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Pícara Sonhadora

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Pícara Sonhadora
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Comédia romântica
Duração 60 minutos
Criador(es) Henrique Zambelli
Baseado em La Pícara Soñadora, de Abel Santa Cruz
País de origem  Brasil
Idioma original português
Produção
Diretor(es) Henrique Martins
Produtor(es) Ulises Aristides
Elenco
Tema de abertura "Mais um na Multidão", Erasmo Carlos e Marisa Monte
Exibição
Emissora original SBT
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 27 de agosto18 de dezembro de 2001
Episódios 96
Cronologia
Programas relacionados La pícara soñadora

Pícara Sonhadora é uma telenovela brasileira produzida exibida pelo SBT entre 27 de agosto e 18 de dezembro de 2001, em 96 capítulos, substituído a exibição da mexicana Café com Aroma de Mulher e sendo substituída por Amor e Ódio.[1] É uma versão da telenovela mexicana La Pícara Soñadora, de Valentín Pimstein, sendo adaptada por Henrique Zambelli, com colaboração de Adriana Moretto, supervisão de texto de Crayton Sarzy, sob direção de Henrique Martins, Antonino Seabra e Jacques Lagôa e direção geral de Henrique Martins.

"Pícara", que em espanhol significa "esperta", foi mantida no título como forma de viralizar o nome da novela.[2] Marcou o retorno da produção de telenovelas no SBT, a qual estava parada desde 1997, quanto a emissora gravou de uma só vez Fascinação, Pérola Negra e O Direito de Nascer e exibiu nós anos seguintes sem continuidade.[3] Foi recebida negativamente pela imprensa especializada, que alegou que o texto era "pobre" e as situações "absurdas" por manter as narrativas mexicanas, distantes do que se via nas novelas brasileiras.[4][5]

Conta com Bianca Rinaldi, Petrônio Gontijo, Giselle Itié, Vanessa Vholker, Norma Blum, Rubens Caribé, Mariana Dubois e Carmo Dalla Vecchia nos papéis principais.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Ludmila Lopes, a Mila, é uma moça encantadora e muito batalhadora de classe média baixa que veio para São Paulo para trabalhar e estudar.[6] Ao chegar à capital paulista, consegue um emprego na seção de brinquedos da loja Soles, pertencente à tradicional família Rockfield.[7][8]

Mila e Alfredo se conhecem na loja Soles.

Mila mora com seu tio Camilo, vigia noturno da loja, num pequeno quarto no último andar do prédio.[9][6][7] Depois que a loja fecha, a moça aproveita para passear pela loja, utilizando alguns de seus produtos, como os livros de Direito da livraria, os produtos de beleza que ficam expostos, os lanches que come no setor de alimentos e até mesmo algumas roupas que pega emprestado. Ela acha que um dia vai poder pagar e, por isso, anota tudo o que consome num caderninho.[10] Seu sonho é terminar a faculdade de direito e ser uma advogada bem sucedida. Mas sua vida começa a se complicar quando Rosa, sua amiga que vive em Curitiba, resolve procurá-la em São Paulo. Ela, que era funcionária da filial da Soles, fugiu da cidade após roubar o dinheiro do caixa para tentar pagar um tratamento médico para sua filha doente.

Alfredo Rockfield, herdeiro do grupo Soles que nunca pisou em uma loja, conhece Mila por acaso e se apaixona.[6][7][8] Ele, então, inventa um plano para ficar perto dela. Sem que ninguém saiba sua verdadeira identidade, começa a trabalhar na Soles para se aproximar da moça e conquistá-la.[7] Mônica, irmã de Alfredo, e Carlos o ajudarão no plano e, assim, Mila e Alfredo se apaixonarão e viverão uma linda história de amor. Só há um problema: ele é noivo de Giovanna Luchini, que retorna ao Brasil após uma temporada na Europa disposta a tudo para manter o noivado, contando com a ajuda de sua inescrupulosa mãe, Leonor, que só pensa no dinheiro dos Rockfield.[9][6][7] Além disso há Bárbara, que se torna obcecada por Alfredo e vê Mila e Giovanna como pedras no caminho.

