Vidas em Jogo (telenovela)

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Vidas em Jogo
Jackpot! (título internacional)[1]
Vidas en Juego (ES)

Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Drama
Romance
Duração 60 minutos
Criador(es) Cristianne Fridman
País de origem  Brasil
Idioma original (português brasileiro)
Produção
Diretor(es) Alexandre Avancini
Diretor(es) de criação Alexandre Boury
Viviane Jundi
Hamsa Wood
Arme Manente
Elenco Julianne Trevisol
Guilherme Berenguer
Beth Goulart
Thaís Fersoza
André Di Mauro
Lucinha Lins
Luiz Guilherme
Sandro Rocha
Simone Spoladore
Marcos Pitombo
Betty Lago
Denise Del Vecchio
Amandha Lee
Paulo César Grande
Leonardo Vieira
Vanessa Gerbelli
(ver mais)
Tema de abertura "É", Gonzaguinha[2]
Localização Rio de Janeiro
Exibição
Emissora de televisão original Brasil Rede Record
Formato de exibição 1080i (HD)
Transmissão original 3 de maio de 2011 – 9 de abril de 2012[3]
N.º de episódios 243[4]

Vidas em Jogo é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Record entre 3 de maio de 2011 e 9 de abril de 2012 em 243 capítulos, sucedendo Ribeirão do Tempo e precedendo Máscaras. É a 18ª novela exibida pela emissora desde a retomada da dramaturgia em 2004, sendo também a sétima novela das dez. Foi escrita por Cristianne Fridman, com a colaboração de Camilo Pellegrini, Jussara Fazolo, Aline Garbati e Alexandre Teixeira, tendo a direção geral de Alexandre Avancini e a direção de criação de Alexandre Boury, Viviane Jundi, Hamsa Wood e Arme Manente. Em Portugal, a novela foi exibida entre 2 de janeiro e 17 de dezembro de 2012 pelo canal RTP1.[5]

Tendo como cenário a cidade do Rio de Janeiro, a trama discorre sobre o quanto o dinheiro pode mudar a vida das pessoas.[6] Inicialmente, Julianne Trevisol e Guilherme Berenguer interpretam os protagonistas, os sem-teto Rita e Francisco, respectivamente – ela uma moça que sonha em ser bailarina e, anos anos, foi expulsa de casa pelo pai, um homem que agride fisicamente sua mãe e a tratava com desprezo; ele um rapaz à procura de seus irmãos, os quais foram separados dele na adolescência depois da morte de seus pais no Maranhão. Na reta final da história há uma inversão de valores, uma vez que Thaís Fersoza incorpora o perfil de protagonista, enquanto Julianne é alçada ao posto de antagonista. André Di Mauro, Simone Spoladore, Betty Lago, Denise Del Vecchio, Amandha Lee, Paulo César Grande, Ricardo Petraglia, Sacha Bali e Sílvio Guindane interpretam os dez amigos que ganham um prêmio milionário em um bolão da loteria, tendo que cumprir missões estabelecidas antes para ficarem com o dinheiro. Lucinha Lins, Luiz Guilherme, Marcos Pitombo, Vanessa Gerbelli, Leonardo Vieira, Sandro Rocha e Beth Goulart interpretam os demais papéis centrais da trama.

A partir de 19 de setembro de 2016 passou a ser reprisada às 15h45, substituindo Chamas da Vida.[7]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Novela das dez[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2006, Cidadão Brasileiro, que originalmente havia estreado como novela das oito, é transferida para o horário das 22h em seu segundo mês de exibição, se tornando a primeira novela das dez da emissora.[8] A decisão de alterar sua exibição ocorreu por dois motivos distintos, sendo o principal deles o desejo de manter um horário para produções mais densas sem esbarrar na classificação indicativa.[9] Além disso, a Record buscava uma maior audiência para a novela, que havia estreado com 15 pontos e, após a alteração, chegou a alcançar 23 pontos, firmando este horário para novelas seguintes.[10][11] Vidas Opostas estreou em 21 de novembro de 2006, tendo a história centralizada em uma favela do cidade do Rio de Janeiro.[12] O primeiro capítulo teve média de 16 pontos e o último 25 pontos, deixando a emissora na liderança.[13][14] Em 28 de agosto de 2007 estreia Caminhos do Coração, que mudaria de horário em sua reta final com Amor e Intrigas, indo para as nove, enquanto a trama de Gisele Joras era promovida para novela das dez, visando um maior alcance do público – Caminhos do Coração era direcionada ao público adolescente, o que culminaria em um melhor resultado mais cedo, enquanto Amor e Intrigas era uma trama adulta e de linguagem explícita, que adequava-se melhor no público que a emissora tinha fundamentado para o horário mais tardio.[15]

Chamas da Vida, estreada em 8 de julho de 2008, se tornou a novela de maior sucesso no horário, com uma audiência que atingia 22 pontos e conquistava a primeira colocação.[16] Além disso, as temáticas abordadas na trama, incluindo a cena do estupro de uma adolescente por seu professor, garantiram boas críticas dos jornalistas especializados em televisão.[17] Logo após, em 14 de abril de 2009, é lançada Poder Paralelo, trazendo a temática da máfia italiana e um protagonista ambíguo, que variava entre o perfil bom e mau.[18] Após o fim da novela, Bela, a Feia, foi transferida para o horário em seus últimos três meses.[19] Em 18 de maio de 2010 entra no ar Ribeirão do Tempo, que foi bem recebida pelo público, atingindo 19 pontos, mas foi refutada pela crítica especializada, que notou o andamento devagar da trama.[20][21]

