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Pequena Travessa

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Pequena Travessa
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Comédia romântica
Duração 60 minutos
Criador(es) Rogério Garcia
Simoni Boer
Baseado em Mi Pequeña Traviesa de Abel Santa Cruz
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Henrique Martins
Câmera Multicâmera
Roteirista(s) Ecila Pedroso
Elenco
Tema de abertura "Não Dá pra Resistir", Rouge
Tema de encerramento "Não Dá pra Resistir", Rouge
Exibição
Emissora de televisão original Brasil SBT
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 4 de novembro de 200215 de abril de 2003
N.º de episódios 140
Cronologia
Programas relacionados Mi pequeña traviesa

Pequena Travessa é uma telenovela brasileira produzida e exibida pelo SBT entre 4 de novembro de 2002 e 15 de abril de 2003, em 140 capítulos, substituindo Marisol, e sendo substituída por Jamais Te Esquecerei.[1][2][3][4] É um remake da telenovela mexicana Mi pequeña traviesa, de 1997 e a quarta das doze versões produzidas pelo SBT de obras originais da Televisa.[5] Foi adaptada por Rogério Garcia e Simoni Boer, com colaboração de texto e supervisão de Ecila Pedroso, direção de Henrique Martins, Jacques Lagôa, Sacha e David Grimberg e direção geral de Henrique Martins.

Conta com Bianca Rinaldi, Rodrigo Veronese, Rachel Ripani, Fábio Villa Verde, Ana Cecília Costa, Cláudio Fontana, Cynthia Benini e Nico Puig nos papeis principais.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Lista de telenovelas da Televisa

O Sistema Brasileiro de Televisão assinou um contrato de cinco anos com a Televisa em abril de 2001 que faria o SBT desembolar cerca de US$ 200 milhões em compras de textos e dublagens de novelas mexicanas.[1][6] Pícara Sonhadora, Amor e Ódio e Marisol foram produzidas e Pequena Travessa seria a próxima da parceria, com cada capítulo custando cerca de R$ 73 mil.[7]

Em 1997, Pedro Damián produziu e dirigiu a mexicana Mi pequeña traviesa, refilmagem da telenovela argentina intitulada Me llama Gorrión, obra original de Abel Santa Cruz. A versão mexicana foi protagonizada por Michelle Vieth e Héctor Soberón e foi produzida pela Televisa e exibida pelo El Canal de las Estrellas entre 8 de dezembro de 1997 a 24 de abril de 1998 em 100 capítulos.[8]

Produção[editar | editar código-fonte]

Para substituir Marisol, a direção do canal havia planejado fazer uma versão de Cañaveral de pasiones, exibida originalmente no México em 1996. Porém a ideia foi abortada quando a Rede Globo estreou Esperança, evitando competir com outra produção de cunho rural. Então decidiu-se fazer uma versão de Mi pequeña traviesa.[9] As gravações começaram em junho de 2002 e foram encerradas em janeiro de 2003, quatro meses antes da exibição final, o que culminou no ator Thiago Oliveira estar no ar simultaneamente em Pequena Travessa e Agora É Que São Elas, na Rede Globo.[10]

Escolha do elenco[editar | editar código-fonte]

Bianca Rinaldi, Daniela Cicarelli e Luiza Ambiel fizeram testes para interpretar a protagonista, sendo que a primeira ficou com o papel.[11][12][13] A apresentadora Renata Sayuri, fez sua estreia em telenovelas interpretando a gueixa Beth.[14][15]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Júlia (Bianca Rinaldi) é uma moça bondosa que cria seus irmãos, Tonho (Caio Romei) e Daniel (Emanuel Dória), desde a morte da mãe. Quando seu pai, Rafael (Walter Breda), fica paraplégico ao ser atropelado misteriosamente, Júlia começa a buscar um emprego para sustentar a família, porém se depara com poucas oportunidades para mulheres. Decidida a conquistar a vaga de office-boy na loja de Marcello (Luís Carlos de Moraes) e Rosa (Cláudia Netto), ela se disfarça de homem sob o nome de Júlio, mentindo que é seu irmão gêmeo e consegue o cargo. Paralelamente ela se apaixona por Alberto (Rodrigo Veronese), um advogado bem sucedido e de família rica, que é infeliz na profissão e sonha em ser cineasta, porém isso revolta Débora (Rachel Ripani), a então namorada dele. Usando de diversas artimanhas, a moça consegue afastar os dois e fazer o rapaz de casar com ela sob uma falsa doença, visando colocar as mãos em sua fortuna com a ajuda do amante Hugo (Cláudio Fontana) e da mãe Heloísa (Tânia Bondezan).

