Chiquititas (1997)

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Chiquititas
Argentina Chiquititas
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Infanto-Juvenil
Duração 45 min
Criador(es) Cris Morena
Gustavo Barrios
Patricia Maldonado
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Herman Abrahamsohn
Celina Amadeo
Produtor(es) Telefe
Apresentador(es) Teaser's do SBT
Elenco Flávia Monteiro
Alex Benn
Nelson Freitas
Marcos Pasquim
Carmo Dalla Vecchia
Débora Olivieri
Magali Biff
Bianca Rinaldi
Larissa Bracher
Fernanda Souza
Gisele Frade
Paulo Nigro
Jiddu Pinheiro
Carla Diaz
Bruno Bezerra
Jonatas Faro
Débora Falabella
André Cursino
ver mais
Tema de abertura "Remexe" (1997)
"Mexe Lá" (1998)
"Mexe Já" (1999.1)
"Me Dá Um CH" (1999.2)
"Sempre Chiquititas" (2000-2001)
Exibição
Emissora de televisão original Brasil SBT
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 28 de julho de 1997 - 31 de julho de 1998 (1ª temporada)
3 de agosto - 25 de dezembro de 1998 (2ª temporada)
5 de abril - 31 de julho de 1999 (3ª temporada)
12 de julho de 1999 - 31 de dezembro de 1999 (4ª temporada)
17 de abril de 2000 - 19 de janeiro de 2001 (5ª temporada)
N.º de temporadas 5
N.º de episódios 807 (302, 1ª temporada)

126 (Reprise)

Cronologia
Último
Os Ossos do Barão
Fascinação
Próximo
Programas relacionados Chiquititas (1995)
Chiquititas (1998)
Chiquititas (2000)
Chiquititas (2006)
Chiquititas (2007)
Chiquititas (2013)

Chiquititas é uma telenovela brasileira produzida pelo canal argentino Telefé em parceria com o SBT, escrita pela autora Argentina Cris Morena com a ajuda de autores brasileiros. Foi uma adaptação da original Argentina, tendo cinco temporadas e ficando no lugar da mexicana Maria do Bairro, a partir de 28 de julho de 1997.[1]

Baseada na versão original de mesmo nome criada e produzida por Cris Morena, a Novela narra a história de um grupo de órfãos que vivem em uma mansão, conhecida como Raio de Luz, cujas vidas são tocadas e alteradas por Carol. Suas experiências, tais como descobrir o primeiro amor, decepções, solidão e amizade, bem como aventuras de fantasia, são retratadas ao longo da Trama. A narrativa é reforçada por temas musicais e videoclipes.[2] A novela brasileira foi transmitida por cinco temporadas, até que o contrato do SBT com a Telefé terminou em 2001.

Em 19 de setembro de 2012, o SBT anunciou a compra dos direitos da telenovela pela sua proprietária, a rede de televisão da argentina Telefe. O remake escrito por Íris Abravanel estreou em 15 de julho de 2013, sucedendo a novela Carrossel.[3] [4] Ao contrário da primeira versão, a nova produção de Chiquititas é totalmente feita no Brasil, sem envolvimento da Argentina.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Primeira temporada (1997)[editar | editar código-fonte]

Exibição Original: 28 de julho de 1997 até 2 de janeiro de 1998

Quantidade de Caps: 138
Tema de abertura: Remexe

Logo após Gabriela teve um filho, seu pai José Ricardo Almeida Campos seqüestrado sua neta porque, como um homem muito conservador, ele não podia aceitar a ideia de que sua filha se envolveu com um empregado. Como sua neta Mili precisa de um lugar para viver, ele cria um orfanato chamado "Raio de Luz". Mili cresceu nesta manção ao lado de outras meninas que chegaram mais tarde. Suas companheiras são Bia, Ana, irmãs Tati e Vivi, e Cris. Conforme os anos passaram, as meninas tornaram-se uma família. Elas são supervisionados por Ernestina, uma zeladora rigorosa e engraçada do orfanato, e Chico, o Chef adorável muito amado pelas meninas. Emilia é a diretora do orfanato até Carmem, uma mulher ambiciosa que também é irmã de José Ricardo, toma essa posição.

No ínicio, uma nova garota conhecida como Pata entra no orfanato. Ela inicialmente não se dá bem com as outras meninas, porém mais tarde é bem aceita e torna-se uma grande amiga, principalmente de Mili. Neste orfanato cheio de esperanças e sonhos, cada uma das chiquititas, guiados por Mili, vão viver milhares de aventuras cheias de amor, amizade e diversão. Pata depois conhece seu meio-irmão, apelidado de Mosca. Inicialmente considerado um "delinqüente" por Carmem, ele então se torna-se o primeiro menino no local, despertando sentimentos de Vivi e Cris . No fim da temporada Ernestina é chantageada por Cinthia, que estava no cargo de diretora, e acaba fugindo do orfanto; ela então é substituída por Matilde, sua irmã gemêa sem que ninguém suspeite. Ela faz várias maldades com as crianças a pedido de Cinthia que sabia de toda a verdade.

A vida das meninas vai se transformado por Carolina, ou Carol, uma jovem que trabalha em uma das fábricas da família Almeida Campos. Carol vive com sua amiga Clarita e seu irmão um pouco malandro Beto. Eles cuidam de Dani, uma menina que recentemente perdeu a mãe, Letícia. Na fábrica, Carol encontra Junior, filho mais velho de Ricardo, um economista que viveu em Londres e está de volta a São Paulo, devido ao trabalho.

Eles se apaixonam, mas José Ricardo, esnobe, fará de tudo para mantê-los separados. Sua filha, Gabriela, tornou-se mentalmente afetada desde que ela acredita que sua filha morreu, na verdade, uma mentira seu pai lhe disse logo após Mili nasceu. Seu estado grave é suavizado por Mili-se, tanto inconscientes de seus laços de sangue.

No fim da temporada José Ricardo decide contar a verdade sobre Mili, mas acaba sofrendo um acidente que causa sua morte. Junior e Carolina se separam depois de várias mentiras geradas por seu pai. Ele acaba indo para Londres com Gabriela e acaba se casando lá. Dani após ir para o orfanato acaba se tornando paraplégica ao cair da sacada do orfanato.