Na mansão dos Rockfield vivem Dona Marcelina, matriarca da família, seus filhos e netos. Gregório é o filho mais velho e cuida dos negócios. É marido de Grace e pai de Alfredo e Mônica. Frederico é o mais novo e só pensa em corrida de cavalos e em suas amantes, uma delas é Erica, que faz de tudo para tentar conquistar o coração do bonitão e se casar com ele. Na casa também mora Julinho, filho de Aparecida, empregada muito doente. Após a morte da empregada, Dona Marcelina resolve brigar pela guarda do menino. Acontece que José, pai do menino que nunca se interessou por ele, vai tentar extorquir dinheiro de Dona Marcelina para permitir que o garoto continue morando na mansão dos Rockfield. Dona Marcelina e Camilo reviveram o amor da juventude após 40 anos depois.[11]

Produção[editar | editar código-fonte]

Bianca Rinaldi, após disputar com duas atrizes, conseguiu o papel da protagonista Milla Lopes.

O Sistema Brasileiro de Televisão assinou um contrato de cinco anos com a Televisa em abril de 2001 que faria o SBT desembolar cerca de US$ 200 milhões em compras de textos e dublagens de novelas mexicanas.[12] La Pícara Soñadora foi a primeira a ser escolhida pelo então vice-presidente da emissora José Roberto Maluf, declarando: "Estamos em fase de pré-produção, ainda não temos o título em português, mas o texto já está sendo traduzido".[13] De início, foi chamada pela crítica como "La Pícara", já que os preparativos para a trama estavam em andamento e não havia nenhum título. "Esperta Sonhadora" foi o primeiro nome provisório para o folhetim, que em seguida mudou para "Ardilosa Sonhadora" e se afirmou como o nome original mexicano, Pícara Sonhadora, o que chamaria a atenção do público e consequentemente aumentaria a audiência da novela.[10]

Desde o início da produção, Flávia Monteiro estava cotada para ser a protagonista,[14] mas o papel ficou para Bianca Rinaldi,[15] que fez um teste em junho de 2001 com Patrícia de Sabrit e foi chamada às pressas um mês depois para dar vida a Milla Lopes.[10][16] A primeira fase de testes com atores de teatros foram realizadas em 18 de junho de 2001, onde cem foram selecionados.[17] O ator Petrônio Gontijo foi escolhido particularmente por Sílvio Santos, dono do SBT, para viver o protagonista Alfredo Rockfield, par romântico de Milla.[18] Na segunda semana de julho de 2001, o elenco todo formado se reuniu para dar início as gravações.[15] Foram construídos 33 cenários fixos que ocuparam 1,600 de dois estúdios do CDT da Anhanguera.[17][19] Cada capítulo teve um orçamento de aproximadamente US$ 43 mil[19] e o fim das gravações ocorreu em 18 de outubro de 2001.[20]

Exibição[editar | editar código-fonte]

O primeiro capítulo de Pícara Sonhadora foi exibido no dia 27 de agosto de 2001 pelo SBT, dividindo o horário das 20h15 com a colombiana Café com Aroma de Mulher, que era transmitida logo em seguida. A produção era exibida de segunda a sábado.[2][5] A telenovela recebeu a classificação indicativa de livre para todos os públicos,[21] e seu último capítulo foi exibido em 18 de dezembro de 2001, totalizando 96 capítulos.[22] A abertura era transmitida ao som de "Mais um na multidão" de Erasmo Carlos e Marisa Monte.[23]

Pícara Sonhadora em 2004 foi posta em uma enquete no site do SBT contra As Pupilas do Senhor Reitor, Chiquititas, Pérola Negra, Pequena Travessa e Marisol para ser escolhida como a próxima reprise. A telenovela ganhou e foi reexibida entre 19 de abril a 6 de agosto de 2004, substituindo Fascinação e sendo substituída por Pérola Negra, em 80 capítulos, na faixa das 13h00.[24] Foi reexibida novamente entre 09 de janeiro a 24 de abril de 2012, substituindo Amigas & Rivais e sendo substituida por Pequena Travessa, em 74 capítulos, as 14h15.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Bianca Rinaldi Ludmila Lopes (Mila)[25][26][9][6]
Petrônio Gontijo Alfredo Rockfield / Carlos[25][9][6][27]
Giselle Itié Bárbara Mendonça
Vanessa Vholker Giovanna Luchini[25][9]
Norma Blum Leonor Luchini
Rubens Caribé Oswaldo[9]
Mariana Dubois Carla Camargo[25][9]
Maria Estela Marcelina Rockfield[9]
Serafim Gonzalez Camilo Lopes[25]
Victor Wagner José Valdomiro Soares[9]
Carmo Dalla Vecchia Inácio
Karina Bacchi Mônica Rockfield[25][9]
Tony Borges Carlos Diniz
Marcela Muniz Rosa Garcia
Rodolfo de Freitas Frederico Rockfield[9]
Carlo Briani Gregório Rockfield[9]
Martha Mellinger Grace Rockfield
Luís Carlos de Moraes Raul Molina (Molina)[25][9]
Naura Schneider Dora Molina
Josmar Martins Salvatore Luchini
Anastácia Custódio Olívia Luz
Chica Lopes Luzia
Vicentini Gomez Domingos
Bárbara Koboldt Andréia
Gigi Monteiro Erica
Milton Levy Detetive Telles
Paulo Vasconcellos Detetive 001
Mauro Gorini Detetive 002
Lena Roque Tonha
Ana Paula de Nitto Flora
Danielle Calmon Melissa
Paulo Greca Fausto
Marcus Vinícius Parizatto Sebastião
Danielle Petrus Gina[28]
Giovanni Delgado Julio Soares (Julinho)[9]
Danielle Tinti Maria Aparecida Luz (Cidinha)
Mariana Molina Creuza Maria Molina
Felipe Martins Antônio Celso Molina
Kendi Yamai Rafinha