Telenovelas de Cristianne Fridman[editar | editar código-fonte]

Cristianne Fridman chegou à Rede Record em 2005 como colaboradora na telenovela Essas Mulheres, após uma pequena temporada na Rede Globo, onde também foi colaboradora de Coração de Estudante e da oitava temporada de Malhação, ambas de Emanuel Jacobina.[22] Em 2006 assumiu o posto de autora principal ao assinar a obra Bicho do Mato ao lado de Bosco Brasil, trazendo como protagonistas André Bankoff e Renata Dominguez sendo a produção mais cara da emissora até aquele momento, com um investimento de R$ 200 milhões antes de sua estreia.[23][24] Tal investimento deu-se, em parte, pela aquisição do RecNov, um conglomerado de estúdios de gravação localizado no Rio de Janeiro destinado à produção de sua teledramaturgia, de forma similar ao que a Rede Globo já fazia nos estúdios Projac.[25] Os estúdios haviam começado a funcionar no ano anterior, com a produção de Prova de Amor, mas só havia sido finalizado no início das gravações de Bicho do Mato.[26] A novela foi vendida para outros países antes de sua estreia devido a boa recepção do mercado internacional ao texto da autora.[27] A novela teve uma média de audiência de 16 pontos, finalizando seu último capítulo com 18 pontos, mantendo o bom desempenho de sua antecessora e fazendo com que a emissora renovasse o contrato com Cristianne.[28][29]

Em 2008 Cristianne escreveu sua primeira novela solo, sem parceiros titulares, intitulada Chamas da Vida, que viria a ser não só sua produção de maior repercussão, mas também uma das maiores audiências da emissora.[30] A novela foi representativa para a teledramaturgia brasileira, uma vez que abordou temáticas consideradas delicadas, como a piromania – ou seja, o desejo mórbido e incontrolável de provocar incêndios, queimar ou atear fogo às coisas e pessoas – e o relacionamento entre um soropositivo, interpretado por Roger Gobeth, e uma moça não contaminada, interpretada por Luiza Curvo.[31][32] Além disso, Cristianne foi responsável por escrever uma cena inédita até então na televisão brasileira, mostrando o estupro de uma jovem menor de idade, interpretada por Letícia Colin, por seu professor, o pedófilo interpretado por André Di Mauro, e as etapas seguintes dos abusos sexuais e psicológicos sofrido pela garota.[33][34] A cena foi notada pela imprensa como uma das mais impactantes das telenovelas brasileiras.[35][36] O primeiro capítulo teve média de 19 pontos e a novela chegou a marcar 35 pontos.[37][38]

Produção[editar | editar código-fonte]

"Meu pai teve um aneurisma em uma casa lotérica. O que me chocou foi o fato das pessoas terem invadido a lotérica em busca do suposto cartão premiado. O desejo de mudar de vida, a ambição pode fazer com que as pessoas ajam de uma forma equivocada. A novela trata destes dois lados da moeda. O quanto podemos mudar depois que alcançamos o que queremos?."

 — A autora, Cristianne Fridman, sobre a inspiração em seu drama real para escrever Vidas em Jogo.[39]

Cristianne começou a escrever o esboço da história no início de 2009, quando ainda estava escrevendo Chamas da Vida.[39] No início 2010 Hiran Silveira, diretor de teledramaturgia da Rede Record, solicitou à autora uma nova sinopse, a qual foi entregue em abril daquele ano e aprovada, começando a fase de pré-produção e orçamentos.[40] Originalmente Cristianne intitulou a novela como Matança, porém a direção considerou que o nome era muito pesado e instaurou uma pesquisa dentro da cúpula de teledramaturgia da emissora pra escolher um nome mais aceitável.[41] Por fim, Vidas em Jogo foi o título escolhido, referenciando o fato do dinheiro mudar a personalidade do grupo de amigos à ponto de colocar suas próprias vidas em questão.[42] Em outubro a autora começa escrever os primeiros capítulos da trama.[43] Antes do início das gravações, Cristianne havia entregado trinta capítulos aos atores para se prepararem para o primeiro mês.[44] A novela foi gravada totalmente em HDTV, sendo a primeira da emissora à não apresentar um segundo formato em definição padrão.[45] Vidas em Jogo foi orçada em R$400 mil por capítulo, totalizando R$80 milhões nos 200 capítulos estipulados inicialmente.[46] Ao todo a trama teve 243 capítulos, tendo sido estendida após a boa recepção de audiência.[47] Cada cota de patrocínio foi vendida por R$94 milhões.[48]

