Carrusel

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a telenovela original mexicana. Para a adaptação brasileira de 2012, veja Carrossel (telenovela).
Carrusel
Carrossel (BR)
Logotipo da novela feito pelo SBT durante sua exibição no Brasil.
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Infantil
Duração 45 minutos
Criador(es) Valeria Phillips
Baseado em Jacinta Pichimahuida, la maestra que no se olvida de Lei Quintana
Abel Santacruz
País de origem  México
Idioma original Espanhol
Produção
Diretor(es) Albino Corrales
Pedro Damián
Produtor(es) Valentín Pimstein
Verónica Pimstein
Angelli Nesma Medina
Elenco Gabriela Rivero
Pedro Javier Viveros
Ludwika Paleta
Janet Ruiz
Flor Eduarda Gurrola
Jorge Granillo
Christel Klitbo
Joseph Birch
Mauricio Armando
Abraham Pons
Hilda Chávez
Gabriel Castañon
Yoshiki Taquiguchi
Rafael Omar Lozano
Beatriz Moreno
(ver mais)
Tema de abertura México "Carrusel de Niños" - Elenco infantil
Brasil "Carro-Céu" - Super Feliz
Exibição
Emissora de televisão original El Canal de las Estrellas
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 16 de janeiro de 1989 - 1 de junho de 1990
N.º de temporadas 1
N.º de episódios 358
Cronologia
Nuevo amanecer
Cenizas y diamantes
Programas relacionados Carrossel
Jacinta Pichimahuida, la Maestra que no se Olvida

Carrusel (no Brasil e em Portugal, Carrossel) é uma telenovela mexicana que foi produzida pela Televisa e exibida pelo Canal de las Estrellas de 16 de janeiro de 1989 a 1 de junho de 1990, em 358 capítulos.

Baseada na telenovela argentina Jacinta Pichimahuida, la Maestra que no se Olvida produzida em 1966, a história tem por argumento a história de uma turma de crianças da 2ª série do Ensino Fundamental da Escola Mundial. Juntos, eles descobrem os prós e os contras da vida e procuram resolver seus problemas com alegria e descontração, sempre com o auxílio e carinho da Professora Helena, que servia como uma segunda mãe para eles.

A trama contou com Gabriela Rivero como a protagonista principal, Janet Ruiz como a antagonista principal e Beatriz Moreno como a antagonista secundária. Ludwika Paleta, Pedro Javier Viveros, Hilda Chávez, Jorge Granillo, Christel Klitbo, Flor Eduarda Gurrola, Joseph Birch, Abraham Pons, Mauricio Armando, Gabriel Castañon, Rafael Omar Lozano, Yoshiki Taquiguchi, Georgina García, Manuel Fernández, Karen Nisembaum, Silvia Guzmán e Erika Garza interpretaram os demais papéis principais da história.[1]

Origem[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Jacinta Pichimahuida (franquia)

A história de "Carrossel" era na verdade uma das muitas versões televisivas baseada nos personagens e nas histórias que tiveram início na Argentina, escritas pelo escritor e dramaturgo Abel Santa Cruz e publicadas na revista "Patoruzú" nos anos 40, e que mais tarde foram compiladas em um livro chamado "Cuentos de Jacinta Pichimahuida", e depois adaptadas para os meios de comunicação eletrônicos em forma de uma radionovela em 1964.[2] Na trama original o autor conta histórias de uma turma de alunos do primário, e sua professora "Jacinta" (que no Brasil é conhecida como "Helena"). Algumas passagens da trama foram inspiradas na própria infância do autor, e suas vivências escolares com vários de seus companheiros em uma escola primária em Caballito.