Segunda Temporada (1998)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Chiquititas 98

Exibição Original: 3 de janeiro de 1998 até 1 de agosto de 1998

Quantidade de Caps: 180
Tema de abertura: Mexe Lá

Depois da trágica morte de Ricardo, sua irmã Carmem é escolhido para estar no comando de sua fortuna. Ela consegue manter o segredo que Ricardo mais queria proteger: as verdadeiras origens da Mili. Enquanto isso, é um novo começo na vida de Carol, uma vez que ela foi nomeada a nova diretora do orfanato pelo próprio Ricardo, antes de morrer em um acidente de carro na temporada anterior. Júnior deixou São Paulo mais uma vez, desta vez com Gabriela, que procuram tratamento psicológico para ela. Devido à distância, Carol  conhece um novo homem em sua vida, doutor Fernando Brausen. Brausen é fisioterapeuta de Dani depois do acidente que ela sofreu.

Carol também encontra uma menina abandonada nas ruas, chamada Maria, que acaba sendo levada para o orfantado também. Desde as meninas restantes começam a interagir com os meninos recém chegados; Mili descobre seu primeiro amor quando ela conhece Júlio. Maria mais tarde descobre que sua boneca favorita Laurinha, que acaba ganhando vida.

Maria descobre um misterioso  homem que se veste como “Fantasma da Opera”, que vive dentro das áreas escondidas da mansão, chamado Miguel. Ele é um amigo de Fernando do passado, que julgavam morto após um acidente de avião. O homem, na verdade, sobreviveu ao acidente, que deixou uma cicatriz no rosto. Além disso, Miguel acredita que uma das chiquititas residentes é sua filha perdida, ela possivelmente sendo Bia, Cris, ou Mili. Ele ajuda a Maria na busca de sua mãe. Maria encontra sua mãe no decorrer da temporada; Esther explica que, desde que ela era infértil, seu segundo marido se tornou abusivo e depositou o seu ódio para a menina. Maria foi então abandonada por sua mãe, que temia o pior. A mulher arrependida, mais tarde, volta a encontrar a menina, mas devido a uma doença grave morre após o reencontro.

Anteriormente alcoólica, o pai de Vivi e Tati volta para suas vidas reabilitado, com o objetivo de reconquistar sua filhas, após várias tentativas eles conseguem e acabam indo embora do luga. Ana e Fabio são adotados por um executivo de negócios . Dani acaba encontrando seu pai e também vai embora junto com Thiago. Bia também é adotada antes do fim da temporada.

Na reta final Matilde finalmente entrega o testamento de José Ricardo para Carmen; essa era a única prova que ela precisava. Ernestina acaba voltando e desmacarando a irmã e assim reassume seu lugar. Arrependida pelo que fez, Matilde da todo o dinheiro que recebeu de Carmen para Ernestina para que esta abra seu próprio Orfanato. Ela parte para África na busca pela sua aranha de estimação que fora enviada para lá por Carmen. Ernestina então, junto com Chico e sua sobrinha Polly, partem para o interior e inauguram um novo orfanato.

Terceira temporada (1999)[editar | editar código-fonte]

Exibição Original: 3 de agosto de 1998 até 25 de dezembro de 1998 - 5 de abril de 1999 até 9 de julho de 1999
Quantidade de Caps: 105 (1998) + 70 (1999) = 175
Tema de abertura: Mexe Lá - 2ª versão de elenco (1998) - Mexe Já (1999)

* Na metade da 3ª temporada de 'Chiquititas' entrar no ar, o SBT exibiu a novela infantil Luz Clarita entre janeiro e abril de 1999. Carmem finalmente consegue fechar o orfanato. No entanto, Carol e os jovens recebem a ajuda de um misterioso homem chamado Pedro Vega que doa sua antiga mansão para eles. A enorme e bela mansão está localizada na esquina do Beco da Harmonia. Em seu interior, inicialmente assustadores, eles vão se encontrar Helena, governanta da casa, uma amarga e maldosa mulher que mantém sua neta Lúcia trancada em um quarto sem janelas, a fim de "protege-lá”. No bairro, os jovens fazer novos amigos. Sua vida começa a mudar já que alguns deles estão deixando a infância para trás e estão começando a crescer, à medida que experimentar seu primeiro amor e vai perceber o poder da amizade. Um dos órfãos, menino travesso Neco, logo descobre Lúcia e torna-se seu amigo para a vida, mostrando-lhe o mundo e, gradualmente, fazendo dela parte de sua família, contra a vontade de Elena. Mosca (o primeiro órfão masculino bem recebido pelo orfanato) logo descobre que ele tem uma doença óssea grave, e enfrenta esse obstáculo particular nesta temporada.

A relação entre Carol e Fernando será dilacerada graças a Andréa, ex-noiva de Fernando, e seu filho Diego. Um homem sem escrúpulos chamado Felipe Mendes Ayala demonstra interesse por Maria, a quem Carolina tornou-se praticamente mãe e eles vão lutar em tribunal por sua custódia.

Tati volta para a mansão devido à sua não adaptação às condições de sua família, também porque ela excessivamente falta de seus amigos. Será que ela experimentos primeiros sentimentos de amor com Tatu, um dos rapazes do lugar. Fran e Samuca começar a ser mais do que amigos, mas Marian e Bel interferir em seu relacionamento. Marian é uma orfã que chega para causar problema aos demais; Bel reside no Beco Harmonia e é a melhor amiga de Lila e Janu, uma menina que está divida entre Mosca e André. Lila também desenvolve seus sentimentos por Mosca, apesar da desaprovação de sua mãe. Cris cansada das ações de Marian sempre sair empune vai embora para o orfanto de Ernestina. É abandona nas portas do orfanado uma menina chamada Nádia, que acaba criando uma rivalidade com Maria, mas depois ambas se tornam muito amigas.

Gabriela retorna curada para São Paulo, ela e Mili se reaproximam a cada dia com Carmem seguindo-os de perto, tentando impedi-lás de saber o segredo e os seus verdadeiros laços. Ela se junta forças para Marian para dificultar a vida de Mili. Devido a obras de Marian, Mili acaba cega após um acidente, e rouba seu lugar como verdadeira filha de Gabriela e namorada de Luca. Mas no final, a verdade vai finalmente é revelada. Os jovens também vai explorar segredos mais bem guardados na casa, envolvendo mistérios, mágica, fantasia, e um tesouro escondido, também almejado por Carmem.

Como na versão original, durante esta temporada o primeiro orfanato Raio de Luz é fechado e reaberto em uma nova mansão.  Além disso, algumas das histórias mais pesadas e melodramáticas foram retiradas. A personagem mais popular da série Mili, a protagonista interpretada por Fernanda Souza, se despede e vai para uma nova vida com sua mãe.