Vidas em Jogo foi baseada em uma história verídica que aconteceu com o pai da autora durante a década de 1980, quando o patriarca da família morreu de um aneurisma dentro de uma casa lotérica quando acreditava que sua combinação de jogo estava premiado.[49] Na euforia, dezenas de pessoas invadiram a lotérica em busca do bilhete premiado, que acabou sumindo misteriosamente, embora, ao contrário do que se pensava, ele não estava premiado.[49] A ideia de escrever uma novela baseado no desejo de se tornar milionário foi potencializada quando Cristianne assistiu uma reportagem sobre um prêmio acumulado na loteria que estava mobilizando o Brasil e levando centenas de pessoas à formar filas nas lotéricas, na esperança de vencê-lo: "Fiquei comovida com as pessoas que estavam na fila da casa lotérica e contavam à repórter o que fariam se ganhassem o prêmio. O poder, o brilho do sonho no olhar daquelas pessoas me inspirou e anotei a ideia de escrever sobre a chance de alguém mudar de vida da noite para o dia".[39] Além disso, a autora explicou que tentou criar uma história sem maniqueísmo, ou seja, sem perfis definidos, onde todos os personagens fossem ambíguos e contrastassem entre o lado bom e ruim em determinadas situações.[50]

Cenografia[editar | editar código-fonte]

O antigo Centro do Rio de Janeiro foi utilizado como cenário principal de Vidas em Jogo.[51]

As cenas iniciais da novela foram gravadas em Barreirinhas, no Maranhão, utilizando o território turístico do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses como pano de fundo para contar a introdução da história, quando os pais do personagem Francisco eram mortos e ele separado dos irmãos ainda na adolescência – Guilherme Berenguer, João Vitti, Maíra Dvorek, Matheus Massafferri, Lucas Simões e Lucas Assimos viajaram até o local gravar.[52] Outra cidade que serviu de cenário para uma das tramas do início da novela foi Belém, no Pará, para onde o personagem Ivan fugia para se livrar das dívidas com os bicheiros, tendo viajado para gravá-las apenas os atores Leonardo Vieira, Silvio Guindane e Lívia Rossi.[53][54] A parte antiga do Centro do Rio de Janeiro, foi utilizado como cenário principal da novela.[51] Outro bairro aproveitado foi São Cristóvão, onde localizava-se o restaurante de Severino.[55] Nos estúdios do RecNov foi construida uma cidade cenográfica de 8.000m², incluindo os arredores onde os personagens moravam e os cenários individuais internos dentro das casas.[56] O diretor de cenografia Daniel Clabunde e o cenógrafo Elton Minosso foram responsáveis pela ambientação e pela criação do cenário, tendo apenas dois meses para erguer toda a estrutura, inspirados nas edificações próximas à região da Praça Quinze de Novembro.[51] Ao todo foram 35 pessoas envolvidas na criação artística, tendo o auxílio da cenógrafa Cláudia Alencar na pré-produção.[57]

A Confeitaria Doce Dança, pertencente à personagem Augusta, foi montada com referências arquitetônicas do estilo art nouveau, do final do século XIX, tendo a ambientação inspirada na Confeitaria Colombo, tradicional ponto gastronômico carioca.[57] Para compor o prédio abandonado houve um processo de envelhecimento do local do cenário, incluindo vidros quebrados e a ideia de decomposição parcial das paredes.[51] Já para os casarões após o enriquecimento dos personagens centrais, a influência veio das mansões cariocas, tendo alguns adendos, como o estúdio de gravação presente na moradia do personagem Francisco.[57]

Escolha do elenco[editar | editar código-fonte]

Thaís Fersoza e Lucinha Lins foram os primeiros nomes à serem reservados para a novela, em setembro de 2010 – na época Thaís ainda estava gravando a minissérie Sansão e Dalila, que estrearia 3 em janeiro de 2011.[58][59] A emissora investiu na contratação de duas grandes atrizes veteranas para integrar o elenco principal de Vidas em Jogo. Beth Goulart foi anunciada em 28 de outubro de 2010, buscando por maiores oportunidades do que havia conseguido até então, ficando à seu cargo a antagonista principal.[60] Logo após é anunciado a contratação de Betty Lago para a novela, na qual interpretaria uma das coprotagonistas.[61] Para o protagonista da trama, Francisco, foi escolhido o ator Guilherme Berenguer, depois de assinar contrato para seu primeiro trabalho no canal.[62] Julianne Trevisol foi escolhida como protagonista após realizar uma seleção com outras cinco atrizes.[63] Sua escolha foi exatamente pelo fato da atriz ser formada anteriormente como bailarina em balé, jazz e sapateado, podendo agregar conteúdo para a personagem, uma dançarina de samba-rock.[64] Ricky Tavares, Aline Fanju e Giovana Echeverria, que vinham de suas primeiras experiências na televisão nos anos anteriores, realizaram testes e foram escolhidos para papeis coadjuvantes no final de 2011.[65][66] O veterinário André Poloni, dono do cachorro Mylow – que foi nomeado como Zé na história, mascote do personagem Carlos – foi contratado por R$25 mil mensais para treinar e ceder o animal para as gravações da novela.[67] Em 26 de abril o elenco completo foi apresentado durante coletiva de imprensa.[68]

Preparação[editar | editar código-fonte]

