Sangue do Meu Sangue (1995)

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Sangue do Meu Sangue
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 1h10min
Criador(es) Vicente Sesso
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Nilton Travesso e Del Rangel
Elenco Tarcísio Filho
Bia Seidl
Jayme Periard
Lucinha Lins
Lucélia Santos
Osmar Prado
Othon Bastos
Denise Fraga
Marcos Caruso
Jandira Martini
Tônia Carrero
Irene Ravache
e grande elenco
Exibição
Formato de exibição 480i ou 480p
Transmissão original 11 de julho de 19954 de maio de 1996
N.º de episódios 257
Cronologia
As Pupilas do Senhor Reitor
Razão de Viver

Sangue do Meu Sangue é uma telenovela brasileira produzida pelo SBT, exibida de 11 de julho de 1995 a 4 de maio de 1996.[1]

A trama original de Vicente Sesso, foi adaptada por Paulo Figueiredo e Rita Buzzar (substituídos pelo próprio Vicente Sesso), com direção de Nilton Travesso, Henrique Martins, Antonino Seabra e Del Rangel e direção geral de Nilton Travesso.

Enredo[editar | editar código-fonte]

A história se passa no Brasil do século XIX, nos tempos do Segundo Reinado. Para evitar que o desfalque que dera no banco do sogro fosse descoberto, Clóvis Camargo faz com que Carlos, o funcionário que poderia incriminá-lo, sofra um acidente com uma bomba. Carlos sobrevive, mas perde a memória e não se lembra mais da mulher Helena e dos filhos Lúcio, Cíntia e Ricardo.

Dez anos se passam. Perambulando pelas ruas, Carlos se junta à trupe mambembe de Raposo, que o acolhe, e recupera a memória. Passa então a acompanhar o dia-a-dia de sua família sem se revelar vivo e a lutar para que Clóvis pague por todas as maldades que cometera. Além do desfalque e da tentativa de assassinato, ele oprime a mulher, Júlia, tenta convencer a todos de que ela está louca e maltrata os escravos, entre outras atrocidades. Em meio à trama está a atriz Pola Renon, que era amante de Carlos e com sua suposta morte passou a ajudar a família dele, sem revelar nada sobre o romance. O filho mais velho de Carlos, Lúcio, se apaixona por Pola e vive os dramas desse amor em meio às maquinações pela abolição da escravatura, luta que conta com Júlia como aliada quando esta resolve se libertar das garras opressoras de um marido que não a ama.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Tônia Carrero, nesse remake, viveu Cecile Renon.
Lucélia Santos interpretou a sofrida Júlia Camargo.
Marcos Caruso era o Conde Giorgio de la Fontana.
Rubens de Falco era o Dr. Mário.
Othon Bastos era Machado.
Ator Personagem
Jayme Periard Carlos Resende
Tarcísio Filho Lúcio Resende
Bia Seidl Pola Renon
Osmar Prado Clóvis Camargo
Lucélia Santos Júlia Camargo
Lucinha Lins Helena
Rubens de Falco Dr. Mário
Guilherme Leme Juca
Denise Fraga Natália
Jussara Freire Salomé
Jandira Martini Rebeca
Marcos Caruso Conde Giorgio de la Fontana
Angelina Muniz Zulmira
Paulo Figueiredo Tenente Alexandre Paranhos
Yara Lins Mariana
Jandir Ferrari Artur
Flávia Monteiro Cíntia
Delano Avelar Maurício
Bete Coelho Fabrício / Fernanda
Douglas Aguillar Maurício Lopes
Rubens Caribé Ricardo
Marcela Muniz Carolina
Othon Bastos Machado
Suzy Rêgo Solange Deschamps
Ewerton de Castro Lourenço
Silvio Band Dom Pedro II
Ângela Figueiredo Heloísa
Gésio Amadeu Pedro
Marco Antônio Pâmio Quinzinho Cerdeira
Chica Lopes Bentinha
Kadu Carneiro José do Patrocínio
Luiz Serra Martins
Elisa Lucinda Beatriz
Tácito Rocha Inspetor Herculano
Suzy Camacho Baronesa
Newton Prado Dr. Fontes
Luciano Quirino André Rebouças
Rogerio Brissi Abolicionista
Amorim Junior Gastão
Bartho Raimundo Jornaleiro

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Magali Biff Suzana
Cacá Rosset Raposo
Luiz Guilherme Conde Cerdeira
Irene Ravache Princesa Isabel
Tônia Carrero Cecile Renon
Jiddu Pinheiro Lúcio
Wagner Santisteban Ricardo
Carmem Caroline Cíntia
Alana Rosseto Carolina
Cacá Pontes Quinzinho
Geovana Magagnin Vitória

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Jayme Periard, interprete de Carlos era pai de Lúcio, vivido por Tarcísio Filho que na vida real é quatro anos mais novo do que ele.
  • Inicialmente, a novela foi escrita pela dupla Rita Buzzar e Paulo Figueiredo. Porém, diversas mudanças na história original desagradaram Vicente Sesso, o autor original, e por isso ele acabou assumindo a autoria do remake.
  • Com a troca de autor, também foi trocada a abertura e a música.
  • A primeira abertura, uma das melhores já vistas até hoje no SBT, teve um tom meio ufanista. Tomou um hino cívico como tema musical. Em 1995, a vinheta alude à Lei do Ventre Livre de 1871, ao som do hinoi da Proclamação da República de 1889. Uma escrava dá a luz a um menino. O pai retira o bebê liberto do ventre de sua mãe, rompe seus próprios grilhões, e corre com a criança nos braços pelos campos do senhor. Ouvimos as estrofes do hino: "Liberdade, Liberdade, abre as asas sobre nós". Mas essa abertura seria substituída por outra, mais "amena", com cenas do elenco e da cidade cenográfica e outro acompanhamento musical.
  • Vale ressaltar a atuação brilhante de Osmar Prado que encarnou o vilão Clóvis Camargo com uma maestria gigantesca, prova disso que no ano de 1996, recebeu o Troféu Imprensa como melhor ator do ano de 1995, fato este nunca ter acontecido com um ator do SBT.
  • Dessa vez o SBT investiu fundo nessa produção: Sangue do Meu Sangue contou com a assessoria histórica de Ana Luiza Martins Camargo de Oliveira, historiadora da Secretaria de Estado da Cultura; e teve um orçamento superior ao das suas antecessoras: US$ 42 mil/capítulo.
  • Era exibida às 20h, com reprise às 21h40, como as anteriores Éramos Seis e As Pupilas do Senhor Reitor.
  • O ator Jiddu Pinheiro fazia pela segunda vez o personagem principal na primeira fase, na novela anterior As Pupilas do Senhor Reitor, ele fez o personagem Daniel das Dornas, que foi interpretado na segunda fase por Eduardo Moscovis e em Sangue do Meu Sangue ele fez Lúcio Rezendo, que na segunda fase foi Tarcísio Filho.

Referências

  1. «SBT estréia ``Sangue do Meu Sangue"». Folha Ilustrada. 11 de julho de 1995. Consultado em 4 de março de 2016