Quarta temporada (1999)[editar | editar código-fonte]

Exibição Original: 12 de julho de 1999 até 31 de dezembro de 1999
Quantidade de Caps: 125
Tema de abertura: Me Dá um Ch

Sinopse: A quarta fase começa com a volta de Helena. Bem rica, ela informa que é a nova dona do orfanato, logo ela compra e amplia os limites do mesmo, construindo um salão de jogos para as crianças. A mesma também finge que mudou, se passando por boazinha, mas, na verdade, é tudo um plano para expulsar as crianças do lugar. Para ajudá-la nas maldades contra as crianças, a megera resolve adotar Simão (Thiago Santana) e Hannelore (Stefany Britto), dois amigos que viviam num obscuro orfanato e os leva para o "Raio de Luz". Lila e Mosca, agora como um casal, terão que enfrentar o descontentamento da mãe da menina, que é contra o relacionamento dos dois. Tati se perde na selva, sendo ajudada, mais tarde, por um menino chamado Yago. Eles se tornam amigos e a chiquitita decide levar o menino para morar no orfanato. Nessa temporada também entram mais crianças, como a tímida Cecília (Maiara Otero), o valente Bernardo (Vanderson Paulino), que irá disputar o amor de Bel com Zeca, o pequeno Bento (Rafael Perez Dutra) e Guido (Cauã Bernard Souza), que decide se instalar no orfanato para investigar se Neco é seu irmão biológico. No decorrer da temporada Matilde retorna com a memória perdida, dizendo que se chama Martirio, até que com ajuda de Helena, recupera a memória e jura se vingar de todos do orfanato. No fim da temporada Helena foge do orfanato e Ernestina volta para tentar ajudar Matilde, porém a mesma é sequestrada pela irmã que se passa por ela novamente e assim toma a direção do orfanato e expulsa Carolina de lá. Após ela ser desmascarada as crianças pensam que finalmente terão paz, porém com a fuga de Helena todos os seus bens vão a leilão, inclusive o Raio de Luz, fazendo que assim as crianças tenha que fugir de lá, juntos com Estrela, que é afilhada de Matilde.

Quinta temporada (2000-2001)[editar | editar código-fonte]

''Exibição Original: 17/04/2000 até 19/01/2001
Quantidade de Caps: 205
Tema de abertura: Sempre Chiquititas

Houve uma segunda etapa de 'férias' para a novela. Entre janeiro e abril de 2000, foi exibida a telenovela infantil O Diário de Daniela, que se tornou um imenso sucesso na época.

Débora Falabella interpretou a protagonista da quinta temporada, Estrela.

Depois da demolição do orfanato e diante da terrível possibilidade de serem separados e enviados para distintas instituições, os meninos fogem de São Paulo guiados por Estrela e Alfredo até que, finalmente, chegam em São Dionísio - pequeno povoado rural onde vive Tunico, o avô de Estrela, num antigo e pitoresco celeiro.

Tudo parece bem. Os meninos se sentem livres e felizes com a possibilidade de continuarem juntos. Mas nem tudo são flores naquele bueólico recanto: quando chegam, o lugar está abandonado e Tunico desapareceu; o celeiro está a ponto de ser demolido, pois encontra-se no meio de um bosque que será explorado comercialmente por uma poderosa empresa madeireira; os vizinhos ricos da casa em frente se mostram hostis, principalmente com Estrela, por antigos e pendentes problemas familiares. Precisam se esconder, pois surgem inúmeras pessoas interessadas em revelar que eles chegaram no lugarejo fugidos de São Paulo. E como se não bastasse, Rian, filho de Tunico, volta dos Estados Unidos depois de uma longa temporada, trazendo Cora, a namorada e uma desagradável surpresa : os dois são os principais impulsores do projeto de desmatamento.

Estrela cresceu no bosque e o ama tanto quanto o velho Tunico, que a criou. Sente que precisa fazer alguma coisa para evitar sua destruição. Os meninos resolvem ajudá-la e acabam por descobrir que os inimigos são muitos e alguns deles lobos em pele de cordeiro (como no caso de Cora, à princípio amável e compreensiva). Mas nossos meninos também descobrem que, nos momentos mais inesperados, é possível encontrar um amigo, alguém que os ajude a lutar pelo sonho de encontrar um lugar no mundo.

Dentro do celeiro há uma árvore que cresceu com Estrela e que é parte de sua própria história. Uma árvore generosa dentro da qual os meninos descobrirão a entrada para um mundo fantástico. Embaixo de suas raízes há um formigueiro aparentemente abandonado, com caminhos que levam a lugares insólitos.

Primeiro descobrem que um desses caminhos leva até à casa em frente. Logo depois chegam muito mais longe : outros dois caminhos subterrâneos levam a um Bosque Encantado e a um lugar tenebroso, que os meninos batizam de Bosque do Terror - onde aparecerão incríveis personagens. Flores que falam e produzem milagres, formigas boas e más, pássaros estranhos com misteriosos poderes, fontes mágicas e outras surpresas inimagináveis. Os meninos menores descobrem esse mundo fascinante e logo passam a perceber que tudo é tão encantador quanto perigoso.

Enquanto isso, os mais velhos vão se relacionar com outros jovens do povoado e daí nascem romances e desencontros. A história desse ano está repleta de aventuras românticas, mas igualmente recheada de momentos onde aflora a solidariedade e o respeito pela sabedoria daqueles que já viveram muito e sabem passar adiante suas experiências.

Solidariedade que é comprovada em momentos limites, quando uma das órfãs do orfanato necessita de um transplante de rins ou quando vô Tunico fica cego e precisa contar com a inestimável ajuda de todos. Histórias de profunda comoção que pretendem retratar a importância da doação de órgãos, como meio de preservar e estender a vida, e a questão da valorização do idoso - fonte de experiência e aprendizagem diante da ainda frágil e muitas vezes equivocada visão da juventude. Lições duras de aprender, mas extremamente úteis para as crianças do Raio de Luz.

Um dia, porém, recebem um notícia inesperada: o avião que trazia Carolina de volta para o Brasil acabou caindo. Todos acreditam que é o fim. Mas sempre há uma gotinha de esperança naquelas que levam sua "criança" dentro do coração ...

É um ano de grandes sonhos e pequenos triunfos, que vão ajudar as crianças a entender melhor o mundo dos adultos. Uma vez mais, aprenderão que tudo o que buscamos na vida, está sempre dentro de nós. E o segredo para encontrar o que tanto perseguimos é deixar falar a, criança que, por vezes, dorme em nosso coração.

