocádia, porém o contrato da atriz não foi renovado no final de 2016 e a personagem passou para Esther Góes.[56] Thaís Fersoza chegou a ser reservada para a novela a pedido do autor, uma vez que a parceria entre os dois havia percorrido todos os trabalhos dele – Os Ricos Também Choram, Sansão e Dalila, Dona Xepa, Milagres de Jesus e Escrava Mãe – sempre nos principais papeis.[57] Thaís, no entanto, pediu dispensa na trama em dezembro de 2016 sob motivo sigiloso, o qual foi revelado ao público apenas no final de fevereiro, quando ela anunciou estar grávida de quatro meses de seu segundo filho, passando a personagem Brione para Juliana Didone.[58] Juliana Silveira chegou a ser anunciada no elenco no papel de Lizabeta, porém foi remanejada para Apocalipse, passando a personagem para a estreante na emissora Adriana Birolli.[59]

Em 8 de setembro Rayanne Morais é anunciada como protagonista da história, estratégia adotada para fixá-la no imaginário do público como um produto lançado pela emissora, repetindo assim o feito de André Bankoff em Bicho do Mato e Léo Rosa em Vidas Opostas, os quais estavam em seus primeiros trabalhos e ficaram marcados como revelações da casa.[60] Em 28 de setembro Dudu Azevedo foi anunciado como o príncipe Enrico, protagonista da trama, porém o ator foi remanejado para o papel principal de O Rico e Lázaro um mês depois.[61][62] Apenas em 10 de janeiro de 2017 Bernardo Velasco foi anunciado como substituto para o papel.[63] Kadu Moliterno, Paulo Gorgulho, Giuseppe Oristânio, Victor Pecoraro, Bemvindo Sequeira, Angelina Muniz e Thierry Figueira foram confirmados no elenco em outubro.[64] Para o elenco, a direção investiu na contratação de atores que não haviam realizado trabalhos na emissora ainda, incluindo Eri Johnson, Adriana Birolli, Helena Fernandes e Juliana Knust, além do retorno de Sílvia Salgado.[65][66]

Preparação[editar | editar código-fonte]

Antes do início das gravações, o elenco de Belaventura passou por estudos e workshops para aprofundar os conhecimentos e os costumes da Idade Média para que pudessem criar os gestuais e comportamento dos personagens.[67] A historiadora Beatris Gonçalves, especializada em história medieval, acompanhou Gustavo Reiz enquanto escrevia a obra, ajudando a roteirizar a forma coloquial com que se falava na época, sendo também responsável pelas instruções na criação da personalidade e postura dos personagens.[68] Para compor o perfil dos arqueiros, Ivan Mendes, Marco Antônio Gimenez e Alexandre Barillari passaram por aulas de arco e flecha, equitação e luta com espadas.[69][70] Quem também passou por aulas de equitação foi Leandro Lima, que também ingressou em aulas de história para entender o comportamento da época.[71] Para interpretar a protagonista, que é oito anos mais nova, Rayanne Morais decidiu emagrecer para deixar seu corpo com a aparência de menos desenvolvido.[72] Rayanne e Bárbara Borges também passaram por aulas de costura e bordado.[73] Juliana Knust realizou aulas de dança vitoriana.[74]

Enredo[editar | editar código-fonte]