O elenco principal teve que passar por workshops para construir o perfil e a profissão de seus personagens com uma maior desenvoltura.[69] Amandha Lee e Paulo César Grande passaram por aulas de culinárias com chefes nordestinos para compor o núcleo do restaurante cearense.[69] Paulo César e Vanessa Gerbelli também frequentaram a tradicional feira livre de São Cristóvão e as lojas do Saara para entender como as famílias que detém comércios nesses lugares são.[55] Guilherme Berenguer, Sacha Bali e Simone Spoladore tiveram que frequentar lotéricas e criar um banco de dados do que motiva as pessoas à apostarem para entender o intuito de seus papeis.[69]Julianne Trevisol e Gabriela Moreyra participam de workshop sobre confeitaria ministrado pelo chef Eduardo Castro para interpretarem as confeiteiras Rita e Marialice.[70] Simone e Marcos Pitombo também passaram por aulas de direção para grandes veículos, uma vez que dirigiriam vans durante a novela.[71] A atriz também citou o trabalho no filme Elvis & Madona como uma referência para compor a personagem Andrea.[72] Além disso, o elenco passou por um treinamento com o preparador de elenco Sergio Penna, que instruiu Julianne e Thaís Fersoza à criarem uma realidade paralela para conseguir incorporar suas personagens. Segundo a atriz, foi preciso o trabalho para que elas não esbarrar na amizade que tinham fora de cena: "A gente foi treinada para as personagens se odiarem e construir outra realidade. No começo foi muito difícil, aí teve uma hora em que a Thaís falou para mim 'amiga, eu não estou aguentando, estamos frente a frente, é muita raiva uma da outra'. A gente deu um abraço apertado e depois entrou no jogo".[73] Amandha Lee teve que engordar 17kg em apenas três meses para interpretar a obesa Margarida, além de utilizar enchimentos.[74] No decorrer da novela a atriz emagreceu o montante que tinha engordado junto com a personagem, dando mais veracidade.[75]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Rita (Julianne Trevisol) é uma moça sem-teto e batalhadora, que vive em um prédio invadido e se divide entre o trabalho de auxiliar de confeitaria e o sonho de se tornar uma grande bailarina, dançando em uma banda de samba-rock. Ela foi expulsa de casa anos antes por seu pai, Adalberto (Luiz Guilherme), que espancava sua mãe, Zizi (Lucinha Lins), constantemente e era contra sua carreira na dança, temendo que isso a levasse para a prostituição – medo este vindo do fato de Zizi ter sido prostituta antes de se casar, um segredo guardado da filha à sete chaves. Rita é apaixonada por Francisco (Guilherme Berenguer), que também mora no prédio e nunca desistiu de procurar os irmãos do qual foi separado ainda na infância no Maranhão. Ele é motorista de Regina (Beth Goulart) e tem um romance com a filha dela, a mimada Patrícia (Thaís Fersoza), que apenas o usa para para seu prazer pessoal, tendo vergonha de sua origem humilde, mas que acaba engravidando. Regina é a dona do prédio invadido e tenta de todas as formas colocar os sem-teto para fora com a ajuda do ex-policial Cléber (Sandro Rocha), mesmo que para isso precise usar de violência, fazendo tudo em nome do bem estar das filhas. Francisco faz parte de um bolão que apostam na loteria semanalmente, formado por dez grandes amigos.

Carlos (André Di Mauro) é um ex-policial sem-teto que guarda segredos sobre o seu passado, criando os meninos de rua Wellington (Ricky Tavares) e Grace (Giovana Echeverria) como filhos. Andrea (Simone Spoladore) é uma taxista disposta à derrubar o machismo da profissão e desmantelar a rede de táxis clandestinos no Rio de Janeiro, vivendo um casamento dos sonhos com Lucas (Marcos Pitombo). Marizete (Betty Lago) é empregada de Regina e sonha em ser uma madame da alta sociedade. Belmiro (Ricardo Petraglia) é dono de um time de futebol e vive em conflito por sua filha Fátima (Luciana Braga) nunca ter aceitado ele ter se casado de novo com Hermezinda (Bia Montez). Margarida (Amandha Lee) é uma cozinheira que tem sérios problemas com a balança, o que ocasiona sua baixa autoestima. Augusta (Denise Del Vecchio) é dona da confeitaria onde Rita trabalha, escondendo de todos o fato de ser transexual, o que acaba gerando o ódio de seu próprio filho, Raimundo (Rômulo Neto) – fruto biológico de seu casamento antes da transformação –, encontrando forças na doce Marialice (Gabriela Moreyra), que a trata como mãe.