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As crianças
  • Aretha Oliveira - Pata (Jime)
  • Elisa_Veeck - Fran (Camila/Pato)
  • Sthefany_Brito - Hannelore (Luisana)
  • Vivian Marques - Bel (Barbarita)
  • Marina Beluzzo - Lúcia (Lucia/Anita)
  • Bruna_Guasco - Bruna (María)
  • Greta_Antoine - Inês (Ines)
  • Raissa Medeiros - Talita "Tali" (Natalia "Tali")
  • Pierre Bittencourt - Mosca (Mosca)
  • Allan César Dias - Neco (Roña/Santiago)
  • Chico Abreu - Tatu (Coco)
  • Jander Veeck - Zeca (Corcho/Batista)
  • Caio_Romei - Cassiano "Ruivo" (Titan)
  • Bruno Gagliasso - Rodrigo Bragança D'Ávila (Mariano)
  • Yuri Xavier - Yuri (Felipe)
  • André_Cursino - Álvaro (Javier)
  • Giovanni_Delgado - Lucas (Agustín "Agus")
  • Gabriel Belluzzo - Maurício
  • Kayky_Brito - Fabrício (Títan)
  • Lucas Lourenço - Matheus
  • Fagner Honorato - Bruno


Uniformes principais[editar | editar código-fonte]

Os uniformes são usados pelos protagonistas mirins da novela. É trocada a cada ano ou semestre nas temporadas de Chiquititas. ei-las:

  • 1ª Temporada:

No primeiro semestre, o uniforme da primeira fase em que entrava apenas as meninas, era de vestido bebê da cor verde com blusa branca (algumas vezes, aparecem de manga comprida e outras vezes, de manga curta pelo uso dos aventais) e usava tênis e meia branca. Às vezes, usam aventais com listras verticais.

No segundo semestre e com a chegada dos meninos, o uniforme foi alternado. As meninas usavam uma blusa xadrez roxa, vestido cinza com contorno preto, calçava a meia vermelha e sapatilha preta. Os meninos usavam blusas abotoadas e calça cinza (ambos da mesma concepção das meninas) e tênis azul. Este traje foi usado novamente pela apresentadora e ex-Vivi Renata Del Bianco para homenagear a novela que trabalhou e também da nova versão.

  • 2ª Temporada:

No primeiro semestre, usavam colete vermelho, blusa branca e um short saia jeans escura (algumas de macacão), os meninos usam o mesmo modelo do colete, mas a blusa tem contorno e calça comprida e todos usam meia branca com tênis vermelho americano.

Voltou a ser usada a partir do fim da temporada e no primeiro semestre da 3ª temporada.

Na segunda metade, o colete vermelho foi substituído por uma blusa xadrez de manga comprida (para elas), já para eles, voltaram a usar o colete, desta vez em cima deste mesmo modelo.

  • 4ª Temporada:

O novo uniforme estreou no segundo semestre daquele ano, eles usam nova blusa xadrez de manga comprida com sapato marrom. As meninas usam o vestido xadrez com avental azul marinho e os meninos usam uma camiseta cinza e calça jeans.

  • 5ª Temporada:

Eles usam blusa branca e botas de borracha, as meninas usam um vestido cinza que mostra a calça e os meninos usavam uma calça cinza, feitas com as cortinas da casa grande.

Produção[editar | editar código-fonte]

Silvio Santos, dono do SBT, desejava inicialmente que a novela fosse chamada de Pequeninas, já que é a tradução literal de "Chiquititas" para português do Brasil.[5] A atriz Flávia Monteiro fez a protagonista adulta desta versão, interpretada por Romina Yan na série original, e tomou aulas de canto para cantar seus temas musicais por si mesma, sem a necessidade de dublá-los.[6] [7]

Em 1998 (segunda temporada), produzida por Roberto Monteiro, foi contratado o roteirista Caio de Andrade para traduzir e adaptar a Novela argentina. Andrade trabalhou no roteiro até última temporada de Chiquititas, em 2000.

As músicas foram traduzidas e adaptadas para o português brasileiro por Caion Gadia[nota 1] ,[8] e de forma diferente da versão original, a maioria dos atores dublaram as vozes de cantores profissionais em seus temas. As exceções foram Flávia Monteiro, Gésio Amadeu, Omar Calicchio, Magali Biff e Débora Olivieri, do elenco adulto.

A novela brasileira começou em 1997, quando a versão argentina estava em sua terceira temporada, e foi filmada em Buenos Aires, nos mesmos estúdios Telefe e locais utilizados para a série original, com Buenos Aires sendo aparecendo como São Paulo no enredo. Com exceção de "Até 10" e "Sinais", todos os videoclipes foram filmados no Brasil, utilizando locais como o parque do Museu Paulista, a Avenida Paulista, o Theatro Municipal de São Paulo e o Memorial da América Latina, entre outros por todo o país. Os clipes "Passarinho", "Liberdade", "Estrela", "Não Pode Ser" e "No Começo" da 5ª temporada, foram filmados em Fernando de Noronha.[9]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Flávia Monteiro interpretou Carolina Correia, funcionária da Fabrica Pureza, que foi fundado por José Ricardo (Rogério Márcico), também dono do orfanato Raio de Luz. Mili (Fernanda Souza) foi a primeira a chegar ao orfanato, que contêm a travessa Bia (Gisele Frade), seguido dos órfãos Ana (Beatriz Botelho), Binho (Luan Ferreira), Cris (Francis Helena), Dani (Giselle Medeiros), Fábio (Fábio Brucci Wu), Janu (Karen Roca), Lúcia (Marina Belluzzo), Maria (Carla Díaz), Nádia (Victória Rocha), Marian (Mariane Oliva), Mosca (Pierre Bittencourt), Pata (Aretha Oliveira), Rafa (Filipe Chamas), Samuca (Jonatas Faro), Tati (Ana Olivia Seripieri), Thiago (Thiago Oliveira) e Vivi (Renata Del Bianco), da boneca Laura (Laura Feliciano), da zeladora Ernestina/Matilde (Magali Biff), do cozinheiro Chico (Gésio Amadeu), da diretora Emilia (Maria Estela) e Polyana (Polyana Lopez) que é afilhada de Chico e vai morar no orfanato após seu pai morrer.

Junior Almeida Campos (Alex Benn) é irmão de Gabriela (Cláudia Santos), uma jovem inválida que está sob cuidados de sua tia malvada Carmen (Débora Olivieri) e da governanta Valentina (Neusa Maria Faro). Tobias (Carlos Weigle) é o noivo de María Cecília (Carmela Medeiros), filha de Fernanda Veiga Lopes (Bibi Vogel) a suposta dona da fábrica Pureza. Beto (Jiddu Pinheiro) é um jovem malandro e preguiçoso, mora junto com sua irmã Carolina, Clarita (Luciana Vicente) e Letícia (Cecília Arellano), a mãe de Dani.