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No início do século XV, a guerra entre Redenção e Valedo – comandados pelo duque Otoniel (Kadu Moliterno) e pelo conde Severo (Floriano Peixoto) – chega finalmente ao fim com um acordo de paz para unificá-los, criando o reino de Belaventura, no qual o primeiro deles é coroado rei após uma disputa de justa. Otoniel é pai do bondoso principe-herdeiro Enrico (Bernardo Velasco), da romântica Lizabeta (Adriana Birolli) e da amarga Carmona (Camila Rodrigues), que despreza o irmão por não ter sido escolhida como sucessora ao trono, mesmo sendo a mais velha, e está disposta a conquistar o posto. Os três são filhos de Vitoriana (Juliana Knust), que é envenenada durante o torneio e falece, caindo a culpa em Severo, que se vê obrigado a fugir por longos anos. É também na festividade que Enrico, aos dez anos, conhece Pietra (Rayanne Morais), plebeia por quem ele se apaixona e não consegue mais esquecer. Passados quinze anos, Pietra se tornou uma moça forte e bela, que foi criada pelo músico bêbado Biniek (Paulo Reis) depois que sua mãe, Lucy (Larissa Maciel), desapareceu, deixando-a sem respostas sobre quem é seu pai ou o que há dentro de uma misteriosa caixa que lhe aconselhou a esconder, a qual é entalhada com o brasão de um antigo e longínquo reino. No passado a camponesa havia sido acusada de bruxaria por mexer com ervas e curandeirismo, conseguindo fugir com sua filha de colo, mas sendo encontrada pelo maquiavélico Cedric (Giuseppe Oristânio) – conselheiro do rei e com sede de poder, que se une com quem lhe for mais conveniente – e levada novamente. Ele faz parte da Ordem Pura, um grupo inquisitor que promove a caça às bruxas.

Não tarda para que Enrico reencontre Pietra depois de tanto tempo e os dois, entregues ao amor proibido, decidam lutar para ficarem juntos. O casal terá como mentor Bartolion (Paulo Gorgulho), conselheiro real que conhece os segredos dos poderosos e ajudara-los na missão de unir realeza e plebe, embora tenham que enfrentar Otoniel, que planejava casar o filho com Tamar (Lidi Lisboa), sobrinha de Páris (Bemvindo Sequeira), um conde mal-humorado e pão-duro, que vê nela a chance de multiplicar sua fortuna mesmo contra sua vontade. Além disso, Severo retorna ao reino com o coração tomado por ódio e vingança, sendo cada vez mais manipulado por sua esposa, Marión (Helena Fernandes), uma condessa ambiciosa, que nunca aceitou o fato de não ter se tornado rainha e pretende usar todos os artifícios para conquistar seus objetivos, manobrando o marido para que ele conspire contra Otoniel. Ela é amante de Fernão (Victor Pecoraro), braço-direito do conde, embora nunca tenha sido aceita pela mãe de Severo, Leocádia (Esther Góes), que sempre enxergou sua verdadeira face. Os condes são pais de Arturo (José Victor Pires), Jacques (Leandro Lima) – rapaz justo, porém inocente sobre a índole dos pais, que o manipulam – e de Brione (Juliana Didone), que vive também um romance proibido com o Gonzalo (Alexandre Slaviero), carpinteiro filho de refugiados, que tenta encontrar o irmão sequestrado do ventre de sua mãe por um misterioso encapuzado quando ela deu a luz sozinha em casa.

Na vila dos plebeus ainda há outras histórias. A fogosa dona do mercado, Polentina (Bárbara Borges) sempre é disputada pelos homens e vive em guerra com Matriona (Angelina Muniz), a escandalosa dona da hospedaria, que leva o marido Quixote (Élcio Romar) na rédea curta e trata como criança o filho Tácitus (Alexandre Barillari) – rapaz de bom coração que se torna quadrilheiro ao salvar Carmona, apaixonando-se pela arrogante princesa. Ele é grande amigo de Daros (Ivan Mendes) e Gregor (Marco Antônio Gimenez), dois justiceiros que roubam mantimentos dos ricos para doar aos pobres e que, juntos com Tácitus, formam um trio de exímios arqueiros. Esse mesmo espírito aventureiro tem Accalon (Paulo Lessa), caçador de recompensas amigo dos três e que está em busca de desvendar os mistérios do reino. Já o implacável Falstaff (André Mattos) é dono da taberna e agiota local, não medindo violência para cobrar seus credores e maltratar a jovem Dulcinea (Anaju Dorigon), a quem criou sem nenhum amor. Aos préstimos da monarquia ainda está Corinto (Eri Johnson), um bobo da corte depressivo e pessimista, além do casal Mistral (Leonardo Franco) e Elia (Sílvia Salgado), o tesoureiro real e a dama de companhia dos príncipes, que sempre os criou com todo amor como se fossem seus filhos após a morte da rainha. Tudo mudará com a chegada de Selena (Gisele Itié), uma atraente e enigmática moça, que causará reviravoltas, além do retorno de Lucy em busca de vingança.[75]