As coisas se complicam quando Júlia consegue outro trabalho como recepcionista em um escritório de advogacia, sem saber que é da família de Alberto, passando diversas confusões para conseguir lidar com os dois empregos e a proximidade do homem que ainda ama. Enquanto isso, ela passa a ser disputada por Caio (Fábio Villa Verde), um rapaz bondoso e trabalhador, e Mercúrio (Nico Puig), um valentão violento, que transformou a loja dos pais em faxada para o tráfico com sua gangue – formada por Joca (Pierre Bittencourt), Pato (Gustavo Haddad), Sem Chance (Gustavo Montellato), Caô (Marcelo Pio), Teca (Camila Thiré), Sheyla (Dayse Pinheiro), além do irmão de Júlia, Tonho, que vê a oportunidade de conseguir ajudar a família. O mau-caráter é rival nos negócios escusos de Samurai (Luka Ribeiro) e Zelão (Carlos Dias). Além disso, a irmã de Mercúrio, Baby (Ana Cecília Costa), também tenta atrapalhar o romance de Caio e Júlia, uma vez que é apaixonada pelo rapaz, chegando a mentir que o filho que espera de Pato é, na verdade, ele.

Ainda há outras histórias, como de Mariana (Ana Olivia Seripieri), que se apaixona por Júlio e vive o perseguindo, sem saber que ele é sua melhor amiga Júlia. Pilar (Cynthia Benini) é melhor amiga de Débora e acaba envolvida em suas armações sem perceber, porém ela passa a tentar desmascarar a mau-caráter ao perceber sua real índole. O pai de Alberto, George se envolve com a cínica Celine (Viétia Zangrandi) sem imaginar que ela é uma golpista, o que faz com que seu casamento chegue ao fim quando Fernanda descobre o caso. O advogado tenta se redimir quando percebe que a ex-mulher está em um relacionamento novo com Geraldo (Denis Derkian). (Marcelo Várzea) vive em crise em seu casamento com Alexandra (Lyliá Virna), uma vez que eles se casaram e tiveram filhos jovens demais. Já o delegado Guerra (Blota Filho) investiga as redes de tráfico de Mercúrio e Samurai.

Reprises[editar | editar código-fonte]

Foi reprisada pela primeira vez entre 11 de abril e 12 de agosto de 2005, em 90 capítulos, substituindo Pérola Negra e sendo substituída por Café com Aroma de Mulher.[16] Foi reprisada pela segunda vez entre 23 de abril e 18 de setembro de 2012 em 104 capítulos, substituindo Pícara Sonhadora e sendo substituída por Gotinha de Amor. [17][18]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Bianca Rinaldi Júlia dos Santos Perez / Júlio dos Santos Perez[11]
Rodrigo Veronese Alberto Miranda[19]
Rachel Ripani Débora Viana[11]
Nico Puig Fernando Meira (Mercúrio)[20]
Fábio Villa Verde Caio Lourenço
Ana Cecília Costa Barbara Meira (Baby)
Cláudio Fontana Hugo Figueiredo
Cynthia Benini Pilar Figueiredo[21][22]
Tânia Bondezan Heloísa Viana
Walter Breda Rafael dos Santos
Noemi Marinho Amália Lourenço
Viétia Zangrandi Celine
Jayme Periard George Miranda
Eliete Cigarini Fernanda Miranda
Denis Derkian Geraldo Diniz
Luís Carlos de Moraes Marcello Fantucci
Cláudia Netto Rosa Fantucci
Ana Olivia Seripieri Mariana Fantucci
Caio Romei Antonio dos Santos Perez (Tonho)
Thiago Oliveira Luigi Fantucci
Marcelo Várzea Guilherme Lourenço
Lyliá Virna Alexandra Lourenço
Blota Filho Delegado Guerra
Haydée Figueiredo Drª. Carmem
Miriam Mehler Helena Miranda (Vó Lena)
Patrícia Mayo Dona Maria
Elizabeth Hartmann Edna Pereira
Josmar Martins Cícero Pereira
Régis Monteiro Manuel
Carlos Dias Zelão
Luka Ribeiro Samurai
Gustavo Haddad Pato
Pierre Bittencourt Joca
Gustavo Montellato Sem Chance
Marcelo Pio Caô
Camila Thiré Teca Cadillac
Dayse Pinheiro Sheyla
Ícaro Silva Neno
Renata Sayuri Beth
Élcio Júnior Diogo
Cátia Fontinelli Glória
Milton Levy Dr. Raul
Marco Lunez Dr. Adriano
Emanuel Dória Daniel Dos Santos Perez
Giovanna Maia Patrícia Lourenço (Paty)