Severino (Paulo César Grande) é dono do restaurante onde todos se reúnem e nem imagina que sua esposa, Divina (Vanessa Gerbelli), tem um caso extraconjugal com o dono do trailer de cachorro-quente próximo, Ernesto (Leonardo Vieira). O dublê Jorge (Sacha Bali) e o malandro Ivan (Sílvio Guindane), que vive enrolado com apostas e bicheiros, são os dois últimos integrantes do bolão. Na esperança de vencer o prêmio de Ano Novo, que acumulava o maior valor da história, eles fazem um pacto: se ganhassem, eles depositariam metade do prêmio em uma conta, da qual só seria retirado se cada um deles cumprissem metas pessoais preestabelecidas dentro de um ano ou dividido entre os demais caso esses objetivos não fossem atingidos. Por obra do destino, os amigos ganham juntos R$ 200 milhões. Ao saber que Francisco está milionário, Regina aconselha Patrícia à não abortar para ter um herdeiro milionário, mostrando sua face mais inescrupulosa ao maquinar contra a vida dos demais integrantes do bolão para que eles não cumpram suas metas e assim o pai de seu neto acumule mais dinheiro para si, investindo também contra a vida de Rita para que ela fique longe de milionário. Além disso, os integrantes do bolão passam a ter outro comportamento, colocando o prêmio acima da amizade e mostrando o quanto o dinheiro pode transformar as pessoas.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Exibição[editar | editar código-fonte]

Vidas em Jogo estreou em 3 de maio às 22h15, ocupando o lugar de Ribeirão do Tempo.[76] A emissora organizou uma festa de lançamento com o elenco, equipe e imprensa para assistirem a estreia em uma das salas de convenção do New York City Center, no Rio de Janeiro.[77] Inicialmente a novela foi como imprópria para menores de 10 anos devido ao horário em que foi exibida.[78] Em 12 de julho de 2011 foi reclassificada como imprópria para menores de 12 anos devido as cenas de ação e violência que vinha apresentando.[79] A partir de 28 de outubro até o final da novela, o Ministério da Justiça classificou a trama como não recomendada para menores de 14 anos, uma vez que continha histórias envolvendo estupro, transmissão de HIV e tortura física – o que não atrapalhou sua exibição, uma vez que o horário permaneceu inalterado.[80] Em 2015 a emissora cogitou reexibir a novela, anunciando que ainda estava em dúvida entre Vidas em Jogo e A Escrava Isaura para estrear o retorno do horário de reprises.[81] No entanto Prova de Amor acaba sendo escolhida para ocupar o horário das 14h45, indo ao ar a partir de 27 de julho.[82] Em 18 de agosto de 2016 foi anunciado que Vidas em Jogo seria finalmente reexibida a partir de 19 de setembro de 2016 às 15h45, substituindo Chamas da Vida.[83][84]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Os dez integrantes da turma do bolão são os principais protagonistas da trama. Os integrantes do Bolão são: Francisco Pereira Moraes (Guilherme Berenguer), Carlos Nobre Batista (André Di Mauro), Belmiro Silveira Aguiar (Ricardo Petraglia), Jorge Domingos da Costa (Sacha Bali), Ivan dos Santos Marcondes (Sílvio Guindane), Andrea Diniz Vasconcellos (Simone Spoladore), Margarida Fonseca dos Prazeres (Amandha Lee), Severino Ramos Bandeira (Paulo César Grande), Marizete Bastos da Silva (Betty Lago) e Augusta Figueira de Andrade (Denise Del Vecchio). Guilherme Berenguer interpreta o protagonista Francisco Moraes, um jovem vocalista de uma banda de samba-rock que perdeu os pais bem cedo em um acidente de trem no Maranhão. Julianne Trevisol e Thaís Fersoza interpretam Rita e Patricia, respectivamente, que alteram seus perfis iniciais de protagonista e antagonista. Beth Goulart interpreta a principal vilã da história e dona da construtora Camargo Leal, Regina, capaz de tudo em nome do bem-estar das filhas.

André Di Mauro interpreta Carlos Nobre Batista, um ex-policial que guarda segredos sobre o seu passado. Seus filhos adotivos, Wellington e Grace, são interpretados por Ricky Tavares e Giovana Falcão. Wellington na trama, namora Cacau, interpretada por Marcela Barrozo, mas reencontra Stella (Liége Muller), que o induz ao mundo do crack. Os demais antagonistas da história são: Fátima Silveira Magalhães (Luciana Braga), Ernesto Lopes Vidal (Leonardo Vieira), Cleber Gomes Pedroso (Sandro Rocha), Betão (André Ramiro), Miranda (Marcelo Escorel), Maurício Dourado (Mário Gomes), Élton (Cláudio Heinrich) e Raimundo Figueira de Andrade (Rômulo Neto).

Temáticas[editar | editar código-fonte]

Transexualidade[editar | editar código-fonte]

"Nunca achei que esse assunto seria tratado na TV aberta. Achei um ótimo desafio. A Augusta é feminina e as transexuais têm esse comportamento. O objetivo dela [a autora] na trama é mostrar como o comportamento das pessoas ao redor muda por puro preconceito."

