Chiquititas (1997)

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Chiquititas
Chiquititas (BR)
Logo usado a partir da segunda temporada da novela.
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero
Duração 45 minutos
Criador(es) Cris Morena
Baseado em Chiquititas da Telefe
Desenvolvedor(es) Telefe
SBT
País de origem  Brasil
 Argentina
Idioma original português
Produção
Diretor(es) Hernan Abrahamsohn
Eugenio Gorkin
Claudio Ferrari
Roteirista(s) Caio de Andrade
Ecila Pedroso
Gustavo Barrios
Patricia Maldonado
Elenco
Tema de abertura "Remexe (Rechufas)"
(1ª temporada)
"Mexe Lá (Chufacha)"
(2ª temporada)
"Mexe Já (Chufachon)"
(3ª temporada)
"Me Dá Um CH (Dame una CH)"
(4ª temporada)
"Sempre Chiquititas (Siempre Chiquititas)"
(5ª temporada)
Empresa(s) produtora(s) Telefe
Exibição
Emissora original Brasil SBT
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 28 de julho de 199719 de janeiro de 2001
Temporadas 5
Episódios 807
Cronologia
Programas relacionados Chiquititas
Chiquititas (2013)

Chiquititas é uma telenovela brasileira produzida pelo canal argentino Telefé em parceria com o SBT, escrita pela autora argentina Cris Morena com a ajuda dos autores Delia Maunas, Horacio Marshall e Ricardo Morteo. Foi uma adaptação da original argentina, indo ao ar entre 28 de julho de 1997 a 19 de janeiro de 2001, totalizando 807 capítulos, tendo cinco temporadas e substituindo Maria do Bairro e sendo substituída por Gotinha de Amor.[1]

Baseada na versão original de mesmo nome criada e produzida por Cris Morena, a novela narra a história de um grupo de órfãos que vivem em um orfanato chamado como Raio de Luz, cujas vidas são tocadas e alteradas por Carol. Suas experiências, tais como descobrir o primeiro amor, decepções, solidão e amizade, bem como aventuras de fantasia, são retratadas ao longo da trama. A narrativa é reforçada por temas musicais e videoclipes.[2] A novela foi gravada na Argentina e transmitida no Brasil por cinco temporadas, até que o contrato do SBT com a Telefé terminou em 2001.

Em 19 de setembro de 2012, o SBT anunciou a compra dos direitos da telenovela pela sua proprietária, a rede de televisão da argentina Telefe. O remake escrito por Íris Abravanel estreou em 15 de julho de 2013, sucedendo a novela Carrossel, e sendo finalizada em 14 de Agosto de 2015, sendo sucedida pelo remake de Cúmplices de um Resgate.[3][4] Ao contrário da primeira versão, a nova produção de Chiquititas é totalmente feita no Brasil, sem envolvimento da Argentina.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Elenco de Chiquititas (1997)
Elenco Adulto
Ator/Atriz Personagem Temporadas
1
(1997)
2 3
(1999)
4
(1999)
5
(2000-01)
1ª Fase
(1997-98)
2ª Fase
(1998)
Flávia Monteiro Carolina Corrêia (Carol) Regular
Alex Benn José Ricardo Júnior (Júnior) Regular
Débora Olivieri Carmem Almeida Campos Regular Participação[5]
Gésio Amadeu artista já falecido Chico Regular
Magali Biff Ernestina Alves Regular Participação
Matilde Alves / Martírio Regular Participação Regular
Rogério Márcico José Ricardo Almeida Campos Regular
Neusa Maria Faro Valentina Pereira Regular
Cláudia Santos Gabriela Almeida Campos Regular Participação[6]
Vanusa Ferlin Participação Regular
Fabiana Uria Cíntia Wener/Cíntia Camargo Regular
Fábio Aste Armando Regular
Jiddu Pinheiro Alberto Corrêia (Beto) Regular
Luciana Vicente Clarita Regular Participação
Carmela Medeiros Maria Cecília Regular
Carlos Weigle Tobias Regular
Carlos Mesquita Cícero (Senhor Triste) Regular Participação
Bibi Vogel artista já falecido Fernanda Veiga Lopes Regular
Cecilia Arellano Leticia Regular
Nelson Freitas Dr. Fernando Brausen Recorrente Regular
Sebastião Campos Juiz Maia Recorrente
Dino Moreno Alfredo Ferashi Recorrente Participação
Maria Estela artista já falecido Emília Participação
Carlos Mena Juiz Mendes Participação Recorrente
Matheus Carrieri Miguel Pereira Regular
Cristina Bessa Roberta Regular
Omar Calicchio Alfredo Regular
Gabriel Pinheiro João Pedro Regular
Luiz Fernando Petzhold Juca Regular
Manuela Assunção Linda Ribeiro Regular
Nelson Baskerville Henrique Ribeiro Recorrente
Glória Portella Cláudia Participação
Lissandro Kaell Vicente Participação
Karine Carvalho Renata Participação
Luka Ribeiro Décio Participação
Gustavo Haddad Cadu Participação Regular
Tânia Bondezan Amélia Participação Recorrente
Marcos Pasquim Felipe / Manuel Regular
Guilherme Lima Luca Regular
Imara Reis Helena Kruegger Regular
Bianca Rinaldi Andréa Regular
Ariel Moshe Salvador/Horácio Regular
Lyliá Virna Julieta Regular
Mauge Manigot Gardênia Recorrente
Felipe Blumenthal Mauro Participação
Ângela Correa Amanda Duarte Participação Regular Participação
Valéria Sândalo Teresa Regular
Fernando Neves Ziegfrido Regular
Bárbara Frank Paula Participação
Ana Trindade Laura Participação
Miriam Lins Elza Participação
André Cursino Álvaro Regular
Cristina Sano Satiko Regular
Carlos Mani Renato Regular
Lia de Aguiar artista já falecido Condessa D'Egmont Regular
Roberto Arduim Samuel Regular
Patricia Rozas Suzana Regular
Elisa Nunes Eugênia Regular
Anama Ferreira Monique Participação
Luciene Adami Lívia Participação
Carlos Mariano Emílio Participação
Daniela Couto Glória Participação
Débora Falabella Estrela Participação Regular
Carmo Dalla Vecchia Rian Regular
Serafim Gonzalez artista já falecido Tonico Regular
Larissa Bracher Cora Regular
Bruno Gagliasso Rodrigo Regular
Malu Pessin Inácia (Iaiá) Regular
Gilda Gentile Selma Regular
Rodrigo Erquicia Jorge Regular
Ivana Peychaux Irmã Luiza Regular
Maria Luz Bridger Lígia Participação
Edson Fieschi Hermes Borges Participação
Daniela Marcondes Clarisse Participação
Yara de Novaes Lurdinha Participação
Gerson Steves Nabuco Participação
Elenco Infantil
Ator/Atriz Personagem Temporadas
1
(1997)
2 3
(1999)
4
(1999)
5
(2000-01)
1ª Fase
(1997-98)
2ª Fase
(1998)
Fernanda Souza Milena Pereira (Mili) Regular
Aretha Oliveira Patrícia (Pata) Regular
Francis Helena Cristina (Cris) Regular Participação[7]
Renata del Bianco Viviane (Vivi) Regular
Gisele Frade Beatriz (Bia) Regular
Ana Olívia Seripieri Tatiane (Tati) Regular
Beatriz Botelho Luciana (Ana) Regular
Giselle Medeiros Daniela (Dani) Regular
Pierre Bittencourt Felipe (Mosca) Regular
Felipe Chammas Rafael (Rafa) Regular
Luan Ferreira Rubens (Binho) Regular
Paulo Nigro Júlio Regular
Bruno de Andrade Matias Regular participação
Carla Diaz Maria Recorrente Regular
Laura Feliciano Laurinha participação Regular
Mariane Oliva Marian Regular
Thiago Oliveira Thiago Regular Participação[8]
Pollyana Lopes Pollyanna (Polly) Regular
Fábio Bruce Fábio Regular
Thiago Pinheiro Guilherme (Guile) Regular
Jéssica Nigro Rosa Recorrente
Jonatas Faro Samuel (Samuca) Participação Regular
Allan César Dias Manuel (Neco) Participação Regular
Elisa Veeck Maria Francisca (Fran) Participação Regular
Victória Rocha Nádia Regular
Thiago Farias Gigio Regular
Vivian Nagura Isabel (Bel) Regular
Karen Roca Janu Regular
Chico Abreu Tatu Regular
Rafael Pongeluppi André Regular
Nikolas Maciel Janjão Regular
Cauê Braga artista já falecido Diego Regular
Camila Belluzzo Dina Regular
Marina Belluzzo Lúcia Regular
Gabriela Lebron Lila Participação Regular
Gabriela Miranda Keila Participação
Gabriel Belluzzo Maurício Participação Recorrente Regular
Jander Veeck Zeca Regular
Felipe Reis Léo Participação
Vanderson Paulino Bernardo Regular
Rafael Pérez Dutra Bento Regular
Sthefany Brito Hannelore (Hanne) Regular
Thiago Santana Simão Regular
Maiara Otero Cecilia (Ciça) Regular
Samir Alves Yago Regular
Cauã Bernardes Souza Guido Participação
Bruna Guasco Bruna Regular
Greta Antoine Inês Regular
Yuri Xavier Yuri Regular
Raissa Medeiros Talita (Tali) Regular
Caio Romei Cassiano (Ruivo) Regular
Giovanni Delgado Lucas Regular
Lucas Lourenço Mateus Regular
Kayky Brito Fabrício Regular