Mateus Carrieri atua como Miguel, ex-namorado de Gabriela. Rico e vaidoso, Júlio (Paulo Nigro) é um parente distante da família dos Almeida Campos, filho da prima de Carmen. Juca (Luiz Fernando Petzhold) fugiu do reformatório em que morava. Ele se unirá a Carmen para fazer várias maldades. Mathias (Bruno de Andrade) é um garoto rico que mora com seus pais. Namora Vivi por um tempo, sem saber que ela é órfã. Cinthia (Fabiana Uria) é uma modelo bonita e elegante que precisa interromper sua carreira devido à idade. Usa seu charme para conquistar o empresário Dr. José Ricardo. Ambiciosa e manipuladora, tem o objetivo de conseguir a posse da casa onde funciona o orfanato Raio de Luz, que era propriedade de seus pais, enquanto Fábio Aste interpreta Armando, vilão e braço direito de José Ricardo.

A versão brasileira teve participações de atores argentinos como Alex Benn (Júnior). Pollyana López, que interpretou Poliana, participara do original como Mora.

Música[editar | editar código-fonte]

No Brasil, os álbuns gravados com a trilha sonora da novela tiveram grande sucesso de público. As canções eram, em sua maioria, gravadas por cantores profissionais adultos, jovens e crianças, e dubladas pelos atores da novela em videoclipes e shows. Quase todas as músicas da trilha sonora originaram videoclipes, que eram exibidos durante os capítulos da trama ou ao final, enquanto apareciam os créditos da novela. A atriz Flávia Monteiro expressou um grande talento também como cantora, quando deixou de dublar as canções para gravá-las com sua própria voz. A atriz Fernanda Souza afirmou que a voz nas músicas da sua personagem (Mili) não era dela[10] . Nota-se que a mesma intérprete teria gravado a música "Estrela" do último álbum da telenovela. Somente em 2000, se lançou na carreira solo com sua própria voz, que inclui um medley de Chiquititas e algumas canções que foram recentemente regravadas para a novela Carrossel.

As coreografias foram todas inspiradas nos antigos musicais estadunidenses e nos passos de Gene Kelly, Donald O'Connor e Fred Astaire. As coreografias eram mais femininas para as garotas e mais acrobáticas para os garotos.[2]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Logo após sua estreia, a telenovela tornou-se extremamente popular atraindo centenas de merchandising e vendendo mais de 3 milhões de álbuns. Ser parte do elenco se tornou um sonho entre muitas crianças brasileiras. E, em 1999, mais de 15.000 pessoas em São Paulo, 10.000 no Rio de Janeiro e 6000 em Recife participaram das audições para a terceira temporada da série, um recorde de maior seleção de elenco.[11] [12] Após as produções musicais lançadas na Argentina, a versão brasileira também teve apresentações musicais ao vivo em seu país, com todo o elenco principal, em 1998, quando a telenovela foi a terceira temporada. O elenco e a equipe deveriam estar em turnê por todo Recife, Fortaleza e Brasília, mas devido a questões orçamentais, a turnê foi cancelada e o grupo se apresentou apenas no Rio de Janeiro e São Paulo. Em 2000, quando Chiquititas Brasil estava em seu quinto ano, o videoclipe "Adolescente" chegou a ser exibido na antiga MTV Brasil.

Legado[editar | editar código-fonte]

Chiquititas foi uma das telenovelas mais longas da teledramaturgia brasileira, com seus 807 capítulos,[13] seria considerada a telenovela brasileira com mais capítulos exceto pelo fato do SBT interromper a telenovela a partir do final da 2ª temporada em 1998.[14] Neste período de férias de Chiquititas em 1999 e 2000, o SBT apresentava uma produção da Televisa, em 1999 foi Luz Clarita,[15] [16] em 2000 foi O Diário de Daniela[15] Após o encerramento de Chiquititas no final da 5ª temporada em 19 de janeiro de 2001, foi substituída por Gotinha de Amor[17] .

Em termos de Ibope, na 1ª temporada oscilava entre 12 pontos,[18] 17 pontos,[19] com médias acima dos 18 pontos.[14] A 1ª temporada fechou com média de 17 pontos. Sucessivamente, a audiência ia caindo. Já na 3ª temporada obteve 13 pontos de média, chegando a 9 pontos Na 5ª temporada, contra 43 de Uga-Uga da Rede Globo, no mesmo horário,[14] a 5ª temporada teve 10 pontos de média. Além disso, as mexicanas Luz Clarita e O Diário de Daniela registraram maior audiência que Chiquititas, 14 e 12, respectivamente e juntamente com o fim de contrato com a Telefé levaram o SBT à encerrar a telenovela.[14]

O SBT reprisou a primeira temporada de Chiquititas entre 22 de novembro de 2004 à 9 de abril de 2005, substituindo os desenhos animados Scooby-Doo e Os Flintstones, em 126 capítulos, às 18h00 e logo depois às 18h30. A reprise mostrou as histórias das órfãs do orfanato desde o começo. Meses depois, o SBT retirou a novela do ar e fora substituída pelo Programa do Ratinho. A Reprise teve 9 Pontos de média. Na reta final da reprise, os cortes estavam profundos nas cenas, os capítulos estavam sendo emendados uns aos outros e Chiquititas infelizmente foi tirada do ar com apenas um mini-resumo explicando os acontecimentos seguintes a partir dali.

Em 2007 o SBT exibiu Chiquititas 2000, a sexta temporada da versão original. A 7ª temporada não foi exibida pelo fato da temporada só poder ser exibida na Argentina e Israel. No ano seguinte, 2008, o SBT exibiu uma nova temporada, Chiquititas 2006, que recebeu o título de Chiquititas 2008.

Após deixar "Chiquititas" na primeira metade, Paulo Nigro, Renata Del Bianco, Gisele Frade, Beatriz Botelho, Gisele Medeiros, Luan Ferreira e Poliana Lopez montaram o grupo "As Crianças mais Amadas do Brasil", o elenco realizou diversos shows e lançou um CD com o mesmo nome da banda.[20]

De todo o elenco de Chiquititas que passou na novela de 1997 até 2001, um grande número teve êxito em produções fora do SBT: Fernanda Souza, Débora Falabella, Bruno Gagliasso, os irmãos Sthefany e Kayky Brito, Jonatas Faro, Carla Diaz, Nelson Freitas, Marcos Pasquim, Carmo Dalla Vecchia, Bianca Rinaldi, Elisa Veeck, Ana Olívia Seripieri, Débora Olivieri, Magali Biff, Gésio Amadeu, Bruno Gagliasso, Gustavo Haddad, Imara Reis, Paulo Nigro, Neusa Maria Faro, Rogério Márcico, Thiago Oliveira, Jiddu Pinheiro, Caio Romei, André Cursino, Ângela Correa, Ariel Moshe, Bruna Guasco, Cristina Sano, Fernando Neves, Gerson Steves, Giovanni Delgado, Greta Antoine, Karine Carvalho, Larissa Bracher, Lavínia Pannunzio, Manuela Assunção, Maria Estela, Mateus Carrieri, Nelson Baskerville, Roberto Arduim, Sebastião Campos, Thiago Farias e Thiago Pinheiro.