 — Denise Del Vecchio sobre o desafio de interpretar a transexual Augusta.[85]

Vidas em Jogo foi a primeira telenovela brasileira à ter uma personagem transexual na trama central, fazendo parte do grupo dos dez protagonistas, além de ser retratada de forma mais humanizada na teledramaturgia, longe do jeito caricato ou em tom de chacota como eram mostradas até então.[86] Na história, Augusta, interpretada por Denise Del Vecchio, era uma mãe zelosa e uma empresaria integra que escondia de todos o fato de ser transexual – ela havia sido casada na juventude e teve um filho biológico antes de aceitar sua verdadeira sexualidade e passar pela transformação nos primeiros anos de vida de seu rebento.[87][88] Após descobrir o fato, Raimundo, seu filho, interpretado por Rômulo Neto, rejeita a mãe domado por seu preconceito, chegando à agredi-la e mandar interna-la em uma clínica psiquiátrica clandestina.[89] Em contraponto, Cristianne utilizou o fato do restante do círculo social da personagem não se importar com sua revelação e apoia-la, além de ser tida como mãe por Marialice, interpretada por Gabriela Moreyra, quebrando o preconceito.[90]

Denise revelou que na sinopse não era previsto essa revelação e que ela só soube após três meses no ar, mas que a autora convocou uma reunião para informa-la e deixou à cargo dela aceitar ou não o direcionamento da história: "A Cristianne Fridman disse que eu tinha total liberdade para me recusar a fazer. Se eu não quisesse, ela iria para outro rumo. Eu adorei, topei na hora. Achei um ótimo desafio".[85] A autora se inspirou nas transexuais que conhecia na vida pessoal para compor a personagem, o que levou-a à convocar uma atriz para o papel, contrariando outras obras de teledramaturgia anteriores que colocavam atores homens, explicando que as transexuais seguiam o perfil de Denise Del Vecchio – feminilidade, voz adocicada e curvas –, longe da forma caricata como muitas pessoas acreditavam por preconceito.[85] A decisão de incluir uma personagem que passou por uma redesignação de gênero foi bem recebida pela crítica especializada, que notou a ousaria da autora em apostar neste tema de forma tão sutil. Welton Trindade, do portal LGBT Parou Tudo, notou que a personagem caiu nas graças do público e a cena em que se revelava para o filho marcou sua maior audiência: "E aí, autores e emissoras? Precisam de que provas mais para ver que personagens LGBT têm sim empatia com o público e que merecem mais e mais espaço?".[91]

Palhaço assassino[editar | editar código-fonte]

Cena de Vidas em Jogo em que o palhaço assassino ateia fogo em Jorge.

Antes do início de Vidas em Jogo foi anunciado que a trama teria um serial killer, ou seja, um assassino em série de perfil psicopatológico, na última parte da novela, o qual caçaria os novos milionários.[92] Em 10 de fevereiro de 2012 o palhaço é visto pela primeira vez, quando assassina a personagem Augusta, interpretada por Denise Del Vecchio com um tiro, porém sem revelar sua verdadeira identidade.[93] Em 23 de março acontece a segunda morte, quando o palhaço ateia fogo ao corpo vivo de Jorge, interpretado por Sacha Bali, com um lança-chamas em meio à uma festa.[94] Logo após os personagens Francisco, Margarida, Severino e Marizete desaparecem misteriosamente ao entrar em contato com o assassino.[95] Na reta final de Vidas em Jogo uma comoção se instaurou na imprensa e no público, que debatiam sobre quem poderia ser o palhaço, lançando reportagens criando teorias e tendo as maiores apostas em cima de Severino.[96][97][98] Para preservar o mistério, a cena da revelação do assassino foi gravada em 7 de abril, dois dias antes de ir ao ar no último capítulo, sendo que nem mesmo os atores souberam a realidade antes desta data.[98] No final houve a revelação de que não existia realmente um palhaço assassino, mas sim era um plano de Adalberto para preservar a vida dos milionários, forjando a morte ou o desaparecimento de cada um deles e levando-os para um local secreto até que o pacto chegasse ao fim e eles ficassem longe dos atentados de Regina.[99]

Outros temas destacados[editar | editar código-fonte]

Vidas em Jogo também trouxe outras temáticas contundentes, como a Síndrome de Down, inclusa na história por meio da gravidez da personagem Patrícia, que logo pensa em abortar, mas é impedida por Francisco.[100] Thaís Fersoza, que interpretou o papel, declarou que o tema era delicado, mas necessário ser abordado, pois muitas mulheres tem esta reação antes de entender que a criança tem uma vida saudável e normal como qualquer outra: "A maioria das mães toma um susto grande mesmo. A reação da Patrícia, infelizmente, é muito comum, mais do que imaginamos, e, claro, choca as pessoas que vão ver o quanto é terrível essa discriminação com portadores de Down".[101][102] Para salientar a campanha pela humanização do tema, parte dos personagens visitaram a Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social (ABADS), instituição beneficente que trabalha com educação e capacitação profissional de crianças e adolescentes com deficiência intelectual, entre elas a síndrome de down.[103] Outro tema abordado foi o contágio e disseminação da AIDS, portada pelo personagem Cléber e transmitida às personagens Regina, sem seu conhecimento ou consentimento, e Andrea, durante estupro.[104] A história mostrou os dois lados da doença – enquanto Andrea se mostrava positiva, submetendo-se ao tratamento e mostrando que o portador de AIDS pode levar uma vida normal, Regina se recusa ao tratamento e reage como se não tivesse perspectiva de vida mais.[105] Cristianne Fridman explicou que a intenção não era só promover a prevenção, mas também mostrar que o portador poderia levar uma vida comum se fizesse o tratamento: "Ser soropositivo não é estar condenado à morte. Tem medicamentos, tratamentos, que dão qualidade de vida aos infectados pelo HIV. Não sendo uma ‘pena de morte’. É lamentável que ainda existam pessoas que não busquem o tratamento. E uma grande parcela de jovens se nega a receber este auxílio".[106]