Temporadas[editar | editar código-fonte]

Temporada Episódios Exibição no Brasil
Estreia Final
1 107 28 de julho de 1997 29 de novembro de 1997
2 290 185 1 de dezembro de 1997 31 de julho de 1998
105 3 de agosto de 1998 25 de dezembro de 1998
3 70 5 de abril de 1999 16 de julho de 1999
4 125 19 de julho de 1999 31 de dezembro de 1999
5 195 17 de abril de 2000 19 de janeiro de 2001


Primeira temporada (1997)[editar | editar código-fonte]

  • Exibição: 28 de julho de 1997 - 29 de novembro de 1997
  • Quantidade de capítulos: 107
  • Tema de abertura: "Remexe (Rechufas)"

Após sua filha, Gabriela dar a luz, o empresário José Ricardo Almeida Campos sequestra sua neta, Milena, e funda um orfanato chamado "Raio de Luz" para que Milena tenha um lugar para crescer. Mili cresceu neste orfanato ao lado de outras meninas que chegaram mais tarde. Suas companheiras são Bia, Ana, as irmãs Tati e Vivi, e Cris. Conforme os anos passaram, as meninas tornaram-se uma família. O orfanato é dirigido pela zelosa e paciente assistente social e pedagoga Emília. A supervisão das meninas é feita por Ernestina, uma zeladora rigorosa e engraçada do orfanato, e Chico, o chefe de cozinha adorável e muito amado pelas meninas. Devido a um golpe dado por Cíntia, a namorada de José Ricardo, Emília é demitida e Cíntia assume o a direção orfanato, contrariando a vontade da ambiciosa irmã de José Ricardo, Carmem, que desejava o cargo.

Logo no início, Patrícia, que vivia nas ruas, é recebida no orfanato. Pata tem problemas de convivência com as outras meninas, porém mais tarde é aceita pelo grupo e se torna uma grande amiga de todas, principalmente de Mili. Neste orfanato cheio de esperanças e sonhos, cada uma das meninas, guiadas por Mili, vão viver milhares de aventuras cheias de amor, amizade e diversão. Algum tempo mais tarde, Patrícia reencontra seu meio-irmão, Felipe, apelidado de Mosca. Inicialmente considerado um "delinquente" por Carmem, assim a pedidos das meninas, José Ricardo acaba autorizando o orfanato a funcionar como um orfanato misto, e Mosca é aceito, despertando reações amorosas com Vivi e Cris. No fim da temporada, a zeladora Ernestina acaba sendo chantageada por Cíntia, que estava no cargo de diretora, e acaba fugindo do orfanato; ela então é substituída por Matilde, sua irmã gêmea sem nenhuma suspeita por parte das meninas. Conivente com Cíntia, Matilde aceita a missão de fazer diversas maldades com as crianças.

A vida das meninas aos poucos vai se transformando pela chegada de Carolina, uma jovem que cursa serviço social e trabalha em uma das fábricas da Família Almeida Campos. Carol mora com suas amigas Letícia e Clarita, além de seu irmão Beto e da filha de Letícia, Daniela. Carol é uma das líderes do movimento sindical da empresa e está no meio de um motim dos funcionários, que posteriormente evoluiria para uma greve. No meio da confusão Letícia acaba tendo um aneurisma cerebral e não resiste, deixando Dani órfã. Entre a dúvida de continuar em greve ou pedir demissão para cuidar de Dani, Carol acaba conhecendo Júnior, um economista que é o filho mais velho de José Ricardo, que retornara ao Brasil devido ao agravamento das condições de saúde de sua irmã. Ao mesmo tempo que esse encontro acontece, os dois acabam se apaixonando. Com o agravamento da situação de Dani, Carol acaba pedindo demissão da fábrica e aceita um estágio remunerado no orfanato Raio de Luz, em que José Ricardo é o benfeitor.

Carol e Júnior se apaixonam, mas José Ricardo não aceita o namoro entre os dois, já que são de classes diferentes e fará de tudo para que a relação não dê certo. Sua filha, Gabriela, entrou em estado de choque ao receber a falsa notícia da morte de sua filha, inventada por José Ricardo. Seu estado grave é suavizado por Mili, que se tornam amigas, inconscientes de seus laços de sangue. Carol acidentalmente encontra uma menina abandonada nas ruas, chamada Maria, que também é levada para o orfanato. Dois novos meninos são integrados ao orfanato: Rafael e Rubens, ao mesmo tempo que a convivência entre meninas e meninos começa. Mili descobre seu primeiro amor quando conhece Júlio, sobrinho de Carmem. Maria descobre que sua boneca favorita Laurinha pode ganhar vida. Vivi se envolve com Matias, um menino rico e tem a sua primeira grande decepção amorosa quando ele tem que se mudar para os Estados Unidos. Após uma das armações de Matilde, Dani cai da sacada do orfanato e fica paraplégica. Após descobrir as chantagens de Cíntia e Carmem, José Ricardo decide contar toda verdade sobre Mili para Junior. Durante o caminho para o aeroporto, ele e Valentina sofrem um acidente de carro e acabam morrendo. Ao mesmo tempo que acontece o acidente, Júnior e Carolina decidem terminar o namoro. Com a desilusão amorosa, Júnior decide retornar para a Europa e leva a irmã, Gabriela, para recomeçarem as suas vidas.