A protagonista "Jacinta" é uma personagem baseada em uma professora real de mesmo nome, que deu aulas ao autor Abel Santa Cruz, quando este era um estudante na década de 20. Porém a professora real não tinha o sobrenome "Pichimahuida", que foi criado pelo autor, para que não fosse reconhecida. Quando adulto, nos anos 40, Santa Cruz escreveu as aventuras da turma de alunos, da qual ele fazia parte quando criança, e suas histórias foram publicadas na revista "Patoruzú", e que mais tarde também seriam publicadas no livro citado anteriormente.

Um fato curioso, é que a versão mexicana de 1989, "Carrusel", fez um grande sucesso na Coreia, sendo conhecida inclusive pelo título de "Coro de Anjos" (천사들의 합창, Cheonsadeul-ui Habchang), e devido a esse fato quando o livro "Cuentos de Jacinta Pichimahuida" foi lançado no país traduzido para coreano, os personagens foram ilustrados com as mesmas roupas e características da novela de 1989.[3]

Adaptações e versões[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Jacinta Pichimahuida (franquia)

Durante os anos 60, na Argentina, as histórias de Abel Santa Cruz foram contadas além do livro e da radionovela, em uma telenovela em 1966 muito popular em seu país, e depois em dois filmes, um em 1974 e outro 77, e um seriado de televisão em 1983. Na época foram publicadas também revistas de fotonovelas e quadrinhos.

A versão em forma de novela de 1966, se chamava "Jacinta Pichimahuida, la maestra que no se olvida" (que traduzido para português ficaria: "Jacinta Pichimahuida, a professora que não se esquece" ou "A professora que ninguém esquece") e trazia a atriz Evangelina Salazar, no papel da professora Jacinta (que na versão de 1989 se chamou "Jimena" ou "Ximena", e na dublagem brasileira virou "Professora Helena", enquanto na versão feita entre 2002 e 2003 se tornou "Professora Lupita"). A versão exibida em 66 foi um marco na Argentina e em outros países hispânicos, se tornando símbolo da infância de muitos. Foi uma das pioneiras em tratar questões sociais como o preconceito entre os alunos "Cirilo Tamyo" e "Etelvina"(que se tornaram "Cirilo" e "Maria Joaquina" na versão de 1989, "Ana Lucrécia" e "Martim" na versão de 1992 e "Angelo" e "Simoninha" na de 2002).

Em 1974, foi produzido um filme argentino com o mesmo título "Jacinta Pichimahuida, la maestra que no se olvida", porém agora em cores e com outros atores. Outro filme também foi produzido em 1977, chamado "Jacinta Pichimahuida se Enamora"" (que traduzido ficaria: "Jacinta Pichimahuida se Apaixona"). O sucesso dos filmes fez com que, em 1983 a emissora ATC realizasse mais uma versão para a televisão, mas dessa vez não como uma novela, mas sim como um seriado, chamado "Señorita Maestra", chegando a ir ao ar por mais de dois anos. Entre o ano de 1975 e 1976, existiu também uma história em quadrinho na Argentina, que foi incluída em uma revista de fotonovelas. Os quadrinhos porém, eram muito mais fantasiosos, e tinham pouco a ver com a telenovela, que era mais realista na hora de tratar os problemas habituais na escola.

A repercussão da novela e da série na América Latina foi tamanha que foi feita uma versão no México, pois chamou a atenção da rede mexicana Televisa, que comprou os direitos da trama e produziu, uma novela chamada "Carrusel" ("Carrossel" no Brasil), a que foi exibida pelo SBT em 1991 e obteve altos índices de audiência, logo virando uma febre entre o público, se tornando a versão mais conhecida pelo público brasileiro.

Em 1992, a Televisa fez uma quarta versão da novela, chamada de "Carrusel de las Américas" ("Carrossel das Américas"), tendo novamente como protagonista a atriz Gabriela Rivero. Essa versão foi produzida em celebração aos 500 anos de descobrimento da América e foi transmitida por toda a América Latina via satélite. Apresentada como uma "continuação" da anterior, acabou se tornando um remake desta. Exibida pelo SBT em 1996, ela não obteve o mesmo sucesso no Brasil que a anterior.