Diferenças entre a versão brasileira e argentina[editar | editar código-fonte]

  • Na 1ª versão, inicialmente existem 10 meninas no orfanato. No Brasil optaram por 8, pois as personagens Michelle e Romina participaram de cerca de 20 capítulos, sendo que saíram antes mesmo da novela ir ao ar.
  • A personagem Dani (Gisele Medeiros) inicialmente ficaria até a 4ª temporada, assim como sua personagem na Argentina, Sol (Daniella Mastricchio), porém de acordo com uma entrevista que atriz deu, sua mãe teve de voltar para o Brasil antes, sendo assim sua personagem saiu da trama mais cedo. Sendo assim a personagem Maria (Carla Diaz) que iria desenvolver a personagem Nádia, da Argentina (Nadia Di Cello), acabou assumindo ambas as personagens, incluindo a famosa música "Coração com Buraquinhos". Com a entrada de Nádia (Victória Rocha), aparentemente a situação se normalizou, porém a mesma era a versão brasileira de Mora; sendo assim Nadia acabou sendo dividida entre Maria e Nádia e na quinta temporada as funções da personagem passaram para Bruna.
  • Cris (Francis Helena) também iria permanecer na novela até a 4ª fase, como sua personagem na versão original Georgi (Georgina Mollo); de acordo com a atriz ela acabou crescendo demais, forçando assim o fim antecipado na personagem. Como Tati (Ana Olívia Seripieri), Maru (Marianela Pedano) na versão Argentina, deveria sair na 2ª temporada, mas devido ao grande sucesso da personagem, a mesma foi mantida e assim acabou com a personalidade de romântica da personagem, incluindo a música "Apaixonada por Todos".
  • Na Argentina, mesmo após descobrir que Gaby é sua mãe, Milli continua a frequentar o orfanato até o fim da 3ª temporada. No Brasil, devido a divisão da temporada e o lançamento do disco somente em 1999 a personagem ficou de fora da abertura "Mexe Já" e dos clipes "Cantinho de Luz", "A Nossa Idade" e "É Só Querer".
  • Por motivos desconhecidos a personagem Tamara não foi inserida na trama do Brasil. Alguns dos acontecimentos da personagem foram transferidos para Marian.
  • Laura, que seria equivalente a Ana, teve um final diferente. Na transição da 2ª para a 3ª temporada ela simplesmente some e Belen apenas cita que os que foram estão bem. O mesmo ocorreu com Tamara. No Brasil a personagem é adotada por Roberta junto com Fábio.
  • Vários personagens sofreram mudanças em sua história, principalmente durante a 2ª temporada, antes da mudança de orfanato. Chico, que deveria permanecer até a 4ª temporada, saiu durante a 2ª, sendo substituído por Alfredo. Binho, que seria equivalente a Roña, saiu antes e Neco entrou em seu lugar; o mesmo ocorreu com Rafa (Corcho), que fui substituído por Zeca.
  • Na 1ª temporada, que cai da sacada do orfanato é Jimena (María Jimena Píccolo), a Pata(Aretha Oliveira) da versão original; na versão de 1997 quem cai da sacada e consequentemente fica paralitica é Dani.
  • As personagens Ernestina e Matilde foram muito mais aproveitadas na versão do Brasil do que na Argentina. No original, Ernestina (Gladys Florimonti) aparece somente na 1ª temporada em 1995, e Matilde (Suzana Ortiz) somente na 2ª temporada em 1996, sendo que ambas era pessoas distintas sem ligação alguma. Na versão brasileira ambas as personagens são interpretadas por Magali Biff, sendo irmãs gemêas; a partir da 2ª temporada Matilde se passa por Ernestina até ser desmascarada no fim de 1998. A mudança volta a ocorrer na 4ª temporada; devido a saída de Imara Reis, que interpretava Helena, antecipadamente. Não foi possível conseguir uma atriz para interpretar Martirio, que na versão argetina seria uma nova e cruel diretora do orfanato, sendo assim, colocaram Matilde que até então estava com memória perdida, pensando ser Martírio, na mesma temporada Ernestina volta e acaba sendo sequestrada pela irmã, que se passa por ela novamente.
  • Nota-se também que no Brasil, Matilde acaba se tornando boa ao fim da segunda temporada, tanto que chega a doar todo o dinheiro que ganhou de Carmen para que Ernestina abra seu próprio orfanato e mais tarde conta para Carolina que Milli é filha de Gaby. Na Argentina a personagem desaparece depois de ganhar o dinheiro de Carmen.
  • O orfanato de Ernestina não existiu no Original. No Brasil ele serviu para dar o fim a história de vários personagens, principalmente na 4ª temporada, que tiveram um fim diferente do planejado, como por exemplo Cris, Marian e Tati.
  • Durante a 3ª temporada argentina foram inseridos itens e acontecimentos mágicos na trama, junto com a mudança de orfanato, acontecimentos mais dramáticos e pesados foram amenizados. No Brasil o fato ocorreu na 2ª temporada; a boneca Laura e Miguel não existiam na trama original e foram inseridos para dar o toque mágico a trama. Na Argentina esses personagens foram inseridos apenas em 2000, porém com algumas mudanças: Miguel acabou se tornando Rafael, mas com uma história similar e a boneca Laura virou Tok, que tinha um visual de duende, que tinha a mesma aparência do boneco que Nádia (Maria da Argentina) tinha nas primeira temporadas.
  • As músicas "Viva a Vida" e "Penso em Ti" só tiveram clipes no Brasil; a segunda ainda foi usada como tema de Fran e Samuca, em 1998, na Argentina foi usada apenas em 1999, para Pato e Felipe.
  • Há uma série de contradições em relação a divisão das 3 primeiras temporadas no Brasil. Na Argentina a primeira temporada se encerra quando José Almeida Campos morre; a segunda temporada gira em torno das mudanças do orfanato e no fim a sua venda; na terceira há a mudança do orfanato e no decorrer da temporada a saída de Mili. No Brasil, quando José morre, no fim de 1997, o SBT não idealizou a pausa de um ano para o outro como houve na versão original e devido aos capítulos de sábado a trama andou mais rápido. Quando ouve a mudança de orfanato, ao invés de inserirem a música Mexe Já, apenas alteraram Mexe Lá. Após Milli descobrir sua origem ocorreu a primeira pausa e somente com o retorno da novela houve a mudança de abertura.
  • No Brasil, Carmen sai mais tarde da trama. A mesma surge após a saída de Milli, viuva de Pedro Vega, o então dono da mansão Rincon de Luz. No original quem casa com Pedro é Helena e Carmen é presa após a saída de Milli. Na 4ª temporada do Brasil, Helena retorna e diz que comprou a mansão de Carmen.
  • O final da 4ª fase e o início da 5ª sofreram grandes mudanças. Na primeira versão, o "ciclo" de Belén é encerrado nessa temporada: Temos praticamente um fim da novela, onde Belén Fraga (Romina Yan) adota as crianças, é mostrado o futuro de algumas na "Janela da Esperança". No início da temporada seguinte, apesar da repetição de alguns atores, todos os personagens são "novos", sendo que a única ligação com os personagens anteriores seria o "Livro da Vida". No lugar de Belen entra Ana Pizarro (Grecia Colmenares) que cuida das crianças no celeiro. No remake brasileiro, não houve o fim de ciclo: ao fim da 4ª temporada os bens de Helena, incluindo o orfanato vão a leilão, forçando a todos fugirem de lá. Logo as crianças, com ajuda de Estrela (Débora Falabella), fogem para o celeiro do avô dela, dando continuidade a história. Carolina (Flávia Monteiro) também está presente nesta temporada.
  • Talvez a maior mudança seja em torno do final da novela. No Brasil se encerra na 5ª temporada, a do Celeiro, deixando algumas pontas soltas assim. O que aconteceu foi que no decorrer da 6ª temporada Argentina, uma crise assolou o país, fazendo com que os custos da novela fosse cortados. Os desentendimentos com a autora foram tão grandes que, a 7ª temporada que encerraria a trama foi duramente encurtada tendo apenas 10 capítulos. A essa altura o Brasil que iniciava as gravações da 6ª temporada teve de "voltar" e refazer o final da 5ª para concluir de uma forma que tivesse sentido. Se o remake continuasse por mais 2 anos, o final da 5ª temporada seria mais trágico, se seguisse a linha argentina: Carolina e Ryan morreriam em um acidente de avião, Cora colocaria fogo no celeiro e mandariam os órfãos para um reformatório (ficou conhecido como Orfanato Negro no original). Após conseguirem fugir de lá voltam para o antigo orfanato "Raio de Luz", até se deparem com Luz, que seria uma substituta para Carol. Já no final da trama, Mili e alguns do ex-órfãos voltariam para ajudar a crianças saírem das garras de uma nova diretora tirana; algo que seria curioso pois os personagens já se conheceriam.
  • Existe um boato de que ao fim da 4ª temporada Argentina, em 1998, os produtores tentaram convencer Romina Yan a ficar mais um ano na novela, para assim conclui-la e não "reiniciar" o ciclo. Porém a mesma não aceitou. Ficou então o mistério se a versão Argentina era para ter se encerrado da mesma forma que a Brasileira.