Segunda temporada - primeira fase (1997-1998)[editar | editar código-fonte]

  • Exibição Original: 01 de dezembro de 1997 - 31 de julho de 1998
  • Quantidade de capítulos: 185
  • Tema de abertura: "Mexe Lá (Chufacha)"

Depois da trágica morte de José Ricardo, sua irmã Carmem torna-se a herdeira de seus negócios. Por algum tempo ela consegue manter o segredo que José Ricardo mais queria proteger: as verdadeiras origens de Mili. Enquanto isso, é um novo começo na vida de Carol, uma vez que ela foi nomeada a nova diretora do orfanato pelo próprio José Ricardo, momentos antes de morrer em um acidente de carro. Júnior deixou São Paulo mais uma vez, desta vez com Gabriela, que irá receber tratamento psicológico para ela na Suíça. Depois do fim do relacionamento com Júnior, Carol acaba conhecendo um novo homem que mexe com suas emoções, o doutor Fernando Brausen. Brausen é o neurologista de Dani, e ambos se conhecem logo depois do acidente que ela sofreu. Mais tarde chegam novas crianças ao orfanato: Fábio, um menino asiático, que no começo não se abria para as outras crianças, Tiago que acreditava ser filho de um grande jogador de futebol, Guilherme, um menino super dotado, Pollyana, a sobrinha de Chico, que agora é também órfã e está sob a custódia de seu tio, e Marian, uma menina que fará a vida das crianças, principalmente a de Mili, um inferno.

Maria descobre um misterioso homem que se veste como “Fantasma da Ópera” (personagem criado pelo escritor francês Gaston Leroux), e que mora dentro das áreas escondidas do orfanato, chamado Miguel. Ele é um amigo de Fernando do passado, que julgavam morto após um acidente de avião. O homem, na verdade, sobreviveu ao acidente, o que deixou uma cicatriz no rosto. Além disso, Miguel acredita que uma das chiquititas residentes é sua filha perdida, suspeitando de uma das meninas mais velhas: Bia, Cris, ou Mili. Mais tarde, Miguel rouba o testamento da família Almeida Campos e descobre que Mili é a sua filha biológica, mas mantém isso em segredo para todos exceto Roberta, sua amiga e confidente que está gestante e aceitou um pedido dele para trabalhar no orfanato e assim descobrir mais sobre o paradeiro da filha perdida de Miguel. Miguel acaba ajudando muitos órfãos em momentos de grande perigo, sobretudo Mili e Maria, o que faz com que todos os órfãos o considerem como um super herói do orfanato. Miguel também ajuda a pequena Maria ao longo da temporada a achar sua mãe: Esther, que se tornou infértil após a gravidez da menina que foi extremo risco, e ao descobrir o fato, o seu segundo marido se tornou abusivo e depositou o seu ódio na menina. Maria foi então abandonada por sua mãe, que temia o pior. A mulher arrependida e também gravemente doente, reencontra a menina. Mas, pouco tempo, após o reencontro a mãe da menina falece e ela retorna ao orfanato.

Miguel termina se apaixonando por Carolina e torna-se obcecado por ela, o que termina por causar conflitos em sua relação de amizade com Fernando que já é o noivo de Carolina. Durante uma tentativa de fugir levando Carolina e Mili em um avião, Miguel termina caindo durante o voo quando a porta do avião se abre na tentativa de evitar a queda de Carolina, tanto Carolina como Mili sobrevivem pois conseguem pousar o avião em segurança. Miguel presumivelmente também sobreviveu por ter feito uso de paraquedas.

Anteriormente alcoólatra, Cícero, o pai de Vivi e Tati, retorna para as suas vidas, mas agora reabilitado e com objetivo de reconquistar suas filhas, o que acontece após diversas tentativas e as meninas acabam retornando a custódia dele. Mas, apesar de todos os esforços Tati acaba retornando para o Raio de Luz, por não conseguir se adaptar a sua família. Ana e Fábio são adotados por Armando e Roberta. Após a rejeição inicial, Dani reencontra seu pai que também adota Binho. Bia também recomeça a sua história com uma nova família.

Na reta final, Matilde finalmente entrega o testamento de José Ricardo para Carmen; essa era a única prova que ela precisava. Ernestina acaba voltando e desmascarando a irmã e assim reassume seu lugar. Arrependida pelo que fez, Matilde doa toda a quantia financeira que recebeu de Carmen para Ernestina para que esta abra seu próprio orfanato. Matilde, parte para a África, atrás de sua aranha de estimação, que foi enviada para o continente por Carmem. Ernestina se casa com Chico, assim partem para o interior e inauguram um novo orfanato. Nele vai morar Cris, enquanto Thiago por sua vez foi adotado por um casal milionário vizinho do orfanato.

As empresas da Família Almeida Campos declaram falência e Carmem para economizar decide fechar o orfanato. A situação piora quando Mili sofre um acidente de cavalo por culpa de Marian e perde a visão. Mesmo com essa situação, Carmem decide fechar o orfanato e ordena a saída imediata de Carolina e das crianças de lá.

Segunda temporada - segunda fase (1998)[editar | editar código-fonte]

  • Exibição Original: 03 de agosto de 1998 - 25 de dezembro de 1998
  • Quantidade de capítulos: 105
  • Tema de abertura: "Mexe Lá (Chufacha)"


Carmem finalmente consegue o que queria: fechar o orfanato. No entanto, Carol e as crianças recebem a ajuda de um misterioso homem chamado Pedro Vega que doa sua antiga mansão para eles. A enorme e bela mansão está localizada na esquina do Beco da Harmonia. Em seu interior, inicialmente assustador, eles vão se encontrar com Helena, governanta da casa, uma amarga e maldosa mulher que mantém um segredo: a fim de proteger a neta, Lúcia, da realidade, ela trancou a menina dentro de um quarto secreto da mansão sem janelas, segredo este que é acidentalmente descoberto por Neco, recém chegado ao orfanato. Assim, Neco apresenta a vida fora do quarto para a menina. No novo bairro, as crianças começam a conviver com os novos vizinhos, em sua maioria da mesma faixa etária. A vida das mais velhas começa a mudar já que algumas delas estão deixando a infância e se tornando adolescentes, ao mesmo tempo que vivem a emoção do primeiro amor, descobrem o poder da amizade.