O estupro também foi um dos temas abordados. Logo no início da trama Rita e Andreia sofreram tentativas de abuso.[107][108] No entanto, Andrea acaba sendo estuprada no terceiro mês de história, sendo violentada duas vezes na mesma noite por Cléber.[109] A personagem tenta cometer suicídio após o acontecido, mostrando a realidade de muitas mulheres.[110] A história mostra, porém, a importância de se ir ao médico e denunciar o estupro.[111] Além disso, também foi abordado o uso de anabolizantes no esporte por parte do personagem Wellington, que utilizava os medicamentos ilegais paga ganhar massa muscular e melhorar o desempenho como jogador de futebol.[112] A história foi mostrando que, apesar de no começo os efeitos parecerem quase milagrosos e benéficos, o uso dos anabolizantes acabam gerando uma degradação corrosiva do próprio corpo com o passar do tempo e o uso constante.[113] A novela também abordou o uso de crack, colocando o tema dentro da história do mesmo personagem, interpretado por Ricky Tavares, que acaba entrando no vício após ser abordado por amigos.[114][115] A autora explorou o universo do crack de forma densa, mostrando a deturpação que acontece logo nos primeiros usos, a perturbação mental e encaminhamento para métodos extremos de conseguir dinheiro, como o envolvimento no mundo do crime.[116]

Música[editar | editar código-fonte]

Vidas em Jogo
Trilha sonora de Vários artistas
Lançamento 10 de junho de 2011
Duração 45:02
Idioma(s) Português
Formato(s)
Gravadora(s) Radar Records

Vidas em Jogo é uma trilha sonora condizente à novela de mesmo título, exibida pela Rede Record.[117] O álbum foi lançado em 10 de junho de 2011.[118]

Lista de faixas
N.º Título Música Personagem tema Duração
1. "Pétala"   Gal Costa Tema de Rita e Francisco 3:43
2. "Noturno Carioca"   Erasmo Carlos Tema de Carlos 3:41
3. "As Rosas não Falam"   Virgínia Rosa Tema de Augusta 3:23
4. "Não Vou Ficar"   Marília Bessy e Hyldon Tema de Divina e Ernesto 3:14
5. "Da Cabeça aos Pés"   Edson Tema de Andrea e Lucas 3:24
6. "Frisson"   Moisés Tema de Jorge e Marialice 3:33
7. "Copo Vazio"   Zizi Possi e Hélio Delmiro Tema de Zizi e Adalberto 4:01
8. "Aprendendo a Jogar"   Elis Regina Tema de Ivan 3:49
9. "É"   Gonzaguinha Tema de abertura 3:01
10. "Chiclete com Banana"   Beth Carvalho e Daniela Mercury Tema de Marizete 3:41
11. "Na Cadência do Samba (Que Bonito É)"   Lazzarini Tema de Wellington 3:43
12. "When (A Woman In Love)"   Claudio Goldman Tema de Margarida 4:05
13. "Tortura de Amor"   Alexandre Arez Tema de Belmiro e Hermezinda 3:48
14. "Amor da Minha Vida"   Maria Alice Tema de Divina e Severino 3:11
15. "Vergonha na Cara"   Yasmin Lucas Tema de Daniel e Cacau 3:10
Outras canções não incluídas na trilha sonora
  • "Daram Daram" – Janaína Pereira (tema de Fátima)
  • "Do Leme ao Pontal" – Tim Maia (tema geral)
  • "Paixão" – Alysson (tema de Francisco e Patrícia)
  • "Se Deus Me Ouvisse" – Chitãozinho & Xororó e Sandy (tema de Zizi)
  • "Samba Soul" – Samba Rapaziada (tema de Francisco)

Recepção da crítica[editar | editar código-fonte]

Lucinha Lins (esquerda) e Beth Goulart (direita) foram descritas pelos críticos como os grandes destaques da novela nos papeis de Zizi e Regina, respectivamente.[119][120]

Vidas em Jogo recebeu críticas positivas dos profissionais especializados. Jonathan Pereira, do portal IG, destacou as atuações de Denise Del Vecchio, Lucinha Lins e Beth Goulart. Lucinha foi notada pelas cenas fortes nas agressões que sofria do marido, dizendo que ela "emocionou a todos", além de elogiar a multifacetas da atriz: "Cristiane Fridman deu a atriz um papel que permite exercitar toda a sua versatilidade e mostrar que é uma intérprete repleta de recursos".[119] Já Beth foi elogiada pelo desempenho como antagonista, descrita como "uma vilã com V maiúsculo" nos modelos clássicos de maldade que o atrai o público, dizendo que a atriz estava "roubando a cena" e merecia a oportunidade de um personagem como Regina há muitos anos, uma vez que em sua emissora anterior nunca teve destaque: "Há tempos Beth Goulart merece um papel à altura de seu talento. Beth deve ter deixado a Globo com dor de cotovelo por tê-la deixado trocar de emissora".[120] Jeferson Cardoso, do portal O Planeta TV, disse que a novela foi "mais um acerto" para a emissora e que a autora presenteou os espectadores com outra história no mesmo nível de Chamas da Vida, elogiando a abordagem do envolvimento com drogas na adolescência e as atuações de Ricky Tavares e Julianne Trevisol.[121]