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Ítala Morahddei Aparecida Soares
Sérgio Guizé Leandro
Milhem Cortaz Cláudio
Luciene Adami Lúcia
Luiz Carlos Araújo Ronaldão
Luciana Vaz Miriam
Vitor Mihailoff Biro
Gabrielle Lopez Ângela

Referências

  1. «Pícara Sonhadora estréia segunda em clima romântico». Terra. 20 de agosto de 2001. Consultado em 5 de junho de 2015 
  2. a b Migliaccio, Marcelo (26 de agosto de 2001). «SBT ataca "JN" e "Porto" com "Pícara"». Folha de S.Paulo. Consultado em 22 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 22 de Dezembro de 2013 
  3. Marina Monzillo. «Amor e Ódio». ISTOÉ Gente Online. Consultado em 28 de dezembro de 2011. Cópia arquivada em 23 de Dezembro de 2013 
  4. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome SBTcresceGlobocai
  5. a b Sanches, Neuza (30 de agosto de 2001). «Pícara Sonhadora». Isto É. Consultado em 22 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 23 de Dezembro de 2013 
  6. a b c d e f Redação SBT (2 de janeiro de 2012). «Pícara Sonhadora está de volta a partir do dia 09 de Janeiro; conheça a história». ISBT.com.br. Consultado em 4 de janeiro de 2012  |língua2= e |língua= redundantes (ajuda) Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "picara-historia" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  7. a b c d e Armando Vannucci, José (24 de dezembro de 2011). «"Pícara Sonhadora" volta ao SBT na faixa onde a emissora ultrapassa a Record». Parabólica JP. JP Online. Consultado em 24 de dezembro de 2011  [ligação inativa]
  8. a b Sanches, Neuza. «Pícara Sonhadora». ISTOÉ Gente Online. Consultado em 26 de dezembro de 2011 
  9. a b c d e f g h i j k l m n Fernandes, Andréia (24 de agosto de 2001). «SBT reativa núcleo de novelas com Pícara Sonhadora». Terra. Consultado em 26 de dezembro de 2011. Cópia arquivada em 23 de Dezembro de 2013  Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "terra-picara" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  10. a b c «Ex-paquita estrela novela do SBT». Estadão. 25 de julho de 2001. Consultado em 21 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 21 de Dezembro de 2013 
  11. «Pícara Sonhadora». Teledramaturgia. Consultado em 22 de dezembro de 2013. Arquivado do original em 24 de dezembro de 2013 
  12. Castro, Daniel (5 de maio de 2001). «SBT volta a produzir telenovelas em julho». Folha de S.Paulo. Consultado em 20 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 21 de dezembro de 2013 
  13. Gemignani, Gabriela (6 de maio de 2001). «SBT terá mexicana La Pícara Soñadora». O Estado de S. Paulo. Consultado em 23 de dezembro de 2001. Cópia arquivada em 24 de Dezembro de 2013 
  14. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome SEMTÍTULO
  15. a b Ricardo Morera, Paulo (22 de julho de 2001). «Ex-paquita será a protagonista do folhetim». O Globo. Consultado em 20 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 21 de Dezembro de 2013 
  16. Cardoso, Rodrigo (8 de setembro de 2001). «A história real da Pícara Sonhadora». Isto É. Consultado em 21 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 21 de Dezembro de 2013 
  17. a b Castro, Daniel (18 de junho de 2001). «Novela do SBT terá réplica de rua de SP». Folha de S.Paulo. Consultado em 20 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 21 de Dezembro de 2013 
  18. Lopes, Juliana (1 de outubro de 2001). «O pícaro solitário na cidade grande». Isto É. Consultado em 21 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 21 de Dezembro de 2013 
  19. a b Ricardo Morera, Paulo (8 de julho de 2001). «Um folhetim mexicano para fazer rir». O Globo. Consultado em 20 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 21 de Dezembro de 2013 
  20. Camargo, Carolina (17 de outubro de 2001). «Elenco grava último capítulo da novela Pícara Sonhadora». UOL. Consultado em 22 de dezembro de 2013. Arquivado do original em 23 de dezembro de 2013 
  21. «Pícara Sonhadora - Classificação indicativa». Ministério da Justiça. 13 de agosto de 2001. Consultado em 23 de dezembro de 2013 
  22. Gabriel Batista, João (25 de setembro de 2013). «"Dona Xepa" termina com média superior a de "Balacobaco" e "Máscaras"». NaTelinha. Consultado em 22 de dezembro de 2013 
  23. Paes Barreto, Vanessa (24 de outubro de 2012). «'Salve Jorge' usa música tema de novela do SBT». Yahoo!. Consultado em 22 de dezembro de 2013 
  24. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome :0
  25. a b c d e f g «SBT ataca 'JN' e 'Porto' com a 'Pícara'». TVFolha. Folha de S.Paulo. 26 de agosto de 2001. Consultado em 4 de dezembro de 2011 
  26. Rodrigo Cardoso (2001). «Bianca Rinaldi: A história real da Pícara Sonhadora». ISTOÉ Gente Online. Consultado em 26 de dezembro de 2011 
  27. Juliana Lopes (2001). «Petrônio Gontijo: O pícaro solitário na cidade grande». ISTOÉ Gente Online. Consultado em 26 de dezembro de 2011 
  28. Maria Rita Alonso; Lúcia Monteiro (2001). «Mamãe, quero ser atriz». Veja São Paulo. Consultado em 4 de janeiro de 2012 