A relação entre Carol e Fernando será dilacerada graças ao retorno de Andréa, ex-noiva de Fernando, e seu filho Diego. Juntamente, a isto homem sem escrúpulos chamado Felipe Mendes Ayala demonstra interesse por Maria, que supostamente é sua filha e uma batalha judicial pela guarda da menina começa. Tati experimenta seus primeiros sentimentos com Tatu, um dos moradores do Beco da Harmonia. Fran e Samuca começam a ser mais do que amigos, mas Marian e Bel começam a interferir no relacionamento. Marian continua a causar problemas dentro do orfanato. Enquanto que Bel reside no Beco da Harmonia e é a melhor amiga de Lila e Janu, que se divide nos seus sentimentos por Mosca e André. Lila também desenvolve seus sentimentos por Mosca, apesar da rejeição de sua mãe. Uma menina é abandonada na porta do orfanato, seu nome é Nádia, inicialmente ela desenvolve uma rivalidade com Maria, mas com o tempo esta rivalidade se torna uma grande amizade.

Gabriela retorna curada para São Paulo. Ela e Mili se reaproximam mais a cada dia, mesmo com Carmem seguindo-as de perto, tentando de todas as formas, impedi-las de saberem o segredo e os seus verdadeiros laços. Ela se junta forças para Marian para dificultar a vida de Mili. Assim, Marian causa um acidente em que Mili fica cega, após cair de um cavalo e se aproveitando da situação, rouba seu lugar como verdadeira filha de Gabriela. Mas no final, a verdade vai finalmente é revelada. As crianças acabam descobrindo a existência do segredo mais bem guardado da casa, que dentro de um dos cômodos da casa, existe um tesouro e uma disputa entre Carmem e os órfãos começa.

Como na versão original, durante esta temporada o primeiro orfanato Raio de Luz é fechado e reaberto em uma nova mansão. Em comparação em relação a trama original, diversas histórias mais pesadas e melodramáticas foram cortadas e diversos pontos da história foram suavizados. A temporada termina com o reencontro de Mili e sua mãe e a saída definitiva do personagem da trama.

Terceira temporada (1999)[editar | editar código-fonte]

  • Exibição original: 5 de abril de 1999 - 16 de julho de 1999
  • Quantidade de capítulos: 70
  • Tema de abertura: "Mexe Já (Chufachon)"

* Antes da 3°temporada de 'Chiquititas' entrar no ar, o SBT exibiu a novela infantil Luz Clarita entre janeiro e abril de 1999.

A terceira temporada ficou marcada pela briga da custódia de Maria entre Carolina e Felipe, que são obrigados a dividirem a guarda da garotinha e em meio a tantas brigas, aos poucos os dois acabam se apaixonando. A chegada de um novo morador agita o orfanato: Zeca (Jander Veeck) que conhece os meninos durante uma regata. Com a saída de Mili, a função de protagonista jovem foi dividida entre Pata, Tati e Fran, que se apaixonam respectivamente por André, Tatu e Samuca. Nesta nova fase, começam a aflorar mais claramente as questões da adolescência. E o tema do primeiro amor continuará a ser um dos destaques. Entre os apaixonados está Mosca, que se interessa por Paula. Surpreendentemente, Carmen reaparecerá. A megera, que todos julgavam ter morrido afogada, contará mais tarde que foi salva por Pedro Vega, com quem se casou. Mas, tarde explicará, que logo ficou viúva - e novamente rica. Carmem e seu secretário, Zigfrido (Fernando Neves), se instalarão no orfanato e construirão o que dirão ser um mausoléu. Na verdade, será neste sótão em que eles esconderão um segredo. Samuca (Jonatas Faro) e Fran (Elisa Veck) acabarão descobrindo o que é esse segredo. Outra que voltará à trama será Teresa (Valéria Sândalo), a mãe de Janjão (Nicolas Maciel), agora como cozinheira do orfanato. Ela será uma grande confidente de Carolina e também ajudará na difícil relação entre os meninos do orfanato e do Beco da Harmonia. Marian (Mariane Oliva) reaparecerá, mas, agora como integrante do grupo de Janjão.

Quarta temporada (1999)[editar | editar código-fonte]

  • Exibição original: 19 de julho de 1999 - 31 de dezembro de 1999
  • Quantidade de capítulos: 125
  • Tema de abertura: "Me dá um CH (Dame Una Ch)"

Sinopse: Após reencontrar sua mãe, Tati se muda para Manaus, mas elas sofrem um desastre aéreo durante a mudança. Enquanto isso no orfanato, Carol e as crianças recebem a noticia de que Helena é a nova dona da casa onde ele é sediado. Helena se diz arrependida de tudo que fez e decide investir na expansão da casa construindo um salão de jogos. Na verdade, a construção desse salão faz parte de um plano muito maior, já que Helena está decidida a se vingar dos órfãos e reconquistar a custódia de sua neta Lúcia. Para ajudá-la nas maldades contra as crianças, a megera resolve infiltrar Simão e Hannelore, dois amigos que viviam em um reformatório, e os leva para o Raio de Luz, onde passam a ser seus informantes. Lila e Mosca, agora um casal, terão que enfrentar o descontentamento da mãe da menina, que é contra o relacionamento dos dois e sofrem uma reviravolta amorosa ao final da temporada. Ao sobreviver ao desastre, Tati fica perdida por vários dias na Floresta Amazônica e é salva por um menino chamado Yago, que acabou se tornando um selvagem, após a morte de seu pai. Tati o ensina a viver em sociedade e posteriormente o menino é integrado ao orfanato. Nessa temporada, o Livro da Vida é apresentado na história e também entram mais crianças, como a tímida Cecília (Maiara Otero), o valente Bernardo (Vanderson Paulino), que irá disputar o amor de Bel com Zeca, o pequeno Bento (Rafael Perez Dutra) e Guido (Cauã Bernardes Souza), que decide se instalar no orfanato para investigar se Neco é seu irmão biológico. O amor de Neco e Lucia amadurece, Samuca enfrenta problemas ao conhecer seu pai, Bel é integrada ao orfanato, após ser ser vítima de violência doméstica por parte de seu padrasto e se agora fica sobre os cuidados de Carolina. Nádia conhece a pequena Bruna e chega a ser adotada pela mãe dela, que na verdade é uma exploradora de menores que força as pequenas a pedirem esmolas e tenta fugir com elas para o exterior, mas Carol consegue salvá-las e as duas passam a viver no orfanato. No decorrer da temporada, Matilde retorna com a memória perdida, dizendo que se chama Martírio, até que com ajuda de Helena, recupera a memória e jura se vingar de todos do orfanato. No fim da temporada, Helena foge do orfanato e Ernestina volta para tentar ajudar Matilde, porém a mesma é sequestrada pela irmã que se passa por ela novamente e assim toma a direção do orfanato e expulsa Carolina de lá. Algum tempo depois, ela é desmascarada e as crianças pensam que finalmente terão paz, porém com a fuga de Helena todos os seus bens vão a leilão, inclusive o Raio de Luz, fazendo que assim as crianças tem que fugir de lá, juntos com a nova zeladora Estrela.