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Exibição[editar | editar código-fonte]

Adiamento e estreia[editar | editar código-fonte]

Originalmente, Belaventura era programada para estrear em 10 de janeiro de 2017, ocupando a faixa que seria deixada por Escrava Mãe, do mesmo autor.[76] Em outubro, porém, foi revelado que a trama estrearia apenas em fevereiro, deixando três semanas da faixa de horário ocupada pela extensão do telejornal local.[77] Em 22 de dezembro é anunciado que a faixa seria ocupada pela reexibição de A Escrava Isaura, produzida em 2004.[78] A decisão foi tomada uma vez que houve um atraso na produção dos cenários e customização dos figurinos da nova trama, sendo que as gravações internas começaram apenas em 1 de junho.[44] Apesar do receio em ocupar a faixa com uma reprise, Isaura conseguiu elevar a audiência da inédita anterior, chegando a liderar o horário em algumas capitais, deixando uma boa recepção para Belaventura.[79] Em junho foi anunciado que a novela estrearia em julho, porém sem revelar a data exata.[80] Com base na sinopse fornecida pela emissora, o Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação classificou inicialmente Belaventura como "não recomendada para menores de 12 anos", antes do início de sua exibição por conter cenas de lutas com armas brancas.[81] Em 11 de julho é anunciado a data oficial de Belaventura para 25 do mesmo mês às 19h30.[82] A estreia se deu num dia em que a emissora promoveu mudanças em sua grade, com o início da reapresentação de Os Dez Mandamentos e a reestreia de um telejornal local em São Paulo.[83]

Prévias e divulgação[editar | editar código-fonte]

As primeiras cenas da novela foram exibidas em 3 de março durante a entrevista de Eri Johnson no Programa do Porchat.[84] A primeira prévia foi liberada em 20 de maio, mostrando o encontro dos personagens de Bernardo Velasco e Rayanne Morais, os quais recitam "Grandes histórias nascem de grandes conquistas. Mas o amor é capaz de mudar o rumo de qualquer história".[85] Em 22 de maio é liberado a segunda prévia mostrando cenas das batalhas da Inquisição sob a narração de Paulo Gorgulho, que dizia "Numa época em que a espada determinava o destino dos povos, valentes cavaleiros perdiam suas vidas".[86] Em 6 de julho é lançada a primeira chamada oficial com Eri Johnson vestido de bobo da corte e recitando "Muitos o desejam, mas poucos o merecem. Apenas um será capaz de conquistá-lo", referindo-se ao trono real e a disputa entre os dois duques para se tornar o primeiro rei na trama.[87] Em 13 de junho é liberada a segunda chamada, mostrando a vida pregressa do príncipe Enrico e seu primeiro encontro com Pietra, chamando o público para acompanhar o desenrolar do romance após uma década.[80] As chamadas seguintes mostraram trechos das histórias da família de Severo e sua ambição pelo pelo trono, do romance de Brione, além da luta de Lucy para fugir da caça às bruxas.[88]

