Dona Anja (telenovela)

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Dona Anja
Informação geral
Formato Telenovela
Criador(es) Josué Guimarães
Baseado em Dona Anja de Josué Guimarães
País de origem Brasil
Idioma original (Português)
Produção
Diretor(es) Luís Antônio Piá
Caco Coelho
Roberto Talma
Roteirista(s) Cristianne Fridman
Yoya Wursch
Roberto Talma
Elenco Lucélia Santos
Jonas Mello
Luiz Guilherme
Angelina Muniz
Sérgio Mamberti
Jandir Ferrari e grande elenco.
Exibição
Transmissão original 9 de dezembro de 1996 - 26 de abril de 1997
N.º de episódios 120
Cronologia
Razão de Viver
Os Ossos do Barão

Dona Anja é uma telenovela brasileira, exibida pelo SBT entre 9 de dezembro de 1996[1] e 26 de abril de 1997.

Baseada na livro original de Josué Guimarães, foi adaptada para a televisão por Cristianne Fridman e Yoya Wursch e dirigida por Roberto Talma, Luís Antônio Piá e Caco Coelho. Com 120 capítulos, Dona Anja foi produzida pela JPO Produções.

Lucélia Santos, Jonas Mello, Angelina Muniz, Luiz Guilherme, Sérgio Mamberti,Jandir Ferrari e Vera Zimmermann interpretam os papéis principais.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

A partir de 1993, o SBT começou a investir na produção de folhetins brasileiros. Iniciou as adaptações com Éramos Seis (1994), adaptada de um romance homônimo de Maria José Dupré, por Sílvio de Abreu e Rubens Ewald Filho.[2][3][4]

Esta foi a segunda novela que JPO Produções produziu para o SBT, pois a primeira havia sido Colégio Brasil, exibida entre maio e setembro de 1996. Em outubro de 1996, o SBT decidiu realizar uma adaptação do romance de Josué Guimarães. Para isso, contou mais uma vez com a produtora, além de contratar Cristianne Fridman, Yoya Wursch e Roberto Talma para ajudar na adaptação[5].

Produção[editar | editar código-fonte]

As gravações da novela começaram em novembro de 1996. As primeiras cenas foram gravadas na Estância da Figueira, em Camaquã, no Rio Grande do Sul[5].

O tratamento dado aos relacionamentos amorosos destacou-se em Dona Anja. Todos mantêm uma certa aparência na seriedade e, no entanto, traem e são traídos sem pudor algum. Destaque para a lei do divórcio, além de assuntos como sexo, agressão física, corrupção, drogas, ditadura e seqüestro de políticos.

Ney Matogrosso regravou especialmente para a trama "Não existe pecado ao sul do Equador", que é a música de abertura. O arranjo foi diferente do utilizado em Pecado Rasgado (Rede Globo, 1978/1979), que tinha o mesmo tema de abertura. A nova versão era cantada em tom de mambo e o verso "vamos fazer um pecado rasgado, suado a todo vapor" era substituído por "vamos fazer um pecado safado, debaixo do meu cobertor". Outra substituição é a palavra "holandesa" por "lambeza"[6].

Para fazer cenas em que sua personagem aparecia gorda, Lucélia Santos usou enchimento por debaixo da roupa e um dublê. Além disso, efeitos de computação também foram usados[7].

Trama[editar | editar código-fonte]

Na década de 1970, ainda se falava em ditadura, comunismo e repressão. Rosário, uma pequena cidade localizada no Rio Grande do Sul, convive com as transformações políticas e sociais da época.

Dona Anja foi uma esposa que não agüentou ter apenas a companhia do marido. Quando ele morreu, ela abriu um bordel, que foi "aceito" pelas famílias da cidade. Figuras "ilustres", como políticos, o delegado, o médico e o professor, entre outros, iam com freqüência à sua casa. Esta medíocre elite municipal, identificada com o regime militar, acompanhava a votação do divórcio na casa da cafetina, e, simultaneamente com a bolinação das prostitutas, faziam discursos pela indissolubilidade do casamento e pela manutenção dos mais sagrados valores da família e da propriedade.

O prefeito corrupto, Coronel Quineu Castilhos, amante "oficial" de Dona Anja, também freqüentava assiduamente a casa dela e preservava em sua residência sua imagem de machista e marido fiel. Seu adversário é o Delegado Ritilho, que desconfia de todos e passa o tempo perseguindo comunistas e lutando para manter o moral dos moradores locais.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Lucélia Santos Dona Anja
Jonas Mello Coronel Quineu Castilhos
Angelina Muniz Maria Helena
Luiz Guilherme Chico Salena
Manoela Dias Maria Aparecida
Sérgio Mamberti Chico Salena
Sônia Lima Isabel
Jandir Ferrari Comerlato
Vera Zimmermann Adelaide
Antônio Petrin Delegado Ritilho
Danton Mello Bruno Caçapa
Isabela Coimbra Regiane
Taumaturgo Ferreira Atalibinha
Giuseppe Oristânio Pedro
Ângela Figueiredo Romilda
Patrícia Lucchesi Matilde
Pedro Vasconcelos Mauro
Lyliá Virna Joana D'Arc
Cláudio Mamberti General
Miguel Magno Neco
Rosaly Papadopol Olga
Neco Villa-Lobos Orozimbo
Gustavo Haddad Rodolfo
Maurício Branco Alcebíades
José Rubens Chachá Coronel Messias
Núbia Ólliver Rosaura
Paola Bettega Vera

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Mariana Scalzo (9 de dezembro de 1996). «"Dona Anja" estréia hoje no SBT falando sobre sexo». Folha de S.Paulo. Consultado em 20 de julho de 2015. 
  2. Schwartsman, Annette (28 de novembro de 1993). «Osmar Prado vira Hitler e assina contrato com SBT». Folha de S. Paulo. Consultado em 26 de dezembro de 2013. 
  3. Blecher, Nelson (13 de dezembro de 1993). «Vice-líder, SBT parte para a produção de novelas». Folha de S. Paulo. Consultado em 26 de dezembro de 2013. 
  4. Tavares, Helena (4 de dezembro de 1993). «Novela da Tupi é a novidade do SBT». Jornal do Brasil. Consultado em 26 de dezembro de 2013. 
  5. a b «Lucélia Santos vive uma mulher insaciável em 'Dona Anja'». Folha de S.Paulo. 9 novembro de 1996. Consultado em 19 de dezembro de 2017. 
  6. «"Dona Anja" copia mal pornochanchada e Globo dos anos 70». Folha de S.Paulo. 11 dezembro de 1996. Consultado em 19 de dezembro de 2017. 
  7. «Trama faz Lucélia chegar a 100 kg». Folha de S.Paulo. 8 dezembro de 1996. Consultado em 19 de dezembro de 2017.