Quinta temporada (2000 - 2001)[editar | editar código-fonte]

  • Exibição Original: 17 de abril de 2000 - 19 de janeiro de 2001
  • Quantidade de capítulos: 195
  • Tema de abertura: "Sempre Chiquititas (Siempre Chiquititas)"
  • Houve uma segunda etapa de 'férias' para a novela. Entre janeiro e abril de 2000, foi exibida a telenovela infantil O Diário de Daniela.

Depois da demolição do orfanato e diante da terrível possibilidade de serem separados e enviados para distintas instituições, os meninos restantes do Raio de Luz (Mosca, Pata, Zeca, Bel, Tatu, Fran, Neco, Lúcia e Bruna) fogem de São Paulo guiados por Estrela e Alfredo até que, finalmente, chegam em São Dionísio - pequeno povoado rural onde vive Tonico, o avô de Estrela, num antigo e pitoresco celeiro.

Tudo parece bem. Os meninos se sentem livres e felizes com a possibilidade de continuarem juntos. Mas nem tudo são flores naquele bucólico recanto: quando chegam, o lugar está abandonado e Tonico desapareceu; o celeiro está a ponto de ser demolido, pois encontra-se no meio de um bosque que será explorado comercialmente por uma poderosa empresa madeireira; os vizinhos ricos da casa em frente se mostram hostis, principalmente com Estrela, por antigos e pendentes problemas familiares. Precisam se esconder, pois surgem inúmeras pessoas interessadas em revelar que eles chegaram no lugarejo fugidos de São Paulo. E como se não bastasse, Rian , filho de Tonico e pai do pequeno Lucas, volta dos Estados Unidos depois de uma longa temporada, trazendo sua namorada Cora que vem acompanhada de sua filha Talita e de e uma desagradável surpresa: os dois são os principais impulsores do projeto de desmatamento.

Estrela cresceu no bosque e o ama tanto quanto o velho Tonico, que a criou. Sente que precisa fazer alguma coisa para evitar sua destruição. Os meninos resolvem ajudá-la e acabam por descobrir que os inimigos são muitos e alguns deles lobos em pele de cordeiro como no caso de Cora, à principio amável e compreensiva que traz consigo sua filha Talita, uma garotinha mimada ao extremo e Hannelore, uma menina que chegou a conviver com os meninos do antigo Raio de Luz, e que foi adotada por Cora para espionar e ajudar em seus planos contra os órfãos. Mas nossos meninos também descobrem que, nos momentos mais inesperados, é possível encontrar um amigo, alguém que os ajude a lutar pelo sonho de encontrar um lugar no mundo.

Dentro do celeiro há uma árvore que cresceu com Estrela e que é parte de sua própria história. Uma árvore generosa dentro da qual os meninos descobrirão a entrada para um mundo fantástico. Embaixo de suas raízes há um formigueiro aparentemente abandonado, com caminhos que levam a lugares insólitos. Primeiro descobrem que um desses caminhos leva até à casa em frente. Logo depois chegam muito mais longe : outros dois caminhos subterrâneos levam a um Bosque Encantado e a um lugar tenebroso, que os meninos batizam de Bosque do Terror - onde aparecerão incríveis personagens. Flores que falam e produzem milagres, formigas boas e más, pássaros estranhos com misteriosos poderes, fontes mágicas e outras surpresas inimagináveis. Os meninos menores (Neco, Lúcia, Ruivo, Maurício, Hannelore, Fabricio, Lucas, Mateus, Bruna e Talita) descobrem esse mundo fascinante e logo passam a perceber que tudo é tão encantador quanto perigoso.

Enquanto isso, os mais velhos vão se relacionar com outros jovens do povoado e daí nascem romances e desencontros como o triangulo amoroso vivido pela órfã Fran, o playboy egocêntrico Rodrigo e o recém-chegado Yuri. A história desse ano está repleta de aventuras românticas, mas igualmente recheada de momentos onde aflora a solidariedade e o respeito pela sabedoria daqueles que já viveram muito e sabem passar adiante suas experiências. Solidariedade que é comprovada em momentos limites, quando a pequena Bruna, uma das órfãs do orfanato necessita de um transplante de rins ou quando vô Tonico fica cego e precisa contar com a inestimável ajuda de todos. Histórias de profunda comoção que pretendem retratar a importância da doação de órgãos, como meio de preservar e estender a vida, e a questão da valorização do idoso - fonte de experiência e aprendizagem diante da ainda frágil e muitas vezes equivocada visão da juventude. Lições duras de aprender, mas extremamente úteis para as crianças do Raio de Luz.

Um dia, porém, recebem um notícia inesperada: o avião que trazia Carolina de volta para o Brasil acabou caindo. Todos acreditam que é o fim. Mas sempre há uma gotinha de esperança naquelas que levam sua "criança" dentro do coração... É um ano de grandes sonhos e pequenos triunfos, que vão ajudar as crianças a entender melhor o mundo dos adultos. Uma vez mais, aprenderão que tudo o que buscamos na vida, está sempre dentro de nós. E o segredo para encontrar o que tanto perseguimos é deixar falar a, criança que, por vezes, dorme em nosso coração.

Final

Desmascarada por seu ex-namorado Gustavo e Karine, a verdadeira mãe de Talita, Cora aproveita o descuido do delegado de polícia para imobilizá-lo e tornar reféns Inês, Selma e Tatu para fugir. Irmã Luiza revela que Tonico é o verdadeiro pai de Estrela e os dois vivem um emocionante reencontro. O final da temporada é marcado com a emocionante despedida dos irmãos Pata e Mosca, os últimos órfãos que estavam desde a primeira temporada da novela, são adotados por Amanda Duarte e se vão do orfanato. Cora utiliza Hannelore em seus planos, mas Fabrício convence a menina a ajudar Carol e ela consegue deixar a vilã trancada até a chegada da polícia. Talita reencontra sua verdadeira mãe e se despede de Bruna e Mateus no bosque encantado. Bel e Tatu voltam para suas respectivas famílias, Tonico e Iaiá terminam juntos assim como Alfredo e a empregada Selma, Álvaro e Estrela ficam noivos, Carol e Rian se casam e adotam as crianças do orfanato Raio de Luz (Fran, Yuri, Zeca, Ruivo, Maurício, Fabrício, Hannelore, Neco, Lúcia e Bruna), que também passam a ser irmãos do pequeno Mateus, filho de Rian. E a história termina com o Livro da Vida subindo aos céus e uma mensagem especial de Carolina.

Sexta temporada (2001)[editar | editar código-fonte]

A produção da 6ª temporada da novela infantil chegou a ser iniciada, porém, com a saída de Cris Morena da Telefe, a primeira versão brasileira foi encerrada com cinco temporadas.

Em 2007, o SBT exibiu a sexta temporada Argentina da novela, Chiquititas 2000.

Uniformes principais[editar | editar código-fonte]

Os uniformes são usados pelos protagonistas mirins da novela. É trocado a cada ano ou semestre em Chiquititas:

  • 1ª temporada:

No primeiro semestre, as 8 primeiras meninas (Mili, Pata, Cris, Bia, Vivi, Tati, Ana e Dani) utilizavam um vestido da cor verde com blusa branca (algumas vezes, aparecem de manga comprida devido ao frio e outras vezes, de manga curta pelo uso dos aventais), com tênis e meia branca. Em algumas cenas, usavam aventais com listras verticais. O uniforme é idêntico ao usado na primeira temporada da versão argentina da trama, diferenciando as cores, azul e branco (fazendo referência a bandeira da Argentina).