A quinta versão para televisão, também produzida no México pela Televisa, foi feita em 2002, chamada "¡Vivan los niños!" ("Viva às Crianças! - Carrossel 2"), e embora o começo de "Vivan los Niños" seja quase a mesma história de Carrossel de 1989, nos capítulos seguintes foram adicionadas tramas inéditas que não estavam na versão de 89. Essas histórias novas eram mais fantasiosas, como por exemplo uma onde um cientista meio "desequilibrado" inventa uma máquina de encolher pessoas, e começa a capturar as crianças para criá-las em uma caixa, onde ele construiu uma cidade em miniatura. Durante os capítulos posteriores, ocorre mais uma trama fantasiosa onde um menino alienígena se torna amigo das crianças da escola. Em outra história inédita na outra versão, o pai do menino pobre Guilherme ou "Memê" (que corresponde ao personagem "Mário" na versão de 89) perde a guarda do filho para a sua sogra, a avó materna do menino, uma mulher rica chamada Porfia. Na trama a avó não deixava que o neto visse o pai, e ele então se disfarça de uma velha empregada chamada Guilhermina (parecido com o que ocorre no filme "Uma Babá Quase Perfeita"), e começa a trabalhar na casa da avó do menino, sem que ninguém desconfiasse do disfarce. A novela "Vivan los Niños" foi exibida no Brasil em 2003, também pelo SBT, porém não obteve o mesmo sucesso que "Carrossel" de 89 obteve no Brasil.

Em 21 de maio de 2012, o canal SBT estreou uma nova versão inspirada diretamente na versão mexicana de 1989, com atores brasileiros, com Rosanne Mulholland, interpretando a professora Helena, Maisa Silva interpretando a extrovertida Valéria e Lívia Andrade como a vilã Suzana.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator/atriz Personagem[4] Na versão adaptada
Gabriela Rivero Jimena Fernández Rosanne Mulholland como Helena
Pedro Javier Cirilo Rivera Jean Paulo Campos
Ludwika Paleta Maria Joaquina Villaseñor Larissa Manoela
Janet Ruiz Suzana Bustamante Livia Andrade
Flor Eduarda Gurrola Carmen Carrillo Sthefany Vaz
Jorge Granillo Jaime Palillo Nicholas Torres
Christel Klitbo Valeria Ferreyra Maisa Silva
Joseph Birch David Rabinovich Joseph
Mauricio Armando Pablo Guerra Auricio Armando
Abraham Pons Daniel Zapata Abraham Pons
Hilda Chávez Laura Quiñones Aysha Benelli (Laura Gianolli)
Gabriel Castañon Mario Ayala Gustavo Daneluz
Yoshiki Taquiguchi Kokimoto Mishima Mateus Ueta
Rafael Omar Lozano Jorge Del Salto Léo Belmonte (Jorge Cavalieri)
Georgina García Marcelina Guerra Ana Zirmemman
Manuel Fernández Adriano Román Adriano Ramos
Karen Nisembaum Bibi Smith Victoria Diniz
Silvia Guzmán Alícia Guzmán Fernanda Concon
Ramón Valdés Urtiz Abelardo Cruz Henrique Filgueiras
Erika Garza Clementina Suárez Kiane Porfirio
Beatriz Moreno Diretora Olívia Noemi Gerbelli
Augusto Benedico (1.ª fase)
Armando Calvo (2.ª fase)
Fermín Fernando Benini
Manuel Guízaré Morales Déo Garcez
Raquel Pankowsky Matilde Ilana Kaplan
Adriana Laffán Luisa Palillo Ivana Domenico como Eloisa
Alejandro Tommasi Alberto Del Salto
Andrea Legarreta Aurelia Caroline Molinare como Melissa
Alvaro Cerviño Miguel Villaseñor Fabio de Martino (Miguel Medsen)
Arturo García Tenorio Ramon Palillo Henrique como Rafael
Beatriz Ornelas Natalia Ayala Nabia Vilela
Cecilia Gabriela Rosana Del Salto Silvia Menabo (Rosana Cavalieri)
David Ostrosky Isaac Rabinovich
Johnny Laboriel José Rivera Marcelo Batista
Karen Sentíes (1.ª fase)
Kenia Gazcón (2.ª fase)
Clara Villaseñor Adriana del Claro (Clara Medsen)
Marcial Salinas Germán Ayala
Odiseo Bichir Frederico Carrilho Daniel
Pituka de Foronda Sara Rabinovich Lilian Blanc
Rebeca Manríquez Inés Carrillo Renata
Verónica Con K Belén de Rivera Adriana Alves como Paula