Música[editar | editar código-fonte]

Pícara Sonhadora
Capa: Bianca Rinaldi
Trilha sonora de vários artistas
Lançamento 2001
Gênero(s) Romântico
Gravadora(s) Abril Music, SBT Music[1]
Direção Caion Jorge Gaia
Produção Caion Gadia[2][3]

Por ser um projeto novo, críticos achavam que os temas das telenovelas mexicanas seriam também traduzidos do espanhol para o português nas refilmagens brasileiras. Mas o diretor musical encarregado, Caion Gadia, afirmou: "Serão músicas nacionais, nenhuma versão de música estrangeira". Pelo curto prazo da trama, o disco seria disponibilizado logo no início da exibição da novela, tendo também apenas uma edição.[4] O álbum foi distribuído pela Abril Music em parceria com o SBT Music. A capa foi estampada pela protagonista Bianca Rinaldi, que viveu Milla Lopes na trama.

TítuloMúsica Duração
1. "Mais um na multidão"  Erasmo Carlos e Marisa Monte[1]  
2. "Estou apaixonado[5]"  Daniel[1]  
3. "Muito estranho (Cuida bem de mim)"  KLB[1]  
4. "Musa"  Vavá  
5. "Maravilhosa"  Rick & Renner[1]  
6. "Contra o tempo"  Rita Ribeiro  
7. "Vida cigana"  João Pedro & Cristiano  
8. "Nunca mais vou esquecer"  Gian & Giovani[1]  
9. "Sou seu anjo[6]"  Karametade  
10. "Nunca mais"  Família Lima[1]  
11. "Brincando sozinho"  Ivan Lins  
12. "Parece truque"  Adryana e a Rapaziada  
13. "Legata a un granello di sabia"  Fred Rovella  

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Audiência[editar | editar código-fonte]

Pícara Sonhadora estreou com o objetivo de manter a audiência da novela colombiana Café com Aroma de Mulher, que na época era de 18 pontos.[7] Na Grande São Paulo, a estreia alcançou a meta.[8] No mês de setembro, marcava médias de 16-17 pontos, e no dia 5 de setembro de 2001, confrontando o jogo de futebol Brasil x Argentina que marcou 46 pontos na Rede Globo, a trama manteve os 17 pontos e mostrou fidelidade de público; a concorrente Porto dos Milagres, da Globo, que foi exibida logo em seguida do jogo, caiu oito pontos do normal, marcando 41 pontos naquela noite.[9] A média da telenovela em outubro de 2001 já era de 16 pontos.[10]