Com a chegada dos meninos, o uniforme foi alterado. As meninas usavam uma blusa xadrez roxa, vestido cor de creme com contorno preto, calçava a meia vermelha e sapatilha preta. Os meninos usavam blusas abotoadas e calça também cor de creme (ambos da mesma concepção das meninas) e tênis azul. Na época de frio foi incluído um casaco azul escuro. Esse uniforme era o mesmo usado pelo elenco Argentino na 3ª temporada, com a diferença que ao invés de camisetas xadrez eles utilizavam da cor branca.

  • 2ª temporada:

No decorrer do 1º semestre de 1998 o uniforme foi alterado; foi inserido um colete vermelho, camiseta branca e um short saia jeans escura para as meninas maiores (algumas escolhiam usar macacões). Os meninos usavam o mesmo modelo do colete, mas a blusa era com contornos e calça comprida, junto com meia branca e tênis All-Star Vermelho. Esse uniforme foi usado simultaneamente com a Argentina, que estava em sua 4ª temporada.

Na virada da temporada, algumas peças do uniforme foram trocadas. Saiam as camisetas brancas e os coletes vermelhos para dar entrada uma camisa xadrez com um tom de roxo.

Ao decorrer da temporada, o colete vermelho voltou para os meninos. Esse uniforme foi utilizado também na Argentina, após o retorno de Helena na 4ª temporada.

Durante o tempo em que Carmem assumiu a direção do orfanato e durante alguns capítulos, as crianças vestiram um uniforme composto por: Camisas azuis com gravatas, saias xadrez para as meninas, calças sociais e bermudas com suspensórios para os meninos, boinas cor de vinho, meias escuras e sapatos sociais.

  • 3ª temporada:

Após a remoção judicial de Carmen.as crianças voltam a utilizar o uniforme da 2ª temporada: o colete vermelho com a camiseta branca. Na transição da terceira para a quarta temporada, a camiseta branca foi novamente substituída pela camisa xadrez.

  • 4ª Temporada:

O novo uniforme estreou no segundo semestre de 1999, com o retorno de Helena. As crianças usam nova blusa xadrez de manga comprida com sapato marrom. As meninas usam o vestido xadrez com avental azul marinho e os meninos usam uma camiseta cinza e calça jeans.

  • 5ª Temporada:

Na quinta temporada, o elenco usou um uniforme nais simples ,em que era comum o uso de blusa branca e botas de borracha. As meninas usam um vestido cinza que mostrava a calça, e os meninos usavam uma calça cinza, feitas com as cortinas da casa grande.

Produção[editar | editar código-fonte]

Silvio Santos desejava inicialmente que a novela fosse chamada de Pequeninas, já que é a tradução literal de "Chiquititas" para português do Brasil.[9] A atriz Flávia Monteiro fez a protagonista adulta desta versão, interpretada por Romina Yan na série original, e tomou aulas de canto para cantar seus temas musicais por si mesma, sem a necessidade de dublá-los.[10][11]

Em 1998 (segunda temporada), produzida por Roberto Monteiro, foi contratado o roteirista Caio de Andrade para traduzir e adaptar a novela argentina. Andrade trabalhou no roteiro até última temporada de Chiquititas, em 2000.

As músicas foram traduzidas e adaptadas para o português brasileiro pelo argentino Caion Gadia,[12] e de forma diferente da versão original, a maioria dos atores dublaram as vozes de cantores profissionais em seus temas. As exceções foram Flávia Monteiro, Gésio Amadeu, Omar Calicchio, Magali Biff e Débora Olivieri, do elenco adulto.

A pré-produção da versão brasileira começou no final de 1996, quando a versão argentina estava no final da segunda temporada e a o início das gravações foi feito no primeiro semestre de 1997, e foi filmada totalmente em Buenos Aires, nos mesmos estúdios das Telefe e locais utilizados para a série original, com Buenos Aires sendo substituída por São Paulo, nos roteiros[13]. Com exceção de "Até 10" e "Sinais", todos os videoclipes da primeira temporada foram filmados no Brasil, utilizando locais como o parque do Museu Paulista, a Avenida Paulista, o Theatro Municipal de São Paulo e o Memorial da América Latina.A prática somente se repetiu na temporada final quando os clipes de "Passarinho", "Liberdade", "Estrela", "Não Pode Ser" e "No Começo" foram filmados em Fernando de Noronha.[14]

Música[editar | editar código-fonte]

No Brasil, os álbuns gravados com a trilha sonora da novela tiveram grande sucesso de público. Adaptadas para o português,elas eram em sua maioria, gravadas por cantores profissionais adultos, jovens e crianças, como o cantor e produtor Caio Flávio (atualmente Backing Vocal da Dupla Zezé de Camargo e Luciano), Letícia Bello (cantora e locutora para publicidade, fez os solos das personagens Maria em "Coração com Buraquinhos", Fran em "Crescer", Samuca em "Penso em ti", Neco em "Lu-lucita" entre outros), Maria Diniz, Ringo Mendes entre outros e dubladas pelos atores da novela em videoclipes e shows. Quase todas as músicas da trilha sonora originaram videoclipes, que eram exibidos durante os capítulos da trama ou ao final, enquanto apareciam os créditos da novela. A atriz Flávia Monteiro expressou um grande talento também como cantora, quando deixou de dublar as canções para gravá-las com sua própria voz. Mais de 10 anos, após o encerramento da novela,a atriz Fernanda Souza afirmou que a voz nas músicas da sua personagem (Mili) não era dela[15]. Nota-se que a mesma intérprete teria gravado a música "Estrela" do último álbum da telenovela. Somente em 2000, se lançou na carreira solo com sua própria voz, que inclui um medley de Chiquititas e algumas canções que foram recentemente regravadas para a novela Carrossel.

Tal como sua versão original,as coreografias foram inspiradas em musicais da Broadway e nos filmes de Gene Kelly, Donald O'Connor e Fred Astaire. Paras as garotas,os elementos das coreografias eram mais femininos quanto que para os garotos eram mais acrobáticas.[2]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Logo após sua estreia, a telenovela tornou-se extremamente popular atraindo centenas de merchandising e vendendo mais de 3 milhões de álbuns. Ser parte do elenco se tornou um sonho entre muitas crianças brasileiras. E, em 1999, mais de 15.000 pessoas em São Paulo, 10.000 no Rio de Janeiro e 6000 em Recife participaram das audições para a terceira temporada da série, um recorde de maior seleção de elenco.[16][17] Após as produções musicais lançadas na Argentina, a versão brasileira também teve apresentações musicais ao vivo em seu país, com todo o elenco principal, em 1998, quando a telenovela estava na segunda temporada, o que se repetiu novamente na terceira e quarta temporada em 1999. Nesses anos, o elenco e a equipe deveriam estar em turnê por Recife, Fortaleza e Brasília, mas devido a questões orçamentais, a turnê foi cancelada e o grupo se apresentou apenas no Rio de Janeiro e São Paulo. Em 2000, quando Chiquititas Brasil estava em seu quinto ano, o videoclipe "Adolescente" chegou a ser exibido na antiga MTV Brasil. Desde o início da novela diversos fã-clubes foram criados, buscando aproximar o público da novela com o elenco e com materiais artísticos da novela. No ano de 1998 a Revista Chiquititas[18] promoveu um concurso de fã-clubes brasileiros das Chiquititas e o segundo ganhador foi o Chiqui-Sede, de São Paulo, que tinha como presidente Dodi Leal, hoje produtora cultural e professora de artes cênicas.