Remake[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Chiquititas (2013)

Anunciada em 19 de agosto de 2012, no ano em que Chiquititas Brasil completou 15 anos de sua exibição original, a nova versão foi realizada para substituir Carrossel, que estava no ar desde 15 de Julho de 2013. A trama é readaptada pela autora Iris Abravanel. As atrizes Fernanda Pontes, Lissah Martins (ex Rouge) e Tammy di Calafiori participaram dos testes para ser a nova protagonista adulta da novela, interpretada por Flávia Monteiro na versão brasileira anterior, e imortalizada por Romina Yan no original argentino.[21] Lissah, Fernanda e Tammy acabaram indisponíveis devido à agenda de shows da primeira com o possível retorno do Rouge, a permanência da segunda na Rede Globo para a novela Flor do Caribe, e a opção da última por se dedicar ao teatro.[22]

Após meses de rumores, o SBT confirmou a atriz Manuela do Monte no papel da garçonete do café botique, futura diretora do lar e figura materna dos órfãos.[23] [24]

A inesquecível Mili, anteriormente interpretada por Agustina Cherri e por Fernanda Souza, é vivida por Giovanna Grigio, que já apresentou o Band Kids, infantil da Rede Bandeirantes.[25]

João Acaiabe interpreta Chico, o adorável cozinheiro do orfanato, que é padrinho de Carolina e querido pelas chiquititas. O papel foi interpretado anteriormente por Gésio Amadeu, adaptado do personagem originalmente vivido por Alberto Fernández de Rosa. Acaiabe foi indicado pelo próprio Gésio, que chegou a ser convidado pelo SBT para reprisar o papel, mas o ator já estava escalado para Flor do Caribe, da Rede Globo.[26]

Lisandra Parede, que interpretou Débora em Rebelde, versão brasileira da Rede Record para a história original igualmente criada e produzida por Cris Morena, e Pedro Lemos também integram o elenco adulto. Lisandra é a secretária Maria Cecília, vivida por Carmela Medeiros em 1997, e por Guadalupe Uria no original. Pedro interpreta seu namorado Tobias, vivido anteriormente por Carlos Weigle em Chiquititas Brasil, e por Octavio Borro em Chiquititas. Também de Rebelde, o ator Paulo Leal assume o papel do carismático fisioterapeuta Fernando Brausen, anteriormente vivido por Fernán Mirás na novela argentina, e por Nelson Freitas em Chiquititas Brasil.

O mascarado Miguel, um personagem original de Chiquititas Brasil vivido por Mateus Carrieri, é interpretado por Daniel Andrade.[27]

Giovanna Gold vive a vilã Carmem Almeida Campos, irmã de José Ricardo, que após sua morte busca de todas as formas impedir que sua sobrinha Gabi e a chiquitita Mili descubram que são mãe e filha. A personagem foi vivida originalmente por Hilda Bernard, e por Débora Olivieri na versão brasileira. Sandra Pêra é a governanta dos Almeida Campos, Valentina, anteriormente interpretada por Mabel Landó, e por Neusa Maria Faro. João Gabriel Vasconcellos é Armando, vivido por Fabio Aste em Chiquititas Brasil, e por Hugo Consiansi em Chiquititas.