Renata Sofia, do jornal Extra, elogiou o fato da autora ter mostrado o melhor e o pior do Rio de Janeiro sem focar-se apenas na parte boa da capital carioca, além da história dita como natural, que "mostrou ritmo e aquela sensação de 'poderia ser uma história de verdade'".[122] A jornalista ainda positivou o texto, descrito como "muito bem escritos e naturais", e o elenco, dito como "Um grupo alinhado e carismático que mostra entrosamento. Os amigos realmente parecem se conhecer desde a infância".[122] Gabriel Siqueira, do portal Cena Aberta, disse que a novela foi ousada ao colocar dez personagens centrais e que a autora não "embananou" ao dar o destaque merecido à cada um deles, elogiando as atuações de Beth Goulart, dita como uma vilã "arrasa quarteirão" e que acertou no tom tanto nas cenas de maldade, quanto nas cenas sentimentais para defender as filhas, e Thaís Fersoza, dizendo que ela havia evoluído de um rostinho bonito para uma atriz de grande talento.[123] O jornal Correio de Uberlândia elogiou a "densidade do texto de Cristianne Fridmann" e a direção de Alexandre Avancini, alegando que toda e equipe de direção conseguiu extrair o melhor dos atores ao apostar em cenas mais longas e menos cortes, tendo mais cuidado com as falas e expressões, elogiando também a segurança da atuação de Beth Goulart.[124]

Guilherme Dorizzi, do portal Central de Notícias, elogiou a falta de maniqueísmo e a mudança de personalidade dos personagens, dizendo que Vidas em Jogo era "uma novela com ‘N’ maiúsculo" pela história "bem amarrada, sem falhas e com fases de pura adrenalina", analisando que o romantismo foi deixado de lago para debater com profundidade temas como Aids, síndrome de down, uso de drogas e corrupção no meio policial: "Vidas em Jogo tinha a missão de ser assim e conseguiu com louvor".[125] O jornalista destacou as atuações de Leonardo Vieira, por seu personagem cômico, Sandro Rocha, dito como "um senhor vilão", Luciana Braga, por ter explorado as diversas nuances de sua personagem, e Beth Goulart por ter criado uma antagonista com humanidade e sem perfil caricata, dizendo que era "seu melhor papel na TV, que merecia até reconhecimento maior e prêmios também".[125]Claudio Heinrich e Rômulo Neto foram criticados por suas atuações ditas inexpressivas, notando que Rômulo não conseguiu mostrar emoção alguma durante a cena em que a mãe de seu personagem morre, a qual deveria ser uma das mais fortes, mas foi estragada por ele.[125]

Audiência[editar | editar código-fonte]

Vidas em Jogo estreou com uma audiência de 14 pontos com picos de 17 e share de 25%.[126] No estado de São Paulo a média foi um pouco menor, marcando 11 pontos com picos de 14 e share de 19%.[127] Em 18 de novembro, durante a cena em que Augusta revelava ser transexual, a novela atingiu picos de 18 pontos.[128] Em 20 de janeiro de 2012 a trama atingiu 19 pontos, alcançando a liderança durante o confronto com a minissérie O Brado Retumbante, da Rede Globo, que ficou em segundo lugar.[129] No Rio de Janeiro a trama conquistou uma média de 20 pontos em toda sua última semana.[130] O último capítulo marcou 18 pontos com picos de 20.[131] Isso fez com que a novela ficasse em primeiro lugar na audiência, contra 14 pontos da segunda colocada naquele horário.[132][133] A novela teve media geral de 14 pontos no Rio de Janeiro e 12 em São Paulo.[130] Durante toda sua exibição, Vidas em Jogo teve uma audiência variante entre 13 e 16 pontos semanais.[130] A média fez com que Vidas em Jogo mantivesse a mesma audiência deixada por Ribeirão do Tempo, dando sequência ao bom desempenho conquistado antes.[134]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Recebido por Resultado Ref.
2011 Prêmio ABMN Destaque em Marketing Promocional Vidas em Jogo Venceu [135]
Top Empresarial Internacional Destaque Artístico Nacional André Di Mauro [136]
2012 Banff World Media Festival Melhor Telenovela Vidas em Jogo [137]
Prêmio Contigo! de TV Melhor Autor de Novela Cristianne Fridman Indicado [138][139]
Melhor Telenovela Vidas em Jogo [139][140]
Melhor Ator André Di Mauro [139][141]
Melhor Ator Coadjuvante Sandro Rocha [139][142]
Melhor Atriz Infantil Julia Tannus [139][143]
Shaila Arsene
Melhor Diretor Alexandre Avancini [139][144]

Transmissão internacional[editar | editar código-fonte]

País Emissora Título local
 Portugal RTP Vidas em Jogo
 Moçambique TV Miramar
Cabo Verde Cabo Verde Record Cabo Verde
 Japão Record Japão Jackpot!
União Europeia Record Europa
El Salvador Megavisión Canal 21 Vidas en Juego
República Dominicana Antena Latina
Uruguai Teledoce

Referências

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