Remake[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Chiquititas (2013)

Anunciada em 19 de agosto de 2012, no ano em que Chiquititas Brasil completou 15 anos de sua exibição original, a nova versão foi a segunda novela da retomada da dramaturgia infantil no SBT,substituindo Carrossel, que estava no ar desde 15 de Julho de 2013. A trama foi readaptada pela autora Iris Abravanel. As atrizes Fernanda Pontes, Lissah Martins (ex Rouge) e Tammy di Calafiori participaram dos testes para ser a nova protagonista adulta da novela, interpretada por Flávia Monteiro na versão brasileira anterior, e imortalizada por Romina Yan no original argentino.[19] Lissah, Fernanda e Tammy acabaram indisponíveis,a primeira devido à agenda profissional e aos ensaios da turnê de retorno do grupo, a permanência da segunda na Rede Globo para a novela Flor do Caribe, e a opção da última por se dedicar ao teatro.[20]

Após meses de rumores, o SBT confirmou a atriz Manuela do Monte no papel da futura diretora do lar e figura materna dos órfãos.[21][22]

A inesquecível Mili, anteriormente interpretada por Agustina Cherri e por Fernanda Souza, foi interpretada por Giovanna Grigio, que já apresentou o Band Kids, infantil da Rede Bandeirantes.[23]

João Acaiabe interpreta Chico, o adorável cozinheiro do orfanato, que é padrinho de Carolina e querido pelas chiquititas. O papel foi interpretado anteriormente por Gésio Amadeu, adaptado do personagem originalmente vivido por Alberto Fernández de Rosa. Acaiabe foi indicado pelo próprio Gésio, que chegou a ser convidado pelo SBT para reprisar o papel, mas o ator também estava escalado para atuar em Flor do Caribe.[24]

Lisandra Parede, que interpretou Débora em Rebelde, versão brasileira da Rede Record para a história original igualmente criada e produzida por Cris Morena, e Pedro Lemos também integram o elenco adulto. Lisandra é a secretária Maria Cecília, vivida por Carmela Medeiros em 1997, e por Guadalupe Uria no original. Pedro interpretou seu namorado Tobias, vivido anteriormente por Carlos Weigle em Chiquititas Brasil, e por Octavio Borro em Chiquititas. Também de Rebelde, o ator Paulo Leal assumiu o papel do carismático fisioterapeuta Fernando Brausen, anteriormente vivido por Fernán Mirás na novela argentina, e por Nelson Freitas em Chiquititas Brasil.

O mascarado Miguel, um personagem original de Chiquititas Brasil vivido por Mateus Carrieri, foi interpretado por Daniel Andrade.[25]

Giovanna Gold viveu a vilã Carmem Almeida Campos, irmã de José Ricardo, que após sua morte busca de todas as formas impedir que sua sobrinha Gabi e a chiquitita Mili descubram que são mãe e filha. A personagem foi vivida originalmente por Hilda Bernard, e por Débora Olivieri na versão brasileira. Sandra Pêra era a governanta dos Almeida Campos, Valentina, anteriormente interpretada por Mabel Landó, e por Neusa Maria Faro. João Gabriel Vasconcellos é Armando, vivido por Fabio Aste em Chiquititas Brasil, e por Hugo Consiansi em Chiquititas.

O ator Guilherme Boury era Júnior, namorado de Carolina na primeira temporada da novela. O filho de José Ricardo, o proprietário do orfanato que não aceita o namoro dos dois, foi interpretado por Alex Benn em Chiquititas Brasil, e por Gabriel Corrado na novela argentina.[26]

O ator Roberto Frota interpreta José Ricardo Almeida Campos, vivido por Rogério Márcico na versão anterior, e por Jorge Rivera López na versão original.[27]

Os últimos apresentadores da TV Globinho, Emílio Eric Surita e Letícia Navas, interpretaram Beto e Clara.[28] Clara era amiga de Carolina, professora de dança das chiquititas em 1997, foi vivida por Luciana Vicente, e por Trinidad Alcorta na história original. Jiddu Pinheiro interpretou Beto, o irmão atrapalhado de Carolina, vivido originalmente por Guido Kaczka.

A ex-integrante do Trem da Alegria, Amanda Acosta, era Letícia, amiga de Carolina e mãe da chiquitita Dani.[29]

Exibição[editar | editar código-fonte]

Chiquititas foi uma das telenovelas mais longas da teledramaturgia brasileira, com seus 807 capítulos,[30] seria considerada a telenovela brasileira com mais capítulos exceto pelo fato do SBT interromper a telenovela a partir do final da 2ª temporada em 1998..[31] Neste período de férias de Chiquititas em 1999 e 2000, o SBT apresentava uma produção da Televisa, em 1999 foi Luz Clarita,[32][33] em 2000 foi O Diário de Daniela[32] Após o encerramento de Chiquititas no final da 5ª temporada em 19 de janeiro de 2001, foi substituída por Gotinha de Amor[34]

Em termos de Ibope, era normal que os capítulos da primeira temporada chegassem a picos de 12 pontos nos primeiros dias,[35] 17 pontos,[36] em pouco tempo a novela chegou a registrar médias expressivas que chegavam a acima dos 18 pontos.[31] Ao final da primeira temporada, a novela registrou médias de 17 pontos, mas progressivamente a audiência foi caindo. Já na 3ª temporada obteve 13 pontos de média, chegando a 9 pontos A audiência da quinta temporada foi derradeira para o encerramento da novela, a concorrente Uga Uga da Rede Globo, registrava 43 pontos no mesmo horário, enquanto eram registrados apenas 10,[31]. Além disso, as mexicanas Luz Clarita e O Diário de Daniela registraram maior audiência que Chiquititas, 14 e 12 pontos. Com estes resultados negativos e uma crise econômica que assolava os dois países somada ao custo do dólar, coube ao SBT decidir por não renovar o contrato com a Telefé.[31]

O SBT reprisou a primeira temporada de Chiquititas entre 22 de novembro de 2004 à 9 de abril de 2005, substituindo os desenhos animados Scooby-Doo e Os Flintstones, em 126 capítulos, às 18h00 e logo depois às 18h30. A reprise mostrou as histórias das órfãs do orfanato desde o começo. Mas por questões contratuais e de direitos autorais, a novela foi substituída pelo retorno do Programa do Ratinho. A reprise teve 9 Pontos de média e foi considerada um fracasso e para acelerar o seu fim, optou por se diversos cortes profundos na trama, inclusive durante o último capítulo foi se feita uma narração sobre o que iria acontecer dali em diante.