Exibição no Brasil[editar | editar código-fonte]

Foi exibida no Brasil pelo SBT entre 20 de maio de 1991 e 21 de abril de 1992, sendo substituída por Vovô e eu. A trama fez tanto sucesso, que chegou a incomodar a Rede Globo, que na época exibia O Dono do Mundo[5].

Além disso, foi reprisada em 1993, 1995 e 1996. Com o sucesso da novela e da personagem Professora Helena, Gabriela Rivero, a atriz que a interpretava, visitou o Brasil na época, sendo esperada por cerca de cinco mil pessoas, e desceu a rampa do Congresso Nacional junto com o então presidente Fernando Collor de Mello[6].

Trilhas sonoras[editar | editar código-fonte]

Ver também: Música de Carrusel

Foram lançadas no total quatro trilhas sonoras da novela. A primeira seria a original lançada no México, que foi raramente executado na novela, mas sim em apresentações musicais ao vivo que foram feitas na época. Já as outras três foram lançadas somente no Brasil pelo SBT, emissora que transmitiu a novela no país. A primeira trilha brasileira lançada em 1991, consiste em outras canções interpretadas por artistas nacionais. Já a segunda também lançada em 1991, consiste em cantigas de roda interpretadas pela dubladora da Professora Helena no Brasil, Marlene Costa. A terceira trilha somente foi lançada em 1995, durante a segunda reprise da novela no Brasil, que consiste em algumas músicas da primeira trilha brasileira e da segunda.

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Prêmios TVyNovelas (1990)[editar | editar código-fonte]

Categoria Indicado(a) Resultado
Melhor Novela Valentín Pimstein Indicado
Melhor ator Armando Calvo Indicado
Melhor revelação feminina Gabriela Rivero Indicado
Melhor atriz infantil Ludwika Paleta Venceu
Melhor ator infantil Jorge Granillo Venceu

Troféu Imprensa (1992)[editar | editar código-fonte]

Categoria Indicado(a) Resultado
Melhor Novela Valentín Pimstein Indicado

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Carrusel

Referências

  1. «Gabriela Rivero, a professora Helena de Carrossel: As crianças do elenco me ensinaram a ser mãe». Veja. Abril. 28 de maio de 2012. Consultado em 16 de janeiro de 2013 
  2. «Gabriela Rivero em uma entrevista para o SBT». Carrossel. SBT. 2012 
  3. «Carrusel na Coréia!». Yes24 (em coreano) 
  4. «Carrossel: Veja o antes e depois do elenco mexicano». Revista Quem. Globo. 21 de maio de 2012. Consultado em 16 de janeiro de 2013 
  5. «Fenômeno em 1991, exibição de Carrossel foi obra do 'faro' de Silvio Santos». Notícias da TV. 29 de novembro de 2015. Consultado em 6 de setembro de 2017 
  6. «O Dia na História (16/08/1991): Gabriela Rivero, a Professora Helena, visita presidente Fernando Collor em Brasília». SBTPédia. 16 de agosto de 2014. Consultado em 6 de setembro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]