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Clemente Viscaíno Vicente Lourenço
Domingos Montagner Will
Neusa Maria Faro Abelarda
Mônica Mattos Célia
Ricardo di Giácomo Beto
Ester Laccava Lúcia
Bruna Braga Fabíola
Sérgio Módena Gabriel
Dereck Stanzione Nico
Gil Santana Chino
Renato Prosofsky Mercúrio (criança)

Audiência[editar | editar código-fonte]

Pequena Travessa estreou com média de 19 pontos e picos de 21, concorrendo no horário com o Jornal Nacional.[23][24][25] Em sua última exibição, em 2012, obteve resultados de 4 pontos na faixa das 14h30 das Novelas da Tarde, considerado Médio para o horário que pedia 5 pontos.

Música[editar | editar código-fonte]

Pequena Travessa
Trilha sonora de vários artistas
Lançamento 2002
Gênero(s) Vários
Gravadora(s) SBT Music
Produção Caion Gadia

Capa: Bianca Rinaldi[26]

Ouça o artigo (info)
Este áudio foi criado a partir da revisão datada de 2 de fevereiro de 2013 e pode não refletir mudanças posteriores ao artigo (ajuda com áudio).

  1. "Não Dá pra Resistir" - Rouge (tema de Abertura)
  2. "Charme do mundo" - Marina Lima (tema de Baby)
  3. "Vivendo e aprendendo" - Thaís Nascimento (tema de Júlia)
  4. "Pétala por pétala" - Chico César (tema de Caio)
  5. "Sozinho" - Tim Maia (tema de Alberto)
  6. "A noite vai chegar" - Lady Zu (tema de Débora)
  7. "Otimismo" - Luiz Melodia
  8. "Cuide-se bem" - Júlia Félix (tema de Júlia e Alberto)
  9. "À sua maneira" - Capital Inicial (tema de Mercúrio)
  10. "Salve esta flor" - Cassiano
  11. "Só você" - Seu Cuca (tema de Hugo)

Outras versões[editar | editar código-fonte]

Pequena Travessa é baseada na telenovela argentina Me llaman Gorrión de Abel Santa Cruz. Foram feitas várias versões para a televisão latina:

Referências

  1. a b Fernanda Dannemann (3 de novembro de 2002). «SBT busca mão-de-obra na Globo para sua nova trama». Folha de S.Paulo. UOL. Consultado em 29 de junho de 2018 
  2. Rodrigo Teixeira (2 de novembro de 2002). «Mais um dramalhão mexicano estréia no SBT». Diário do Grande ABC. Consultado em 5 de junho de 2015 
  3. Daniel Castro (2 de janeiro de 2003). «TV paga perde assinante, mas ganha ibope». Folha de S.Paulo. UOL. Consultado em 29 de junho de 2018 
  4. Marina Monzillo (21 de abril de 2003). «Mexicana cada vez mais brasileira». Isto É Gente. Terra Networks. Consultado em 29 de junho de 2018 
  5. Andréia Fernandes (24 de agosto de 2001). «SBT reativa núcelo de novelas com Pícara Sonhadora». Terra. Consultado em 26 de dezembro de 2011 
  6. Castro, Daniel (5 de maio de 2001). «SBT volta a produzir telenovelas em julho». Folha de S.Paulo. Consultado em 20 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 21 de dezembro de 2013 
  7. «SBT lança outra mexicana com jeitinho brasileiro». Folha de S.Paulo. UOL. 13 de abril de 2003. Consultado em 20 de setembro de 2014 
  8. «Mi pequeña traviesa». Internet Movie Database. Consultado em 20 de setembro de 2014 
  9. Daniel Castro (31 de maio de 2002). «'Esperança', da Globo, faz SBT adiar novela». Folha de S.Paulo. Consultado em 5 de janeiro de 2018 
  10. «Bastidores». Teledramaturgia.com.br. Consultado em 14 de fevereiro de 2013 
  11. a b c Marina Monzillo (11 de novembro de 2002). «Pequena Travessa». Isto É Gente. Terra Networks. Consultado em 29 de junho de 2018 
  12. Fernando Miragaya (17 de agosto de 2002). «Daniella Cicarelli pode fazer novela no SBT». Terra Networks. Consultado em 20 de setembro de 2014 
  13. «Bianca Rinaldi critica "panelinha" da TV Globo». Alexsandra Bentemüller. Terra Networks. 23 de dezembro de 2002. Consultado em 29 de junho de 2018 
  14. «Além do jeito manso de olhar de Renata Sayuri». Tribuna do Paraná. 22 de fevereiro de 2003. Consultado em 20 de setembro de 2014 
  15. Daniel Castro (31 de outubro de 2002). «Apesar da crise, TV Globo cresce em 2002». Folha de S.Paulo. UOL. Consultado em 29 de junho de 2018 
  16. «SBT começa a reprisar Pequena Travessa a partir do próximo dia 11». Tribuna do Paraná. 31 de março de 2005. Consultado em 29 de junho de 2018 
  17. «"Pequena Travessa" vai substituir "Pícara Sonhadora" no SBT». NaTelinha. UOL. 29 de março de 2012. Consultado em 29 de junho de 2018 
  18. «"Pequena Travessa" reestreia dia 23 no SBT». Folhapress. Comércio do Jahu. 15 de abril de 2012. Consultado em 29 de junho de 2018 
  19. «Bianca Rinaldi e Rodrigo Veronesi gravam Pequena Travessa em parque». Terra Networks. 9 de outubro de 2002. Consultado em 29 de junho de 2018 
  20. Redação Terra (27 de setembro de 2002). «Nico Puig destrói carro na gravação de A Pequena Travessa». Terra. Consultado em 29 de dezembro de 2011 
  21. «Cynthia Benini prepara o casamento». Isto É Gente. Terra Networks. 28 de outubro de 2002. Consultado em 29 de junho de 2018 
  22. «André Gonçalves e Cynthia Benini esperam o primeiro bebê». Isto É Gente. Terra Networks. 11 de novembro de 2002. Consultado em 29 de junho de 2018 
  23. Daniel Castro (6 de novembro de 2002). «SBT terá em 2003 primeira série nacional». Folha de S.Paulo. UOL. Consultado em 20 de setembro de 2014 
  24. Fabíola Reipert (6 de novembro de 2002). «Coluna Zapping: Fãs irritam galã global». Folha de S.Paulo. UOL. Consultado em 20 de setembro de 2014 
  25. «A Pequena Travessa estréia com 21 pontos de ibope». Babado. Internet Group. 5 de novembro de 2002. Consultado em 20 de setembro de 2014 
  26. «Pequena Travessa». Teledramaturgia. Consultado em 2 de janeiro de 2019 
  27. «Me llaman Gorrión (TV Series)». FilmAffinity. Consultado em 31 de dezembro de 2018 
  28. Ana Valenzuela (20 de maio de 2014). «"Al fondo hay sitio" busca juntar a Cattone y Regina Alcóver». El Comercio. Consultado em 31 de dezembro de 2018 
  29. «Hola Pelusa (1980)». Nuestros Actores. Consultado em 31 de dezembro de 2018 
  30. «Así lucen los actores de "Gorrión", 23 años después». El Comercio. 31 de maio de 2017. Consultado em 31 de dezembro de 2018 
  31. «El antes y después de los actores de Mi Pequeña Traviesa». TVyNovelas. Consultado em 31 de dezembro de 2018 
  32. «Ninã de mi corazón». Filmow. Consultado em 31 de dezembro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]