Em 2007, o SBT exibiu Chiquititas 2000, a sexta temporada da versão original. Se considerou também uma exibição estendida desta temporada com os 9 episódios da sétima temporada. No entanto, isto não foi possível por direitos autorais e também pelo fato desta temporada ser alvo de um longo processo judicial na Argentina e também em Israel. No ano seguinte, 2008, o SBT exibiu a oitava temporada chamada de, Chiquititas 2006, que foi renomeada como Chiquititas 2008.

Tentativa de Spin-Off[editar | editar código-fonte]

Após deixar "Chiquititas" na primeira metade, Paulo Nigro, Renata Del Bianco, Gisele Frade, Beatriz Botelho, Giselle Medeiros, Luan Ferreira e Poliana Lopez montaram o grupo "As Crianças mais Amadas do Brasil", o elenco realizou diversos shows e lançou um CD com o mesmo nome da banda.[37]

Notas

Referências

  1. Mariana Scalzo (27 de julho de 1997). «'Chiquititas' é 'Carrossel' reciclado». Folha de S. Paulo. Consultado em 21 de abril de 2015 
  2. a b Guia do orfanato - Revista Veja (10/12/1997)
  3. «Remake de "Chiquititas" substituirá "Carrossel"; estreia está prevista para junho de 2013». UOL. 19 de setembro de 2012. Consultado em 20 de setembro de 2012 
  4. «SBT fará remake de "Chiquititas" para substituir "Carrossel" em 2013». UOL. NaTelinha. 19 de setembro de 2012. Consultado em 20 de setembro de 2012. Arquivado do original em 22 de setembro de 2012 
  5. Predefinição:A personagem Carmem aparece no primeiro capítulo da quarta temporada
  6. Predefinição:Cláudia Santos aparece como Gabriela na primeira fase da segunda temporada, numa lembrança de Carmem
  7. Predefinição:A personagem Cris aparece no pensamento de Carolina no primeiro capítulo da segunda fase da segunda temporada
  8. Predefinição:O personagem Thiago aparece no pensamento de Carolina no primeiro capítulo da segunda fase da segunda temporada
  9. «Chiquititas: Veja as meninas da novela 15 anos após a estreia». QUEM. 27 de julho de 2012 
  10. «As mordomias da chiquitita». ZAZ - ISTOÉ GENTE 
  11. «Musa infanto-juvenil». A Notícia. Arquivado do original em 3 de março de 2016 
  12. «Morre diretor musical do SBT Caion Gadia». Folha de S. Paulo 
  13. «Embarque». Folha de S. Paulo. 27 de maio de 1997. Consultado em 5 de janeiro de 2018 
  14. «Destaque para a natureza». A Notícia. Arquivado do original em 13 de setembro de 2014 
  15. «Fernanda Souza choca fãs ao declarar que nunca cantou em 'Chiquititas' | O POVO Online». www.opovo.com.br. Consultado em 23 de outubro de 2015 
  16. «Sonho de gatinha». Revista Veja. 15 de abril de 1998 [ligação inativa]
  17. «Chiquititas: um fenômeno». DP. 5 de Julho de 1998 [ligação inativa]
  18. «Revista Chiquititas - 1998». Propaganda da Revista Chiquititas. Consultado em 17 de junho de 2020 
  19. Flávio Ricco (10 de novembro de 2012). «Atriz Fernanda Pontes faz teste para "Chiquititas"». Televisão UOL. Consultado em 2 de Julho de 2014. Arquivado do original em 28 de setembro de 2013 
  20. Gustavo Vidal (14 de novembro de 2012). «Ex-Rouge, Lissah Martins, pode ser protagonista da nova versão de Chiquititas». Blog TV Tudo. Consultado em 2 de Julho de 2014 
  21. «Manuela do Monte, ex-Globo, deve ser protagonista de 'Chiquititas' no SBT». Pure People. 10 janeiro 2013. Consultado em 2 de Julho de 2014 
  22. Beatriz Bourroul (29 de janeiro de 2013). «Chiquititas: Manuela do Monte será a nova Carolina». Revista Quem Acontece. Consultado em 2 de Julho de 2014 
  23. «SBT divulga nomes do elenco de 'Chiquititas'». CARAS Online. 7 de Fevereiro de 2013. Consultado em 2 de Julho de 2014 
  24. Renan Botelho (26 de Fevereiro de 2013). «Gésio Amadeu, o Chefe Chico de 'Chiquititas', trocou remake por novela global». CARAS Online. Consultado em 2 de Julho de 2014 
  25. Renan Botelho (23 de Abril de 2013). «Vejam quem são os atores do remake de Chiquititas». Folha de S. Paulo. Consultado em 2 de Julho de 2014 
  26. «Guilherme Boury já estuda capítulos de 'Chiquititas': 'O Youtube salva', brinca». CARAS Online. 9 de Janeiro de 2013. Consultado em 2 de Julho de 2014 
  27. Flávio Ricco e Colaboração José Carlos Nery (9 de Janeiro de 2013). «SBT repete atores de "Carrossel" no elenco de "Chiquititas"». Bem Paraná. Consultado em 2 de Julho de 2014 
  28. «SBT contrata apresentadores da "TV Globinho" para a novela "Chiquititas"». natelinha. 13 de Janeiro de 2013. Consultado em 2 de Julho de 2014. Arquivado do original em 20 de janeiro de 2013 
  29. Carol Gregnanin (17 de Janeiro de 2013). «Exclusivo: SBT contrata filho de Emilio Surita, Letícia Navas e Amanda Acosta para o elenco de 'Chiquititas'». IG Colunistas. Consultado em 2 de Julho de 2014 
  30. Nilson Xavier. «Chiquititas». Teledramaturgia. Consultado em 29 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 5 de junho de 2012 
  31. a b c d Nilson Xavier. «Chiquititas». Teledramaturgia. Consultado em 29 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 4 de dezembro de 2013 
  32. a b Francisco Martins da Costa (22 de novembro de 1999). «"Luz Clarita" substitui "Chiquititas" de novo». Folha de S. Paulo. UOL. Consultado em 29 de janeiro de 2014 
  33. «SBT põe no ar 'Chiquititas mexicanas'». Folha de S. Paulo. UOL. 3 de janeiro de 1999. Consultado em 29 de janeiro de 2014 
  34. Daniel Castro (11 de janeiro de 2001). «Com "Éramos Seis", SBT ensaia volta de novelas». Folha de S. Paulo. UOL. Consultado em 29 de janeiro de 2014 
  35. Daniel Castro (28 de dezembro de 1997). «O SBT CONTRA-ATACA». Folha de S. Paulo. UOL. Consultado em 29 de janeiro de 2014 
  36. Mariana Scalvo (7 de dezembro de 1997). «'Chiquititas' inaugura nova fase». Folha de S. Paulo. UOL. Consultado em 29 de janeiro de 2014 
  37. «Domingo é dia de ver Chiquititas». JC OnLine. 5 de julho de 1998