Na mesma época o elenco foi liberado para publicar fotos e vídeos pessoais dos bastidores, além de serem lançadas as artes oficiais divulgadas nas redes sociais da equipe, atores e emissora.[89] O Jornal da Record foi o primeiro a exibir uma reportagem sobre Belaventura, em 18 de julho, entrevistando alguns dos atores e tendo o autor levando a repórter Adriana Rezende pelos cenários.[90] Em 19 de julho foram realizadas reportagens também no Fala Brasil e Hoje em Dia.[91] No mesmo dia a novela é apresentada oficialmente para a mídia e convidados durante uma coletiva de imprensa realizada na sede da emissora no Rio de Janeiro.[92] Gustavo Reiz, Ivan Zettel e parte do elenco estiveram presentes para falarem sobre a trama.[93] A repórter Lívia Mendonça esteve presente, realizando entradas ao vivo durante o Balanço Geral.[94]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator/Atriz Personagem
Bernardo Velasco Enrico Montebelo e Luxemburgo, Príncipe de Belaventura
Rayanne Morais Pietra Florenza
Gisele Itié Selena Falcon
Helena Fernandes Marión Alencastro Bourbon, Condessa de Valedo
Larissa Maciel Lucy Florenza
Kadu Moliterno Otoniel Montebelo e Luxemburgo II, Rei de Belaventura
Floriano Peixoto Severo Alencastro Bourbon, Conde de Valedo
Giuseppe Oristânio Cedric Cadis, Marquês de Burgos
Juliana Didone Brione de Alencastro Bourbon
Alexandre Slaviero Gonzalo Castroneves
Camila Rodrigues Carmona Montebelo e Luxemburgo, Princesa de Belaventura
Adriana Birolli Lizabeta Montebelo e Luxemburgo, Princesa de Belaventura
Leandro Lima Jacques de Alencastro Bourbon
Paulo Gorgulho Bartolion
Victor Pecoraro Fernão
Esther Góes Leocádia de Alencastro Bourbon
Bemvindo Sequeira Páris La Rosie, Conde de Siena
Alexandre Barillari Tácitus Mascate
Thierry Figueira Nodier Cadis
Paulo Lessa Accalon
Ivan Mendes Daros
Marco Antônio Gimenez Gregor
Lidi Lisboa Tamar La Rosie
Bárbara Borges Polentina Alvarez
Angelina Muniz Matriona Mascate
Leonardo Franco Mistral Delgado
Sílvia Salgado Elia Delgado
André Mattos Falstaff
Anaju Dorigon Dulcinea
Eri Johnson Corinto
Élcio Romar Quixote Mascate
Bruno Padilha Dumas
Marcela Muniz Tiana Castroneves
Raymundo de Souza Joniel Castroneves
Paulo Reis Biniek
Paulo César Grande Merlino
Guga Coelho Fubaldo Alvarez
Iara Jamra Inesita
José Victor Pires Arturo de Alencastro Bourbon
Letícia Pedro Ariela
Anita Amizo Laurinda
Felipe Fagundes Fergau
Alexander Hrodrich Nial
Kátia Moraes Solimara
Dayane Bartoli Ninit
Dudu Oliveira Balin
Thiago Giacomini Chavel
Desireé Della Volpi Erce

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

Ator/Atriz Personagem
Juliana Knust Vitoriana Montebelo e Luxemburgo, Rainha de Belaventura
Bernardo Falcone Ian
Najla Raja Morgana
Bia Passos Pietra (criança)
Gabriel Ferrarini Enrico (criança)
Ana Clara Roza Carmona (criança)
Brunna Vaucher Lizabeta (criança)
Alana Silva Brione (criança)
Luis Augusto Formal Jacques (criança)
Luiz Eduardo Toledo Gonzalo (criança)
Davi Cunha Tácitus (criança)

Música[editar | editar código-fonte]

"Fascinação", de Elis Regina, foi escolhida como tema do casal de protagonistas.[95] O produtor musical e filho da cantora, João Marcello Bôscoli, realizou uma nova versão da canção, contando com uma orquestra sinfônica e a remasterização da voz da artista para que se torne mais emocional.[95][96] "Pensamento", gravada em 1982 por Fagner, foi selecionada para se tornar tema do Rei Otoniel.[95] O cantor Daniel ficou responsável pela regravação de "Apenas Mais uma De Amor", originalmente cantada por Lulu Santos, sendo tema de Tamar e Dumas.[95] "Hallelujah", canção original de Leonard Cohen, também foi regravada por Dan Torres para a novela, se tornando tema geral do reino.[95]

Recepção da crítica[editar | editar código-fonte]

Helena Fernandes (esquerda) e Larissa Maciel (direita) foram elogiadas por suas atuações como a diabólica Marión e a sofredora Lucy, respectivamente.[97]