O ator Guilherme Boury é Junior, namorado de Carolina na primeira temporada da novela. O filho de José Ricardo, o proprietário do orfanato que não aceita o namoro dos dois, foi interpretado por Alex Benn em Chiquititas Brasil, e por Gabriel Corrado na novela argentina.[28]

O ator Roberto Frota interpreta José Ricardo Almeida Campos, vivido por Rogério Márcico na versão anterior, e por Jorge Rivera López na versão original.[29]

Os últimos apresentadores da TV Globinho, Emílio Eric Surita e Letícia Navas, interpretam Beto e Clara.[30] Clara era amiga de Carolina, professora de dança das chiquititas em 1997, foi vivida por Luciana Vicente, e por Trinidad Alcorta na história original. Jiddu Pinheiro interpretou Beto, o irmão atrapalhado de Carolina, vivido originalmente por Guido Kaczka.

A ex-integrante do Trem da Alegria, Amanda Acosta, é Letícia, amiga de Carolina e mãe da chiquitita Dani.[31]

Os atores da novela Carrossel, Jean Paulo Campos (Cirilo) e Larissa Manoela (Maria Joaquina) foram os primeiros membros do elenco infantil oficialmente confirmados no projeto.[32] Mas em sua fase pós-produção do elenco, os atores de Carrossel foram descartados do remake.[33]

Notas

  1. Caion Gadia faleceu em 29 de agosto de 2007, vítima de falência múltipla dos órgãos.

Referências

  1. Mariana Scalzo (27 de julho de 1997). «'Chiquititas' é 'Carrossel' reciclado». Folha de S. Paulo. Consultado em 21 de abril de 2015. 
  2. a b Guia do orfanato - Revista Veja (10/12/1997)
  3. «Remake de "Chiquititas" substituirá "Carrossel"; estreia está prevista para junho de 2013». UOL. 19 de setembro de 2012. Consultado em 20 de setembro de 2012. 
  4. «SBT fará remake de "Chiquititas" para substituir "Carrossel" em 2013». UOL. NaTelinha. 19 de setembro de 2012. Consultado em 20 de setembro de 2012. 
  5. «Chiquititas: Veja as meninas da novela 15 anos após a estreia». QUEM. 27/07/2012. 
  6. «As mordomias da chiquitita». ZAZ - ISTOÉ GENTE. 
  7. «Musa infanto-juvenil». A Notícia. 
  8. «Morre diretor musical do SBT Caion Gadia». Folha de S. Paulo. 
  9. «Destaque para a natureza». A Notícia. 
  10. «Fernanda Souza choca fãs ao declarar que nunca cantou em 'Chiquititas' | O POVO Online». www.opovo.com.br. Consultado em 2015-10-23. 
  11. «Sonho de gatinha». Revista Veja. 15/04/1998. 
  12. «Chiquititas: um fenômeno». DP. 5 de Julho de 1998. 
  13. Nilson Xavier. «Chiquititas». Teledramaturgia. Consultado em 29 de janeiro de 2014. 
  14. a b c d Nilson Xavier. «Chiquititas». Teledramaturgia. Consultado em 29 de janeiro de 2014. 
  15. a b Francisco Martins da Costa (22 de novembro de 1999). «"Luz Clarita" substitui "Chiquititas" de novo». Folha de S. Paulo. UOL. Consultado em 29 de janeiro de 2014. 
  16. «SBT põe no ar 'Chiquititas mexicanas'». Folha de S. Paulo. UOL. 3 de janeiro de 1999. Consultado em 29 de janeiro de 2014. 
  17. Daniel Castro (11 de janeiro de 2001). «Com "Éramos Seis", SBT ensaia volta de novelas». Folha de S. Paulo. UOL. Consultado em 29 de janeiro de 2014. 
  18. Daniel Castro (28 de dezembro de 1997). «O SBT CONTRA-ATACA». Folha de S. Paulo. UOL. Consultado em 29 de janeiro de 2014. 
  19. Mariana Scalvo (7 de dezembro de 1997). «'Chiquititas' inaugura nova fase». Folha de S. Paulo. UOL. Consultado em 29 de janeiro de 2014. 
  20. «Domingo é dia de ver Chiquititas». JC OnLine. 5 de julho de 1998. 
  21. Flávio Ricco (10/11/2012). «Atriz Fernanda Pontes faz teste para "Chiquititas"». Televisão UOL. Consultado em 2 de Julho de 2014. 
  22. Gustavo Vidal (14 de novembro de 2012). «Ex-Rouge, Lissah Martins, pode ser protagonista da nova versão de Chiquititas». Blog TV Tudo. Consultado em 2 de Julho de 2014. 
  23. «Manuela do Monte, ex-Globo, deve ser protagonista de 'Chiquititas' no SBT». Pure People. 10 janeiro 2013. Consultado em 2 de Julho de 2014. 
  24. Beatriz Bourroul (29/01/2013). «Chiquititas: Manuela do Monte será a nova Carolina». Revista Quem Acontece. Consultado em 2 de Julho de 2014. 
  25. «SBT divulga nomes do elenco de ‘Chiquititas’». CARAS Online. 7 de Fevereiro de 2013. Consultado em 2 de Julho de 2014. 
  26. Renan Botelho (26 de Fevereiro de 2013). «Gésio Amadeu, o Chefe Chico de 'Chiquititas', trocou remake por novela global». CARAS Online. Consultado em 2 de Julho de 2014. 
  27. Renan Botelho (23 de Abril de 2013). «Vejam quem são os atores do remake de Chiquititas». Folha de S. Paulo. Consultado em 2 de Julho de 2014. 
  28. «Guilherme Boury já estuda capítulos de 'Chiquititas': 'O Youtube salva', brinca». CARAS Online. 9 de Janeiro de 2013. Consultado em 2 de Julho de 2014. 
  29. Flávio Ricco e Colaboração José Carlos Nery (9 de Janeiro de 2013). «SBT repete atores de “Carrossel” no elenco de “Chiquititas”». Bem Paraná. Consultado em 2 de Julho de 2014. 
  30. «SBT contrata apresentadores da "TV Globinho" para a novela "Chiquititas"». natelinha. 13 de Janeiro de 2013. Consultado em 2 de Julho de 2014. 
  31. Carol Gregnanin (17 de Janeiro de 2013). «Exclusivo: SBT contrata filho de Emilio Surita, Letícia Navas e Amanda Acosta para o elenco de 'Chiquititas'». IG Colunistas. Consultado em 2 de Julho de 2014. 
  32. «Atores que interpretam Cirilo e Maria Joaquina estarão em "Chiquititas"». natelinha. 19 de Outubro de 2012. Consultado em 2 de Julho de 2014. 
  33. Francisco Almeida (24 de Abril de 2012). [tvfoco.pop.com.br/audiencia/larissa-manoela-e-jean-paulo-campos-nao-vao-participar-de-chiquititas/ «Larissa Manoela e Jean Paulo Campos não vão participar de “Chiquititas”»] Verifique |url= (Ajuda). TV Foco. Consultado em 2 de Julho de 2014.