A primeira reprise de Pícara Sonhadora, em 2004, oscilava entre 12 a 13 pontos, ficando algumas vezes na frente da líder Globo na faixa das 13h.[11] A segunda reprise em 2012 estreou com 10% dos paulistanos assistindo a novela, somando assim 4 pontos na capital; 17% dos cariocas sintonizaram no primeiro capítulo e somaram 7 pontos com pico de 10.[12] Na segunda semana de reexibição, os índices conseguidos pela antecessora Amigas & Rivais não foi conseguido por Pícara Sonhadora, que chegava a somar apenas 3 pontos na Grande São Paulo, ficando atrás de pequenas emissoras, como a Cultura.[13]

Avaliação em retrospecto[editar | editar código-fonte]

Amélia Gonzalez do jornal O Globo analisou a telenovela após a exibição de seu primeiro capítulo, e criticou as primeiras cenas da trama, garantindo: "Falando sério: com este início fica difícil ter boa vontade com o resto da obra". Gonzalez criticou os diálogos, mas elogiou os protagonistas Bianca Rinaldi e Petrônio Gontijo, e alertou a direção da novela: "É preciso ter mais cuidado com a direção. Onde já se viu alguém tomar banho de banheira com sais roubados numa loja de departamentos e ainda fazer bolinha de sabão?".[8] Gabriea Goulart do Jornal do Brasil adjetivou-a de tradicional, "até porque, tudo que o SBT não quer é uma novela moderninha", em razão da emissora continuar na "zona de conforto" dos dramas mexicanos. Goulart criticou também os diálogos: "O principal problema da primeira novela méxico-brasileira do SBT se dá quando os atores [...] abrem a boca. O texto soa absurdo. Como uma novela mexicana traduzida".[14]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g Neuza Sanches; Rosângela Honor. «Exclusivas - Ecletismo musical». ISTOÉ Gente Online. Consultado em 1 de janeiro de 2012 
  2. «Trilhas do SBT driblam mexicanização». Estadão. 3 de julho de 2001. Consultado em 7 de janeiro de 2012 
  3. «Morre diretor musical do SBT Caion Gadia». Folha Online. 29 de agosto de 2007. Consultado em 1 de janeiro de 2012 
  4. «Trilhas do SBT driblam mexicanização». Estadão. 3 de julho de 2001. Consultado em 22 de dezembro de 2013 
  5. Neuza Sanches; Rosângela Honor (1 de setembro de 2001). «Exclusivas - Sob pressão». ISTOÉ Gente Online. Consultado em 26 de dezembro de 2011 
  6. Fabiana Fevorini. «Karametade de cara nova». ISTOÉ Gente Online. Consultado em 26 de dezembro de 2011 
  7. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome sbtataca
  8. a b Gonzalez, Amélia (29 de agosto de 2001). «Faltou cuidado com direção na estréia do SBT». O Globo. Consultado em 22 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 23 de Dezembro de 2013 
  9. Castro, Daniel (7 de setembro de 2001). «Fidelidade». Folha de S.Paulo. Consultado em 22 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 23 de Dezembro de 2013 
  10. Castro, Castro (18 de dezembro de 2001). «Ibope do SBT cresce 42% no ano; Globo cai 12%». Folha de S.Paulo. Consultado em 23 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 23 de Dezembro de 2013 
  11. Reipert, Fabíola (7 de agosto de 2004). «Zapping: Record contrata Márcio Garcia e Roberto Justus». Folha de S.Paulo. Consultado em 23 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 23 de Dezembro de 2013 
  12. «Estreia de "Pícara Sonhadora" garante pico de 10 pontos no Rio e 5 em São Paulo». G1. RD1. 10 de janeiro de 2012. Consultado em 23 de dezembro de 2013. Arquivado do original em 23 de dezembro de 2013 
  13. «"Pícara Sonhadora" tem baixa audiência no SBT». NaTelinha. 17 de janeiro de 2012. Consultado em 23 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 23 de Dezembro de 2013 
  14. Goulart, Gabriea (29 de agosto de 2001). «Novelas com grife». Jornal do Brasil. Consultado em 22 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 23 de Dezembro de 2013 
  15. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome IstoÉPicara
  16. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome LaPicaraSonadora
  17. «Murió Mariana Levy». La Oreja (em espanhol). Esmas.com. Consultado em 23 de dezembro de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikcionário
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