Belaventura recebeu críticas positivas dos profissionais especializados. Nilson Xavier, da coluna Blogosfera, do portal UOL, elogiou os figurinos, a cenografia e a escolha de atores já tidos como tradicionais da emissora.[98] Para o jornalista, o maior destaque é o texto do autor, descrito como "direto, que fala despretensiosamente ao público, com tramas envolvendo arquétipos de contos de fadas" e com "dramas bem armados", dizendo ainda que "roteiro e edição trabalharam a favor do telespectador" e que a trama instiga a continuar assistindo.[98] Patrícia Kogut, do jornal O Globo, deu nota dez para a telenovela e comparou-a com Escrava Mãe, elogiando o fato do autor continuar fazendo tramas que caminham rapidamente, sem dar tempo para cenas desnecessárias, destacando a direção e os personagens de Esther Góes, Floriano Peixoto e Leonardo Franco.[99][100] Para a colunista a fotografia e efeitos especiais, são o ponto alto da trama, declarando que Belaventura tem "externas bonitas e a cenografia correta, assim como os figurinos".[100]

Jorge Luiz Brasil, da revista Minha Novela, elogiou os figurinos, os cenários e a trilha sonora, destacando Helena Fernandes e Esther Góes como os grandes nomes da trama e dizendo que a escolha de Bernardo Velasco e Rayanne Morais como protagonistas, apesar de inexperientes, foi necessária para revelar novos talentos e fazê-los crescer em cena.[101] André Santana, do portal Observatório da Televisão, classificou Gustavo Reiz como um "exímio carpinteiro" ao criar boas novelas na emissora e destacou Helena Fernandes como o principal nome no elenco, dizendo que sua personagem era interessantíssima no perfil de "bruxa má".[102] Para o jornalista, Belaventura une um folhetim tradicional com a ousadia de ser original ao apostar na Idade Média, acrescentando que essa época foi anteriormente utilizada em maior destaque em Que Rei Sou Eu?, da Rede Globo em 1989, embora como pano de fundo para uma comédia, não para um romance dramático.[102] Thallys Bruno, do portal TV História, destacou Helena Fernandes e Larissa Maciel como as melhores atuações, dizendo que a primeira "deu o tom perfeito, semelhante às bruxas de contos de fadas", enquanto a segunda conseguiu emocionar, elogiando ainda Floriano Peixoto e Giuseppe Oristânio.[97] O crítico também elogiou o texto do autor e disse que a novela era uma melhor alternativa em relação a Pega Pega, da Rede Globo, descrita como "insossa".[97]

Audiência[editar | editar código-fonte]

Apesar de esperar garantir a vice-liderança, a emissora não definiu uma meta de audiência para se atingir, segundo informações do diretor executivo da RecordTV, Marcelo Silva.[103] A estreia de Belaventura marcou 8,1 pontos com picos de 10, garantindo a vice-liderança na Grande São Paulo, embora representasse 5,9 pontos a menos que a anterior, a reprise de A Escrava Isaura, que havia marcado 14 pontos em seu primeiro capítulo — redução esta ocorrida pelo fato do sinal da emissora estar fora das operadoras de TV paga na região.[104][105] Em Salvador e Goiânia ocorreram os melhores resultados na estreia, atingindo 13,9 pontos.[106] Três semanas depois, a trama já estava com 7,2 pontos de média acumulada em São Paulo[107], repetindo a marca Painel Nacional de Televisão do Kantar IBOPE Media.[108]

Referências

  1. a b c «Cidade cenográfica de "Belaventura" fica pronta e RecordTV dá 'start' nas gravações». CTV Audiência. Consultado em 13 de julho de 2017 
  2. «Novela Belaventura estreia dia 25 de julho na RICTV». R7. Consultado em 19 de julho de 2017 
  3. «Record adia 'Escrava mãe' por causa de Totalmente Demais». Folha. 5 de abril de 2016. Consultado em 5 de abril de 2016 
  4. «Globo fará novela sobre Plano Collor». Jornal Agora. Consultado em 19 de julho de 2017 
  5. «Roberto Bomtempo dirigirá novela na equipe de Ivan Zettel». Globo. Consultado em 19 de julho de 2017 
  6. «Por "pressão", Record planeja gravar novas versões de "A Escrava Isaura"». UOL. Consultado em 19 de julho de 2017 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]